Em meio às novas exigências da NR-1, a SGF Global destaca
que a prevenção, a escuta e ambientes de trabalho saudáveis devem fazer parte
de uma estratégia contínua das empresas
Pexels
Falar
sobre saúde mental no ambiente de trabalho deixou de ser uma iniciativa pontual
para ganhar espaço entre as prioridades estratégicas da gestão de pessoas. Em
um cenário marcado pelo aumento dos afastamentos relacionados a doenças mentais
e pela atualização das diretrizes da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1),
empresas passam a ser cada vez mais demandadas a olhar para os fatores que
podem impactar o bem-estar dos profissionais e a construir ambientes de
trabalho mais saudáveis.
Dados do Ministério da Previdência Social apontam que o Brasil registrou mais de 470 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2024, entre quadros relacionados à ansiedade, depressão e outros. O cenário reforça a necessidade de ampliar a discussão sobre prevenção e de compreender a saúde mental como parte da sustentabilidade das relações de trabalho.
Para a SGF Global, empresa especializada em soluções de recursos humanos e recrutamento, o Setembro Amarelo representa uma oportunidade para ampliar essa conversa, mas a atenção ao tema precisa ultrapassar o período da campanha. A criação de canais de escuta, o preparo das lideranças e a identificação de fatores que podem contribuir para o estresse e o esgotamento devem fazer parte de uma agenda permanente da gestão de pessoas.
“Setembro Amarelo tem um papel importante ao estimular a conversa sobre saúde
mental, mas esse diálogo não precisa — e não deve — ficar restrito a um único
mês. As empresas têm a oportunidade de transformar a conscientização em
práticas contínuas de escuta, prevenção e cuidado, criando ambientes nos quais
as pessoas se sintam seguras para buscar apoio quando necessário”, afirma
Heliana Silva, country manager da SGF Global no Brasil.
NR-1 amplia
atenção aos riscos psicossociais
Essa mudança de perspectiva também acompanha a evolução das diretrizes de segurança e saúde no trabalho. As atualizações da NR-1 incorporaram de forma mais explícita a necessidade de considerar os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais, ampliando o olhar das empresas para aspectos relacionados à própria organização do trabalho.
Sobrecarga, excesso de demandas, jornadas extensas, microgerenciamento,
conflitos, assédio moral e psicológico e problemas relacionados à gestão e às
relações profissionais são exemplos de fatores que podem contribuir para o
adoecimento e que passam a demandar maior atenção das empresas.
Na
prática, o tema envolve uma atuação integrada entre áreas como Recursos
Humanos, Segurança e Saúde do Trabalho, CIPA (Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes e de Assédio) e lideranças. Mais do que promover ações isoladas, a
proposta é identificar fatores de risco, avaliar seus impactos e estabelecer
medidas de prevenção e acompanhamento compatíveis com a realidade de cada
organização.
“A
saúde mental precisa ser tratada como parte da experiência do colaborador e da
própria estratégia de gestão. Isso significa olhar para as pessoas de forma
integral, compreender os desafios presentes na rotina de trabalho e criar
condições para que prevenção e cuidado façam parte da cultura da organização. O
resultado é positivo não apenas para os profissionais, mas também para empresas
que buscam relações mais sustentáveis e ambientes capazes de atrair e reter
talentos”, conclui Heliana Silva.
Mais informações: Link
Nenhum comentário:
Postar um comentário