Doctor Clin alerta
para riscos cardiovasculares no inverno e reforça importância da prevenção, dos
exames de rotina e do acompanhamento médico
As baixas temperaturas dos meses de inverno exigem
cuidados que vão além da prevenção de gripes e doenças respiratórias. O alerta
para os riscos cardiovasculares associados ao frio é ainda mais importante para
idosos, pessoas com hipertensão, diabetes, histórico de infarto, arritmias,
insuficiência cardíaca e outros fatores de risco. A orientação é manter o
acompanhamento médico em dia, observar sinais de alerta e não interromper
tratamentos já prescritos.
Durante o frio, o organismo reage para preservar a
temperatura corporal. Uma dessas respostas é a vasoconstrição, quando os vasos
sanguíneos se contraem. Esse processo pode elevar a pressão arterial e fazer o
coração trabalhar mais, aumentando o risco de complicações em pessoas
predispostas.
O cardiologista Túlio Zortéa explica que o inverno
pode representar um período de maior vulnerabilidade para pacientes com doenças
cardiovasculares. “Além do aumento da pressão arterial, há maior ativação do
sistema nervoso simpático, elevação da frequência cardíaca, maior agregação das
plaquetas e aumento da viscosidade do sangue. Esses fatores podem ampliar o
risco de infarto, acidente vascular cerebral e descompensação da insuficiência
cardíaca”, afirma.
Entre os sinais que devem motivar busca imediata
por atendimento estão dor ou aperto no peito, falta de ar repentina ou em
piora, palpitações persistentes, tontura intensa, desmaio, fraqueza súbita,
dificuldade para falar, perda de força em um lado do corpo, inchaço importante
nas pernas ou ganho rápido de peso em pacientes com insuficiência cardíaca.
A prevenção também passa por hábitos simples no dia
a dia. Manter-se bem agasalhado, evitar mudanças bruscas de temperatura,
preservar a hidratação, controlar pressão arterial, colesterol e diabetes, não
fumar, evitar consumo excessivo de álcool e manter a vacinação contra influenza
e COVID-19 atualizada são medidas importantes. A prática de atividade física
deve ser mantida sempre que possível, com aquecimento adequado e orientação
médica.
O acompanhamento com cardiologista tem papel
essencial nesse período. Consultas regulares permitem revisar medicamentos,
controlar fatores de risco e solicitar exames preventivos conforme a
necessidade de cada paciente.
Marcelo Matusiak
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