Planejamento financeiro e potencial de valorização estão entre os fatores que merecem atenção, alerta especialista
Sonho para muitos e investimento para outros, a casa própria segue
como prioridade para os brasileiros. Segundo pesquisa Datafolha divulgada em
2025, cerca 93% das pessoas que moram de aluguel desejam comprar um imóvel, enquanto
94% consideram mais vantajoso financeiramente ser proprietário do que pagar
aluguel. Antes de fechar negócio, porém, é importante avaliar fatores que vão
além do preço para garantir uma decisão mais segura.
Segundo Viviane Sieiro, diretora Comercial da MRV no Rio de
Janeiro, adquirir um imóvel é uma das maiores decisões financeiras da vida e
exige uma análise cuidadosa que considere tanto as necessidades atuais da
família quanto os planos para o futuro.
“É importante considerar aspectos que influenciam o dia a dia do
morador e também a valorização do patrimônio ao longo do tempo. A avaliação
conjunta desses fatores permite uma escolha mais assertiva e adequada ao perfil
de cada família”, afirma.
Da localização ao planejamento financeiro, alguns critérios podem
fazer diferença tanto na experiência de moradia quanto na valorização do
patrimônio ao longo do tempo. Confira os principais pontos de atenção
destacados pela especialista:
1. Localização e infraestrutura da região
A localização é um dos fatores que mais impactam a experiência de
quem vai morar no imóvel. A proximidade de transporte público, escolas,
comércio e serviços pode trazer mais praticidade para a rotina, mas também é
importante avaliar a infraestrutura da região e o potencial de valorização do
entorno. Além disso, é recomendável visitar o bairro em diferentes horários
para observar o trânsito, a movimentação, os níveis de ruído, a sensação de
segurança e outros aspectos que podem influenciar a qualidade de vida dos
moradores.
2. Características do imóvel
Aspectos internos também merecem atenção. Boa ventilação, iluminação natural, incidência solar adequada e distribuição funcional dos ambientes fazem diferença no conforto dos moradores.
“As características internas do imóvel têm um peso
importante na decisão de compra. Ambientes bem planejados e adaptáveis às
diferentes necessidades da família contribuem para o bem-estar e para a
funcionalidade da rotina”, explica a diretora.
3. Documentação em dia
Antes de assinar qualquer contrato, é fundamental verificar a
matrícula atualizada do imóvel, certidões negativas, situação do IPTU e
eventuais débitos existentes. No caso de imóveis novos, também é recomendável
pesquisar o histórico da construtora, observando aspectos como cumprimento de
prazos, qualidade construtiva e atendimento no pós-venda.
4. Planejamento financeiro
Um dos erros mais comuns entre compradores é considerar apenas o
valor das parcelas do financiamento. Despesas como ITBI, escritura, registro,
condomínio e IPTU também precisam entrar no planejamento financeiro.
“O ideal é que a compra não comprometa excessivamente a renda
familiar, permitindo que o comprador mantenha uma margem para imprevistos e
outras despesas futuras. Em alguns casos, feirões imobiliários podem oferecer
condições especiais e ajudar a reduzir parte desses custos”, destaca Viviane.
5. Potencial de valorização
Além de atender às necessidades atuais da família, o imóvel também
pode representar um importante patrimônio de longo prazo. Por isso, é
importante avaliar as perspectivas de desenvolvimento da região, incluindo
projetos de mobilidade urbana, novos empreendimentos, investimentos públicos e
a ampliação da oferta de serviços e comércio no entorno.
Esses fatores podem influenciar diretamente a valorização do
imóvel ao longo dos anos. Regiões que recebem melhorias de infraestrutura e
novos investimentos costumam apresentar maior potencial de crescimento e
atratividade para futuros compradores. Para Viviane, tão importante quanto
avaliar aspectos técnicos e financeiros é evitar decisões precipitadas durante
o processo de compra.
“Vale visitar o imóvel mais de uma vez, conversar com moradores da
região e analisar cuidadosamente as condições financeiras antes da assinatura
do contrato”, reforça.

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