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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Seu vape pode estar acelerando a perda de colágeno; entenda os hábitos modernos que envelhecem a pele

Foto criada com inteligência artificial
 CO ASSESSORIA
Vape, noites mal dormidas, excesso de açúcar e maratonas de tela passaram a preocupar especialistas quando o assunto é envelhecimento precoce 

 

Durante muito tempo, o envelhecimento foi associado quase sempre ao mesmo trio: sol, cigarro tradicional e passagem do tempo. Só que a rotina mudou, e os fatores ligados ao desgaste cutâneo também. É nesse cenário que o vape passou a chamar atenção de especialistas. Estudos recentes já associam o cigarro eletrônico ao aumento de estresse oxidativo e inflamação celular, mecanismos que impactam diretamente a qualidade do colágeno e a capacidade de reparo da pele.

Mas o problema não está só no vape. Dormir mal, viver sob estresse constante, exagerar no açúcar, consumir ultraprocessados e passar horas diante das telas também começaram a preocupar especialistas. Isso porque o colágeno não depende apenas da idade, mas da capacidade do organismo de reparar e preservar a estrutura cutânea ao longo do tempo. Quando esse equilíbrio falha repetidamente, a tendência é perda precoce de firmeza, elasticidade e viço.

Dormir pouco, por exemplo, pesa mais do que parece. Estudos já mostraram que noites mal dormidas estão associadas à pior recuperação cutânea e ao envelhecimento acelerado. Na prática, não é só a olheira que aparece: a pele também passa a reparar pior. O estresse crônico entra na mesma lógica. Pesquisas relacionam níveis elevados de cortisol à piora da produção de colágeno e ao desgaste dos fibroblastos, células responsáveis pela sustentação da pele.

Na alimentação, o excesso de açúcar e ultraprocessados também passou a preocupar especialistas. O processo de glicação, associado ao consumo exagerado de açúcar, pode comprometer colágeno e elastina, deixando a pele mais rígida, sem elasticidade e com aspecto envelhecido ao longo do tempo.

As telas também passaram a fazer parte dessa discussão. Embora a luz azul emitida pelo celular esteja longe de causar o mesmo impacto do sol, estudos já investigam sua relação com desgaste celular e envelhecimento cutâneo, principalmente quando o uso excessivo interfere no sono e prolonga estados de estresse do organismo.

Para a dermatologista Joana Petito Magnavita (CRM 5287826-0), da Harmonize Gold, a pele responde diretamente ao estilo de vida. Segundo a especialista, vape, noites mal dormidas, excesso de açúcar, estresse e alimentação inflamatória não envelhecem pelo mesmo mecanismo, mas acabam chegando ao mesmo resultado: pior reparo celular e degradação do colágeno. “Os fibroblastos começam a perder eficiência quando existe uma rotina constante de inflamação e desgaste do organismo. O colágeno não depende apenas da idade, mas da capacidade da pele de reparar dano e controlar esses processos. Quando isso falha por muito tempo, o envelhecimento acaba acelerando”, explica.

Nesse cenário, cresce também o interesse pela chamada estética regenerativa e pela bioestimulação de colágeno. Hoje, muitos pacientes deixaram de procurar apenas preenchimento ou volume imediato e passaram a buscar tratamentos ligados à firmeza, sustentação e qualidade da pele. Estudos recentes sobre hidroxiapatita de cálcio já relacionam o ativo ao estímulo de colágeno e à melhora gradual da estrutura cutânea.

Para Bernardo Magalhães, diretor executivo da Harmonize Gold, a procura por esse tipo de tratamento acompanha uma mudança na forma como as pessoas passaram a enxergar envelhecimento e prevenção. “Hoje muita gente já não procura apenas mudar volume. Existe uma preocupação muito maior com firmeza, sustentação e qualidade da pele ao longo do tempo. A estética regenerativa cresce justamente porque começa a olhar muito mais para preservação do colágeno do que apenas para resultado imediato”, afirma.


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