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| Foto criada com inteligência artificial CO ASSESSORIA |
Durante
muito tempo, o envelhecimento foi associado quase sempre ao mesmo trio: sol,
cigarro tradicional e passagem do tempo. Só que a rotina mudou, e os fatores
ligados ao desgaste cutâneo também. É nesse cenário que o vape passou a chamar
atenção de especialistas. Estudos recentes já associam o cigarro eletrônico ao
aumento de estresse oxidativo e inflamação celular, mecanismos que impactam
diretamente a qualidade do colágeno e a capacidade de reparo da pele.
Mas o problema não está só no
vape. Dormir mal, viver sob estresse constante, exagerar no açúcar, consumir
ultraprocessados e passar horas diante das telas também começaram a preocupar
especialistas. Isso porque o colágeno não depende apenas da idade, mas da
capacidade do organismo de reparar e preservar a estrutura cutânea ao longo do
tempo. Quando esse equilíbrio falha repetidamente, a tendência é perda precoce
de firmeza, elasticidade e viço.
Dormir pouco, por exemplo, pesa
mais do que parece. Estudos já mostraram que noites mal dormidas estão
associadas à pior recuperação cutânea e ao envelhecimento acelerado. Na
prática, não é só a olheira que aparece: a pele também passa a reparar pior. O
estresse crônico entra na mesma lógica. Pesquisas relacionam níveis elevados de
cortisol à piora da produção de colágeno e ao desgaste dos fibroblastos,
células responsáveis pela sustentação da pele.
Na alimentação, o excesso de
açúcar e ultraprocessados também passou a preocupar especialistas. O processo
de glicação, associado ao consumo exagerado de açúcar, pode comprometer
colágeno e elastina, deixando a pele mais rígida, sem elasticidade e com
aspecto envelhecido ao longo do tempo.
As telas também passaram a fazer
parte dessa discussão. Embora a luz azul emitida pelo celular esteja longe de
causar o mesmo impacto do sol, estudos já investigam sua relação com desgaste
celular e envelhecimento cutâneo, principalmente quando o uso excessivo
interfere no sono e prolonga estados de estresse do organismo.
Para a dermatologista Joana Petito
Magnavita (CRM 5287826-0), da Harmonize Gold, a pele responde diretamente ao
estilo de vida. Segundo a especialista, vape, noites mal dormidas, excesso de
açúcar, estresse e alimentação inflamatória não envelhecem pelo mesmo
mecanismo, mas acabam chegando ao mesmo resultado: pior reparo celular e
degradação do colágeno. “Os fibroblastos começam a perder eficiência quando
existe uma rotina constante de inflamação e desgaste do organismo. O colágeno
não depende apenas da idade, mas da capacidade da pele de reparar dano e
controlar esses processos. Quando isso falha por muito tempo, o envelhecimento
acaba acelerando”, explica.
Nesse cenário, cresce também o
interesse pela chamada estética regenerativa e pela bioestimulação de colágeno.
Hoje, muitos pacientes deixaram de procurar apenas preenchimento ou volume
imediato e passaram a buscar tratamentos ligados à firmeza, sustentação e
qualidade da pele. Estudos recentes sobre hidroxiapatita de cálcio já
relacionam o ativo ao estímulo de colágeno e à melhora gradual da estrutura
cutânea.
Para Bernardo Magalhães, diretor
executivo da Harmonize Gold, a procura por esse tipo de tratamento acompanha
uma mudança na forma como as pessoas passaram a enxergar envelhecimento e
prevenção. “Hoje muita gente já não procura apenas mudar volume. Existe uma
preocupação muito maior com firmeza, sustentação e qualidade da pele ao longo
do tempo. A estética regenerativa cresce justamente porque começa a olhar muito
mais para preservação do colágeno do que apenas para resultado imediato”,
afirma.

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