Avanço de IoT em operações críticas amplia superfície de ataque e exige nova abordagem para conectividade, gestão de dispositivos e proteção da operação
O avanço acelerado de dispositivos conectados em operações críticas está transformando o parque de IoT em um novo ponto de vulnerabilidade para as empresas. O alerta é da Eseye, empresa global de conectividade IoT e orquestração de eSIM, que vê crescer a distância entre a expansão das aplicações conectadas e a maturidade com que muitas organizações ainda tratam a segurança desses ativos.
Sensores, câmeras,
gateways, rastreadores, terminais e equipamentos de borda passaram a ocupar
funções cada vez mais centrais em setores como logística, utilities,
infraestrutura, varejo, indústria e mobilidade. Ao mesmo tempo em que ampliam
visibilidade operacional, automação e capacidade de resposta, esses
dispositivos também expandem a superfície de ataque e criam novos pontos de
fragilidade entre dispositivo, rede, plataforma e operação.
Um estudo global
divulgado pela Eseye em 2025 mostrou que 75% das empresas sofreram ao menos um
incidente de segurança envolvendo IoT no último ano, ante 50% no levantamento
anterior da companhia. Em paralelo, um estudo global de 2026 da Palo Alto
Networks identificou um aumento de 332% nos dispositivos e serviços de OT
expostos à internet, totalizando quase 20 milhões de ativos observáveis
publicamente. Já o Global Cybersecurity Outlook 2026, do Fórum Econômico
Mundial, aponta que 64% das organizações já consideram ataques cibernéticos
motivados por geopolítica em suas estratégias de mitigação de risco. No mesmo
relatório, a América Latina e o Caribe aparecem com apenas 13% de confiança na
capacidade de resposta dos países da região a grandes incidentes contra
infraestrutura crítica.
“O
mercado avançou muito na adoção de dispositivos conectados, mas ainda existe
uma assimetria importante entre a velocidade dessa expansão e a maturidade da
proteção desses ativos. Em muitas operações, o dispositivo IoT continua sendo
tratado apenas como ponto de coleta ou transmissão de dados, quando, na
prática, ele já faz parte da superfície crítica da empresa. É aí que o risco
aumenta”, afirma Ana Carolina
Bussab, CEO da Eseye para a América Latina. Segundo a
executiva, o problema não está apenas no hardware, mas em todo o conjunto de
decisões que sustenta a operação conectada: autenticação, conectividade,
segmentação, gerenciamento remoto, atualização de firmware, visibilidade sobre
comportamento anômalo e governança da base instalada. Em ambientes
distribuídos, fragilidades nessas camadas podem comprometer não só a segurança
digital, mas a continuidade do negócio.
Para a Eseye, a
conectividade deixou de ser apenas uma camada de transporte de dados e passou a
integrar a própria arquitetura de segurança e resiliência operacional. Isso
inclui visibilidade do parque instalado, inteligência para escolha e gestão de
redes, proteção da comunicação, atualização remota, controle de comportamento e
redução de exposição em ambientes distribuídos. “Segurança em IoT não pode
mais ser tratada como um apêndice do projeto. Em operações críticas, ela
precisa estar presente desde a arquitetura do dispositivo até a forma como a
conectividade é gerenciada em campo. Quando isso não acontece, abre-se espaço
para ataques, indisponibilidade, perda de dados e comprometimento da operação”,
acrescenta Ana Carolina.
Nesse contexto, a
Eseye defende uma abordagem que combina conectividade celular resiliente,
orquestração de eSIM, gestão centralizada da base instalada e camadas de
segurança para IoT celular, com foco em reduzir exposição, aumentar
visibilidade e sustentar continuidade operacional em ambientes distribuídos. A
proposta da empresa é permitir que organizações monitorem, protejam e gerenciem
dispositivos conectados com mais controle sobre comportamento, conectividade e
risco, do dispositivo à nuvem.
A expectativa é
que esse debate tende a ganhar ainda mais relevância à medida que crescem AIoT,
automação distribuída, videomonitoramento inteligente, telemetria em escala e
sistemas conectados voltados a infraestrutura crítica. Nesses contextos,
proteger o dispositivo conectado passa a significar proteger a própria operação.
“Quanto
mais inteligentes e distribuídas se tornam as operações, maior é o custo de
tratar segurança e conectividade como camadas separadas. O mercado está
entrando em uma fase em que proteger o IoT significa proteger a operação”,
conclui Ana Carolina.
A Eseye e suas
soluções voltadas à segurança de dispositivos conectados estarão presentes na Exposec
2026, que acontece de 1 a 3 de junho de 2026, estande E54,
no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, em
São Paulo. O evento deve reunir debates sobre segurança eletrônica,
cibersegurança, IoT, infraestrutura crítica e tecnologias conectadas.
www.eseye.com/pt-br

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