Especialista
em finanças ensina como diagnosticar o rombo no orçamento e impedir que as
dívidas comprometam a renda de março
A euforia do Carnaval ficou para trás, mas para muitos brasileiros, a "ressaca" de março não se limita ao cansaço físico. É aquela sensação de mal-estar ao conferir o extrato bancário e perceber que o orçamento não apenas estourou, como parece ter virado confete ao vento. Para quem sentiu que o bolso foi mais fundo na folia do que o planejado, o importante agora é dar a volta por cima.
O Carnaval do
ano passado já deu um recado claro sobre como os custos da festa podem pesar.
Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) indicam que o feriado
movimentou cerca de R$12 bilhões, mas o custo para o folião médio não veio
barato. Um levantamento do Sebrae-SP na época já apontava que o gasto
médio por pessoa foi em torno de R$632 por dia para cair na folia,
especialmente em blocos de rua e festas. Para 2026, a expectativa é que esse
ticket médio permaneça como um bom parâmetro do investimento na diversão, mas o
que fazer quando esse valor desfalca o orçamento de forma inesperada?
O primeiro passo
para organizar a casa é, paradoxalmente, parar de fugir do extrato bancário.
“Ignorar as despesas só faz com que os juros de eventuais dívidas cresçam mais
rápido. O resgate financeiro começa com um diagnóstico sincero: separe as
despesas fixas (aluguel, contas) do que foi gasto no Carnaval, e entenda o
tamanho real do rombo”, sugere Ricardo Malaquias, Diretor de Estratégia,
Cobrança e Operações da Simplic - plataforma de empréstimo pessoal
100% online.
Nessa hora, é
fundamental pôr na ponta do lápis o peso que itens como transporte e
alimentação tiveram no bolso do folião. Estudos do FGV Ibre para o Carnaval de
2025 mostraram que a mobilidade urbana foi um dos grandes vilões, com reajustes
expressivos em tarifas de ônibus, metrô e até táxis em capitais como Rio de
Janeiro e Recife, algo que certamente se repetirá em 2026.
Com o
diagnóstico em mãos, é hora de agir. Ajustar a rota não significa cortar todo o
lazer, mas sim renegociar prioridades. Malaquias destaca: “uma alternativa é
reavaliar assinaturas e serviços que não estão sendo usados ou tentar negociar
contas que possam estar atrasadas. O importante é evitar o endividamento rotativo
do cartão de crédito, cujos juros podem transformar uma ‘escadinha’ no
orçamento em um verdadeiro abismo financeiro”.
Busque
estabelecer um plano de pagamento para os gastos extras e, se necessário,
buscar alternativas de crédito consciente pode ser o caminho para desafogar as
contas e permitir que o folião chegue no próximo carnaval sem sustos
financeiros.
Por fim, não
esqueça de transformar a experiência em aprendizado para o próximo ano. O
Carnaval, apesar de muito divertido, já mostrou que a alegria tem preço, mas
ele não precisa comprometer o ano inteiro. Criar uma reserva específica para a
folia, guardando um pequeno valor ao longo dos meses seguintes, pode ser a
solução para que no próximo verão a única ressaca seja a tradicional, e não a
financeira.
"É possível
sim aproveitar a festa sem comprometer a saúde do bolso. Quem começa a se
organizar agora, olhando para os gastos reais desse Carnaval, consegue criar
uma estratégia mais saudável para o resto do ano e chegar preparado para a
próxima folia", finaliza o especialista.
Simplic
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