Excesso de comida, petiscos e horários irregulares estão entre os principais deslizes na alimentação de pets, alerta especialista.
A alimentação é um dos pilares da saúde e da longevidade de cães e
gatos. No entanto, muitos tutores acreditam estar oferecendo uma dieta adequada
quando, na prática, cometem erros que, ao longo do tempo, podem comprometer o
bem-estar dos pets, desde desequilíbrios nutricionais até problemas metabólicos
e comportamentais mais graves.
Segundo a médica-veterinária Yeda Markowitsch, da Pet
Delícia, a rotina alimentar deve ser analisada de forma integrada, considerando
não apenas o que o animal come, mas também como, quando e em que quantidade.
“Alimentar um pet não é apenas abastecer um pote de comida. É oferecer o que o
organismo dele realmente precisa, no momento certo e com a frequência
adequada”, explica.
Pequenos erros na rotina, como horários irregulares,
porções inadequadas ou a ausência de critérios na oferta de alimentos, muitas
vezes passam despercebidos pelos tutores, mas têm impacto direto no bem-estar
dos pets. Entre os erros mais comuns na alimentação de cães e gatos, a
especialista destaca:
Falta de controle da quantidade de alimento
O excesso de comida é um dos principais fatores para o ganho de peso em cães e gatos. Com o tempo, isso sobrecarrega músculos, articulações e o metabolismo, além de aumentar o risco de doenças cardíacas e problemas de mobilidade. Pets acima do peso também costumam ficar menos ativos e mais desanimados, o que afeta diretamente o bem-estar. Mesmo quando o alimento é de boa qualidade, a quantidade faz diferença, explica a médica-veterinária Yeda Markowitsch. Por isso, o ideal é dividir a alimentação em duas ou três refeições ao longo do dia.
Oferta de restos de comida humana
Dar comida da mesa ainda é um hábito comum entre tutores, mas pode trazer riscos à saúde dos pets. Temperos, gorduras, sal, açúcar, cebola e alho fazem parte da nossa alimentação, mas não são adequados para cães e gatos. O consumo frequente pode causar problemas digestivos e, em alguns casos, doenças mais graves. Além disso, o pet pode passar a rejeitar a própria comida e pedir alimento o tempo todo.
Horários irregulares para as refeições
A falta de rotina também influencia o comportamento alimentar. Conforme a especialista explica, quando o pet não sabe a hora em que será alimentado, tende a comer rápido demais ou demonstrar ansiedade. “Deixar a ração disponível o dia inteiro é outro erro comum, que dificulta a percepção de saciedade e favorece o ganho de peso”, reforça.
Excesso de petiscos
Embora sejam usados como forma de carinho ou recompensa, os petiscos, quando oferecidos sem critério, desequilibram a dieta e aumentam a ingestão calórica diária. Segundo a especialista, o petisco deve complementar a alimentação, não substituir refeições nem ser a principal fonte de recompensa.
Descuido com a hidratação
A ingestão insuficiente de água pode causar problemas
urinários e renais, especialmente em pets que consomem apenas ração seca. A
desidratação também pode provocar cansaço, irritabilidade e menor disposição
para atividades.Por isso, incluir alimentos úmidos e estimular o consumo de
água faz toda a diferença para a saúde geral do pet.
Para Yeda Markowitsch, mudanças simples já trazem resultados importantes. “Manter uma alimentação equilibrada, com horários definidos e escolhas adequadas, o corpo responde melhor e o risco de doenças ao longo do tempo diminui. Isso se reflete em mais disposição, menos problemas de saúde e melhor qualidade de vida”, conclui.
Pet Delícia

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