Cada vez mais, empresas vêm investindo na migração do ERP, seja pela oportunidade de obter redução de custo ao utilizar um ambiente 100% nativo em nuvem, ou até mesmo para modernizar as operações. Mas, com a conclusão do projeto, costuma surgir a dúvida: o que fazer após a migração?
Embora pareça uma nova tendência, essa
movimentação começou há muito tempo. A SAP, multinacional alemã, vem sendo
uma incentivadora dessa abordagem. Em 2021, lançou SAP Cloud ERP
Private, uma oferta que facilita a migração de sistemas on-premise para a nuvem,
modernizando processos, infraestrutura e impulsionando a inovação e a
inteligência de negócios.
A estratégia da SAP, além de incluir novos recursos
na versão, também se baseia na abordagem Clean Core, que prevê mínimas
modificações no sistema. Isso facilita para o usuário migrar e transformar os
processos, bem como acompanha a crescente adesão da tecnologia em nuvem no
mercado, em que, segundo o Relatório Flexera 2024, 71% das
empresas já adotam estratégias de nuvem híbrida, destacando a crescente relevância
de uma abordagem estruturada para gerenciar dados.
Diante desse cenário, marcado pelo “hype” do
momento, muitos usuários já vêm realizando a migração técnica, visando extrair
o máximo de oportunidades. No entanto, a “virada de chave” não acontece
durante, mas no pós-implementação. Mais do que ter um novo ERP, o cliente
precisa compreender que passou a ter um produto moderno e atualizado e, por
isso, não precisa se limitar ao “básico”, e sim buscar novas funcionalidades.
Esse é um tópico que precisa ser enfatizado. A
migração de um software de gestão vai muito além de um começo, meio e fim.
Afinal, não se trata apenas de mudar de um sistema X para Y, mas de toda uma
jornada de modernização de processos, que envolve uma série de etapas que acontecem,
justamente, nesse momento após a conclusão técnica do produto.
Alguns passos podem apoiar a modernização das
operações: a governança, visto que passa a entrar em vigor um novo sistema
e que, consequentemente, inclui uma nova forma de executar a gestão; a adoção
de novas funcionalidades, uma vez que está em uso uma ferramenta que acompanha
as tendências do mercado; e a automação de processos e dados, tendo em vista
que o ERP atual detém a capacidade de promover a automatização, garantindo
maior eficiência e confiabilidade das informações.
Ainda nesse contexto, considerando que a
organização passa a contar com uma solução que detém ativos que apoiam a
transformação digital, integrar o uso da Inteligência Artificial também se
configura como uma importante iniciativa a ser tomada, buscando aprimorar ainda
mais as operações.
Sabemos que o momento após a migração é delicado,
já que é um momento marcado, em alguns casos, por receios. Para
uma empresa que já está acostumada há anos com uma versão específica,
passar a utilizar um sistema moderno e robusto pode ser desafiador e, muitas
vezes, pela falta de orientação correta, pode se tornar algo complexo.
Sem dúvidas, contar com o apoio de uma equipe
especializada desde o início é fundamental. Isso porque, mais do que realizar a
migração do ponto de vista técnico, o time traça o ponto de partida tendo como
base a experiência de projetos anteriores, o que contribui
para direcionar aspectos primordiais a serem trabalhados, não apenas no fim,
mas durante todo o projeto.
Migrar não se trata apenas de aderir a um novo
sistema, mas de estar disposto a extrair e utilizar recursos que possam
contribuir para o melhor desempenho do negócio. Dessa forma,
o “pós” não deve ser visto como o “fim”, mas o início de um momento
de aprendizado de novas práticas de desenvolvimento de toda a organização e,
sobretudo, da busca por valor em uma versão mais moderna e antenada
às necessidades do negócio.
Alfeu Aciely - Business Solution Director na Numen.
https://numenit.com/
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