Com a tríade tecnologia, dados e liderança, executivos enfrentam novos desafios e educação executiva internacional aparece como ferramenta de adaptação para liderar na era da automação.
A
conversa sobre “chefes robôs” expressa um medo muito humano: o de perder
controle diante do avanço de algoritmos, automações e sistemas que tomam
decisões com base em dados. Mas para executivos que vivenciam mudanças
aceleradas no mercado global, a realidade é outra: os algoritmos são ferramentas,
e a liderança eficaz é o diferencial competitivo.
“Automação
altera tarefas; liderança altera resultados”, afirma Luísa Vilela, CEO &
co-founder da Laiob. O ponto de partida para esse olhar está no fato de que
empresas hoje lidam com funções híbridas — parte humana, parte algorítmica — e
cabe ao líder integrar ambas de forma estratégica.
Programas
executivos internacionais em instituições como Ohio University e ISCTE
Executive Education (Portugal) têm ampliado módulos que exploram decisão em contextos
de grande volume de dados, aprendizagem digital e estratégias humanas para
lidar com tecnologia. 
Dados
recentes sobre tendências de educação executiva mostram que líderes que se
atualizam com repertório internacional lidam melhor com processos complexos
envolvendo analytics e automação.
Luísa
observa que essa integração entre contexto humano e tecnológico é inevitável:
“Não é sobre competir com algoritmos, é sobre saber trabalhar com eles para
gerar valor.”
A
experiência de imersão em Lisboa e em Milão expõe participantes a debates sobre
inovação, negociação, sustentabilidade e pensamento estratégico — elementos que
enriquecem repertório e confiança para decisões complexas em ambientes
automatizados. 
Essa
realidade não nega tecnologia, mas a coloca como suporte, e não como
substituto, da liderança humana.
O
debate sobre o futuro do trabalho já apresenta um consenso entre executivos
globais: a vantagem competitiva está na capacidade de liderar ainda em
ambientes mediados por inteligência de dados.
A CEO
da Laiob lembra que educação executiva é espaço de experimentação de repertório
real, que mistura tecnologia e liderança com propósito: “Quando o líder entende
contexto humano + dados, ele toma decisões melhores”, conclui.

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