![]() |
| Freepik. |
O
Carnaval é uma das manifestações culturais mais ricas e representativas do
Brasil. Presente em diferentes regiões, com ritmos, histórias e tradições
próprias, a festa vai muito além da folia: ela carrega elementos históricos,
sociais, artísticos e identitários que podem ser explorados pedagogicamente em
sala de aula.
Quando
trabalhado de forma intencional e planejada, a festa popular permite
desenvolver competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC),
como criatividade, expressão corporal, pensamento crítico, respeito à
diversidade cultural e trabalho coletivo. Segundo educadores, é uma
oportunidade concreta de conectar o currículo à realidade dos estudantes,
tornando o aprendizado mais significativo e contextualizado.
A
seguir, confira oito sugestões práticas, de educadores do colégio Progresso
Bilíngue para abordar o Carnaval de maneira educativa, respeitosa e
alinhada a cada etapa de ensino.
EDUCAÇÃO INFANTIL
Na
Educação Infantil, o Carnaval pode ser trabalhado de maneira rica e
diversificada a partir da oralidade, do brincar e das experiências sensoriais.
Cantigas, rodas de conversa, histórias, músicas e movimentos corporais ajudam a
ampliar o vocabulário, estimular a escuta e favorecer a socialização.
“Nessa
etapa, o aprendizado acontece pela vivência. Ao explorar o Carnaval por meio da
música, da dança e da contação de histórias, a criança constrói significados,
desenvolve a linguagem oral e reconhece manifestações culturais de forma
natural e prazerosa”, explica Raquel Faracini, coordenadora da educação
Infantil.
Música, movimento e expressão corporal - marchinhas, cantigas e ritmos carnavalescos podem
ser usados em rodas de música e dança, estimulando coordenação motora,
percepção sonora, socialização e expressão de emoções, sempre de forma lúdica e
adequada à faixa etária.
Fantasias e artes visuais -
a confecção de máscaras, adereços e fantasias com materiais recicláveis
incentiva a criatividade, o cuidado com o meio ambiente e o desenvolvimento da
autonomia, além de trabalhar cores, formas e texturas.
ENSINO FUNDAMENTAL I (ANOS INICIAIS)
Nos
Anos Iniciais do Ensino Fundamental, quando o processo de alfabetização e
letramento está em consolidação, o tema pode ser explorado como um recurso para
fortalecer a leitura, a escrita e a interpretação, além de ampliar o repertório
cultural. Textos informativos, letras de músicas, produção de pequenos relatos
e atividades artísticas permitem integrar diferentes áreas do conhecimento.
“O
Carnaval oferece um contexto real e motivador para que as crianças leiam,
escrevam e expressem ideias. Trabalhar o tema nessa fase contribui para dar
sentido às aprendizagens e estimular o interesse pelos conteúdos curriculares”,
afirma Luísa Cassaniga, coordenadora do Ensino Fundamental.
Carnaval e diversidade cultural - explorar como o Carnaval é celebrado em diferentes
regiões do Brasil, como frevo, maracatu, samba e blocos de rua, amplia o
repertório cultural dos alunos e promove o respeito às diferenças.
Leitura, escrita e produção de textos - a data pode inspirar atividades de produção
textual, como pequenas histórias, convites, letras de marchinhas ou relatos
sobre vivências culturais, fortalecendo habilidades de leitura e escrita.
ENSINO FUNDAMENTAL II (ANOS FINAIS)
Já
nos Anos Finais do Ensino Fundamental, os estudantes estão mais preparados para
análises estruturadas e reflexões coletivas. O Carnaval pode ser abordado de
forma interdisciplinar, articulando história, geografia, artes e matemática,
além de favorecer o trabalho em grupo e a argumentação.
“Nesse
segmento, é importante ir além da comemoração e promover investigações sobre a
origem da festa, suas transformações ao longo do tempo e sua relação com
diferentes contextos sociais e regionais”, destaca Maria Eugênia D’Elia,
orientadora educacional do Ensino Fundamental.
História e contextos sociais do Carnaval - os estudantes podem investigar as origens
históricas da festa, sua relação com diferentes períodos do Brasil e seu papel
como espaço de expressão popular, crítica social e identidade cultural.
Matemática e organização de eventos - simulações de desfiles ou blocos permitem trabalhar
conceitos matemáticos, como orçamento, porcentagem, medidas e planejamento,
conectando o conteúdo curricular a situações práticas.
ENSINO MÉDIO
No
Ensino Médio, o tema ganha profundidade e pode ser explorado como um fenômeno
cultural, social e econômico, estimulando o pensamento crítico, o debate e a
produção autoral. Discussões sobre identidade, indústria cultural, economia
criativa e liberdade de expressão ajudam a conectar o conteúdo escolar à
realidade contemporânea.
“Quando
o Carnaval é analisado sob uma perspectiva crítica, ele se transforma em uma
potente ferramenta pedagógica para desenvolver autonomia intelectual,
consciência social e capacidade argumentativa dos estudantes”, conclui Fernanda
Silveira, coordenadora do Ensino Médio.
Carnaval, identidade e questões sociais - debates e análises sobre o Carnaval como fenômeno
social possibilitam reflexões sobre temas como desigualdade,
representatividade, economia criativa, indústria cultural e liberdade de
expressão.
Projetos interdisciplinares e produção crítica - os alunos podem desenvolver projetos que integrem
artes, sociologia, história e língua portuguesa, resultando em podcasts,
vídeos, exposições ou artigos de opinião sobre o significado contemporâneo da
festa.
Os especialistas
Fernanda Silveira
é pedagoga e psicopedagoga, com 10 anos de experiência na gestão pedagógica do
Ensino Médio, com atuação voltada ao acompanhamento acadêmico dos estudantes e
ao fortalecimento de suas trajetórias rumo ao vestibular e às suas escolhas
para o futuro. Atua como Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio das unidades
do Progresso Bilíngue em Campinas – Cambuí e Taquaral.
Luísa Cassaniga é
mestre em Educação, com sólida experiência na área. Atua há 14 anos com foco no
desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, com especial atenção aos
aspectos socioemocionais. Atualmente, é coordenadora pedagógica, papel em que
alia escuta sensível, conhecimento técnico e gestão humanizada. É apaixonada
por criar contextos educativos acolhedores, onde o vínculo e o cuidado
impulsionam a aprendizagem. É co-autora do livro "Pesquisas sobre
alfabetização: a teoria de Emília Ferreiro".
Maria Eugênia Ribeiro D’Elia
é pedagoga formada pela UNICAMP e mestre em Educação pela mesma instituição.
Possui ampla experiência docente no Ensino Fundamental, segmento em que atua na
gestão escolar há mais de 20 anos. Atualmente é orientadora educacional do 6º
ao 8º ano do colégio Progresso Bilíngue, acompanhando o desenvolvimento
acadêmico e socioemocional dos alunos e fortalecendo a parceria entre escola e
família.
Raquel Faracini é
pedagoga formada pela UFScar, com pós-graduação em Psicopedagogia, e mais de 20
anos de experiência docente nas diferentes séries da Educação Infantil e Ensino
Fundamental I, além de atuação como Orientadora Educacional. Atualmente é
Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil do colégio Progresso Bilíngue,
trabalhando diretamente com a equipe de professores no planejamento das
práticas pedagógicas, acompanhamento da aprendizagem, desenvolvimento integral
dos alunos e ações de parceria entre escola e família.
Para mais informações, acesse o site.

Nenhum comentário:
Postar um comentário