Pesquisar no Blog

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Carnaval e Educação: 8 formas de explorar a data em sala de aul

Freepik.
Da Educação Infantil ao Ensino Médio, a festa popular brasileira pode ser uma poderosa aliada da aprendizagem


O Carnaval é uma das manifestações culturais mais ricas e representativas do Brasil. Presente em diferentes regiões, com ritmos, histórias e tradições próprias, a festa vai muito além da folia: ela carrega elementos históricos, sociais, artísticos e identitários que podem ser explorados pedagogicamente em sala de aula.

Quando trabalhado de forma intencional e planejada, a festa popular permite desenvolver competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como criatividade, expressão corporal, pensamento crítico, respeito à diversidade cultural e trabalho coletivo. Segundo educadores, é uma oportunidade concreta de conectar o currículo à realidade dos estudantes, tornando o aprendizado mais significativo e contextualizado. 

A seguir, confira oito sugestões práticas, de educadores do colégio Progresso Bilíngue para abordar o Carnaval de maneira educativa, respeitosa e alinhada a cada etapa de ensino.
 

EDUCAÇÃO INFANTIL 

Na Educação Infantil, o Carnaval pode ser trabalhado de maneira rica e diversificada a partir da oralidade, do brincar e das experiências sensoriais. Cantigas, rodas de conversa, histórias, músicas e movimentos corporais ajudam a ampliar o vocabulário, estimular a escuta e favorecer a socialização. 

“Nessa etapa, o aprendizado acontece pela vivência. Ao explorar o Carnaval por meio da música, da dança e da contação de histórias, a criança constrói significados, desenvolve a linguagem oral e reconhece manifestações culturais de forma natural e prazerosa”, explica Raquel Faracini, coordenadora da educação Infantil.
 

Música, movimento e expressão corporal - marchinhas, cantigas e ritmos carnavalescos podem ser usados em rodas de música e dança, estimulando coordenação motora, percepção sonora, socialização e expressão de emoções, sempre de forma lúdica e adequada à faixa etária.
 

Fantasias e artes visuais - a confecção de máscaras, adereços e fantasias com materiais recicláveis incentiva a criatividade, o cuidado com o meio ambiente e o desenvolvimento da autonomia, além de trabalhar cores, formas e texturas.
 

ENSINO FUNDAMENTAL I (ANOS INICIAIS) 

Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, quando o processo de alfabetização e letramento está em consolidação, o tema pode ser explorado como um recurso para fortalecer a leitura, a escrita e a interpretação, além de ampliar o repertório cultural. Textos informativos, letras de músicas, produção de pequenos relatos e atividades artísticas permitem integrar diferentes áreas do conhecimento. 

“O Carnaval oferece um contexto real e motivador para que as crianças leiam, escrevam e expressem ideias. Trabalhar o tema nessa fase contribui para dar sentido às aprendizagens e estimular o interesse pelos conteúdos curriculares”, afirma Luísa Cassaniga, coordenadora do Ensino Fundamental.
 

Carnaval e diversidade cultural - explorar como o Carnaval é celebrado em diferentes regiões do Brasil, como frevo, maracatu, samba e blocos de rua, amplia o repertório cultural dos alunos e promove o respeito às diferenças.
 

Leitura, escrita e produção de textos - a data pode inspirar atividades de produção textual, como pequenas histórias, convites, letras de marchinhas ou relatos sobre vivências culturais, fortalecendo habilidades de leitura e escrita.
 

ENSINO FUNDAMENTAL II (ANOS FINAIS) 

Já nos Anos Finais do Ensino Fundamental, os estudantes estão mais preparados para análises estruturadas e reflexões coletivas. O Carnaval pode ser abordado de forma interdisciplinar, articulando história, geografia, artes e matemática, além de favorecer o trabalho em grupo e a argumentação. 

“Nesse segmento, é importante ir além da comemoração e promover investigações sobre a origem da festa, suas transformações ao longo do tempo e sua relação com diferentes contextos sociais e regionais”, destaca Maria Eugênia D’Elia, orientadora educacional do Ensino Fundamental.
 

História e contextos sociais do Carnaval - os estudantes podem investigar as origens históricas da festa, sua relação com diferentes períodos do Brasil e seu papel como espaço de expressão popular, crítica social e identidade cultural.
 

Matemática e organização de eventos - simulações de desfiles ou blocos permitem trabalhar conceitos matemáticos, como orçamento, porcentagem, medidas e planejamento, conectando o conteúdo curricular a situações práticas.
 

ENSINO MÉDIO 

No Ensino Médio, o tema ganha profundidade e pode ser explorado como um fenômeno cultural, social e econômico, estimulando o pensamento crítico, o debate e a produção autoral. Discussões sobre identidade, indústria cultural, economia criativa e liberdade de expressão ajudam a conectar o conteúdo escolar à realidade contemporânea. 

“Quando o Carnaval é analisado sob uma perspectiva crítica, ele se transforma em uma potente ferramenta pedagógica para desenvolver autonomia intelectual, consciência social e capacidade argumentativa dos estudantes”, conclui Fernanda Silveira, coordenadora do Ensino Médio.
 

Carnaval, identidade e questões sociais - debates e análises sobre o Carnaval como fenômeno social possibilitam reflexões sobre temas como desigualdade, representatividade, economia criativa, indústria cultural e liberdade de expressão.
 

Projetos interdisciplinares e produção crítica - os alunos podem desenvolver projetos que integrem artes, sociologia, história e língua portuguesa, resultando em podcasts, vídeos, exposições ou artigos de opinião sobre o significado contemporâneo da festa.
 

Os especialistas
 

Fernanda Silveira é pedagoga e psicopedagoga, com 10 anos de experiência na gestão pedagógica do Ensino Médio, com atuação voltada ao acompanhamento acadêmico dos estudantes e ao fortalecimento de suas trajetórias rumo ao vestibular e às suas escolhas para o futuro. Atua como Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio das unidades do Progresso Bilíngue em Campinas – Cambuí e Taquaral.
 

Luísa Cassaniga é mestre em Educação, com sólida experiência na área. Atua há 14 anos com foco no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, com especial atenção aos aspectos socioemocionais. Atualmente, é coordenadora pedagógica, papel em que alia escuta sensível, conhecimento técnico e gestão humanizada. É apaixonada por criar contextos educativos acolhedores, onde o vínculo e o cuidado impulsionam a aprendizagem. É co-autora do livro "Pesquisas sobre alfabetização: a teoria de Emília Ferreiro".
 

Maria Eugênia Ribeiro D’Elia é pedagoga formada pela UNICAMP e mestre em Educação pela mesma instituição. Possui ampla experiência docente no Ensino Fundamental, segmento em que atua na gestão escolar há mais de 20 anos. Atualmente é orientadora educacional do 6º ao 8º ano do colégio Progresso Bilíngue, acompanhando o desenvolvimento acadêmico e socioemocional dos alunos e fortalecendo a parceria entre escola e família.
 

Raquel Faracini é pedagoga formada pela UFScar, com pós-graduação em Psicopedagogia, e mais de 20 anos de experiência docente nas diferentes séries da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, além de atuação como Orientadora Educacional. Atualmente é Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil do colégio Progresso Bilíngue, trabalhando diretamente com a equipe de professores no planejamento das práticas pedagógicas, acompanhamento da aprendizagem, desenvolvimento integral dos alunos e ações de parceria entre escola e família.
 

InternationalnSchools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados