Médica veterinária
da Petz dá orientações para cuidados com os animais nos dias mais quentes
O calor intenso do verão também pode afetar os
animais de estimação, principalmente os cães, que costumam ficar mais expostos
ao sol durante os passeios. As altas temperaturas podem causar desidratação,
hipertermia, queimaduras nas patinhas e, em casos mais graves, levar à falência
múltipla dos órgãos e até ao óbito.
Para evitar esses problemas e garantir que os pets
aproveitem o verão com saúde e bem-estar, a médica-veterinária da Petz, Camila
Canno Garcia, compartilha algumas orientações importantes para os dias mais
quentes.
Mantenha o pet hidratado
A hidratação é um dos cuidados mais importantes durante
o verão. É essencial oferecer acesso fácil à água fresca, distribuir bebedouros
pela casa e, se possível, adicionar gelo nos dias mais quentes. Ao deixar o pet
sozinho, certifique-se de que ele tenha água suficiente disponível. “Nem todos
os pets bebem a quantidade necessária de água por dia. Por isso, também vale
oferecer água de coco, frutas congeladas e sorvetes feitos 100% de frutas ou
ração”, explica Camila.
Garanta um local fresco e
arejado para descanso
O ambiente onde o pet fica deve ser fresco, arejado
e, de preferência, próximo ao convívio da família. Quando a casinha do cão fica
no quintal, é comum que ele prefira ficar próximo à porta e aos responsáveis, o
que pode comprometer seu conforto térmico. Deixe a caminha em um local com
sombra e boa circulação de ar e, se possível, permita que o animal fique em um
cômodo com ventilador ou ar-condicionado. Outra dica é colocar um tapete
gelado, ativado pela pressão do peso do corpo do cachorro, ajudando a reduzir a
temperatura do animal.
Passeios apenas nos horários
mais frescos
Nos dias quentes, os passeios devem ser feitos
antes das 10h e após as 17h — ou ainda mais tarde, dependendo da temperatura.
Essa medida é essencial para evitar queimaduras causadas pelo asfalto quente.
“O ideal é testar a temperatura do solo colocando a mão no chão por cerca de
cinco segundos. Se estiver muito quente para você, também estará para o pet”,
orienta a veterinária.
Refresque o pet
Além da hidratação, molhar levemente o animal pode
ajudar a reduzir a temperatura corporal. No caso dos cães, as regiões da
barriga e do pescoço são as mais indicadas. Para os gatos, o ideal é molhar
levemente a mão e passar suavemente pelo corpo do animal.
Atenção à tosa
Cães de raças que não possuem subpelo, como Shih
Tzu, Poodle e Bichon Frisé, podem ser tosados. Já raças com pelagem densa e
subpelo, como Husky Siberiano, Chow Chow e Golden Retriever, não devem passar
por tosa completa. “Nesses casos, é indicada apenas a tosa higiênica, realizada
em regiões específicas, com objetivo de higiene e conforto. Essa prática não
reduz diretamente a temperatura corporal, mas pode favorecer o contato com
superfícies mais frescas, como por exemplo o contato com o chão frio ao
deitar”, explica Camila.
Atenção aos parasitas
O calor e a umidade favorecem a proliferação de
parasitas como pulgas e carrapatos, representando riscos à saúde dos pets. Além
disso, o verão é a época em que os animais frequentam mais áreas externas, com
grama e maior circulação de outros cães. Por isso, é fundamental realizar inspeções
regulares na pelagem e manter o uso de antiparasitários em dia.
Fique atento aos sinais de
hipertermia
Durante o verão, os pets podem sofrer hipertermia,
quando a temperatura corporal ultrapassa os 41 °C, provocando alterações no
metabolismo. “É importante observar a respiração. Ofegação intensa pode indicar
superaquecimento. A língua muito exposta ou com alteração de cor também é um
sinal de alerta”, afirma a veterinária.
Outros sintomas incluem mudança de comportamento,
letargia, falta de apetite e desinteresse por atividades. Ao notar qualquer um
desses sinais, o responsável deve procurar imediatamente o pronto atendimento
veterinário.
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