Campanha chama atenção para o envelhecimento dos pets e destaca a alimentação como aliada na prevenção do declínio cognitivo
O mês de fevereiro também é considerado, no setor
pet, um período de conscientização sobre os cuidados com animais de estimação
idosos. Dentro da campanha Fevereiro Roxo, o debate se volta
especialmente às doenças neurodegenerativas, como
a Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC), e aos cuidados
necessários para garantir qualidade de vida aos pets
nessa fase mais delicada.
Entre os cuidados que ganham importância nessa fase
está a alimentação, especialmente quando baseada
em ingredientes naturais, frescos e de fácil digestão. Tais
características favorecem a absorção de nutrientes e contribuem para
o funcionamento pleno do organismo, incluindo o cérebro.
Segundo a nutróloga veterinária Iana
Furtado, parceira de a A Quinta Pet, foodtech brasileira
de alimentação natural para cães, a alimentação tem o poder de modular a
genética. Estudos de nutrigenética e nutrigenômica mostram que
os alimentos atuam na codificação da mensagem genética,
tanto pela forma como agem no organismo quanto pela resposta do organismo ao
alimento.
“Quanto mais rica a dieta,
melhor o funcionamento do organismo. Isso significa, inclusive, redução de
inflamação e oxidação e menor encurtamento de telômeros - estruturas
que ficam nas extremidades dos cromossomos, funcionando como uma espécie de “capa de
proteção” do material genético. Quando ficam muito curtos,
a célula passa a não funcionar adequadamente, envelhece mais rápido e
deixa de se replicar como deveria”, destaca Iana.
Organismo sênior e ajustes
nutricionais
A veterinária explica que um cão na fase
sênior precisa de uma dieta de maior digestibilidade – baseada em ingredientes
naturais – visto sua capacidade
digestiva não ser a mesma. Segundo ela, quanto menor
a sobrecarga intestinal, melhor o funcionamento intestinal e hepático, o
que leva à redução da irritabilidade do animal, da lama biliar e do acúmulo de
toxinas no organismo. Tal equilíbrio contribui para melhor
funcionamento cognitivo e comportamental.
A parceira de A Quinta explica
que, além da melhora da digestibilidade da dieta, os
ajustes nutricionais para cães seniores passam pela otimização
dos ácidos graxos essenciais – evidências científicas
indicam que os ácidos graxos ômega-3, especialmente EPA e DHA,
contribuem para a saúde cerebral de cães idosos, ajudando
a preservar a função cognitiva e a retardar alterações associadas ao
envelhecimento, conforme aponta estudo publicado na revista GeroScience.
Segundo ela, também é recomendável evitar ingredientes
fermentativos, como brócolis e berinjela, que podem
sobrecarregar o trato gastrointestinal, assim como o excesso de
carboidratos simples e fibras de baixa qualidade. O ajuste da
distribuição energética da alimentação, com atenção ao extrato
etéreo nos animais que podem e toleram esse perfil nutricional, além do uso
de proteínas de alta disponibilidade para a manutenção
da massa magra, também faz parte dessa estratégia.
“Ao receberem uma nutrição mais equilibrada, esses
animais ficam mais dispostos, com melhor mobilidade, ganhando em qualidade
de vida e longevidade”, conclui Iana.

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