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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Carnaval exige atenção redobrada com cães e gatos, alerta especialista

Ruídos intensos, calor extremo, aglomerações e alimentos impróprios estão entre os principais riscos para a saúde física e emocional dos pets durante o período festivo 

 

O Carnaval é sinônimo de alegria, música alta e ruas cheias, mas para cães e gatos, esse cenário pode representar estresse, medo e até riscos graves à saúde. A médica-veterinária e executiva de clínicas da Plamev, Bruna Corrêa, alerta que os tutores precisam adotar cuidados especiais para garantir o bem-estar dos animais durante a folia.
 

Barulho e estresse emocional 

Segundo a especialista, sons intensos como músicas altas, fogos e o grande fluxo de pessoas são estímulos altamente estressantes para os pets, podendo desencadear ansiedade e estresse sonoro.

“Os sinais mais comuns incluem tremores, taquicardia, vocalização excessiva, salivação, ofegação, pupilas dilatadas, comportamento de fuga, agressividade reativa, inapetência e até automutilação”, explica Bruna. Em animais idosos, cardiopatas ou com doenças pré-existentes, o estresse pode causar descompensações clínicas e exige ainda mais atenção dos tutores.
 

Calor excessivo e aglomerações 

As altas temperaturas típicas do Carnaval também representam perigo. O calor aumenta significativamente o risco de hipertermia e golpe de calor, principalmente em cães braquicefálicos, obesos, filhotes e idosos.

“A recomendação é manter os animais em locais frescos, bem ventilados, com sombra e água disponível o tempo todo, além de evitar passeios nos horários mais quentes”, orienta a veterinária. Ambientes com aglomeração, como blocos de rua, shows e eventos abertos, devem ser evitados. “Além do calor, há risco de pisoteamento, acidentes, intoxicações e estresse intenso”, completa. Para os gatos, a orientação é clara: permanecer estritamente dentro de casa, reduzindo o risco de fugas.
 

Fantasias: diversão com limites 

Fantasiar o pet pode parecer inofensivo, mas nem sempre é confortável para o animal. De acordo com Bruna Corrêa, o uso de fantasias não é contraindicado, desde que não cause desconforto físico ou emocional.

Antes de colocar qualquer acessório, o tutor deve observar se o animal tolera bem a fantasia, se não há restrição de movimentos, compressão do tórax ou abdômen, aquecimento excessivo ou peças pequenas que possam ser ingeridas. “Se o acessório interfere na respiração, visão ou audição, ele não deve ser utilizado”, alerta. Animais que demonstram estresse, tentam retirar a fantasia ou ficam apáticos não devem ser fantasiados.
 

Riscos de intoxicação aumentam no Carnaval 

Durante o período festivo, cresce também o número de atendimentos por intoxicação. Bebidas alcoólicas podem causar depressão do sistema nervoso central, hipoglicemia, vômitos e até coma nos pets.

Confetes, glitter e pequenos objetos descartados nas ruas oferecem risco de obstrução gastrointestinal, além de alguns materiais conterem substâncias tóxicas. Restos de comida jogados no chão, especialmente alimentos gordurosos, ossos, chocolate, cebola, alho e uvas, podem provocar desde intoxicações até pancreatite e perfurações intestinais. “O ideal é evitar que o animal tenha acesso à rua sem supervisão rigorosa”, reforça a veterinária.
 

Vai viajar? Escolha com critério 

Para tutores que pretendem viajar ou passar longos períodos fora de casa, a escolha de onde deixar o pet deve levar em conta o perfil do animal. Pets idosos, mais sensíveis ou com doenças crônicas costumam se adaptar melhor à permanência em casa com um cuidador ou familiar. 

Já cães sociáveis podem se beneficiar de hotéis especializados, desde que o local ofereça acompanhamento profissional, boas condições sanitárias e enriquecimento ambiental. “Independentemente da escolha, é essencial deixar orientações veterinárias, histórico de saúde atualizado e um contato de emergência”, finaliza Bruna Corrêa.


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