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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Alerta de Carnaval: golpes digitais se multiplicam em viagens, festas e redes sociais

Pesquisa da NordVPN aponta aumento de golpes online ligados a viagens, apps e redes públicas  


Durante o Carnaval, milhões de brasileiros se preparam para viajar, participar de festas, blocos de rua e eventos em diferentes cidades do país. O período, marcado por grande movimentação física e digital, também se tornou um dos momentos preferidos de golpistas para aplicar fraudes cada vez mais sofisticadas.  

Os especialistas de segurança da NordVPN alertam que o aumento no uso de aplicativos de transporte, compras online, redes sociais, Wi-Fi público e serviços de viagem cria um ambiente ideal para ataques digitais, muitos deles difíceis de identificar em meio à pressa e à distração típicas da folia.  

Um estudo conjunto realizado com a Saily revelou recentemente a expansão do comércio ilegal de documentos de viagem na dark web. A pesquisa mostrou que passaportes escaneados, contas de milhas e reservas de viagem podem ser comprados por criminosos, tornando dados aparentemente inofensivos extremamente valiosos no mercado clandestino.  

De acordo com a pesquisa, passaportes globais escaneados estão sendo vendidos por valores entre US$ 10 e US$ 200, enquanto documentos verificados da União Europeia chegam a custar até US$ 5.000. Já extratos bancários falsos, selos de visto forjados e contas de fidelidade hackeadas, algumas com milhões de milhas acumuladas, são comercializados por centenas de dólares. Reservas em plataformas como Booking.com também aparecem à venda, frequentemente com grandes descontos, a partir de US$ 250.  

No Brasil, onde programas como Latam Pass, Smiles e TudoAzul fazem parte da rotina de milhões de consumidores, especialistas alertam que esse tipo de golpe também ocorre com frequência, especialmente em períodos de alta demanda, como o Carnaval, quando viagens, reservas e acessos às contas se intensificam.  


Golpes durante o carnaval  

Embora o roubo de milhas e dados de viagem seja um exemplo concreto, ele está longe de ser o único risco enfrentado pelos brasileiros durante o Carnaval. O período concentra uma explosão de golpes digitais que exploram emoções humanas como pressa, empolgação, medo e curiosidade.  

Entre os mais comuns estão mensagens falsas que se passam por bancos, empresas de pagamento, companhias aéreas, operadoras de cartão ou plataformas de entrega, sempre com um tom de urgência. Muitas dessas mensagens chegam por SMS, WhatsApp, redes sociais ou e-mail, pedindo que a vítima clique em links para resolver supostos problemas, confirmar compras inexistentes ou evitar bloqueios de contas.  

Nesse contexto, o phishing continua sendo uma das técnicas mais eficazes para os golpistas. Mesmo usuários experientes acabam clicando em links maliciosos quando são abordados no momento certo. Durante viagens e festas, essa vulnerabilidade aumenta, pois as pessoas costumam acessar serviços em movimento, com menos atenção aos detalhes. O uso crescente de inteligência artificial também tornou as mensagens fraudulentas mais convincentes, com textos bem escritos, linguagem natural e até personalização com nomes reais.  

Outro golpe que ganha força no Carnaval envolve falsas promoções, sorteios e investimentos milagrosos divulgados nas redes sociais. Perfis falsos prometem ganhos rápidos, ingressos exclusivos, hospedagens com desconto ou retornos financeiros irreais, pressionando a vítima a agir rapidamente. O mesmo vale para lojas online falsas, que replicam com perfeição sites legítimos e oferecem produtos ou pacotes de viagem com preços muito abaixo do mercado. Após o pagamento, o consumidor simplesmente não recebe o que comprou.  

Há ainda golpes que se aproveitam do uso intenso de tecnologia em ambientes públicos. Redes Wi-Fi abertas em aeroportos, rodoviárias, bares e até blocos de rua podem, na verdade, ser hotspots falsos criados por criminosos para interceptar dados dos usuários.  

Além disso, segundo estudo da NordVPN, 59% dos brasileiros utilizam leitores de QR Code semanalmente ou diariamente. Esses códigos escaneáveis, quando adulterados e sobrepostos a versões legítimas em restaurantes, estacionamentos ou materiais promocionais também têm sido usados para redirecionar vítimas a sites maliciosos, comprometendo em poucos segundos informações pessoais, senhas e dados bancários.  

“A indústria de viagens permanece um alvo extremamente valioso para criminosos digitais, porque concentra um grande volume de dados pessoais e financeiros sensíveis”, afirma Marijus Briedis, CTO da NordVPN. “Durante períodos de pico, como o Carnaval, Natal ou férias escolares, os golpes se intensificam. O consumidor precisa redobrar a atenção e reforçar a segurança digital, especialmente quando está fora da rotina.”  

Como se proteger  

Para reduzir os riscos, a NordVPN reforça a importância de hábitos básicos de segurança digital, especialmente entre brasileiros, que estão entre os povos que mais utilizam serviços digitais, redes sociais e programas de milhagem na América Latina.   

O uso de senhas fortes e diferentes para cada serviço continua sendo uma das principais barreiras contra ataques. Pesquisas mostram que cerca de metade das pessoas ainda reutilizam senhas, o que facilita invasões em cascata quando um único serviço é comprometido.  

A ativação da autenticação multifator também é essencial, pois adiciona uma camada extra de proteção mesmo quando a senha é descoberta. Monitorar regularmente o histórico das contas ajuda a identificar movimentações suspeitas logo no início.   

Evitar conexões em Wi-Fi público sem proteção e utilizar uma VPN ao acessar redes abertas reduz significativamente o risco de interceptação de dados. Durante viagens, o uso de eSIMs surge como alternativa mais segura, pois diminui a dependência de redes desconhecidas.  

 

NordVPN
https://nordvpn.com

 

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