Ondas de calor intenso registradas em diversas regiões do país acendem sinal de alerta para tutores; veterinários reforçam cuidados essenciais para evitar hipertermia, queimaduras e até óbitos
As altas temperaturas que vêm atingindo o Brasil
nas últimas semanas, especialmente a região Sul, com termômetros frequentemente
se aproximando ou ultrapassando os 40ºC, representam
um risco real e imediato à saúde dos animais de estimação. Cães e
gatos são especialmente vulneráveis ao calor extremo e podem
sofrer rapidamente com hipertermia, desidratação, queimaduras nas patas e
falência orgânica, condições que podem ser fatais se não houver intervenção
rápida.
De acordo com especialistas do Pet Support, rede de
atendimento veterinário com atuação em urgência e cuidados intensivos, o calor
excessivo exige mudança imediata de rotina e atenção redobrada por parte dos
tutores. “No calor extremo, não existe passeio. Existe risco
extremo. O organismo dos pets não consegue regular a temperatura corporal da
mesma forma que o humano, e isso faz com que eles entrem em colapso térmico muito
rapidamente”, alerta Helena Cochlar Graser, Médica Veterinária e Coordenadora
Técnica, do Pet Support.
Diferentemente dos humanos, cães e gatos não
transpiram pelo corpo. A principal forma de dissipação de calor é pela
respiração e, em menor escala, pelas almofadas das patas. Em temperaturas muito
elevadas, esse mecanismo se torna insuficiente.
Segundo a equipe de urgências da Pet Support, a hipertermia pode se instalar em poucos minutos e provocar sintomas como: respiração ofegante intensa, letargia e fraqueza, salivação excessiva, vômitos e diarreia, tremores, convulsões e desmaios. “Muitos tutores subestimam o risco. Às vezes o animal chega ao hospital já em estado grave, porque os sinais iniciais passam despercebidos ou são confundidos com cansaço”, explica a equipe médica.
Outro perigo frequente em dias de calor extremo é o
aquecimento do solo. Em temperaturas próximas de 40ºC, o asfalto pode
ultrapassar facilmente os 60ºC, causando queimaduras severas nas patas dos
animais. “Um teste simples é encostar o dorso da mão no chão por cinco
segundos. Se queimar para você, queimar para o pet também. As lesões nas patas
são dolorosas e podem gerar infecções sérias”, reforça a veterinária, do Pet
Support.
Principais recomendações
durante períodos de calor intenso:
- Evitar
passeios entre 9h e 19h, especialmente em dias acima de 30ºC
- Garantir
água fresca e abundante ao longo do dia
- Manter
os pets em ambientes ventilados e sombreados
- Nunca
deixar o animal sozinho dentro de veículos, nem por poucos minutos
- Oferecer
tapetes gelados ou superfícies frescas
- Redobrar
a atenção com filhotes, idosos, obesos e raças braquicefálicas (como
buldogues, pugs e shih-tzus).
Quando procurar atendimento
veterinário
O Pet Support reforça que qualquer sinal de
alteração deve ser levado a sério. “Se o pet estiver muito ofegante, apático,
com dificuldade para se manter em pé ou apresentar vômitos e tremores, o
atendimento deve ser imediato. O tempo é decisivo para salvar vidas”, alerta o
especialista.

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