domingo, 25 de janeiro de 2026

A nova fase das sobrancelhas começa na menopausa e pede outros cuidados

Alterações hormonais impactam o crescimento, o desenho e a densidade dos fios, e entender esse processo é o primeiro passo 

 

A menopausa não transforma apenas o corpo por dentro. Ela também deixa marcas visíveis, e muitas mulheres percebem isso ao se olhar no espelho e notar que as sobrancelhas já não são as mesmas. Fios mais finos, falhas aparentes, crescimento lento e perda de definição passam a fazer parte da rotina de quem entra nessa fase. 

Segundo a especialista em sobrancelhas Jess, à frente do Flow by Jess, a principal responsável por essas mudanças é a queda do estrogênio. “Esse hormônio tem um papel direto na força e no ciclo de crescimento dos fios. Quando ele diminui, a sobrancelha responde quase imediatamente”, explica.

Com o desequilíbrio hormonal, a fase de crescimento do pelo se torna mais curta, enquanto a fase de queda se prolonga. O resultado é um arco mais ralo, com fios frágeis e espaçados. Além disso, a pele da região tende a ficar mais seca, o que compromete ainda mais a saúde das sobrancelhas e dificulta o nascimento de novos fios. 

Jess destaca que muitas mulheres acreditam que essa mudança é irreversível, mas não é bem assim. “Não dá para lutar contra o hormônio, mas dá para cuidar do ambiente onde esse fio nasce. Hidratação, estímulos corretos e respeito ao novo tempo do corpo fazem toda a diferença”, afirma.

Procedimentos agressivos, excesso de pinça e produtos inadequados podem piorar o quadro. Por isso, o ideal é apostar em tratamentos específicos, óleos nutritivos, ativos fortalecedores e técnicas que valorizem o desenho natural, sem forçar uma sobrancelha que o corpo já não sustenta como antes. 

Mais do que estimular o crescimento, essa fase pede estratégia. Usar produtos específicos para sobrancelhas, evitar maquiagem pesada que resseque a pele da região e incluir ativos calmantes na rotina ajuda a manter o fio vivo por mais tempo. Escovar as sobrancelhas diariamente também faz diferença, porque ativa a circulação local e organiza o crescimento.

 

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