É preciso reforçar a importância de refletirmos sobre as necessidades das pessoas dentro do Espectro autista e a urgência em conscientizar para evitar preconceitos e discriminação.
O autista pode
tudo o que desejar, pode muito e precisa ter essa força e apoio de todos,
potencializando suas forças e suas habilidades, para não se deixarem intimidar
por um rótulo ou julgamentos.
O Transtorno do
Espectro Autista (TEA) é uma condição que afeta o desenvolvimento neurológico
identificado por uma gama de características variáveis. Dentre elas, podemos
citar a dificuldade de comunicação e interação social, o atraso no
desenvolvimento motor, hipersensibilidade sensorial e comportamentos metódicos,
restritivos ou repetitivos.
Além da
hiperatividade ou muita passividade, dificuldade em aceitar mudanças de rotina,
sensibilidade a alguns sons e texturas, entre outros. Não é uma doença,
portanto não existe cura. É uma condição clínica que exige amor, afeto e
cuidado.
Mas engana-se
quem pensa que só crianças podem ter autismo. Adultos também podem ser
diagnosticados com o espectro. Neste contexto, o ideal é que o diagnóstico
venha o mais rápido possível, para que se possa iniciar uma intervenção
precoce.
Levando em
consideração que o objetivo do diagnóstico não é, e nunca será rotular aqueles
que estejam dentro do espectro, mas sim orientar as famílias sobre quais
suportes, terapias e ferramentas terapêuticas são as mais adequadas e onde
buscar ajuda, pois cada uma das comorbidades que aparecem dentro do espectro,
precisam de técnicas adequadas e com comprovação científica de que
funcionam, para dar melhores condições de vida ao paciente e a sua
família.
Porém, o
preconceito e a desinformação ainda rotulam o Autismo
como uma limitação. A história provou que essa teoria é falsa e que muitas
pessoas diagnosticadas com o Espectro fazem grandes coisas e podem se destacar.
É o caso de autistas famosos como o empresário Bill Gates; O cientista Albert Einstein; o físico Isaac Newton; o jogador Lionel Messi; a ativista Greta Thunberg; o compositor Mozart; a zootecnista Temple Grandim; o comediante Dan Aykroyd; o surfista Clay Marzo; a cantora Courtney Love; o pintor e cineasta Andy Warhol; o ator Sheldon Cooper; a modelo Nina Marker; o ator Anthony Hopkins; a cantora Susan Boyle; o ator Keanu Reeves; o empresário Elon Musk e os brasileiros João Vitor Silva Ferreira, campeão mundial de judô; a cantora do Programa Altas Horas, Leilah Moreno; e o campeão de Jiu-Jitsu Diego Vivaldo. Uma lista de personalidades que, entre outros, servem de inspiração para autistas e pais de autistas, demonstrando que, dentro de suas habilidades, é possível se destacar e desmistificar as limitações do transtorno.
Portanto, esse grupo de desordens de origem neurobiológica que possui um impacto considerável na vida do indivíduo, denominado Autismo ou TEA, não determina até onde a pessoa vai chegar. São as condições, o apoio, as possibilidades, as oportunidades sociais, escolares e de intervenções que vão fazer toda a diferença na vida dela. Portanto, o autismo não tem cura, mas o seu preconceito e o seu desconhecimento a respeito do assunto, sim. Afinal, o autismo é parte deste mundo, não um mundo à parte, e é fundamental promover a informação adequada, a inclusão e o respeito.
Andrea Ladislau - doutora em Psicanalise Contemporânea, Neuropsicóloga. Graduada em Letras - Português/ Inglês, Pós graduada em Psicopedagogia e Inclusão Digital, Administração de Empresas Administração Hospitalar. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro
@dra.andrealadislau
Nenhum comentário:
Postar um comentário