As redes sociais digitais são cheias de mensagens
positivas, fotos felizes, em lugares lindos, radiantes. Ostentação é uma palavra
que é muito praticada diariamente. É foto com produtos, no espelho, nos
restaurantes, bares, etc.. Grande parte dos coaches nos ajudam a ter maior
autoestima e a traçar o nosso planejamento da carreira. E a beleza? Maquiagens
para um lado, “corpo perfeito” para outro. Dicas, dicas e mais dicas. Como você
deve fazer para isso e aquilo. No fim, é o que você deve fazer para não ser
você e ser aquela imagem "photoshopada" da rede. Ainda tem aquele
comediante que faz todos rirem.
Realmente, as redes sociais digitais tem muitas
pessoas com vidas interessantíssimas. Se alienígenas nos observassem pelas
redes sociais, com certeza eles concluiriam que a humanidade é muito feliz.
Essa felicidade é falsa, na verdade. A única coisa que as redes sociais geram é
inveja e infelicidade. Quanto mais alguém vê a vida falsamente perfeita de
outros, mais esse ele questiona o porquê sua vida não é assim. Essa
infelicidade leva para a ansiedade e depressão. Tudo isso é um grande teatro.
Parece que estamos com medo de mostrar que somos
imperfeitos, que choramos, que somos mortais, que sofremos e, por vezes, a vida
é um belo de um problema. À medida que escondemos nosso sofrimento, fingimos
que eles não existem. O fato é que eles crescem e incomodam cada vez mais, até
que você os perceba. Fingir que você não está sofrendo é sofrer duas vezes:
sofre por fingir, e ainda sofre por não se permitir sofrer.
Sofrer faz parte da vida e não devemos negar tal
emoção e sentimento. Vale, no entanto, parar de passar uma falsa felicidade
quando não estamos bem. E, talvez, até nos recolher, para dentro, para as redes
internas, para dar ouvidos à alma.
Leonardo Torres -
Pesquisador, Professor, Doutorando em Comunicação e Cultura e Pós-graduando em
Psicologia Junguiana
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