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sábado, 1 de agosto de 2026

Hipersexual ou Assexual? Neurologista Explica Por Que Adultos com Autismo Vivem o Desejo de Formas Diferentes

Durante décadas, dois mitos cercaram a sexualidade de adultos no espectro autista. O primeiro: todo autista não tem interesse por sexo. O segundo: todos apresentam um desejo intenso e descontrolado. A realidade é mais complexa. E mais humana.

O maior estudo já conduzido sobre o tema, na Universidade de Cambridge, ouviu mais de 2.300 adultos e revelou algo que surpreende quem ainda enxerga o autismo através de estereótipos.

A maioria dos autistas tem vida sexual ativa. Cerca de 70% dos homens e 76% das mulheres autistas relatam atividade sexual, um número menor do que os 89% observados na população neurotípica, mas suficiente para derrubar por completo a ideia de que autismo equivale à ausência de desejo.

O mesmo estudo mostrou que adultos autistas têm 7,6 vezes mais chance de se identificar como assexual do que pessoas neurotípicas. Uma diferença estatística que merece atenção clínica, não julgamento moral.


O Cérebro Constrói o Desejo

Para o neurologista Dr. Matheus Trilico, referência no atendimento de adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), entender essa diversidade exige olhar para além da libido. O desejo sexual depende de como o cérebro interpreta estímulos, regula emoções e processa sensações corporais. No autismo, cada uma dessas etapas pode funcionar de maneira atípica.

"O desejo envolve muito mais do que hormônios. O cérebro organiza informações, interpreta o contato físico e regula emoções. No autismo, essas características variam bastante de uma pessoa para outra", explica o médico.

É justamente essa variabilidade que faz do conceito de espectro algo tão útil para compreender a sexualidade: não existe um padrão único, mas uma ampla gama de experiências.


Quando o Toque é Intenso Demais

Para alguns adultos com TEA, a intimidade física se transforma em um desafio neurológico. Abraços prolongados, beijos, cheiros e determinados toques podem disparar uma disfunção sensorial que torna o contato cansativo, às vezes doloroso. Um estudo publicado no Journal of Clinical Medicine confirmou que adultos autistas de alto funcionamento apresentam maior probabilidade de disfunções sexuais em ambos os sexos, e que as peculiaridades na percepção sensorial são diretamente responsáveis por esses problemas.

Comenta o Dr. Matheus: "A recusa ao toque tem origem neurológica, não afetiva. O cérebro daquela pessoa percebe o conjunto de estímulos como intenso demais. O parceiro precisa entender isso para não interpretar a reação como rejeição. Esse descompasso gera um custo funcional real. O parceiro se sente afastado, o autista se sente incompreendido, e o relacionamento entra em um ciclo de frustração mútua que poderia ser evitado com informação adequada”.


Quando o Desejo é Mais Intenso

Há também adultos no espectro que relatam uma busca mais frequente pela atividade sexual. Pesquisas indicam que essa vivência pode estar ligada a mecanismos de recompensa atípicos no cérebro autista, nos quais a busca por dopamina se manifesta de forma mais intensa. O neurologista ressalta que cada caso precisa ser avaliado individualmente.

"O fato de uma pessoa autista apresentar maior interesse sexual não significa que isso seja uma característica obrigatória do espectro. Pode ser uma forma de autorregulação emocional, e esse padrão precisa ser compreendido, não patologizado", ressalta Dr Matheus.

Uma revisão sistemática recente publicada na Neuropsychiatric Disease and Treatment reforça que o funcionamento psicossexual de adultos com TEA costuma ser mais difícil do que o da população neurotípica, com maior incidência de insatisfação em relacionamentos sexuais, comportamentos de risco e vitimização. Esse cenário é especialmente grave para mulheres autistas.


O Peso da Inadequação

Independentemente da intensidade do desejo, o sofrimento mais comum relatado no consultório não vem da condição em si. Vem da comparação com expectativas sociais. Adultos que cresceram ouvindo que eram "distraídos demais para relacionamentos" ou "intensos demais para serem amados" carregam uma culpa que não lhes pertence.

O Dr. Trilico observa que esse peso se estende ao entorno.  Segundo ele, quando um parceiro neurotípico não compreende a origem neurológica de uma recusa ao toque ou de um interesse sexual mais intenso, a relação sofre.

Um estudo qualitativo publicado no BMC Psychiatry constatou que problemas de comunicação e interação social atuam como barreiras concretas para relacionamentos afetivo-sexuais em adultos autistas, gerando sentimentos negativos e comportamentos de evitação que se reforçam mutuamente.

"O sofrimento geralmente está na comparação com aquilo que se considera normal", reflete o neurologista. "Quando a pessoa compreende o próprio funcionamento cerebral, a culpa tende a diminuir e o autoconhecimento aumenta. Isso beneficia não só o paciente, mas todo o seu ecossistema de relacionamento", ressalta o neurologista.


Diagnóstico como Ferramenta de Estratégia

Com o aumento dos diagnósticos de autismo na vida adulta, discutir sexualidade de forma responsável ganha urgência. Uma meta-análise publicada na Autism Research demonstrou que adultos autistas têm maior dificuldade em aderir a normas de privacidade e menor acesso à educação sexual adequada. Um dado que expõe uma falha sistêmica, não uma limitação individual.

Para o Dr. Matheus Trilico, o objetivo do diagnóstico na vida adulta não é rotular, mas abrir caminhos. Entender a própria neurobiologia permite que o paciente pare de lutar contra o próprio cérebro e comece a construir estratégias para viver com mais dignidade, inclusive na intimidade.

"Não existe uma forma certa de viver a sexualidade. O mais importante é que cada casal encontre um caminho baseado em respeito, comunicação e compreensão das necessidades de ambos", conclui o neurologista.

As peças se encaixam quando você entende como seu cérebro e mente funcionam.

  

Dr. Matheus Luis Castelan Trilico — CRM 35805/PR | RQE 24818 - Médico formado pela Faculdade Estadual de Medicina de Marília (FAMEMA); Neurologista com residência médica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR); Mestre em Medicina Interna e Ciências da Saúde pelo HC-UFPR; Pós-graduado em Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mais conteúdos sobre TEA e TDAH em adultos estão disponíveis no portal do especialista:
Mais artigos sobre TEA e TDAH em adultos podem ser vistos no portal do neurologista: https://blog.matheustriliconeurologia.com.br/

 

Quase metade dos brasileiros consideram a compra de livros como um investimento, revela Serasa

Pesquisa inédita aponta que, no entanto, 70% já deixaram de comprar livros por falta de dinheiro; 

  • 54% adquiriram pelo menos um exemplar nos últimos 12 meses;
  • 51% descobrem novos livros pelas redes sociais;
  • 72% já compraram um livro após uma recomendação de influenciadores ou criadores de conteúdo.


Mesmo diante de um cenário de maior atenção ao orçamento, os brasileiros seguem encontrando espaço para os livros em seu dia a dia. Uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, revela que 47% consideram a compra de livros um investimento, e 54% adquiriram pelo menos um exemplar nos últimos 12 meses. Ao mesmo tempo, 70% afirmam já ter deixado de comprar um livro por falta de dinheiro.

Para 81% dos entrevistados, os livros ampliam a visão de mundo e ajudam a enxergar a vida sob novas perspectivas. Além disso, 57% afirmam ler em busca de saúde mental, enquanto 56% veem a leitura como uma ferramenta de aprendizado e conhecimento.

"A pesquisa mostra que o brasileiro atribui valor aos livros e à leitura, mas também precisa fazer escolhas diante das limitações do orçamento. Esse comportamento reforça a importância do planejamento financeiro para que investimentos em educação, cultura e desenvolvimento pessoal possam fazer parte da rotina das famílias", afirma Eduarda de Moraes, especialista da Serasa em educação financeira.


Promoções impulsionam a decisão de compra

Os dados da pesquisa indicam que promoções exercem forte influência sobre a compra de livros. Entre os entrevistados, 41% afirmam comprar mais livros do que realmente precisam quando encontram descontos e ofertas. A frequência de compra também demonstra um mercado ativo: 31% dos consumidores costumam adquirir livros a cada dois ou três meses, enquanto 60% gastaram até R$200 com livros ao longo dos últimos 12 meses

 

Fonte: Serasa


Ao analisar as preferências, o livro físico é a principal escolha de 73% dos entrevistados, seguido pelo e-book (23%) e audiobook (4%). Entre quem prefere o livro físico, o prazer da experiência sensorial (folhear, cheiro de livro e textura) é o principal motivo, citado por 58%, além de facilitar a concentração, escolhido por 49%. Já nos formatos digitais, a conveniência pesa mais do que o custo: praticidade (64%) e a possibilidade de ler em qualquer lugar (60%) são os principais motivos para a escolha de um e-book, à frente do preço mais acessível (43%).

“Não existe um formato melhor que o outro: a escolha depende da rotina e das necessidades de cada pessoa. O mais importante é aproveitar promoções de forma consciente, priorizando títulos que realmente serão lidos e que caibam no orçamento, para que o desconto não se transforme em um incentivo ao consumo por impulso", comenta Eduarda de Moraes.



Redes sociais transformam o mercado editorial

A forma como os brasileiros descobrem novos livros também mudou: 51% afirmam conhecer novos títulos por meio das redes sociais, superando as indicações de amigos e familiares (43%) e os sites, blogs e newsletters (27%).

Esse movimento tem reflexos diretos nas decisões de compra, já que 72% dos consumidores já compraram um livro após uma recomendação vista nas redes sociais, enquanto 64% adicionaram títulos à lista de desejos e 45% passaram a seguir autores ou editoras depois de consumir esse tipo de conteúdo.

"As redes sociais ampliaram o acesso a recomendações e ajudaram a criar comunidades de leitores, tornando a leitura mais presente no dia a dia dos brasileiros. Ao mesmo tempo, é importante desenvolver um consumo consciente, pois nem toda tendência precisa virar compra imediata”, reforça a especialista. “Criar uma lista de desejos, esperar o momento certo para adquirir um livro e definir um orçamento para esse tipo de gasto são estratégias que permitem aproveitar esse universo sem comprometer a saúde financeira".

Para além das redes, feiras e bienais também seguem sendo um importante espaço de troca e descobertas de novas histórias. Cerca de 21% dos entrevistados listam eventos de livro como um local para descobrir novos exemplares, sendo também citado por 23% como um espaço de compra. Além disso, 44% dos entrevistados revelam ir ou já terem ido a feiras, bienais e eventos de livrarias e, outros 31% que nunca foram, possuem interesse em frequentar, mostrando também a importância de trocas presenciais para esse público.


Metodologia

A pesquisa foi realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, entre os dias 15 e 26 de junho de 2026, com 1.261 entrevistados de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais.


5 hábitos que destroem relacionamentos sem você perceber

Conheça os maus hábitos cotidianos que silenciosamente afastam os casais

 

Nem todo relacionamento termina por traição ou falta de amor. O desgaste costuma acontecer de forma gradual, impulsionado por comportamentos aparentemente inofensivos que, repetidos no dia a dia, enfraquecem a conexão do casal. A qualidade de uma relação se constrói muito mais nos hábitos cotidianos do que nos grandes gestos.

 

Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, maior plataforma Sugar Daddy e Sugar Baby da América Latina, explica: “A paquera e a sedução podem ser momentos muito estimulantes e prazerosos se ambos forem pessoas emocionalmente responsáveis e que queiram o melhor para o outro. Um ponto fundamental no momento em que se está conhecendo alguém são os acordos claros; o quanto antes todos forem transparentes quanto ao que buscam em um relacionamento, melhor.”

 

O desgaste raramente acontece de uma só vez. Identificar comportamentos prejudiciais antes que virem padrão é uma das formas mais eficazes de preservar a saúde da relação. “Crescemos em um mundo em que as pessoas romantizam muito o relacionamento, mas esquecem do que realmente importa: alguém que não só te ame, mas te apoie, te ajude profissionalmente, te incentive a crescer e a evoluir como pessoa” afirma o especialista.

 

Caio também defende que todo relacionamento precisa de confiança como base. “Confiança significa acreditar em alguém e saber que essa pessoa sempre estará ao seu lado nos momentos bons e ruins. Também significa ser capaz de dizer a eles o que está pensando, mesmo que seja algo difícil de falar”.

 

Cinco hábitos que podem estar sabotando seu relacionamento sem você perceber:

  1. Usar o humor para fugir de conversas importantes - Fazer piadas para aliviar tensão pode parecer inofensivo, mas quando vira padrão, assuntos importantes nunca são enfrentados. Com o tempo, o parceiro pode interpretar isso como falta de interesse.
  2. Transformar a rotina em piloto automático - É natural que os relacionamentos se tornem mais confortáveis depois da fase inicial. O problema é quando a rotina substitui completamente a novidade, os mesmos programas, sempre, podem fazer a relação perder energia.
  3. Reclamar para os amigos em vez de conversar com o parceiro - Desabafar com terceiros adia conversas necessárias e impede a resolução de conflitos. Além disso, pode gerar desconforto se o parceiro descobrir que questões íntimas estão sendo discutidas fora da relação.
  4. Duvidar constantemente das intenções do outro - Questionamentos frequentes sobre promessas e compromissos transmitem desconfiança. Mesmo que o comportamento venha de ansiedade ou experiências passadas, ele faz o parceiro se sentir desacreditado e permanentemente à prova.

5.  Transformar o relacionamento em uma disputa de pontos - Contabilizar quem se esforçou mais, quem pediu desculpas por último ou quem contribui mais cria uma dinâmica de competição onde deveria existir parceria.


Heranças emocionais travam a vida adulta, e Dia dos Pais impulsiona busca por libertação

Elainne Ourives explica como traumas inconscientes impactam amor, sucesso e dinheiro, e propõe caminhos para romper com padrões familiares

 

A repetição de relacionamentos frustrados ou a sensação de estagnação financeira na vida adulta pode estar relacionada a padrões emocionais herdados. A avaliação é da psicanalista Elainne Ourives, pesquisadora nas áreas de neurociência emocional e física quântica. Segundo ela, “muitos adultos vivem hoje os efeitos de traumas emocionais herdados de seus pais, mesmo sem terem consciência disso”. 

No contexto do Dia dos Pais, a especialista propõe uma reflexão que vai além da celebração. A data, afirma, pode representar um marco simbólico para reconhecer o que ainda se carrega inconscientemente da história familiar e decidir, com consciência, o que pode ser deixado para trás.

Esses traumas emocionais herdados, segundo Ourives, operam como “prisões vibracionais” padrões inconscientes que moldam crenças, comportamentos e formas de se relacionar com amor, dinheiro e sucesso. “É como viver no piloto automático de uma dor que nem é sua”, diz a especialista.

A ativação dessas memórias se intensifica em datas simbólicas como o Dia dos Pais, que tendem a reacender sentimentos de ausência ou de experiências mal elaboradas na infância. “Esse momento é um convite à reflexão. Ao honrar os pais, é possível também perceber que nem tudo o que se viveu precisa ser repetido”, afirma a psicanalista.


Evidências científicas da transmissão emocional

Estudos da epigenética indicam que traumas emocionais podem ser transmitidos de uma geração para outra. Pesquisa conduzida por Rachel Yehuda, da Icahn School of Medicine, mostrou que filhos de sobreviventes do Holocausto apresentavam alterações hormonais semelhantes às dos pais, mesmo sem terem vivenciado os mesmos eventos. “Isso prova que o corpo e a mente carregam registros de dor, medo e escassez como forma de sobrevivência”, explica Elainne.

As heranças emocionais não se manifestam apenas por meio de histórias explícitas, mas principalmente por comportamentos e crenças internalizadas. “Um pai emocionalmente ausente pode gerar filhos que, na vida adulta, atraem parceiros com o mesmo perfil, numa tentativa inconsciente de curar aquela ferida”, afirma Ourives.

Segundo a especialista, esse padrão também se expressa na vida financeira. “Filhos de pais que viveram dificuldades econômicas severas podem desenvolver mecanismos inconscientes de autossabotagem, como uma forma de não ‘trair’ a dor do sistema familiar.”


Padrões emocionais nos relacionamentos

A escolha de parceiros indisponíveis emocionalmente é um dos indícios mais comuns de herança emocional, de acordo com Elainne. “É comum ouvir mulheres dizendo que todos os seus relacionamentos são com pessoas frias ou distantes. Isso pode ser lealdade inconsciente ao pai ausente ou à dor da mãe abandonada”, observa a psicanalista.

Em outros casos, o bloqueio afetivo surge como mecanismo de fidelidade ao sofrimento familiar. “O inconsciente entende que, se eu for feliz, estarei traindo quem sofreu. Então, a pessoa se sabota”, afirma a especialista.

No campo financeiro, os impactos seguem o mesmo padrão. A psicanalista destaca três armadilhas recorrentes: culpa por ganhar mais do que os pais, medo de prosperar e se afastar da família e crenças limitantes como “dinheiro é difícil” ou “rico é mau”. “O inconsciente associa a ideia de sucesso à traição do sistema familiar. A mente entende que crescer é deixar para trás,  e isso ativa a culpa.”


Como identificar e romper com o ciclo

Entre os indícios mais frequentes de traumas herdados estão a repetição de relacionamentos destrutivos, medo de crescer financeiramente, sabotagem diante de oportunidades, culpa por se destacar e desejo de retroceder mesmo após avanços. “Esses são sinais de que algo interno está pedindo por ressignificação”, afirma Elainne.

O primeiro passo para romper com esses padrões, segundo ela, é desenvolver consciência. “Quando você entende que aquela reação não é sua, mas herdada, já não precisa mais repeti-la.” afirma a  pesquisadora nas áreas de neurociência emocional e física quântica.

Entre as práticas recomendadas estão a reprogramação mental, técnicas de limpeza vibracional, como a Técnica Hertz®, exercícios de perdão, visualizações e afirmações voltadas à reconexão com a identidade vibracional original. “Não se trata de rejeitar a família, mas de honrá-la sem carregar a dor”, pontua Ourives.

Elainne destaca que a decisão de romper ciclos disfuncionais pode ter efeitos coletivos. “Quando um pai decide curar suas dores, ele muda o campo vibracional da família inteira. E, quando um filho escolhe não repetir os traumas do pai, ele também cura gerações que ainda virão.” conclui a psicanalista. 

 



Elainne Ourives - Treinadora mental, psicanalista, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 10 livros; mestra de mais de 260 mil alunos, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Objetivos, Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. Autora Best Seller dos livros: DNA Milionário® (2019); DNA da Cocriação® (2020); DNA Revelado das Emoções® (2021), Co-Criador da Realidade (2022); Algoritmos do Universo (2022), Taqui-Hertz® (2022), O Meu Ano de Gratidão (2023), Gene da Juventude (2023), Visualização Holográfica (2023) e DNA do Dinheiro (2024).É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz® - Reprogramação da Frequência Vibracional, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas terapias energéticas e emocionais do mundo.
Para mais informações, acesse https://elainneourives.com.br ou pelo Instagram @elainneourivesoficial.



Etarismo: preconceito contra pessoas idosas compromete a qualidade de vida e favorece o isolamento

Especialistas explicam como a discriminação pode prejudicar a saúde mental, aumentar o isolamento social, retardar diagnósticos e comprometer o bem-estar na terceira idade

 

Envelhecer é um processo natural da vida, mas milhões de pessoas ainda enfrentam um preconceito muitas vezes invisível: o idadismo, também conhecido como etarismo. Caracterizado por estereótipos, discriminação e atitudes negativas relacionadas à idade, esse tipo de preconceito está presente em diferentes contextos, como no ambiente de trabalho, nos serviços de saúde, nas relações familiares e até nas interações do dia a dia.


Embora frequentemente se manifeste por meio de comentários considerados "inofensivos", como associar automaticamente o envelhecimento à incapacidade, à fragilidade ou à inutilidade, o idadismo reforça estigmas que limitam a autonomia, reduzem a participação social e favorecem o isolamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 6,3 milhões de casos de depressão em todo o mundo podem ser atribuídos ao preconceito relacionado à idade. Além disso, a entidade destaca que o idadismo está associado ao aumento do risco de ansiedade, baixa autoestima, isolamento social, declínio cognitivo, pior saúde mental, redução da qualidade de vida e adoção de comportamentos prejudiciais à saúde.


Segundo a Dra. Mariana Ramos, professora de Psicologia na Afya Centro Universitário Itaperuna, o preconceito relacionado à idade afeta diretamente a forma como o idoso percebe a si mesmo e seu lugar na sociedade. "Nossa identidade também é construída pelas mensagens que recebemos ao longo da vida. Quando alguém escuta repetidamente que está 'velho demais', que não consegue mais aprender ou que já não é útil, essas ideias podem ser incorporadas como verdades. Esse processo reduz a autoestima, enfraquece a confiança nas próprias capacidades e favorece sentimentos de tristeza, solidão e desesperança", explica.


A psicóloga ressalta que o problema não está apenas nas atitudes explícitas de discriminação, mas também em comportamentos sutis, como excluir o idoso das decisões familiares, infantilizar sua fala ou presumir que ele não é capaz de aprender novas habilidades. "O idadismo costuma acontecer de forma muito naturalizada. Ele aparece quando interrompemos um idoso antes que conclua uma ideia, decidimos por ele sem consultá-lo, respondemos perguntas em seu lugar ou presumimos que ele não conseguirá compreender uma conversa ou aprender uma nova tecnologia. Mesmo quando essas atitudes são motivadas pela intenção de cuidar, elas acabam transmitindo a mensagem de que sua opinião já não importa. Isso compromete sua autonomia, sua identidade e seu senso de pertencimento", afirma Mariana Ramos.


A diminuição da participação social, o afastamento de atividades de lazer e a perda da sensação de utilidade favorecem o isolamento social, considerado um importante fator de risco para transtornos mentais. Além disso, o preconceito contra a idade pode restringir o acesso da população idosa aos espaços de convivência, dificultar a busca por cuidados preventivos e reduzir o interesse por novas atividades, aprendizados e interações sociais, comprometendo diferentes aspectos da saúde e da qualidade de vida.


Dra. Karoline Fiorotti, professora de pós-graduação em Geriatria da Afya Vitória, destaca que a saúde mental e a saúde física caminham juntas durante o envelhecimento. Segundo ela, quando o idoso sofre discriminação constante, os efeitos podem ultrapassar o aspecto emocional e repercutir também no organismo.


"O preconceito relacionado à idade restringe a participação da pessoa idosa na sociedade e pode fazer com que muitas dificuldades sejam atribuídas apenas ao envelhecimento. Esse cenário favorece o estresse crônico, sintomas de ansiedade e depressão, além de diminuir a motivação para manter hábitos saudáveis, praticar atividade física, participar de grupos sociais e seguir corretamente os tratamentos. Como consequência, aumenta o risco de isolamento social, dependência, piora das doenças crônicas e até demência", explica.


A médica acrescenta que muitos idosos deixam de buscar atendimento de saúde ou evitam relatar sintomas por acreditarem que determinadas dificuldades fazem parte, inevitavelmente, do envelhecimento. "Esquecer não é algo normal do envelhecimento, assim como sentir tristeza constante também não. É verdade que algumas funções podem ficar um pouco mais lentas com a idade, como o raciocínio ou o aprendizado, mas alterações persistentes de memória, humor ou comportamento precisam ser investigadas. Além disso, idosos costumam apresentar sintomas menos específicos, como sonolência, perda de apetite, perda de peso, indisposição, fraqueza ou palpitações, que muitas vezes acabam sendo atribuídos apenas à idade. Isso pode atrasar diagnósticos importantes, comprometer o início precoce do tratamento e prejudicar a qualidade de vida", ressalta  Dra. Karoline.


A especialista destaca ainda que preservar a autonomia da pessoa idosa traz benefícios que vão muito além da saúde mental. De acordo com ela, idosos inseridos na família, na comunidade e nas atividades sociais tendem a apresentar melhor funcionalidade, maior adesão aos tratamentos, diagnóstico mais precoce de doenças, menor risco de quedas, preservação da massa muscular e redução da mortalidade.

 



Como combater o etarismo?


Para as especialistas, enfrentar o preconceito contra a idade exige mudanças culturais e coletivas. Valorizar a experiência acumulada ao longo da vida, incentivar a participação ativa dos idosos nas decisões que dizem respeito à própria vida e promover ambientes mais inclusivos são atitudes fundamentais para preservar o bem-estar emocional dessa população.


Além das mudanças de comportamento, a geriatra destaca que combater o idadismo também passa por reduzir barreiras que limitam a autonomia da pessoa idosa, entre elas a exclusão digital. Para a médica, ensinar idosos a utilizar aplicativos bancários, plataformas de saúde, ferramentas de telemedicina e redes sociais fortalece a independência, amplia o acesso aos serviços e favorece a inclusão social.


Dra. Mariana Ramos destaca que o envelhecimento não deve ser encarado como uma fase de perdas, mas como um período que continua repleto de possibilidades. "Cada pessoa idosa possui uma trajetória única, com valores, desejos, competências e projetos. O respeito começa quando deixamos de enxergar apenas a idade cronológica e reconhecemos essa individualidade. Envelhecer não significa deixar de aprender, sonhar ou construir novos significados para a vida. Quando a sociedade passa a enxergar a pessoa antes da idade, favorece um envelhecimento mais saudável, ativo e emocionalmente equilibrado." 


Dra. Karoline reforça que o envelhecimento deve ser compreendido como uma etapa natural da vida e que o convívio entre diferentes gerações beneficia toda a sociedade." Cada idade tem seus desafios e também suas potencialidades. Os idosos carregam uma experiência de vida que enriquece crianças, jovens e adultos. Precisamos construir ambientes mais acolhedores, acessíveis e inclusivos, valorizando suas capacidades e oferecendo condições para que continuem participando ativamente da sociedade. Acolher as dificuldades e potencializar as forças da pessoa idosa é uma responsabilidade de todos", conclui.



Palácio dos Bandeirantes se ilumina de lilás e marca início do mês de combate à violência contra a mulher

Governo de São Paulo prepara ações integradas que unem educação, esporte, cultura e segurança pública
 

Como um farol de conscientização e alerta, a fachada do Palácio dos Bandeirantes ganha a cor lilás neste 1º de agosto. A iluminação especial da sede do Governo do Estado de São Paulo não é apenas um gesto simbólico, mas o marco inicial da mobilização estadual em torno do Agosto Lilás, mês dedicado nacionalmente ao enfrentamento e combate à violência contra a mulher. 

Ao longo de todo o mês, a mobilização do Agosto Lilás contemplará uma agenda transversal em todo o estado, reunindo ações voltadas à capacitação na área da educação, eventos de lazer, cultura e esporte, além de iniciativas focadas na prevenção da violência contra a mulher e operações integradas de atendimento e segurança pública nos municípios paulistas. Como parte desta articulação, no dia 27, a Estação Motiva Cultural sediará um evento reunindo gestores públicos e a sociedade civil para debater e fortalecer o combate à violência contra a mulher. 

"O Agosto Lilás reforça uma prioridade que precisa ser diária: a violência contra a mulher não é um problema privado, mas uma questão de ordem pública e de segurança. O Estado de São Paulo assume a sua responsabilidade ao atuar com firmeza na prevenção, no acolhimento e no combate à impunidade", pontua a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.

 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Congresso Nacional recebe iluminação laranja em apoio à conscientização sobre o TDA

Congresso Nacional Iluminado em conscientização ao TDAH.
Crédito: Márcio Cirino

Ação marca a Semana Nacional de Conscientização sobre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade e reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado


De acordo com o Ministério da Saúde, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) pode afetar entre 5% e 8% da população mundial. Além disso, cerca de 70% das crianças com o transtorno apresentam pelo menos uma comorbidade e aproximadamente 10% convivem com três ou mais condições associadas¹. Para ampliar a conscientização sobre o tema, entre os dias 31 de julho e 1º de agosto, o prédio do Congresso Nacional, em Brasília, será iluminado na cor laranja em referência à Semana Nacional de Conscientização sobre o TDAH, instituída pela Lei nº 14.420, de 20 de julho de 2022.

Pelo terceiro ano consecutivo, a iniciativa, realizada pelo deputado federal Daniel Agrobom (PSD-GO), em conjunto com as Secretarias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, conta com o apoio da Apsen para viabilizar a iluminação do Congresso Nacional. A ação busca ampliar a visibilidade do transtorno, estimular o diagnóstico precoce, combater o estigma e reforçar a importância do acesso ao tratamento adequado para crianças, adolescentes e adultos que convivem com o TDAH. 

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade, capazes de comprometer o desempenho escolar, a vida profissional, os relacionamentos interpessoais e a qualidade de vida²³.

Entre os principais sinais e sintomas estão a dificuldade de manter a atenção, distração frequente, esquecimentos, desorganização, dificuldade para concluir tarefas, inquietação, necessidade constante de movimento, impulsividade, fala excessiva e dificuldade para esperar a própria vez²³. Os sintomas costumam surgir ainda na infância, mas podem persistir durante a adolescência e a vida adulta.


Diagnóstico e tratamento do TDAH

O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por profissional habilitado, com base na história do paciente, na avaliação dos sintomas e nos critérios diagnósticos internacionalmente reconhecidos²³. Como os sintomas podem variar em intensidade e frequentemente coexistem com outras condições, a identificação precoce é fundamental para favorecer o desenvolvimento, a aprendizagem, as relações sociais e a qualidade de vida¹
³.

O tratamento é individualizado e pode incluir orientação à família, intervenções psicossociais, acompanhamento psicológico e medicamentos, conforme indicação médica⁴. Entre as opções farmacológicas disponíveis estão medicamentos estimulantes e não estimulantes. A atomoxetina, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é atualmente o único medicamento não estimulante com indicação em bula para o tratamento do TDAH no Brasil⁵. A definição da estratégia terapêutica deve ser personalizada e conduzida por um médico habilitado, que acompanhará a evolução clínica do paciente e indicará a abordagem mais adequada às suas necessidades e características.


Referências:


1. Ministério da Saúde. Entre 5% e 8% da população mundial apresenta Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/entre-5-e-8-da-populacao-mundial-apresenta-transtorno-de-deficit-de-atencao-com-hiperatividade

2. World Health Organization (WHO). ICD-11: Attention Deficit Hyperactivity Disorder. Disponível em: https://icd.who.int

3. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-5-TR. American Psychiatric Publishing, 2022.

4. Wolraich ML, et al. Clinical Practice Guideline for the Diagnosis, Evaluation, and Treatment of ADHD in Children and Adolescents. Pediatrics. 2019;144(4). Disponível em: https://publications.aap.org/pediatrics/article/144/4/e20192528/

5. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Registro de atomoxetina para TDAH. Disponível em: Link


MSD Saúde Animal transforma Parque Ibirapuera em ecossistema imersivo de saúde pet com realidade virtual



Iniciativa gratuita "Bravecto Experience" promove jornada de entretenimento e tecnologia para conscientizar tutores sobre a importância da proteção de dentro para fora 


Referência global em saúde e bem-estar animal, a MSD Saúde Animal promove uma ativação especial e gratuita no Espaço Petz do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Batizada de "Bravecto Experience", a iniciativa foi desenhada para transformar o cuidado diário com os animais de companhia em uma jornada memorável, conectando ciência, diversão e afeto em um dos espaços públicos mais emblemáticos do país.

Para garantir a máxima conveniência e integração com a rotina de lazer de quem frequenta o parque, o acesso ao evento é totalmente livre, sem necessidade de cadastramento ou recepção prévia. A programação acontece das 8h às 14h, com todas as atividades e dinâmicas ocorrendo de forma paralela e contínua. Isso permite que os cães acompanhem seus responsáveis durante 100% do trajeto e que o público explore as ativações no seu próprio ritmo.

O grande atrativo da campanha está na fusão entre tecnologia e conscientização. A jornada começa no balcão principal, onde a companhia apresenta de forma direta o seu robusto ecossistema de soluções voltadas à saúde preventiva e ao bem-estar dos cães. No espaço, os visitantes encontram as inovações da linha Bravecto® — incluindo as versões oral e transdermal com proteção por até 12 semanas —, o mastigável Defenza, a reconhecida coleira antiparasitária Scalibor® e o medicamento Numelvi®, voltado para o controle da dermatite atópica canina.

Logo em seguida, o público é convidado a vivenciar uma experiência imersiva inédita na área de realidade virtual. Equipados com óculos VR, os visitantes exploram de forma interativa o "mundo dos parasitas", aprendendo de maneira lúdica sobre os riscos invisíveis do dia a dia e como a ciência por trás de Bravecto atua para blindar a saúde da família e dos animais.

Após a imersão tecnológica, o evento ganha contornos de celebração no Espaço de Fotos Bravecto. O cenário instagramável de fundo infinito foi projetado para gerar conteúdos visuais de alta qualidade, contando com a presença de um fotógrafo para registrar a cumplicidade real entre os cães e seus responsáveis. Cada participante receberá a foto digital personalizada com uma moldura exclusiva do evento e um link direto para compartilhar o registro nas redes sociais usando a hashtag #BravectoExperience. Como reconhecimento pelo cuidado e participação, o público também será presenteado com brindes exclusivos da marca e cupons de desconto.

Essa aproximação com o público final reflete o compromisso contínuo da companhia em democratizar o acesso à informação científica de maneira leve e engajadora. A ativação reforça a presença da marca no cotidiano das famílias, estimulando a cultura pet friendly e o cuidado preventivo por meio de experiências que geram valor real para a comunidade.

"O nosso objetivo com essa ação é criar uma jornada completa que une informação, diversão e emoção. Queremos transformar o cuidado preventivo em uma experiência memorável e interativa, gerando valor real para a comunidade e aproximando ainda mais as famílias das soluções que garantem a longevidade dos animais", destaca Tatiana Braganholo, gerente de marketing da MSD Saúde Animal.

Para amplificar a mensagem no ambiente digital, o evento contará com a presença e a cobertura de influenciadores reconhecidos do segmento que cocriarão conteúdos em tempo real mostrando os bastidores da ação. Ao unir a conscientização sobre as reais necessidades dos animais com o que há de mais avançado em tecnologia veterinária, a MSD Saúde Animal reafirma seu propósito de melhorar a vida dos animais e das pessoas, transformando o Parque Ibirapuera em um ponto de encontro essencial para quem entende que proteger quem amamos também pode ser um momento de celebração e alegria.



MSD Saúde Animal
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).

Luisa Bresser estreia exposição gratuita 'Eclodir o Efêmero' com obras que investigam a impermanência e a reconstrução

 



Com entrada franca, "Eclodir o Efêmero", em cartaz no Espaço República, no centro de São Paulo 

 

Depois de anos produzindo cerâmicas para um mercado que buscava objetos utilitários, Luisa Bresser percebeu que sua pesquisa artística seguia outro caminho. Enquanto suas peças eram vistas como objetos de uso, ela enxergava nelas possibilidades de investigação sobre memória, impermanência e transformação. A decisão de desmontar o próprio ateliê e recomeçar marcou uma virada em sua trajetória. É desse processo que nasce "Eclodir o Efêmero", sua primeira exposição individual, em cartaz de 6 a 15 de agosto, no Espaço República, em São Paulo, com entrada gratuita.

A mostra reúne 43 obras entre cerâmica, arte têxtil, fotografia, vídeo e instalação. Embora transite por diferentes linguagens, a exposição é atravessada por uma mesma pergunta: o que permanece depois da ruptura? Em vez de buscar respostas, as obras convidam o público a refletir sobre as marcas deixadas pelas transformações, individuais e coletivas, e sobre a capacidade de reconstrução presente na experiência humana.

Formada em Arquitetura, Luisa construiu uma trajetória que passou pela arquitetura, pelo design de jóias e pela cerâmica. Foi nesse percurso que desenvolveu o domínio técnico sobre a argila e seus processos, explorando a repetição das formas, a pesquisa de esmaltes e o comportamento imprevisível do material. Com o tempo, no entanto, percebeu que sua produção autoral pedia mais espaço do que aquele permitido pelas demandas do mercado.

"Durante muito tempo produzi aquilo que o mercado procurava. As pessoas buscavam objetos para a casa, peças utilitárias. Em algum momento percebi que estava deixando de fazer a obra que realmente queria fazer. Quando desmontei meu ateliê, senti que finalmente podia produzir a partir da minha pesquisa", afirma Luisa Bresser.

Antes da exposição individual, Luisa participou de uma mostra coletiva no próprio Espaço República. A experiência marcou sua reaproximação com o circuito da arte contemporânea e consolidou uma pesquisa que vinha sendo construída silenciosamente ao longo dos últimos anos.

Livre da necessidade de produzir para atender a uma demanda comercial, mergulhou integralmente em sua investigação artística. Em poucos meses, desenvolveu dezenas de obras. Ao visitar seu ateliê, o curador Andrés I. M. Hernández identificou um conjunto consistente, no qual diferentes técnicas dialogavam em torno de uma mesma reflexão.

"O trabalho da Luísa revela uma pesquisa madura, em que diferentes linguagens deixam de funcionar isoladamente para construir uma narrativa única. Cerâmica, tecido, fotografia, instalação e vídeo investigam a fragilidade, a transformação e a permanência como experiências fundamentais da existência", afirma o curador Andrés I. M. Hernández. 

 

Séries da exposição 

Essa investigação percorre toda a exposição. 

Na série "Sustentação", esculturas em cerâmica desafiam a percepção ao encontrar equilíbrio em formas aparentemente instáveis. Objetos que parecem prestes a cair permanecem de pé, sugerindo reflexões sobre vulnerabilidade, resistência e permanência.

Em "Depois da Ruptura", tecidos, aquarela e costuras aparentes transformam rasgos, remendos e cicatrizes em parte da própria linguagem da obra. Em vez de esconder as marcas, os trabalhos as tornam visíveis, revelando que reconstruir não significa apagar aquilo que foi rompido.

"A costura não tenta esconder a ruptura. Ela sustenta a ruptura.Não acredito que a arte cure. Mas ela reorganiza os meus processos. Enquanto produzo, vou reorganizando minha maneira de pensar", resume Luisa.

Já "Limiar" utiliza o corpo feminino como território simbólico para discutir proteção, exposição, delicadeza e força. Cerâmica, espinhos e superfícies irregulares rompem representações idealizadas e propõem uma leitura mais complexa da experiência humana.

Embora sua produção tenha origem em experiências pessoais, Luisa evita interpretar seu trabalho como autobiográfico ou terapêutico. Ao transformar experiências íntimas em matéria, textura, equilíbrio e ausência, "Eclodir o Efêmero" amplia o olhar para questões universais. As fissuras presentes nas obras deixam de representar apenas aquilo que foi perdido e passam a revelar novas possibilidades de existência.

Mais do que marcar a estreia de Luisa Bresser em uma exposição individual, a mostra apresenta uma artista que assume publicamente uma linguagem construída ao longo de anos de estudo, experimentação e inquietação. Uma pesquisa que encontra na impermanência não um fim, mas o ponto de partida para criar.


Serviço 

Exposição “Eclodir o Efêmero”

Entrada gratuita

Artista: Luisa Bresser

Curador: Andrés I. M. Hernández

Visitação: Abertura: 6 de agosto,das 18h às 22h | 7 a 15 de agosto, das 11h às 17h

Local: Espaço República | Avenida São Luís, 86, 5º andar - São Paulo


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