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quarta-feira, 15 de julho de 2026

6 estratégias naturais que ajudam a controlar a fome e alcançar seus objetivo

 

Herbalife
Divulgação

A apostas que tornam o processo de emagrecimento mais fácil e sustentável

 

Sentir fome o tempo todo é uma das principais razões que levam muitas pessoas a abandonar uma alimentação equilibrada. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a solução não está em simplesmente “comer menos”. A qualidade da alimentação desempenha um papel fundamental no controle da fome, da saciedade e no processo de emagrecimento. 

“A ciência mostra que a saciedade depende de diversos fatores, que envolvem tanto a ação de hormônios quanto os nossos hábitos, como dormir horas suficientes e praticar exercícios. Mas fazer as escolhas certas na alimentação já é um excelente caminho para prolongar a sensação de saciedade após as refeições, reduzindo a vontade de beliscar ao longo do dia e favorecendo a adesão ao plano alimentar”, coloca Ana Cristina Gutiérrez, nutricionista esportiva, mestre em Nutrição e membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife. 

Veja táticas naturais que fazem a diferença!
 

1. Priorize alimentos ricos em fibras

As fibras são um dos nutrientes mais associados à sensação de saciedade. Elas aumentam o volume dos alimentos no estômago, retardam o esvaziamento gástrico e ajudam a modular hormônios relacionados ao controle do apetite. Portanto, o aumento do consumo de fibras está associado a maior saciedade e menor ingestão calórica ao longo do dia, conforme conclui a revisão científica publicada na revista Nutrition Reviews. 

“Na prática, para aumentar o teor de fibras, inclua frutas, verduras, legumes, feijões, sementes e cereais integrais (aveia e chia) ao longo do dia, e evite preparações feitas predominantemente com alimentos refinados”, ensina Ana Cristina.
 

2. Inclua uma fonte de proteína em cada refeição

A proteína é considerada um dos macronutrientes mais eficazes para promover saciedade. De acordo com uma revisão publicada no American Journal of Clinical Nutrition, dietas com maior teor proteico estão associadas à redução da fome e a um melhor controle do peso corporal. 

“Isso acontece porque as proteínas estimulam a liberação de hormônios ligados à saciedade, como o GLP-1 e o peptídeo YY, além de contribuírem para a manutenção da massa muscular durante o emagrecimento”, explica o nutrólogo. 

A nutricionista ensina: “No café da manhã, coloque ovos, iogurte ou leite para prolongar a saciedade, por exemplo. Já no almoço e no jantar, escolha carnes magras, peixes, frango, tofu ou leguminosas, que também contribuem para essa função. E nos lanches, aposte em shakes proteicos, barras de proteína e pão com queijo magro”.
 

3. Alimente-se na ordem certa

Estudo publicado na Nutrients mostra que consumir vegetais e proteínas antes dos carboidratos, em vez de misturar tudo ou comer o carboidrato primeiro, reduz os picos de glicose no sangue após a refeição e prolonga a sensação de saciedade. 

Um estudo com pacientes diabéticos observou que essa simples mudança de ordem manteve os níveis do hormônio da fome (grelina) mais baixos até três horas após a refeição, sugerindo que essa estratégia pode ajudar tanto no controle do apetite quanto no manejo do peso.
 

4. Coma devagar

A velocidade com que uma pessoa se alimenta também influencia a quantidade de calorias consumidas. Isso é o que mostra outra meta-análise publicada no The American Journal of Clinical Nutrition. O trabalho observou que indivíduos que comem mais devagar tendem a consumir menos calorias durante as refeições. Portanto, comer com calma, evitando distrações como televisão e celular, pode ser uma estratégia útil para naturalmente reduzir a ingestão calórica nas refeições.
 

5. Aumente o consumo de alimentos com menor calorias

Pesquisas conduzidas pela cientista de nutrição Barbara Rolls, da Universidade Estadual da Pensilvânia, mostram que alimentos com baixa densidade energética, ou seja, que fornecem poucas calorias em relação ao volume, ajudam a reduzir o consumo calórico total de forma consistente. Os mecanismos exatos pelos quais isso influencia a sensação de saciedade ainda não são totalmente compreendidos, mas envolvem fatores tanto psicológicos quanto fisiológicos. 

“É o caso de alimentos ricos em água e fibra, como pepino, alface, abobrinha, tomate, melancia e sopas à base de vegetais”, coloca a nutricionista.
 

6. Não se esqueça da hidratação

A água também desempenha um papel importante no controle do apetite. Um estudo clínico publicado na revista Obesity, com pacientes que sofriam com a obesidade, mostrou que beber cerca de 500 ml de água 30 minutos antes das refeições principais aumentou a sensação de plenitude e contribuiu para uma perda de peso maior ao longo de 12 semanas, em comparação com um grupo controle. 

“Também é importante lembrar que sinais leves de desidratação podem ser confundidos com fome, levando a pessoa a comer quando, na verdade, o organismo precisa de líquidos. Por isso, é importante manter-se hidratado”, comenta a nutricionista. 



Herbalife
www.Herbalife.com


Julho Amarelo: infectologista desmistifica as principais dúvidas sobre hepatites virais, doença que já soma mais de 826 mil casos no Brasil

Campanha reforça que nem todas as hepatites são transmitidas da mesma forma e destaca a importância da vacinação, da testagem e do diagnóstico precoce diante de uma doença que costuma evoluir sem sintomas

 

As hepatites virais continuam sendo um importante desafio para a saúde pública por um motivo que merece atenção: muitas vezes, não apresentam sintomas nas fases iniciais. Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 826 mil casos confirmados de hepatites virais entre 2000 e 2024. A hepatite C representa 41,5% dos diagnósticos, seguida pela hepatite B, com 36,6%. Embora a mortalidade tenha diminuído nas últimas décadas graças ao avanço da vacinação e do tratamento, a prevenção continua sendo essencial, principalmente em situações que envolvem contato com sangue. 

Mesmo com campanhas de conscientização, ainda persistem dúvidas sobre as formas de transmissão, prevenção, vacinação e tratamento da doença. Para responder às perguntas mais frequentes, o Dr. Valdir Sabbaga Amato, infectologista disponível na Doctoralia e professor associado do Depto. de Infectologia e Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP), explica o que é mito e o que é verdade sobre as hepatites virais.
 

Compartilhar escovas de dente ou lâminas de barbear pode transmitir hepatites virais: VERDADE 

Objetos de uso pessoal que podem entrar em contato com pequenas quantidades de sangue não devem ser compartilhados. Mesmo sem sangue visível, existe possibilidade de transmissão dos vírus das hepatites B e C.

"São objetos que podem provocar pequenos ferimentos e, por isso, representam um risco quando compartilhados. A recomendação é que sejam sempre de uso individual", orienta Valdir.
 

Quem tem hepatite sempre apresenta sintomas, como pele e olhos amarelados: MITO 

Nem todas as pessoas desenvolvem sintomas. Em muitos casos, especialmente nas hepatites B e C, a infecção pode permanecer silenciosa durante anos, sendo identificada apenas em exames de rotina ou quando já existe algum comprometimento do fígado.

"A ausência de sintomas não significa ausência da doença. Esse é justamente um dos motivos pelos quais o diagnóstico precoce é tão importante", afirma o infectologista.
 

Existe vacina para todas as hepatites virais: MITO 

Atualmente, há vacinas eficazes contra as hepatites A e B. Ainda não existe vacina para a hepatite C, o que torna as medidas de prevenção e a testagem ainda mais importantes.

Para o infectologista, a vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção para algumas hepatites, mas ela não protege contra todos os tipos. “Por isso, hábitos seguros e acompanhamento médico continuam sendo fundamentais."
 

Todas as hepatites podem ser contraídas da mesma forma: MITO 

As formas de transmissão variam de acordo com o tipo de hepatite viral. As hepatites A e E são transmitidas principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados e estão relacionadas a condições inadequadas de saneamento e higiene. Já as hepatites B, C e D podem ser transmitidas pelo contato com sangue contaminado. No caso da hepatite B, também há risco de transmissão por relações sexuais desprotegidas e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. 

“Embora todas afetem o fígado, as hepatites virais não são contraídas da mesma maneira. Conhecer as formas de transmissão de cada tipo é essencial para adotar as medidas adequadas de prevenção”, explica o infectologista.
 

As hepatites virais têm tratamento e, em alguns casos, podem ser curadas: VERDADE 

Os avanços da medicina permitiram tratamentos cada vez mais eficazes. A hepatite C, por exemplo, apresenta altas taxas de cura quando diagnosticada e tratada adequadamente. Já a hepatite B pode ser controlada, reduzindo o risco de complicações. 

"Quanto mais cedo a infecção é identificada, maiores são as chances de um tratamento eficaz e da prevenção de complicações como cirrose e câncer de fígado. Por isso, pessoas que tiveram situações de risco ou nunca realizaram a testagem devem conversar com um profissional de saúde", conclui o Dr. Valdir Sabbaga Amato.
 



Referência

Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025



Bets elevam custos à saúde em quase 31 bilhões e ampliam demanda por atendimento no SUS

Freepik
 IA

Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP) alerta para impactos do aumento da procura por atendimento especializado e defende ampliação da prevenção e assistência 

 

O avanço das apostas esportivas online, popularmente conhecidas como bets, tem provocado impactos cada vez mais expressivos sobre a saúde pública brasileira. Além do aumento dos casos de dependência em jogos de azar, um estudo realizado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) em parceria com a Frente Parlamentar da Saúde Mental (FPSM) e a Umane, aponta que os danos associados à prática podem gerar um custo de pelo menos R$ 30,6 bilhões por ano ao sistema de saúde e à sociedade. 

O levantamento pontua que aproximadamente 79% dos impactos econômicos provocados pelas apostas estão relacionados à saúde. Entre os principais fatores estão os custos decorrentes de mortes por suicídio, tratamentos para depressão, perda de produtividade e redução da qualidade de vida dos pacientes. 

O cenário também já se reflete na assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS fez em média 12 atendimentos virtuais diários em saúde mental para pessoas viciadas em bets nos dois primeiros meses de operação da plataforma. De 3 de março a 18 de maio, houve 883 consultas por vídeo com apoio de psicólogos e psiquiatras. A modalidade de teleatendimento foi criada para ampliar o acesso ao tratamento, especialmente entre pacientes que evitam procurar ajuda presencial por vergonha ou medo do estigma relacionado ao vício. 

Para a Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP), os dados evidenciam que a ludopatia, transtorno caracterizado pelo comportamento compulsivo em jogos de azar, deve ser encarada como um problema de saúde pública que exige atuação integrada entre prevenção, diagnóstico precoce, assistência especializada e políticas públicas. 

"O crescimento dos casos relacionados às apostas online mostra que estamos diante de um desafio que ultrapassa a esfera econômica. O impacto atinge diretamente a saúde mental, compromete famílias inteiras e aumenta a pressão sobre o sistema de saúde. Precisamos tratar esse tema com a mesma seriedade dedicada a outras dependências comportamentais", afirma o presidente da AHOSP, Dr. Anis Mitri. 

Na avaliação do dirigente, o fortalecimento da rede assistencial será fundamental diante da tendência de aumento da demanda por atendimento em saúde mental. "Esse impacto não se restringe aos serviços especializados em saúde mental. Os hospitais também atendem pacientes com crises de ansiedade, depressão e outras complicações associadas à dependência em apostas. Por isso, é fundamental investir na capacitação das equipes, ampliar o acesso aos serviços especializados e desenvolver estratégias de prevenção para reduzir o impacto desse novo perfil de adoecimento", destaca. 

Para Mitri, o avanço das plataformas digitais torna ainda mais importante o desenvolvimento de campanhas permanentes de conscientização, sobretudo entre jovens e adultos, grupos mais expostos às apostas online. 

"Assim como ocorreu com outras questões de saúde pública, a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. É necessário conscientizar a população sobre os riscos da dependência em apostas, facilitar o acesso ao tratamento e fortalecer políticas públicas que reduzam os impactos sociais e assistenciais desse problema crescente", conclui o presidente da AHOSP.





Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo - AHOSP


CIEE leva atendimento gratuito para jovens em estações de trem e metrô durante o mês de julho

 Ação itinerante oferece orientação profissional, atualização cadastral e encaminhamento para vagas de estágio e aprendizagem em diferentes pontos da capital e da Grande SP

 

Durante o mês de julho, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) leva a ação itinerante CIEE em Movimento a estações de trem e metrô da capital e da Região Metropolitana de São Paulo. O atendimento gratuito acontece em dias úteis, das 11h às 15h30, oferecendo orientação para cadastro, atualização de dados e encaminhamento a vagas de estágio e aprendizagem.

 

Para participar, basta comparecer a uma das estações participantes com RG e CPF. Ao longo do mês, a ação passará por estações administradas pela CPTM, Motiva, TIC Trens e Trivia, incluindo Barra Funda, Brás, Luz, Corinthians-Itaquera, Engenheiro Goulart, Tatuapé, Osasco, Capão Redondo, Vila das Belezas, Vila Sônia, Franco da Rocha, Francisco Morato, Lapa, Vila Aurora, Ferraz de Vasconcelos, Guaianases e Itaim Paulista.

 

Serviço:

 

CIEE em Movimento

Atendimento: gratuito.

Documentos necessários: RG e CPF.

Horário: das 11h às 15h30 (nas estações da TIC Trens, o atendimento ocorre até as 15h).

 

Programação de julho

CPTM

  • Barra Funda:  23/7
  • Corinthians-Itaquera: 7, 8, 27 e 28/7
  • Engenheiro Goulart: 13 e 14/7
  • Luz:  16 e 31/7
  • Brás: 20, 21 e 29/7
  • Tatuapé: 22/7

 

Motiva

  • Osasco: 2/7
  • Vila das Belezas: 16/7
  • Luz: 22 e 23/7
  • Vila Sônia: 29 e 30/7

 

TIC Trens

  • Franco da Rocha: 27 e 30/7
  • Vila Aurora: 17/7
  • Lapa: 20 e 24/7

 

Trivia

  • Ferraz de Vasconcelos: 21/7
  • Guaianases: 23/7

·         Itaim Paulista: 29/7

Samsung Ocean destaca cursos gratuitos para capacitação tecnológica na segunda quinzena de julho

 Programa de capacitação tecnológica da Samsung oferece atividades online e presenciais para participantes de todo o Brasil 


O programa Samsung Ocean está com as inscrições abertas para as atividades da segunda quinzena de julho. A partir desta quinta-feira (16), a iniciativa promove aulas, cursos e laboratórios para os interessados em aprender mais sobre os diversos temas relacionados à tecnologia e inovação.

O programa de capacitação tecnológica da Samsung é totalmente gratuito e oferece certificado de participação aos alunos concluintes. Pessoas de todo o Brasil podem participar das atividades remotas, enquanto moradores de Manaus terão acesso às atividades presenciais* no campus.

 

Quem pode participar das atividades do Samsung Ocean? 

Podem participar das atividades do Samsung Ocean maiores de 18 anos com interesse em tecnologia e áreas correlatas. O público-alvo do programa é composto por estudantes, profissionais, empreendedores e interessados em geral.

 

Como se inscrever nas atividades do Samsung Ocean? 

Para se inscrever nas atividades do Samsung Ocean, basta acessar o site ou o aplicativo, disponível nas lojas oficiais, selecionar a aula/curso de seu interesse na agenda do mês vigente. Se ainda houver vagas disponíveis, clique no botão ‘Inscrever-se’ e siga as instruções de registro/login para reservar sua vaga.

 

O que posso aprender com o Samsung Ocean em julho? 

As aulas remotas contemplam, já nos dias 16 e 17, o curso da Trilha de Empreendedorismo sobre Design Thinking para Desenvolvimento de Produtos Inovadores. Os interessados em Ciência de Dados podem se inscrever no curso de Introdução à Estatística, com aulas marcadas para os dias 20, 21 e 22 de julho. No dia 23, a Trilha de Digital Health traz uma aula sobre Estratégias de Busca Científica em Saúde Digital. E para fechar o mês, a trilha de AI oferece aulas sobre Chats Inteligências para Análise de Dados e Machine Learning, nos dias 27 e 28. 

No mês de julho as atividades presenciais acontecem exclusivamente em Manaus. Já no dia 16, a programação oferece uma aula sobre Ferramentas de Suporte à Programação para Blockchain. No dia 20, a Trilha de Empreendedorismo realiza uma aula introdutória sobre Pitch, e no dia seguinte, acontece a aula de Aplicações de Wearables na Saúde, da Trilha de Digital Health. Já para os interessados em AI, acontecem nos dias 22 e 23 de julho, o curso sobre Fundamentos de IA Generativa e Chats Inteligentes, com foco em Conceitos e Implementações em Python. E o destaque de encerramento do mês fica a cargo do curso de Criação de Jogos 3D com Unity, marcado para os dias 27, 28 e 29. 

“No Samsung Ocean, buscamos tornar o conhecimento em tecnologia cada vez mais acessível e conectado às demandas do mercado. Por isso, a programação de julho reúne temas estratégicos, como Inteligência Artificial, Ciência de Dados, Blockchain e Saúde Digital, oferecendo oportunidades para que estudantes, profissionais e empreendedores desenvolvam novas competências e ampliem suas possibilidades de atuação em um cenário de constante transformação”, afirma Eduardo Conejo, diretor de Inovação na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung Brasil. 

As atividades do Samsung Ocean são totalmente gratuitas e concedem certificado de participação. Os interessados podem se inscrever pelo site www.oceanbrasil.com ou pelo aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store.

 

Agenda de atividades online

 

16/07
- [TRILHA EMPREENDEDORISMO] Design Thinking para Desenvolvimento de Produtos Inovadores (Parte 1)

- [TRILHA DIGITAL HEALTH] Avaliação de Tecnologias Digitais em Saúde: Evidências e Tomada de Decisão no SUS
 

17/07
- [TRILHA EMPREENDEDORISMO] Design Thinking para Desenvolvimento de Produtos Inovadores (Parte 2)


20/07
- [TRILHA CIÊNCIA DE DADOS] Introdução à Estatística para Ciência de Dados (Parte 1)


21/07
- [TRILHA ANDROID] Android: Novas Tendências e Boas Práticas
- [TRILHA CIÊNCIA DE DADOS] Introdução à Estatística para Ciência de Dados (Parte 2)


22/07
- [TRILHA UX] Design Thinking: Conceitos e Prática
- [TRILHA METAVERSO] Introdução ao Game Design
- [TRILHA CIÊNCIA DE DADOS] Introdução à Estatística para Ciência de Dados (Parte 3)
- [TRILHA ANDROID] Jogos para Android: Explorando as Possibilidades


23/07
- [TRILHA METAVERSO] Introdução ao Desenvolvimento de Games
- [TRILHA IA] Fundamentos da Otimização
- [TRILHA DIGITAL HEALTH] Estratégias de Busca Científica em Saúde Digital: Termos Livres e Descritores em Saúde
- [TRILHA BACKEND] Backend - Integração com Node.js (Parte 1)


24/07
- [TRILHA EMPREENDEDORISMO] Startup Game Experience


27/07
- [TRILHA ASSISTENTE DE VOZ] Assistente Virtual de Voz em Bixby - Trazendo Inteligência à Interface
- [TRILHA IA] Usando Chats Inteligentes para Análise de Dados e Machine Learning (Parte 1)


28/07
- [TRILHA DIGITAL HEALTH] Aplicações de IoT na Saúde
- [TRILHA IA] Usando Chats Inteligentes para Análise de Dados e Machine Learning (Parte 2)


29/07
- [TRILHA DIGITAL HEALTH] A Influência do Blockchain na Digital Health
- [TRILHA UX/UI] Oficina de Usabilidade
- [TRILHA DESENVOLVIMENTO ÁGIL] Introdução ao Desenvolvimento Ágil
- [TRILHA BACKEND] Programação Backend com gRPC: Construindo APIs Modernas e Escaláveis


30/07
- [TRILHA UX/UI] Introdução a One UI
- [TRILHA DESENVOLVIMENTO ÁGIL] Desenvolvimento Ágil - Framework Scrum
- [TRILHA BACKEND] Backend - Integração com Node.js (Parte 2)


31/07

- [TRILHA METAVERSO] Introdução à programação para o Metaverso


Atividades presenciais em Manaus (AM)


16/07
- [TRILHA BLOCKCHAIN] Ferramentas de Suporte à Programação para Blockchain
- [TRILHA EMPREENDEDORISMO] Persona e Proposta de Valor
- [TRILHA ENGENHARIA DE SOFTWARE] DevOps GIT
- [TRILHA PROGRAMAÇÃO] Aprendendo a Programar em Python (Parte 2)
- [TRILHA FAB. DIGITAL] Modelagem 3D e Uso de CNC: Aplicações com IA (Parte 2)


17/07
- [TRILHA APRENDIZADO DE MÁQUINA] Processamento de Linguagem Natural e Mineração de Opinião em Python
- [TRILHA ENGENHARIA DE SOFTWARE] DevOps Docker
- [TRILHA PROGRAMAÇÃO] Aprendendo a Programar em Python (Parte 3)
- [TRILHA FAB. DIGITAL] Modelagem 3D e Uso de CNC: Aplicações com IA (Parte 3)


20/07
- [TRILHA DEV. WEB] Backend com NodeJs e Express
- [TRILHA EMPREENDEDORISMO] Pitch: Introdução
- [TRILHA DESENVOLVIMENTO ÁGIL] Scrum na Prática
- [TRILHA PROGRAMAÇÃO] Aprendendo a Programar em Python (Parte 4)


21/07
- [TRILHA DEV. WEB] Integrando os Serviços de Backend na Nuvem
- [TRILHA DIGITAL HEALTH] Aplicações de Wearables na Saúde
- [TRILHA ENGENHARIA DE SOFTWARE] DevOps com GitHub Actions


22/07
- [TRILHA IA GENERATIVA] Laboratório de Engenharia de Prompt
- [TRILHA FAB. DIGITAL] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com Suporte de IA (Parte 1)
- [TRILHA IA GENERATIVA] Fundamentos de IA Generativa e Chats Inteligentes: Conceitos e Implementações em Python (Parte 1)
- [TRILHA PROGRAMAÇÃO] Aprendendo a Programar em Python (Parte 5)


23/07
- [TRILHA APRENDIZADO DE MÁQUINA] Detecção de Objetos em Tempo Real com YOLO e Python (Parte 1)
- [TRILHA FAB. DIGITAL] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com Suporte de IA (Parte 2)
- [TRILHA IA GENERATIVA] Fundamentos de IA Generativa e Chats Inteligentes: Conceitos e Implementações em Python (Parte 2)


24/07
- [TRILHA APRENDIZADO DE MÁQUINA] Detecção de Objetos em Tempo Real com YOLO e Python (Parte 2)
- [TRILHA FAB. DIGITAL] Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) com Suporte de IA (Parte 3)
- [TRILHA PROGRAMAÇÃO] Aprendendo a Programar em Python (Parte 6)


27/07
- [TRILHA BLOCKCHAIN] Blockchain Não é Apenas Criptomoeda
- [TRILHA GAMES] Criação de Jogos 3D com Unity (Parte 1)
- [TRILHA PROGRAMAÇÃO] Programação para Iniciantes: Aprendendo a Programar do Zero com Scratch (Parte 1)


28/07
- [TRILHA UX] UX Writing: Introdução
- [TRILHA GAMES] Criação de Jogos 3D com Unity (Parte 2)


29/07
- [TRILHA GAMES] Criação de Jogos 3D com Unity (Parte 3)


30/07
- [TRILHA EMPREENDEDORISMO] Lean Canvas: Estruturando Modelos de Negócios Inovadores
- [TRILHA PROGRAMAÇÃO] Programação para Iniciantes: Aprendendo a Programar do Zero com Scratch (Parte 2)


31/07
- [TRILHA PROGRAMAÇÃO] Programação para Iniciantes: Aprendendo a Programar do Zero com Scratch (Parte 3)
 

*No mês de julho as atividades presenciais acontecem exclusivamente em Manaus.

 


Samsung Newsroom
Link

 

Estão abertas inscrições para mais de 1,6 mil vagas em cursos profissionalizantes gratuitos

Inscrições podem ser feitas pelo portal Trampolim até o dia 2 de agosto e as aulas presenciais começam no dia 17 do mesmo mês

 

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo (SDE) abriu inscrições para 1.690 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos do programa Qualifica SP, disponível na plataforma Trampolim. As oportunidades são presenciais, distribuídas em diferentes regiões do estado, com opções voltadas tanto para quem busca o primeiro emprego quanto para trabalhadores que desejam se recolocar ou se qualificar para novas oportunidades no mercado.   

As inscrições já podem ser feitas pelo site www.trampolim.sp.gov.br e vão até o dia 2 de agosto. As aulas têm início previsto para 17 de agosto.  

As formações contemplam áreas com alta demanda por mão de obra como logística, gestão, informática e administração. Ao todo, são oito opções de cursos gratuitos, com aulas realizadas pela manhã, tarde e noite. 

As aulas são presenciais e promovidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST/SENAT). Verifique os locais das aulas na plataforma no ato da inscrição.

 

Entre os cursos disponíveis estão:

·         Logística (520 vagas);

·         Auxiliar Administrativo (350 vagas);

·         Gestão de Pessoas (230 vagas);

·         Almoxarife (180 vagas);

·         Inglês (120 vagas);

·         Gestão Financeira (110 vagas);

·         Pacote de Informática (100 vagas);

  • Gestão de Projetos (80 vagas).

Os cursos são ofertados nas modalidades Novo Emprego, com 860 vagas voltadas a jovens e adultos entre 25 e 59 anos que desejam se qualificar em uma outra área ou iniciar uma nova carreira, e Meu Primeiro Emprego, com 830 vagas direcionadas a jovens de 16 a 24 anos que buscam a primeira oportunidade no mercado de trabalho.

 

A definição dos cursos considera as demandas regionais por qualificação profissional, com foco na conexão entre formação e empregabilidade.

 

Como se inscrever

 

Para participar, basta acessar o site www.trampolim.sp.gov.br, fazer login com a conta gov.br e escolher o curso desejado. Podem se inscrever candidatos alfabetizados, domiciliados no Estado de São Paulo e com idade compatível com a modalidade escolhida.

 

Caso o número de inscritos ultrapasse o número de vagas, terão prioridade pessoas com deficiência, jovens, desempregados e candidatos de baixa renda.

 

Os candidatos selecionados receberão por e-mail as informações sobre a turma, incluindo o local das aulas presenciais. Em todos os cursos será necessária a confirmação da matrícula diretamente na unidade. Para receber o certificado, o aluno deve ter frequência mínima de 75% nas atividades. 

 

Serviço: 

Inscrições para cursos profissionalizantes do Qualifica SP 

Formato: presencial 

Inscrições: até 2 de agosto 

Início das aulas: 17 de agosto 

Site: www.trampolim.sp.gov.br


Dia do Consumidor: vender mais não garante lucro para bares e restaurantes

Com 23% dos estabelecimentos no prejuízo em janeiro, especialista aponta cinco mudanças de gestão para reverter o cenário 


O movimento nos bares e restaurantes continua elevado, mas a rentabilidade do setor segue pressionada. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que 23% dos estabelecimentos encerraram janeiro de 2026 operando no prejuízo, enquanto apenas 41% registraram lucro. O dado revela um desafio que vem ganhando espaço entre empresários do food service, vender mais deixou de ser suficiente para garantir resultados financeiros consistentes.

Essa mudança acontece justamente quando o setor se prepara para o período mais importante do calendário comercial. O segundo semestre concentra datas que tradicionalmente impulsionam o consumo, como Dia dos Pais, Black Friday e confraternizações de fim de ano. Para muitos negócios, será a oportunidade de recuperar margens, desde que a operação esteja preparada para transformar aumento de demanda em lucro.

Para Athos Vilarins, CEO da Assessoria Alpha, empresa especializada em crescimento, estruturação comercial e estratégias de gestão para restaurantes, que já atendeu mais de 1.500 operações de food service na América Latina, a rentabilidade passou a depender muito mais da qualidade da administração do que do volume de clientes. "Durante muito tempo o empresário avaliava o desempenho do restaurante olhando apenas para o faturamento ou para o movimento do salão. Hoje isso não basta. Um estabelecimento pode vender muito e, ainda assim, terminar o mês sem lucro. O que diferencia uma operação saudável é a capacidade de acompanhar indicadores, controlar custos e tomar decisões com rapidez."


A gestão deixou de acompanhar apenas as vendas

O aumento dos custos com alimentos, energia, embalagens e mão de obra obriga empresários a mudar a forma de administrar seus negócios. Em vez de acompanhar apenas o número de pedidos ou o faturamento diário, restaurantes mais estruturados passaram a monitorar indicadores capazes de revelar onde a margem está sendo perdida.

Segundo o empresário, boa parte dos problemas financeiros aparece muito antes de o empresário perceber queda no caixa. "Muitos restaurantes acreditam que precisam vender mais para melhorar o resultado. Na prática, o lucro costuma escapar por desperdícios, precificação inadequada, processos ineficientes e baixa produtividade da equipe. Quem identifica essas falhas rapidamente consegue preservar margem mesmo sem aumentar preços."

A profissionalização da gestão também acompanha uma mudança no comportamento do consumidor. Clientes passaram a valorizar regularidade no atendimento, qualidade dos produtos e agilidade na operação. Isso significa que a eficiência deixou de ser apenas uma questão interna e passou a influenciar diretamente a percepção de valor e a fidelização.


Cinco decisões que diferenciam restaurantes lucrativos

Na experiência da Assessoria Alpha, que acompanha diariamente operações de diferentes portes, empresários com resultados mais consistentes costumam compartilhar cinco práticas de gestão.

  • Acompanhar semanalmente indicadores como margem de lucro, custo da mercadoria vendida (CMV), fluxo de caixa, tíquete médio e retorno dos clientes.
  • Revisar constantemente a precificação para acompanhar oscilações dos custos dos insumos, evitando crescimento de faturamento com perda de rentabilidade.
  • Reduzir desperdícios por meio de fichas técnicas, controle de estoque, padronização da produção e planejamento de compras.
  • Investir na capacitação das equipes para aumentar produtividade, diminuir retrabalho e melhorar a experiência do consumidor.
  • Tomar decisões baseadas em indicadores financeiros e operacionais, substituindo a gestão baseada apenas na percepção do movimento do restaurante.

Segundo o gestor, essas medidas costumam produzir efeitos rápidos porque atacam pontos que impactam diretamente a margem do negócio. "Quando o empresário passa a acompanhar esses indicadores semanalmente, consegue corrigir desvios antes que eles comprometam o resultado do mês. A gestão deixa de ser reativa e passa a ser preventiva."


Eficiência operacional passou a definir a competitividade

A busca por eficiência deixou de ser uma estratégia restrita às grandes redes e passou a fazer parte da rotina de pequenos e médios restaurantes. Controlar desperdícios, organizar processos e acompanhar indicadores tornou-se uma necessidade para preservar competitividade em um período de custos elevados e consumidores mais exigentes.

O profissional afirma que esse movimento também produz reflexos positivos para quem está do outro lado do balcão. "Uma operação financeiramente organizada consegue investir mais em treinamento, manter padrão de qualidade, reduzir falhas no atendimento e enfrentar oscilações de custos sem repassar todos os aumentos ao consumidor. No fim, gestão eficiente melhora a experiência do cliente e fortalece a sustentabilidade do negócio."

À medida que o segundo semestre avança e o fluxo de consumidores aumenta, especialistas avaliam que os restaurantes mais preparados serão aqueles capazes de transformar crescimento de vendas em geração de caixa. No food service, o faturamento continua sendo importante, mas a rentabilidade passou a ser o indicador que determina quais empresas conseguem crescer de forma consistente. 



Athos Vilarins - empreendedor brasileiro com atuação nas áreas de marketing, posicionamento estratégico e crescimento comercial. É CEO da Assessoria Alpha, empresa voltada ao desenvolvimento de marcas, expansão de negócios e fortalecimento da presença de mercado de empresários e empresas em diferentes segmentos. Com foco em performance, vendas e construção de autoridade, Athos participa de projetos ligados à aquisição de clientes, estruturação comercial e estratégias de escala sustentável. Nas redes sociais, compartilha conteúdos sobre empreendedorismo, disciplina empresarial, rotina de alta performance e desenvolvimento de negócios.
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Microplásticos invadem a mesa


Durante décadas, a imagem mais conhecida da poluição plástica foi a de tartarugas presas em redes abandonadas ou aves marinhas alimentando seus filhotes com tampas de garrafa. Essas cenas continuam chocantes, mas talvez não sejam mais as mais preocupantes. O problema mudou de escala. E mudou de endereço.

Hoje, a grande questão não é apenas o plástico que vemos. É o plástico que não vemos. Os microplásticos — partículas menores que 5 milímetros resultantes da degradação de embalagens, roupas sintéticas, pneus, tintas e inúmeros produtos do cotidiano — já ultrapassaram as fronteiras dos oceanos, dos rios e dos solos. Eles chegaram ao interior do corpo humano.

A descoberta mais inquietante dos últimos anos não ocorreu em uma praia poluída nem em uma área industrial. Ela aconteceu dentro de laboratórios que analisavam tecidos humanos. Em 2024, pesquisadores da Universidade do Novo México encontraram microplásticos em todas as 62 placentas humanas analisadas. O dado é particularmente preocupante porque a placenta é um órgão temporário, formado durante a gestação, o que sugere uma exposição contínua e crescente da população.

No mesmo período, estudos detectaram microplásticos em sangue humano, pulmões, fígado, rins e cordões umbilicais. Mais recentemente, pesquisadores identificaram concentrações ainda maiores no cérebro humano, em níveis superiores aos encontrados em outros órgãos analisados. Além disso, os estudos indicam um aumento significativo dessas concentrações entre 2016 e 2024.

A imagem é perturbadora. Por muito tempo, acreditou-se que o plástico era um problema ambiental. Hoje, ele se apresenta também como uma questão de saúde pública.

Acontece que os microplásticos não surgem espontaneamente. Eles são o estágio final de um modelo de consumo baseado no descarte. Uma garrafa plástica abandonada em um terreno baldio não desaparece. Ela se fragmenta. Uma sacola carregada pelo vento não deixa de existir. Ela se transforma em milhares de partículas microscópicas. Um pneu desgastado pelo atrito com o asfalto libera partículas que podem ser transportadas pela chuva, pelo ar e pelos sistemas de drenagem urbana.

Esses fragmentos acabam chegando aos rios, lagos e oceanos. Ali são ingeridos por organismos aquáticos e entram na cadeia alimentar. No litoral do Paraná, uma pesquisa conduzida pela oceanógrafa Fernanda Possatto identificou microplásticos em 93,6% dos peixes analisados em feiras e mercados da região. Dos 47 indivíduos examinados, 44 apresentavam partículas no trato digestório.

O dado não significa que o consumo desses peixes represente automaticamente um risco imediato à saúde humana. A própria pesquisadora faz essa ressalva. Porém, ele evidencia um fenômeno mais amplo: o plástico já está circulando pelos mesmos sistemas ecológicos que sustentam nossa alimentação.

E não apenas nos pescados. Microplásticos já foram identificados em sal de cozinha, açúcar, água potável, cerveja, frutas, vegetais e alimentos ultraprocessados. Em outras palavras: evitar completamente a exposição tornou-se praticamente impossível.

Uma das maiores dificuldades desse debate é que a ciência ainda está construindo respostas. Não existe, até o momento, consenso definitivo sobre quais concentrações representam risco direto à saúde humana, nem sobre os efeitos acumulativos ao longo de décadas de exposição.

Mas a ausência de respostas definitivas não significa ausência de riscos. Diversos estudos experimentais sugerem que microplásticos e nanoplásticos podem desencadear processos inflamatórios, estresse oxidativo, alterações metabólicas e danos celulares. Também cresce a preocupação com compostos químicos associados aos plásticos, como ftalatos e bisfenóis, conhecidos por interferirem no funcionamento hormonal do organismo.

Há ainda um agravante frequentemente ignorado: os microplásticos funcionam como uma espécie de "ônibus molecular". Durante sua trajetória no ambiente, podem adsorver metais pesados, pesticidas, compostos tóxicos e microrganismos patogênicos. Quando ingeridos por organismos vivos, transportam consigo esses contaminantes. É como se o problema não fosse apenas a partícula plástica, mas também a carga invisível que ela carrega.

Ao mesmo tempo em que nunca houve tanta preocupação com alimentação saudável, atividade física e qualidade de vida, nunca produzimos tanto plástico. Segundo estimativas internacionais, a produção mundial de plástico supera atualmente 400 milhões de toneladas por ano e continua crescendo. Grande parte desse volume é destinada a embalagens de uso único que permanecem no ambiente por décadas ou séculos.

É como se estivéssemos tentando cuidar do corpo enquanto ampliamos continuamente a contaminação do ambiente de que dependemos para viver. A natureza não possui um sistema capaz de processar rapidamente essa avalanche de polímeros sintéticos. O resultado é previsível: eles se acumulam. Primeiro, nos rios; depois, nos oceanos; e, por fim, nos alimentos. E agora, em nós.

A boa notícia é que existem soluções. Tecnologias de tratamento de água, sistemas de filtração mais eficientes, melhorias nos processos de reciclagem, desenvolvimento de biopolímeros e embalagens biodegradáveis representam avanços importantes. Mas nenhuma inovação tecnológica será suficiente se a cultura do descarte permanecer inalterada.

Reduzir o consumo de plásticos de uso único continua sendo a medida mais eficaz. Optar por recipientes reutilizáveis, evitar aquecer alimentos em embalagens plásticas, ampliar programas de coleta seletiva e exigir políticas públicas mais rigorosas são ações que parecem pequenas individualmente, mas que se tornam relevantes quando adotadas em escala social.

A história da saúde pública mostra que as grandes transformações costumam ocorrer antes da certeza absoluta. Foi assim com o tabagismo, com o amianto, com o chumbo na gasolina. Primeiro surgem os sinais. Depois vêm as evidências acumuladas. Por fim, a sociedade reconhece que ignorou, por tempo demais, algo que estava diante de seus olhos.

No caso dos microplásticos, talvez estejamos exatamente nesse momento. A pergunta já não é se eles chegaram ao ambiente, mas quanto tempo levaremos para reagir ao fato de que eles chegaram ao nosso próprio organismo.

 

Taiane Mota Camargo - doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos e pesquisadora do Biopark. 

Alberto Gonçalves Evangelista é doutor em Ciência Animal e pesquisador do Biopark.


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