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quarta-feira, 15 de julho de 2026

A Canon Brasil anunciou João Paulo Krajewski e Pedro Dimitrow como seus novo embaixadores no país

Os profissionais poderão testar equipamentos em primeira mão e criarão conteúdos específicos para a multinacional japonesa

 

A Canon do Brasil anunciou em 14 de julho, a chegada de dois novos embaixadores que passam a integrar o time de marca no pais: João Paulo Krajewski, documentarista e fotógrafo de natureza reconhecido internacionalmente, e Pedro Dimitrow, fotógrafo e diretor de fotografia com trajetória consolidada no mercado publicitário e editorial. O anúncio foi feito nesta terça-feira, durante o evento realizado para imprensa e convidados na Casa Canon, a casa conceito da marca, em São Paulo.

A escolha dos novos embaixadores marca um novo período estratégico para a Canon no Brasil, com o objetivo de criar conteúdos da mais alta qualidade e reforçar ainda mais a liderança em câmeras e lentes no país.

De acordo com Shaun Hizawa , presidente da Canon Brasil, os embaixadores terão um papel essencial não apenas na criação do conteúdo, mas também na exploração de todo o potencial dos equipamentos. “ Queremos que os novos embaixadores utilizem ao máximo as tecnologias das câmaras e contribuam com insights e dicas que nos ajudem a entender o mercado com cada vez mais inovação “, afirma.

Segundo o executivo, a iniciativa também busca fortalecer a disseminação do conceito Kyosei, filosofia da Canon que representa viver e trabalhar juntos para o bem comum, promovendo conexões que geram emoção e a satisfação profunda de vivenciar algo extraordinário pela primeira vez.

Os embaixadores

João Paulo Krajewski é biólogo, mestre e doutor em Ecologia pela Unicamp, e atua como documentarista e fotógrafo de vida selvagem. Em 2025, recebeu o Emmy Awards de Melhor Cinematografia por seu trabalho na produção “Mundo Secreto dos Sons”, exibida pela Netflix.  Com mais de 70 paises visitados, suas imagens já foram publicadas em livros, revistas e grandes produções internacionais, incluindo séries da BBC, Netflix e Discovery.

Ao longo de sua trajetória, produziu e apresentou as séries “Floresta das Águas”, “Histórias Animais”, “ Vida Azul” e Florestas animais” além do documentário “Rotadores de Noronha”. Seu trabalho tem como foco aproximar o público do mundo natural e ampliar a conscientização sobre a preservação ambiental.

“Contar histórias da natureza exige precisão, resistência e sensibilidade. Ter a Canon como parceira ao longo dessa jornada sempre me deu a confiança necessária para capturar momentos únicos, muitas vezes imprevisíveis, com a qualidade que essas histórias merecem”, afirma João Paulo Krajewski.

Pedro Dimitrow traz mais de 33 anos de experiência no audiovisual, com um portfólio marcado por direção estética apurada e forte identidade visual. Ao longo da carreira, assinou trabalhos para grandes marcas, além de acumular prêmios como Cannes Lions, Épica Awards, Prêmio Abril e o Prêmio Colunista.

Seu trabalho transita entre campanhas publicitárias, retratos e projetos autorais, combinando técnica, linguagem e consistência criativa.

“A imagem é construída a partir de escolhas muito precisas: luz, composição, intenção. Trabalhar com equipamentos que acompanham o nível de exigência faz toda diferença no resultado. A Canon sempre foi aliada nesse processo”, destaca Pedro Dimitrow.

Parceiros de longa data da marca, ambos os profissionais já utilizam equipamentos Canon em seus projetos, explorando recursos tecnológicos aliados à liberdade criativa para produzir conteúdo de alto impacto.

Com a chegada dos novos embaixadores, a Canon Brasil amplia sua atuação junto à Comunidade criativa, fortalecendo sua presença em diferentes segmentos e incentiva a produção de histórias que conectam técnica, inovação e narrativa.

 

Canon
www.canon.com.br


Classificação geral do Vestibulinho das Etecs sai nesta quarta-feir

 

Foto: Roberto Sungi

Candidatos podem consultar a informação pelo site do processo seletivo; classificados recebem a primeira convocação para matrícula, por e-mail e SMS

 

A partir de hoje (15), é possível consultar a classificação geral do processo seletivo das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) para o segundo semestre de 2026, pelo site vestibulinho.etec.sp.gov.br. A relação traz o nome de todos os inscritos nos cursos técnicos presenciais e semipresenciais e Especialização Técnica – incluindo os que fizeram a prova de aptidão para Canto, Dança, Teatro e Especialização Técnica em Danças a Dois.

A primeira convocação para matrículas será feita por e-mail e SMS. A chamada segue o critério de classificação dos candidatos em ordem decrescente de notas, até o preenchimento total das vagas ofertadas. A documentação deve ser apresentada entre os dias 16 e 17. Caso seja feriado municipal, a convocação e a matrícula serão realizadas no próximo dia útil.

Ao receber a convocação o candidato, quando menor de 16 anos, deve ir até a unidade escolar acompanhado do seu representante legal com os documentos solicitados pelo processo seletivo para fazer o requerimento de matrícula. Os demais convocados podem optar pela matrícula de forma remota, por meio do link enviado pela Secretaria Acadêmica da Etec.

A classificação geral e a convocação para matrícula dos candidatos dos cursos online serão divulgadas, via e-mail, em 20 de julho.


Documentação

Para ingresso no primeiro módulo do Ensino Técnico

  • Documento de identidade (RG) ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH);

    • CPF ou documento que contenha esse número;

    • Uma foto 3×4 recente, com fundo neutro;

    • Histórico Escolar com Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou Declaração de Conclusão do Ensino Médio, emitida pela escola de origem, ou ainda declaração de que está matriculado a partir da segunda série do Ensino Médio. Caso o aluno tenha concluído ou curse o Ensino de Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) do Ensino Médio, também será necessário apresentar os documentos de conclusão ou que está matriculado na formação;

Para os cursos de Especialização Técnica de Nível Médio

  • Documento de identidade (RG) ou Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH);

    • CPF ou documento que contenha esse número;

    • Uma foto 3×4 recente, com fundo neutro;

    • Histórico Escolar com Certificado de Conclusão de Curso Técnico equivalente ao curso escolhido conforme lista disponível no site vestibulinho.etec.sp.gov.br. Também pode ser apresentada a declaração de Conclusão do Curso Técnico equivalente, documento original, emitido pela escola de origem. Para o curso de Especialização em Gestão de Projetos Online, o candidato poderá, se for o caso, fazer upload do certificado de conclusão de um curso do Ensino Superior.


Pontuação Acrescida

Quem se inscreveu usando o Sistema de Pontuação Acrescida do Centro Paula Souza, além dos documentos descritos, também deve apresentar a Declaração Escolar ou Histórico Escolar contendo o detalhamento das séries cursadas e o(s) nome(s) da(s) escola(s), comprovando, assim, ter cursado integralmente da 5ª a 8ª série ou do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental em instituições públicas.

As especificações sobre os documentos e formatos podem ser conferidas no Manual do Candidato e na Portaria do Vestibulinho das Etecs.

Cursos da modalidade presencial e semipresencial:

  • 15 de julho: convocação para envio dos documentos de matrícula da primeira chamada, por e-mail e SMS;
  • 16 e 17 de julho: apresentação de documentos de convocado na primeira chamada de matrícula;
  • 21 de julho – até meio dia (12h): divulgação, por e-mail, da análise da documentação de matrícula apresentada pelos candidatos da primeira chamada; prazo para apresentar recurso em matrículas com resultado indeferido;
  • 22 de julho: divulgação do resultado do recurso das matrículas indeferidas na primeira convocação;
  • 22 de julho: segunda chamada para matrícula, por e-mail e SMS.


Cursos da modalidade online:

  • 20 de julho: convocação de matrícula primeira chamada, por e-mail;
  • entre 21 e 22 de julho: envio de documentos de matrícula da primeira convocação, conforme orientações enviadas por e-mail;
  • 27 de julho: divulgação, por e-mail, da análise da documentação de matrícula apresentada pelos candidatos da primeira chamada;
  • 28 de julho: prazo para apresentar recurso para quem teve o pedido de matrícula indeferido;
  • 30 de julho: divulgação do resultado do recurso às matrículas indeferidas;
  •          30 de julho: segunda convocação para matrícula, por e-mail.

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Centro Paula Souza



Feedback ou humilhação? A linha tênue que separa uma liderança forte de uma liderança tóxica

 

Cobranças públicas, ironias e exposição de colaboradores ainda são confundidas com gestão de desempenho; psicóloga explica como esses comportamentos comprometem o clima organizacional e os resultados da empresa.

 

O feedback é uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento profissional, mas quando utilizado de forma inadequada pode produzir o efeito oposto ao esperado. Cobranças diante da equipe, ironias, constrangimentos e críticas que expõem o colaborador ainda fazem parte da rotina de muitas organizações e, embora frequentemente sejam justificadas como uma forma de "corrigir" ou "estimular resultados", especialistas alertam que esses comportamentos podem comprometer a saúde psicológica dos trabalhadores e o desempenho das equipes.

A preocupação acompanha um cenário em que os riscos psicossociais ganharam ainda mais atenção dentro das empresas. A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passou a exigir que as organizações identifiquem, avaliem e gerenciem fatores relacionados ao ambiente de trabalho que possam afetar a saúde mental dos colaboradores, incluindo aspectos ligados à organização do trabalho, à comunicação e aos modelos de liderança.

Nesse contexto, a forma como líderes conduzem conversas de desempenho deixa de ser apenas uma questão de estilo de gestão e passa a influenciar diretamente o clima organizacional. Quando o feedback é utilizado para constranger, intimidar ou expor profissionais, cria-se um ambiente de insegurança psicológica, reduzindo a confiança, o engajamento e a disposição das equipes para colaborar e inovar.

Para a psicóloga, doutora em Administração e especialista em Gestão de Saúde Corporativa, Renata Livramento, existe uma diferença importante entre um feedback firme e uma postura tóxica. "Feedback é uma conversa orientada para o desenvolvimento. Humilhação é quando a intenção ou a forma utilizada coloca o colaborador em uma posição de constrangimento, medo ou inferioridade. O resultado deixa de ser aprendizado e passa a ser sofrimento."

Segundo a especialista, comportamentos como repreender funcionários diante de colegas, utilizar sarcasmo, fazer comparações entre membros da equipe ou transformar erros em motivo de exposição pública costumam gerar consequências que vão muito além do desconforto momentâneo. "Quando as pessoas trabalham com medo de errar ou de serem expostas, elas passam a evitar iniciativas, escondem dificuldades e reduzem sua participação. A empresa perde criatividade, confiança e capacidade de inovação."

Os reflexos também aparecem nos indicadores organizacionais. Equipes submetidas a ambientes marcados por lideranças tóxicas tendem a apresentar maior rotatividade, aumento do absenteísmo, queda no engajamento e maior incidência de afastamentos relacionados à saúde mental, fatores que impactam diretamente a produtividade e os resultados do negócio.

Renata destaca que uma liderança eficaz não significa evitar conversas difíceis, mas saber conduzi-las com respeito, clareza e foco na solução. "O colaborador precisa compreender onde pode melhorar sem sentir que sua dignidade está sendo colocada em julgamento. O feedback deve fortalecer competências e direcionar o desenvolvimento, nunca provocar medo ou vergonha."

Para isso, a especialista defende que as empresas invistam na preparação de suas lideranças, desenvolvendo habilidades como inteligência emocional, comunicação assertiva, escuta ativa e gestão de conflitos. Segundo ela, esses fatores são fundamentais para construir ambientes psicologicamente seguros e favorecer relações de trabalho mais saudáveis.

Em um momento em que saúde mental e desempenho caminham lado a lado, a forma como os líderes se comunicam tornou-se um diferencial estratégico. Organizações que conseguem transformar o feedback em uma ferramenta de desenvolvimento fortalecem suas equipes, reduzem conflitos e constroem uma cultura baseada na confiança, no respeito e em resultados sustentáveis. 



Fonte: Renata Livramento — Psicóloga | Doutora em Administração | Especialista em Gestão de Saúde Corporativa.
renatalivramento.com.br | @renata.livramento

 

Hora de mudar: associações comerciais e as eleições

 

Como o ativismo judicial e a irresponsabilidade fiscal sufocam quem produz — e por que as entidades de classe devem liderar a cobrança por mudanças reais

 

O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral decisivo em meio a um cenário de incerteza internacional e uma evidente insegurança interna. Vivemos um momento de desequilíbrio institucional que afeta diretamente quem trabalha e produz A realidade, no entanto, não tem contribuído para criar um clima de segurança ou pelo menos mais amigável para o empreendedor brasileiro.

O que assistimos é um Judiciário que extrapola suas funções com decisões monocráticas, desalinhadas com o texto constitucional, e um executivo irresponsável diante do necessário equilíbrio fiscal.

Já o Congresso Nacional vem se destacando pela aprovação de matérias que criam mais burocracia e aumentam a carga tributária, enquanto o Senado se omite de seu papel de frear os excessos e defender as instituições.

Embora os holofotes se voltem naturalmente para a polarizada disputa da Presidência da República, é fundamental compreendermos que o futuro do país depende, com igual peso, da composição do Poder Legislativo.

Sem a formação de uma maioria expressiva e comprometida com reformas estruturais no Congresso — e em especial no Senado —, o Brasil não reencontrará o caminho da retomada econômica, da inclusão social e da segurança jurídica indispensável ao desenvolvimento. Nesse contexto, as Associações Comerciais precisam exercer sua vocação essencial.

Embora sejam entidades políticas, são rigorosamente apartidárias com foco na defesa intransigente das instituições, da democracia e da liberdade em seu sentido mais amplo, ou seja, liberdade de iniciativa, de expressão e igualdade de todos perante a lei. Defende a economia de mercado com inclusão e igualdade de oportunidades.

A base das associações é formada majoritariamente por micro e pequenos empresários e profissionais liberais que, juntos, constituem a espinha dorsal da classe média e o fator de equilíbrio político do país. O empresariado brasileiro carrega valores sólidos de preservação da família, da ética, da moral e da liberdade. Por isso, não pode se calar.

É imperativo, portanto, que as associações participem ativamente do debate político e que os empresários apoiem candidatos que assumam um compromisso claro com a livre iniciativa, independentemente de legendas partidárias.

Para fortalecer esse vínculo entre a sociedade produtiva e a classe política, as associações comerciais tem como bandeira estratégica o Voto Distrital Misto. Como entidades municipais, profundamente inseridas nas comunidades, sabemos que esse sistema aproxima eleitores e eleitos, fortalecendo as cidades e a representatividade regional e aproximando os políticos dos empresários.

O momento exige coragem e clareza de propósitos. É hora de seguir firmes na cobrança por austeridade fiscal, pela implementação plena da Lei de Liberdade Econômica, pela desburocratização e pela redução da pesada carga tributária que sufoca o país.

O voto consciente e o engajamento do setor produtivo são as ferramentas legítimas para resgatar a estabilidade e garantir o futuro do Brasil. 

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio**

 

Marcel Solimeo e Arthur Gebara Junior
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/hora-de-mudar-associacoes-comerciais-e-as-eleicoes

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/hora-de-mudar-associacoes-comerciais-e-as-eleicoes

 

Por que a transformação digital falha quando as pessoas não mudam o jeito de trabalhar


Empresas nunca investiram tanto em tecnologia. Inteligência artificial, automação, plataformas colaborativas, análise de dados e sistemas integrados prometem aumentar produtividade, reduzir custos e acelerar decisões. 

Ainda assim, muitos projetos de transformação digital não entregam os resultados esperados. E o motivo raramente está na tecnologia em si. Na maioria das vezes, o desafio está na forma como as pessoas continuam trabalhando. 

É comum encontrar empresas com ferramentas sofisticadas, mas que ainda dependem de planilhas paralelas, decisões centralizadas, comunicação informal e processos antigos. O software muda, mas os hábitos e, principalmente, os processos permanecem os mesmos. 

Por isso, transformação digital nunca foi apenas uma iniciativa de tecnologia. Ela é, antes de tudo, uma transformação cultural. E isso começa pelas pessoas. 

Ainda existe a crença de que basta implementar uma nova ferramenta para que a empresa evolua naturalmente. Na prática, isso raramente acontece de forma automática. As pessoas criam rotinas, desenvolvem atalhos e constroem formas próprias de executar o trabalho. Esses comportamentos, repetidos ao longo do tempo, formam a cultura organizacional.

Quando uma nova tecnologia chega, ela não substitui automaticamente esses hábitos. Ela passa a competir com eles. Se a mudança não for conduzida de forma intencional, o comportamento anterior tende a prevalecer. 

É por isso que tantas empresas ainda escutam frases como: “sempre fizemos assim e deu certo”; “o sistema é bom, mas prefiro minha planilha”; “depois eu atualizo a plataforma”; ou “é mais rápido fazer do meu jeito”. 

Essas frases não representam, necessariamente, resistência à tecnologia. Elas revelam algo mais profundo: resistência à mudança de comportamento. 

Quando uma empresa lança um novo sistema, o plano normalmente inclui contratação da ferramenta, implantação técnica e treinamento dos usuários. Essas etapas são importantes, mas não são suficientes. 

Aprender a utilizar uma ferramenta é diferente de mudar a forma de trabalhar. O treinamento ensina funcionalidades, mas uma pessoa pode saber exatamente como usar um sistema e, ainda assim, optar por não o utilizar no dia a dia. A pergunta deixa de ser “ela sabe usar?” e passa a ser “ela entende por que deveria mudar?”. 

Um dos maiores aprendizados da gestão da mudança é compreender que toda transformação provoca algum tipo de perda percebida. Mesmo quando a mudança é positiva, as pessoas podem sentir que estão perdendo domínio sobre o trabalho, autonomia, reconhecimento, segurança ou relevância em sua função. 

Por isso, resistência não significa falta de colaboração. Na maioria das vezes, ela é uma resposta natural diante da incerteza. 

Quando líderes compreendem esse movimento, deixam de combater a resistência e passam a administrá-la com mais escuta, clareza e proximidade. 

Muitas empresas acreditam que implantar inteligência artificial, por exemplo, criará automaticamente uma cultura orientada por dados, inovação e experimentação. Mas a cultura funciona no sentido contrário. É ela que determina como as pessoas utilizarão aquela tecnologia. 

Uma empresa cuja liderança tolera riscos, aprende com erros e valoriza a experimentação tende a adotar novas ferramentas com mais velocidade. Já uma organização que pune falhas provavelmente fará com que seus colaboradores utilizem a tecnologia apenas quando tiverem absoluta segurança de que não haverá riscos. 

A tecnologia potencializa comportamentos que já existem. Ela não cria, sozinha, novos comportamentos. Por isso, qualquer processo de transformação digital precisa começar pela clareza sobre o propósito. As pessoas precisam entender por que a mudança está acontecendo. Quando o discurso se limita a “implantaremos um novo sistema”, dificilmente haverá engajamento. Mas, quando a mensagem passa a ser “queremos reduzir retrabalho, acelerar decisões e melhorar a experiência dos nossos clientes”, a conversa muda completamente. As pessoas se conectam com propósito, não apenas com ferramentas. 

Outro ponto essencial é a liderança pelo exemplo. Nenhum projeto de transformação sobrevive quando a liderança continua trabalhando da maneira antiga. Se o gestor pede atualização no sistema, mas continua solicitando informações por WhatsApp ou por planilhas, ele comunica, na prática, que a mudança não é realmente importante. A cultura observa muito mais os comportamentos do que os discursos. 

Também é preciso compreender que mudança não se comunica apenas no lançamento. Ela precisa ser reforçada continuamente. As pessoas devem saber o que muda, quando muda, como muda, quem será impactado e quais benefícios serão percebidos. Mais do que isso, precisam ter espaço para tirar dúvidas, compartilhar dificuldades e participar da construção do novo modelo de trabalho. 

A transformação digital exige novas habilidades, mas também novas mentalidades. Além de ensinar pessoas a utilizarem uma ferramenta, é preciso criar um ambiente em que elas se sintam seguras para aprender, experimentar e evoluir. 

A adesão à mudança passa por colocar o colaborador no centro do processo, compreendendo seus medos, bloqueios e resistências. A partir daí, torna-se possível mostrar que a transformação pode beneficiar não apenas a organização, mas também a trajetória profissional de cada pessoa. 

Quando a empresa demonstra que a mudança representa uma oportunidade de upskilling e reskilling, alinhada às tendências do mercado e à evolução do negócio, ela deixa de tratar a tecnologia apenas como ferramenta e passa a investir no desenvolvimento das pessoas. 

Mudanças só se consolidam quando novos comportamentos passam a ser reconhecidos. Caso contrário, as pessoas naturalmente retornam às práticas anteriores. Toda transformação precisa criar mecanismos para reforçar aquilo que se deseja tornar permanente. Isso envolve reconhecer avanços, celebrar aprendizados e valorizar equipes que incorporam o novo modelo de trabalho. 

Talvez, um dos maiores erros das organizações seja acreditar que a transformação digital pertence exclusivamente à área de tecnologia. Na verdade, ela pertence à estratégia, à liderança, à cultura e, principalmente, às pessoas. 

Nenhum software muda uma organização sozinho. São as pessoas que escolhem utilizá-lo, incorporá-lo à rotina e transformar novos processos em novos hábitos. Quando isso acontece, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta. Ela passa a ser um acelerador da estratégia. 

Em um cenário no qual novas tecnologias surgem continuamente, a verdadeira vantagem competitiva não estará apenas em quem compra as melhores soluções, mas em quem desenvolve uma cultura capaz de aprender, adaptar-se e mudar continuamente. 

 

Juliana Dimário - Diretora de Pessoas e Cultura da CBYK Consultoria e Seastorm Ventures, com certificação Internacional em Psicologia Positiva pelo WholeBeing Institute, Chief Hapiness Officer (CHO) pelo Instituto Feliciência, Colunista no RH Portal, com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, e graduação em Comunicação Social pela Universidade Metodista. Profissional voltada a Cultura Organizacional, Bem-estar e Comunicação Corporativa, com mais de 15 anos de experiência atuando em empresas de grande porte e multinacionais, na área de engajamento e clima organizacional, branding, jornada de cliente, comunicação corporativa e marketing de produtos.


Peptídeo isolado de rã do Cerrado aumenta a durabilidade do morango

O experimento mostrou que os sólidos solúveis, que são os açúcares,
altamente degradáveis por microrganismos, foram mantidos nas
 frutas que tiveram contato com o peptídeo e a textura também foi mantida
(imagem:
Natasha Skov/Unsplash)

Estudo mostra que a molécula preserva a firmeza da fruta sem interferir no sabor e tem potencial como tratamento pós-colheita

 

Cinco minutos. Esse foi o tempo durante o qual morangos da variedade Oso Grande ficaram em contato com o peptídeo Ctx(Ile21)-Ha – uma molécula isolada da pele de uma rã do Cerrado brasileiro – em experimentos realizados por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Foi o suficiente para evidenciar o potencial da molécula para aumentar a vida de prateleira da fruta, que tem alta perecibilidade.

“Somente o peptídeo, sem nenhum outro tipo de componente, manteve as características da fruta madura após cinco dias, o que, para um morango, é um tempo longo de armazenamento. Não esperávamos tanto”, descreve Eduardo Festozo Vicente, coordenador do Laboratório de Equipamentos Multiusuários da Faculdade de Engenharia e Ciências (Lemu-FCE) da Unesp-Tupã, onde o estudo foi conduzido, com financiamento da FAPESP.

Peptídeos são moléculas semelhantes às proteínas, porém mais simples e menores, que executam diversas funções no organismo. Vicente estuda o Ctx(Ile21)-Ha há quase 20 anos, desde o seu mestrado. Ele ressalva que a equipe ainda não fez os estudos microbiológicos para entender a ação da molécula, que é antimicrobiana.

Em artigo publicado na revista Applied Food Research, o time focou apenas nos parâmetros físico-químicos da fruta tratada com a molécula. Descobriu que os tratamentos com peptídeo não interferiram no sabor da fruta e não afetaram significativamente os compostos fenólicos ou os sólidos solúveis totais, indicando que a molécula preservou a composição química da fruta.

“Quando se armazena o morango na geladeira por um tempo, ele será degradado naturalmente. O estudo mostra que o peptídeo retarda essa degradação, aumentando relativamente a vida de prateleira e mantendo as características físico-químicas do morango. A análise do experimento mostrou que os sólidos solúveis, que são os açúcares, altamente degradáveis por microrganismos, foram mantidos nas frutas que tiveram contato com o peptídeo. A textura também foi mantida”, diz Vicente à Agência FAPESP. “Não podemos falar, ainda, em termos microbiológicos, porque não fizemos esses testes. Mas uma hipótese do grupo para futuros trabalhos é que tenha havido uma redução de microrganismos [pelo fato de o peptídeo ter ação antimicrobiana].”

No experimento, a equipe solubilizou o peptídeo em água em três diferentes concentrações e ali mergulhou 300 gramas de morango por cinco minutos. Um grupo-controle foi criado, no qual os morangos foram mergulhados apenas em água. “Depois, esperamos secar e guardamos os morangos em uma bandejinha de PET sanitizada com etanol e coberta com papel-filme, a 5 °C, em uma incubadora que tem um controle preciso de temperatura. Simulamos o que um vendedor de morangos faria ao armazenar em uma geladeira”, afirma Vicente.

As amostras foram mantidas na incubadora por seis dias e parâmetros físico-químicos (como pH, sólidos solúveis, textura e taxa respiratória) e bioquímicos (ácido ascórbico, fenóis totais, açúcares e atividade enzimática) foram avaliados nos dias 0, 1, 2, 3, 4 e 5. Os experimentos foram feitos em triplicata, o que diminui sua variabilidade e grau de erro, em colaboração com a professora Angela Vacaro de Souza, também da FCE-Unesp.

Também colaboraram na pesquisa os professores Luís Roberto Almeida Gabriel Filho e Camila Pires Cremasco, da área de estatística e modelagem preditiva da FCE.


Defesa

Vicente explica que o peptídeo Ctx(Ile21)-Ha foi isolado e extraído em 2006 de uma rã do Cerrado brasileiro (Boana albopunctata) pelo grupo da professora Mariana de Souza Castro, da Universidade de Brasília (UnB). “Essa substância faz parte de uma gama de defesas do anfíbio. Como ele tem uma respiração cutânea, possui um arsenal de moléculas que formam um sistema defensivo eficiente, pois está em contato direto com os patógenos do ambiente. O Ctx(Ile21)-Ha é apenas uma das moléculas isoladas para estudar. E ela é muito ativa do ponto de vista antimicrobiano.”

Segundo ele, a ideia inicial do grupo era aplicar o peptídeo como aditivo zootécnico na nutrição animal para substituição de antibióticos convencionais, que estão gerando muita resistência antimicrobiana. “O projeto inicial tinha três grandes vertentes: primeira, estudar biofisicamente o peptídeo, produzindo análogos mais potentes do que a própria molécula original; segunda, tentar aplicá-lo, ou seus análogos, na nutrição animal, incluindo ruminantes, gado de leite [contra mastite], aves poedeiras, frangos de corte e suínos. A última vertente era aplicar em alimentos, com o objetivo de aumentar sua vida útil.”

Vicente destaca a importância do suporte da FAPESP, inclusive para a obtenção do peptídeo. “Somos um dos poucos laboratórios do Brasil em que se consegue sintetizar, purificar e caracterizar esse peptídeo e qualquer outro de interesse biológico.” A Fundação apoiou o trabalho por meio dos projetos 21/06706-919/07438-8 e 16/00446-7.

“Conseguimos um grau de pureza superior a 95% na síntese da molécula, composta por aminoácidos. Ela pode ser ingerida, pois será degradada normalmente pelo estômago, já que é um derivado de proteína. Claro, estamos ainda em uma prova de conceito, inclusive para uso como aditivo para alimentação animal. Mas sabemos agora que o peptídeo tem um grande potencial para ser usado como tratamento pós-colheita em frutas altamente perecíveis, como o morango.”


Próximos passos

O Ctx(Ile21)-Ha ainda não tem regulamentação de uso no Brasil, mas Vicente acredita que um eventual processo nesse sentido não seria problema, pois já existem outros peptídeos comerciais aprovados e em uso no país. O grupo já possui um pedido de patente para o uso em aves poedeiras e outro em curso para uso em ruminantes.

“Precisamos ainda trabalhar na parte microbiológica e fazer os testes necessários, e certamente esse será o próximo passo”, adianta Vicente. “Além disso, visamos a produção do peptídeo em larga escala em modelos consagrados pela literatura, como, por exemplo, leveduras. E uma outra vertente seria a criação de um filme, uma película, para envolver frutas com casca, pois a legislação impede que frutas ingeridas sem casca sejam envoltas em películas comestíveis.”

Instrução Normativa nº 211/2023 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece os limites máximos e as condições de uso para os aditivos alimentares e os coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em alimentos.

O artigo Effects of the antimicrobial peptide Ctx(Ile21)-Ha on the physicochemical and biochemical quality of organic strawberries during post-harvest storage pode ser lido em: sciencedirect.com/science/article/pii/S2772502226004130.

 


Karina Ninni

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/peptideo-isolado-de-ra-do-cerrado-aumenta-a-durabilidade-do-morango/58687

 

O descanso entrou na lista de compras do brasileiro


Durante muito tempo, o colchão foi aquela compra que se fazia uma vez a cada dez anos e se esquecia em seguida. Hoje, o cenário é outro. O consumidor passou a pensar no sono como uma categoria inteira, que reúne colchões, dispositivos, aplicativos, suplementos e uma série de produtos e serviços voltados ao descanso. O sono entrou na lista de compras, e isso diz muito sobre como o brasileiro está mudando. 

Esse movimento não é um modismo de wellness. Por trás da mudança de comportamento existe substância, e ela vem da ciência. Décadas de pesquisas mostram que o descanso não é o oposto da produtividade, mas uma de suas condições fundamentais. Um estudo publicado na revista Psychological Bulletin analisou 70 estudos e 147 testes cognitivos e concluiu que a privação de sono afeta atenção, memória de trabalho, velocidade de processamento e raciocínio. Outro trabalho conhecido, publicado na revista Sleep, acompanhou adultos saudáveis por duas semanas: quem dormia apenas seis horas por noite acumulava perdas cognitivas progressivas e, ao fim de 14 dias, chegava a um desempenho comparável ao de quem passou até duas noites inteiras sem dormir, muitas vezes sem perceber o próprio déficit. 

É essa percepção, a de que dormir bem muda o dia seguinte de forma concreta, que está levando o consumidor a tratar o descanso como prioridade de compra. No Brasil, o interesse de busca por "como dormir melhor" subiu cerca de 20% no último ano, segundo o Google Trends, sinal de uma preocupação que cresce. E o mercado respondeu: a chamada economia do sono movimentou cerca de US$585 bilhões globalmente em 2024, segundo estimativa da Statista, e se tornou um dos segmentos de consumo que mais avançam. 

Mas existe um descompasso entre o tamanho dessa demanda e a forma como boa parte da categoria se comunica. A oferta costuma oscilar entre dois extremos: o discurso clínico e frio, cheio de termos técnicos, e o wellness aspiracional, com promessas de transformação e pouca substância. Nenhum dos dois responde ao que esse novo consumidor de fato procura. 

Quem chega a esse tema por uma necessidade real não quer ser convencido por jargões nem seduzido por uma estética vazia. Quer entender o que muda na prática: o que vai sentir ao acordar e como uma noite de descanso de verdade afeta sua disposição, sua concentração e seu dia. Ele pesquisa, compara, lê avaliação e cobra entrega, comporta-se diante do colchão como diante de qualquer compra relevante. 

Para quem vende e se comunica nessa categoria, a leitura é direta. Dormir bem não depende só da duração do sono, mas também de sua continuidade e profundidade, e de fatores como estresse, luz, temperatura, ruído e conforto físico. E os ganhos de uma boa noite são concretos: na Pesquisa Global do Sono 2025, da ResMed, quem dorme bem relata mais concentração (41%) e maior produtividade (35%) no dia a dia. O consumidor que entende isso passa a avaliar produtos por aquilo que realmente entregam, e não pela embalagem. Ganha o mercado quem fala com essa pessoa de forma honesta e direta, traduzindo descanso em benefício real. No fim, é disso que se trata: o brasileiro não está comprando colchão, está comprando a chance de funcionar melhor, e a marca que entender isso primeiro larga na frente.


Valter Roldão - CEO da Luuna


Chegada do inverno reforça importância da manutenção preventiva para reduzir riscos no trânsito

 

Canva
A chegada do inverno traz mudanças bruscas nas condições climáticas e exige atenção redobrada de toda população. De acordo com a agência Climatempo, a tendência para a estação do ano em 2026 será de um clima instável, que passam desde massas de ar polar no começo de julho e ao aumento da temperatura nos meses seguintes, frutos da atuação do fenômeno El Niño no Pacífico Equatorial.

 

Para os motoristas, as baixas temperaturas, neblina, pistas úmidas e menor visibilidade podem impactar diretamente o desempenho dos veículos, aumentando os riscos de panes mecânicas, falhas em componentes importantes e acidentes nas vias urbanas e rodovias.

 

Embora o inverno possua características distintas em cada região do país, a queda de temperatura costuma afetar itens essenciais de segurança do automóvel A combinação entre desgaste mecânico e condições climáticas adversas pode comprometer a dirigibilidade do veículo e provocar imprevistos durante deslocamentos cotidianos ou viagens.

 

Nesse cenário, especialistas reforçam que a manutenção preventiva deve ser encarada como parte da rotina dos motoristas, especialmente por quem utiliza o veículo diariamente para trabalhar, estudar ou se deslocar. De acordo com Kleber Vitor, superintendente da APVS, o período exige atenção especial a componentes que podem sofrer maior impacto com o frio.

 

“No inverno, itens como bateria, sistema de freios, pneus, iluminação e palhetas do limpador de para-brisa merecem atenção especial, pois qualquer falha pode comprometer a dirigibilidade do veículo justamente em condições que já exigem mais cuidado por parte do condutor ”

 

A manutenção preventiva também tem impacto direto no planejamento financeiro dos motoristas. Pequenos desgastes identificados com antecedência podem evitar reparos mais caros, preservar a vida útil dos componentes e impedir que o veículo fique parado de forma inesperada. Para profissionais que dependem do automóvel como ferramenta de trabalho, como motoristas de aplicativo, taxistas, representantes comerciais e prestadores de serviço, esse cuidado se torna ainda mais relevante, já que qualquer interrupção pode afetar a renda e a produtividade.

 

Além da revisão mecânica, a condução também precisa ser adaptada às condições típicas da estação. Em situações de neblina, por exemplo, a recomendação é reduzir a velocidade, ampliar a distância de segurança em relação ao veículo à frente, utilizar corretamente os faróis baixos e manter os vidros desembaçados. Em pistas molhadas, evitar acelerações, frenagens bruscas e manobras repentinas também contribui para reduzir riscos.

 

Para Kleber Vitor, a prevenção precisa ser vista de forma ampla, combinando cuidados mecânicos, direção segura e planejamento patrimonial. “Nenhum motorista está totalmente livre de imprevistos. Por isso, a prevenção deve ser entendida de forma ampla. Ela começa com a manutenção periódica do veículo e a adoção de uma direção responsável, mas também passa pelo planejamento patrimonial. Estar preparado para enfrentar situações inesperadas proporciona mais tranquilidade, reduz prejuízos e contribui para que o motorista mantenha sua rotina com mais segurança.”, completa.

 

Para a APVS, estimular a cultura da prevenção significa incentivar escolhas que preservem vidas, reduzam vulnerabilidades e ajudem os motoristas a enfrentar imprevistos com mais segurança. A combinação entre manutenção preventiva, direção consciente e planejamento patrimonial se torna ainda mais importante em períodos do ano em que as condições climáticas exigem cuidado adicional nas vias.


4 soluções que apoiam e desenvolvem o agronegócio brasileiro

Empresas apostam em tecnologia e integração para enfrentar gargalos logísticos e apoiar o crescimento do setor

 

O agronegócio brasileiro segue em expansão, mas ainda esbarra em gargalos logísticos. Segundo o Insper Agro Global, a dependência do transporte rodoviário — que concentra mais de 70% da movimentação de cargas no país — é um dos principais fatores que impactam a eficiência do setor. O tema ganha visibilidade, ao mesmo tempo em que empresas destacam soluções baseadas em tecnologia e integração para enfrentar esses desafios. 

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que a produção de grãos no país cresce, em média, 5% ao ano desde 2000, enquanto o valor das exportações já é oito vezes maior do que no início do século. Apesar desse avanço, a infraestrutura logística ainda não acompanha o ritmo do setor, abrindo espaço para soluções que aumentem a eficiência e reduzam gargalos ao longo da cadeia.

Nesse cenário, empresas de diferentes frentes — da logística à tecnologia — têm desenvolvido iniciativas para apoiar o agronegócio brasileiro. Confira alguns exemplos:


  • Eficiência e conectividade no segmento:

A Motz é uma transportadora que conecta embarcadores, transportadoras e caminhoneiros por meio de um ecossistema que integra soluções logísticas com apoio da inteligência de dados e presença física. A companhia alia solidez, capilaridade e segurança para aumentar a eficiência operacional, apoiando o crescimento de seus parceiros e clientes, e impulsionando o transporte rodoviário de cargas. 

Prova do modelo sólido de desenvolvimento, a Motz cresceu 147% em novos clientes no agronegócio apenas em 2025. Com o protagonismo da soja, com 1,24 milhão de toneladas transportadas no último ano, seguida por milho, fertilizantes e algodão, a companhia atingiu mais de R$ 2 bilhões em receita líquida e planeja crescer seu faturamento em 16% até o fim de 2026. Além do agronegócio, a empresa também possui clientes da construção civil, segmento em que a companhia nasceu.

 

  • Integração logística através da tecnologia:

Em 2024, a nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e uma das cinco maiores SaaS do Brasil, criou sua primeira frente setorial, voltada 100% para o agronegócio. Representando 30% do faturamento da companhia, o foco está em soluções que atendam às dores da logística da cadeia frigorificada de laticínios e frigoríficos, Tradings agrícolas, papel e celulose, além de empresas de insumos do agrícolas como agroquímicos e fertilizantes. 

A estratégia da nstech está fundamentada na integração de todo o ecossistema logístico, por isso, a empresa criou o Transportation Network System (TNS), uma categoria de rede logística integrada que conecta, de forma fluida e inteligente, empresas e diferentes elos da cadeia por meio de uma única plataforma para resolver dores como redução de custo e ganho de eficiência, adequação ao compliance e aumento de nível de serviço nas operações logísticas de embarcadores e transportadores do agro.

 

  • Qualidade e eficiência na cadeia de grãos

A Kicaldo, marca referência em grãos e líder no segmento de feijão, possui forte atuação na cadeia do agronegócio brasileiro. Com foco em soluções que atendem às demandas do consumidor e do mercado, a companhia se destaca pela seleção criteriosa das melhores safras do Brasil e do mundo, além de um rigoroso processo de controle e testes de qualidade que garantem a qualidade de seus produtos. A operação é sustentada por um time de campo altamente experiente, responsável por assegurar padrão, consistência e confiabilidade em todas as etapas de distribuição. 

Com mais de 20 mil toneladas distribuídas mensalmente e um portfólio com mais de 20 produtos, a empresa combina escala com eficiência operacional. Sua estratégia é baseada em uma forte expertise logística e ampla capilaridade de distribuição, o que permite garantir abastecimento contínuo em todo o território nacional, conectando logística própria, qualidade e foco no protagonismo do feijão na mesa dos brasileiros.

 

  • Rastreabilidade de toda cadeia produtiva

Atualmente, a tecnologia vai muito além do ganho de produtividade no campo e se consolida como uma das principais barreiras contra perdas e crises de segurança na cadeia produtiva. A solução com aplicação em IA da SoftExpert, multinacional especializada em software para conformidade, governança e gestão empresarial, atua na simplificação de processos, automação de gestão documental e rastreabilidade de ponta a ponta - do campo à indústria. Na prática, permite que cooperativas, fornecedores e empresas do setor tenham controle integral da qualidade, rastreando desde embalagens e matérias-primas até o operador responsável na fábrica. 

Além da gestão de processos, a tecnologia fortalece a conformidade das operações ao reduzir riscos e vulnerabilidades, por meio de sistemas de homologação digital e monitoramento contínuo de certificações e normas internacionais. Com isso, contribui para maior eficiência operacional, reforça o controle de qualidade e ajuda a reduzir o  desperdício de alimentos.

 

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