Pesquisar no Blog

sábado, 20 de junho de 2026

Proibição do PMMA expõe riscos de complicações em procedimentos estéticos

Material utilizado como preenchedor pode causar inflamações, deformidade e até insuficiência renal, alerta especialista


A decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) de proibir o uso médico do polimetilmetacrilato (PMMA) como preenchedor estético e reparador em todo o país reforça um alerta que há anos preocupa especialistas da área da saúde: os riscos associados ao uso de substâncias permanentes para fins estéticos. A medida foi anunciada após a divulgação de nota técnica pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), que destacou as evidências científicas e os registros de complicações relacionados ao produto.

O PMMA é um material sintético, não absorvível pelo organismo, utilizado há décadas em procedimentos estéticos e reparadores. No entanto, a experiência acumulada ao longo dos anos revelou que sua permanência no corpo pode desencadear efeitos adversos graves, muitas vezes imprevisíveis e de difícil tratamento. Com a nova regulamentação, o uso do produto permanece autorizado apenas em situações específicas de tratamento da lipodistrofia facial em pacientes com HIV/aids atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a médica Caroline Daitx, especialista em Medicina Legal e Perícia Médica, pós-graduada em gestão da qualidade e segurança do paciente, a principal justificativa para a proibição está justamente no comportamento permanente da substância no organismo. “O PMMA é um material não absorvível e de difícil remoção, que pode provocar complicações tanto imediatas quanto tardias. Mesmo após anos de utilização, observou-se que seus efeitos podem ser imprevisíveis, especialmente quando utilizado em procedimentos estéticos ou em grandes volumes”, explica.

Entre as complicações mais graves associadas ao PMMA estão inflamações crônicas, formação de granulomas e nódulos, infecções, necrose dos tecidos, migração do produto para outras regiões do corpo e deformidades permanentes. Em situações mais severas, os pacientes podem desenvolver embolia pulmonar, alterações visuais decorrentes de oclusão vascular, hipercalcemia grave e até insuficiência renal com necessidade de hemodiálise. “São ocorrências que podem exigir múltiplas cirurgias corretivas, longos períodos de internação e acompanhamento médico contínuo. Em casos extremos, existe risco efetivo à vida do paciente”, destaca a perita.

Outro fator que aumenta a preocupação dos especialistas é a possibilidade de surgimento tardio das complicações. Diferentemente de outros procedimentos estéticos cujos efeitos adversos costumam aparecer em curto prazo, o PMMA pode permanecer silencioso por anos antes de provocar problemas clínicos. “Há relatos documentados de complicações surgindo entre cinco e dezesseis anos após a aplicação. Por isso, muitas pessoas acreditam que o procedimento foi bem-sucedido e seguro, quando na verdade o risco continua existindo”, afirma a médica.

Entre os principais sinais de alerta estão dor persistente, endurecimento da região tratada, formação de nódulos, vermelhidão, aumento de temperatura local, inchaço, secreção, deformidades progressivas, alterações na coloração da pele, febre e outros sintomas sistêmicos.

Diante desse cenário, a recomendação para quem já realizou procedimentos com PMMA é buscar orientação médica, mesmo na ausência de sintomas. “Não significa que todos os pacientes precisarão remover o produto preventivamente, mas é importante que a aplicação seja documentada e acompanhada. O médico poderá orientar sobre sinais de alerta e definir uma conduta individualizada conforme cada caso”, orienta Daitx.

A especialista ressalta ainda que qualquer manifestação de dor, inflamação, infecção, endurecimento ou deformidade deve motivar avaliação médica imediata. Para ela, a decisão do CFM representa um importante avanço na proteção dos pacientes e reforça a necessidade de que procedimentos estéticos sejam realizados com base em critérios rigorosos de segurança, eficácia e acompanhamento a longo prazo.

 

Fonte: Caroline Daitx - médica especialista em medicina legal e perícia médica. Possui residência em Medicina Legal e Perícia Médica pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como médica concursada na Polícia Científica do Paraná e foi diretora científica da Associação dos Médicos Legistas do Paraná. Pós-graduada em gestão da qualidade e segurança do paciente. Atua como médica perita particular, promove cursos para médicos sobre medicina legal e perícia médica. CEO do Centro Avançado de Estudos Periciais (CAEPE), Perícia Médica Popular e Medprotec. Autora do livro “Alma da Perícia”. Doutoranda do departamento de patologia forense da USP Ribeirão Preto.



As sombras do rosto denunciam a idade

Especialista explica por que olheiras, sulcos e marcas de expressão podem estar mais ligados à perda de sustentação facial do que às rugas


Você já se olhou no espelho após uma boa noite de sono e ainda assim teve a sensação de estar cansada? Essa percepção pode ter menos relação com o cansaço real e mais com a forma como o envelhecimento se manifesta no rosto.

Embora as rugas sejam frequentemente apontadas como as principais responsáveis pela aparência envelhecida, especialistas afirmam que as chamadas “sombras faciais” exercem um papel ainda mais importante na percepção da idade. Olheiras profundas, bigode chinês, linhas de marionete e sulcos podem transmitir ao cérebro uma imagem de cansaço, tristeza ou envelhecimento, mesmo quando a pessoa está saudável e descansada.

Segundo a biomédica esteta Jéssica Priscila Boza, o envelhecimento facial não acontece apenas na pele. “Muitas mulheres acreditam que estão envelhecendo porque surgiram rugas, mas o que mais envelhece um rosto são as sombras. Quando devolvemos luz e sustentação à face, a aparência muda completamente”, explica.

O conceito está relacionado às mudanças estruturais que ocorrem ao longo dos anos. Com o passar do tempo, há perda de colágeno, redução dos compartimentos de gordura e até reabsorção óssea em determinadas regiões da face. O resultado é a formação de áreas mais profundas que criam sombras e alteram a forma como a luz incide sobre o rosto.

O tema ganha relevância em um momento de expansão do mercado brasileiro de beleza e estética. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores mercados consumidores de beleza do mundo. Em 2025, o setor registrou recorde histórico e ultrapassou US$ 1 bilhão em exportações.

Para Jéssica, um dos erros mais comuns é tentar tratar apenas a marca visível. “A paciente aponta para o local que incomoda, mas muitas vezes a origem está em outra região do rosto. Uma papada, por exemplo, pode estar relacionada à falta de projeção óssea. O bigode chinês pode ser consequência da perda de sustentação da face”, afirma.

A especialista defende uma análise global do envelhecimento, considerando estrutura óssea, gordura facial, colágeno, qualidade da pele e hábitos de vida. O objetivo é promover resultados mais naturais e preservar a identidade facial do paciente.

 

Jéssica Boza - Biomédica Esteta
@dra.jessicaboza
Rua Constantino Marochi, 438, sala 1, Curitiba/PR

 

Conheça novo protocolo de beleza que lidera tratamentos personalizados

Imagem Ilustrativa

Tecnologia não invasiva une efeito lifting, estímulo de colágeno e melhora da qualidade da pele mantendo os traços naturais de cada paciente

 

A busca por tratamentos de pele entrou em uma nova fase. Se antes a estética estava associada apenas à busca por redução de sinais de envelhecimento, agora, mulheres cada vez mais jovens passaram a investir em protocolos preventivos que ajudam na manutenção da qualidade da pele. O movimento, conhecido como prejuvenescimento, ganhou força entre os Millennials e a Geração Z, e tem impulsionado a procura por tratamentos capazes de estimular colágeno, melhorar a firmeza da pele e retardar os efeitos do envelhecimento sem alterar traços e em curtos períodos de recuperação.

Nesse cenário, um protocolo se tornou prioridade de dermatologistas, influenciadoras e pacientes em busca de resultados naturais. Conhecido como Volformer, o tratamento não invasivo combina as tecnologias Ultraformer MPT e Volnewmer que atuam simultaneamente na sustentação e na qualidade da pele.

Enquanto o Ultraformer MPT promove efeito lifting e estimula a produção profunda de colágeno por meio do ultrassom micro e macrofocado, o Volnewmer utiliza radiofrequência monopolar para proporcionar firmeza, textura e restauração da pele. A associação das duas tecnologias permite tratar diferentes camadas da pele em uma única sessão de forma hiperpersonalizada às necessidades de cada paciente.

Esse tratamento, de acordo com a dermatologista Paula Barreto, lidera o movimento de transformação do comportamento em relação ao cuidado com a beleza. "Existe uma mudança importante na forma como as pessoas enxergam a estética. A procura deixou de ser apenas por rejuvenescimento e passou a incluir prevenção, manutenção da qualidade da pele e longevidade. Os pacientes querem se sentir bem, mas sem perder a própria identidade", explica a dermatologista Paula Barreto, embaixadora da MedSystems by Classys.

Consumidores passaram a valorizar cada vez mais a aparência saudável, a prevenção e o chamado well-aging, conceito que propõe envelhecer com vitalidade sem buscar uma aparência artificialmente jovem. A preferência por tratamentos menos invasivos e não invasivos também reflete uma rotina cada vez mais acelerada na sociedade. “Hoje, grande parte das pacientes busca procedimentos que permitam retorno imediato às atividades, sem afastamento do trabalho ou compromissos sociais”, diz a dermatologista.

Nesse contexto, o Volformer ganhou espaço por gerar uma rapidez na recuperação e reunir benefícios que antes exigiam múltiplas sessões e tratamentos distintos. A proposta acompanha uma tendência global que valoriza uma aparência descansada, saudável e natural, sem transformações evidentes. 

Esse crescente interesse reflete a ascensão da chamada "pele real", marcada por viço, uniformidade e textura saudável. Nas redes sociais, influenciadoras e celebridades impulsionam a popularidade dos tratamentos focados em estímulo de colágeno e sustentação facial. Entre elas está Virginia Fonseca, que já compartilhou com seus seguidores experiências relacionadas a procedimentos voltados à firmeza e à qualidade da pele.

 

MedSystems by Classys



Descubra a quantidade de proteína ideal para o seu exporte e estilo de vida

Entenda quanto é preciso consumir desse nutriente por dia de acordo com o seu peso e rotina de exercícios


Por ser fundamental para o ganho e a manutenção da massa muscular, inclusive durante o processo de perda de peso, nos últimos anos, a proteína ganhou lugar de destaque nas refeições. 

“Em uma dieta de emagrecimento com restrição calórica, a proteína não só contribui para a saciedade, como também ajuda a prevenir a perda de massa muscular quando aliada a exercícios”, coloca o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, médico nutrólogo, mestre em nutrição e alimentos, e membro do Conselho Para Assuntos Nutricionais da Herbalife. 

Outro ponto que faz desse nutriente um aliado da saúde é o fato de contribuir para evitar a perda de massa magra que naturalmente acontece a partir dos 40 anos de idade e que pode levar à sarcopenia — condição caracterizada pela redução da massa e da força muscular no processo de envelhecimento.
 

A quantidade de proteína ideal

Segundo a International Society of Sports Nutrition, entidade que orienta as diretrizes internacionais de nutrição esportiva, o consumo de proteína diário varia de acordo com o estilo de vida, tipo de exercício praticado e peso de cada pessoa. Para quem não pratica exercícios, a recomendação fica entre 1 e 1,2 g/kg/dia de proteína, atendendo as necessidades de homens e mulheres adultas. 

“Para as pessoas que realizam exercício físico regularmente a ingestão indicada fica entre 1,4 a 2,0 g/kg/dia de proteína, sendo que os praticantes de exercícios de endurance (maratona, triatlon) devem ingerir níveis no limite inferior dessa faixa, já quem faz atividades intermitentes (exercícios que mesclam alta e baixa intensidades, como futebol e vôlei) deve consumir níveis no meio dessa faixa e, aqueles que praticam exercícios de força/potência (musculação), devem se manter na extremidade superior dessa faixa, uma vez que os músculos são ainda mais recrutados e exigidos”, recomenda o nutrólogo.
 

Faça a conta na prática

Para calcular, portanto, deve-se considerar o peso da pessoa e multiplicar pela recomendação. Por exemplo, se ela pesa 60 kg e for sedentária, basta multiplicar 1 ou 1,2 x 60 para saber que o total de proteína a ser ingerida fica entre 60 e 72 gramas por dia. Já considerando um indivíduo com o mesmo peso que treina musculação pesado, a quantidade ideal seria entre 1,6 g e 2 g de proteína por quilo de peso, ou seja, entre 96 g e 120 g de proteína por dia. 

Importante: Além de adequar a quantidade de proteína das refeições, é interessante que o consumo do nutriente seja fracionado ao longo do dia. Dessa maneira, o organismo aproveita melhor o aporte do nutriente oferecido. “Suplementos proteicos, como whey protein, barra de proteína e os shakes são interessantes e muito práticos para contribuir para uma ingestão adequada do nutriente”, acrescenta o nutrólogo. 

“Para facilitar, procure ingerir de 25g a 35g nas principais refeições e entre 10g e 20g nos lanches”, ensina o nutrólogo.

Consulte a tabela nutricional dos alimentos, pese as proteínas cozidas algumas vezes para se familiarizar com a quantidade que possuem as porções habituais e use um aplicativo que ajuda no controle diário.
 

Confira a quantidade de proteína de alguns alimentos:

Alimento

Quantidade de proteína

1 ovo

6g

1 iogurte grego integral (90g)

5g

1 copo de leite integral (200 ml)

5,8g

1 barra de proteína Vanilla Almond Herbalife (35g)

12g

1 sachê de açaí proteico Herbalife (50g)

12 g

Shake Herbalife preparado com NutreV (250 ml)

20g

1 filé de frango (100g)

21g

1 dose whey protein 3W Herbalife (34g)

25g

1 bife de contra-filé (100g)

26,8g

1 posta de salmão (100g)

26g

1 bife de filé mignon (100g)

32,7g


 

 

Emagreceu e perdeu o bumbum? Especialista explica por que a região costuma perder volume primeiro

Foto gerada em IA | CO ASSESSORIA


Mudança costuma acontecer antes mesmo de muitas mulheres atingirem a meta de peso

 

Muitas mulheres comemoram os primeiros resultados do emagrecimento, mas acabam se frustrando ao perceber que uma das primeiras mudanças acontece justamente no bumbum. A perda de volume na região é uma das queixas mais frequentes entre quem reduz peso rapidamente e costuma vir acompanhada de flacidez, perda de projeção e alterações no contorno corporal. 

Segundo o médico Chris Lima (CRM-PB 15387), especialista em remodelamento corporal e harmonização glútea, a explicação está na forma como o organismo utiliza suas reservas de gordura. “Quando o corpo começa a emagrecer, ele não escolhe de onde vai retirar gordura. A redução acontece de forma global. Como a região glútea possui uma combinação importante de gordura e músculo, qualquer perda de peso acaba impactando diretamente o volume dessa área”, explica. 

O especialista afirma que muitas pessoas associam a mudança apenas à perda de gordura, mas existem outros fatores envolvidos. “Os glúteos dependem do equilíbrio entre massa muscular, gordura e qualidade da pele para manter projeção e sustentação. Quando esse equilíbrio é alterado de forma rápida, o resultado costuma aparecer primeiro no formato do bumbum”, diz. 

A velocidade do emagrecimento também influencia diretamente nesse processo. De acordo com Chris Lima, quando a perda de peso acontece em pouco tempo, a pele nem sempre consegue acompanhar a transformação corporal na mesma velocidade. “É por isso que muitas mulheres relatam que o bumbum parece ter diminuído mais do que outras regiões. Além da redução da gordura, existe uma mudança na sustentação dos tecidos e na forma como a pele se adapta ao novo volume corporal”, afirma. 

Para minimizar esse efeito, o médico recomenda que o emagrecimento seja acompanhado de exercícios de fortalecimento muscular e ingestão adequada de proteínas. “O objetivo não deve ser apenas perder peso, mas preservar a composição corporal. Quanto maior a preservação da massa muscular durante o processo, maiores são as chances de manter o contorno e a sustentação da região glútea”, conclui.


@dr.chrisbacelarlima


Segundo professora da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), resolução do CRM amplia restrições ao uso da substância; necrose, embolia e inflamações crônicas são algumas das complicações previstas

 

O uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos médicos com finalidades estéticas ou reparadoras está proibido em todo o Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução nº 2.461/2026, em vigor desde 2/6. De acordo com a nova norma, apenas o tratamento da lipodistrofia (perda ou redistribuição anormal de gordura corporal) em pacientes com HIV/Aids, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), será permitido, desde que siga protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde. Para a dermatologista e professora do curso de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Denise Steiner, a questão envolvendo o produto já vem de longa data e a proibição é adequada. 

“O PMMA é um material utilizado há anos como substância preenchedora permanente. No entanto, o histórico de complicações associadas ao produto motivou a ampliação das restrições. Trata-se de um componente plástico, uma forma de acrílico, que permanece definitivamente no organismo. Ao longo dos anos, foram identificadas diversas condições de risco relacionadas ao seu uso, especialmente em procedimentos estéticos, o que levou à sua proibição”, explica Denise, que é médica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência de Dermatologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, doutora em Dermatologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), professora titular da disciplina de Dermatologia da UMC e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD - 2013-2014). 

A especialista chama a atenção que por se tratar de um material permanente, o organismo pode reagir à sua presença: 

“Dependendo da resposta inflamatória desencadeada pelo organismo, o PMMA pode provocar alterações importantes nos tecidos. Entre os principais riscos estão necroses, infecções, oclusões vasculares e a formação de granulomas, que são reações inflamatórias crônicas causadas pela presença do material no corpo. Dependendo da gravidade, as complicações provocadas pelo uso inadequado do produto podem levar ao óbito, riscos esses que foram determinantes para a decisão do CFM”. 

O PMMA é considerado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como um produto de classe IV, categoria que representa o grau máximo de risco sanitário e que exige rigoroso controle para sua utilização. Apesar dessa classificação e do rigor exigido, nos últimos anos, ele ganhou notoriedade por ser utilizado de forma inadequada em procedimentos estéticos, principalmente para aumento de volume em regiões do corpo como os glúteos.

 

A docente da UMC ressalta que, para os pacientes, identificar a utilização do PMMA nem sempre é uma tarefa simples, especialmente pela falta de conhecimento técnico sobre os materiais empregados em procedimentos estéticos: 

.“O paciente deve sempre perguntar qual substância será utilizada e exigir informações claras sobre o procedimento. Produtos que prometem resultados permanentes ou de longa duração devem despertar atenção”, alerta.

 

Alternativas mais seguras

Com a proibição do polimetilmetacrilato para fins estéticos, Denise reforça a importância de optar por produtos devidamente aprovados para esse tipo de procedimento. Entre as alternativas consideradas mais seguras estão o ácido hialurônico, o ácido poli-L-lático, a hidroxiapatita de cálcio e a policaprolactona: 

“O ácido hialurônico é um dos preenchedores mais utilizados atualmente por promover hidratação e estímulo dos tecidos. Também existem bioestimuladores aprovados no Brasil, como o ácido poli-L-lático, a hidroxiapatita de cálcio e a policaprolactona, que apresentam perfil de segurança mais adequado quando utilizados corretamente”, instrui a dermatologista.

 


Sua pele fica opaca e ressecada no inverno? Especialista explica o que fazer

Freepik
Baixa umidade do ar, banhos quentes e mudanças na rotina podem comprometer a hidratação natural da pele. Médica explica como manter o viço durante a estação e por que este é o melhor momento do ano para investir em tratamentos estéticos
 

Faltando poucos dias para o início oficial do inverno, em 21 de junho, muitas pessoas já começam a perceber mudanças na aparência da pele. Sensação de ressecamento, perda de viço, descamação e até aumento da sensibilidade estão entre as queixas mais comuns neste período de transição entre as estações. 

A combinação de temperaturas mais baixas, ar mais seco e hábitos típicos da época, como tomar banhos mais quentes e reduzir a ingestão de água, pode comprometer a hidratação natural da pele. A boa notícia é que algumas mudanças simples na rotina ajudam a preservar a saúde, a luminosidade e o conforto da pele ao longo dos meses mais frios. 

Segundo a Dra. Karoline Araújo, médica especialista em Clínica Médica e pós-graduada em medicina estética, o inverno também oferece uma vantagem importante para quem deseja cuidar da pele de forma mais profunda. 

"Essa é uma das melhores épocas do ano para investir em tratamentos que promovem renovação celular e estimulam a produção de colágeno. Como a exposição solar costuma ser menor, a recuperação da pele tende a ser mais tranquila e os resultados podem ser potencializados", explica. 

Confira cinco cuidados recomendados pela especialista para manter a pele bonita e saudável durante a estação:
 

1. Aposte em uma hidratação mais potente

Durante o inverno, a pele precisa de uma reposição maior de água e nutrientes. Por isso, vale investir em hidratantes mais nutritivos, capazes de fortalecer a barreira de proteção cutânea e reduzir a perda de água. 

"Nem sempre o produto que funciona bem no verão será suficiente durante os meses mais frios. É importante adaptar a rotina às necessidades da pele em cada estação", orienta a médica.
 

2. Evite banhos muito quentes

A sensação de conforto proporcionada pela água quente pode ter um custo para a saúde da pele. Temperaturas elevadas removem a camada protetora natural, favorecendo o ressecamento e a sensibilidade. 

"O ideal é optar por banhos mornos e mais rápidos. Esse hábito ajuda a preservar a hidratação natural e reduz os danos à barreira cutânea", afirma.
 

3. Continue usando protetor solar todos os dias

Mesmo em dias nublados ou mais frios, a radiação ultravioleta continua presente e pode contribuir para o envelhecimento precoce e o surgimento de manchas. 

"Muitas pessoas relaxam no uso do protetor durante o inverno, mas a proteção solar continua sendo indispensável para manter a saúde da pele ao longo do ano", destaca Dra. Karoline.
 

4. Não deixe a hidratação de lado

A diminuição da sensação de sede faz com que muitas pessoas consumam menos água no inverno. No entanto, a hidratação interna também tem impacto direto na aparência da pele. 

"Uma pele saudável depende de cuidados externos, mas também de hábitos adequados. A ingestão de líquidos ajuda a manter o organismo funcionando corretamente e contribui para a qualidade da pele", explica.
 

5. Aproveite o inverno para investir em tratamentos de renovação da pele

Se existe uma época estratégica para cuidar da pele, é o inverno. Procedimentos como peelings, microagulhamento, lasers e bioestimuladores de colágeno costumam ser mais indicados nesta estação justamente pela menor incidência solar. 

"Além de melhorar manchas, textura e sinais do envelhecimento, esses tratamentos ajudam a estimular a produção de colágeno e preparar a pele para os meses mais quentes. Quem começa agora geralmente consegue observar resultados importantes até a chegada da primavera e do verão", ressalta a especialista, responsável técnica da Clínica Aloe.


5 tendências de maquiagem para apostar nas festas juninas de 2026

pinterest
Luzia Costa, CEO da Sóbrancelhas,explica como as sobrancelhas podem complementar diferentes estilos de maquiagem sem competir com os demais elementos da produção

 

As festas juninas estão entre as celebrações mais tradicionais e aguardadas pelos brasileiros. Além das danças, comidas típicas e trajes característicos, a data também inspira produções de beleza que unem referências clássicas dos arraiais às tendências mais atuais da maquiagem.

Em 2026, a aposta é em visuais coloridos, criativos e cheios de personalidade. Sem abrir mão dos elementos que fazem parte do imaginário junino, as maquiagens ganham releituras modernas com brilho, pontos de cor e detalhes temáticos.

Segundo Luzia Costa, CEO da Sóbrancelhas, maior rede de estética facial da América Latina, as festas juninas representam uma oportunidade para experimentar produções mais divertidas e expressivas. “As festas juninas são um momento em que as pessoas se sentem mais livres para brincar com a maquiagem e explorar cores, texturas e detalhes temáticos. Neste ano, vemos uma forte presença de elementos coloridos e criativos, mas com um acabamento mais moderno e sofisticado”, explica.

A especialista destaca que, independentemente das tendências, a harmonia entre todos os elementos da maquiagem continua sendo fundamental para valorizar o resultado final. “As sobrancelhas têm um papel importante porque ajudam a equilibrar o visual e destacar o olhar. Quando o design conversa com a maquiagem escolhida, o resultado fica mais elegante e harmonioso”, afirma.


Luzia Costa traz Tendências de beleza para as festas juninas de 2026 


  • Brilho em pontos estratégicos do rosto

 

pinterest

Iluminadores, sombras cintilantes e aplicações discretas de glitter seguem em alta nas produções juninas. O brilho aparece principalmente nos olhos e nas maçãs do rosto, trazendo luminosidade e um toque festivo ao visual.

“O brilho voltou com força, mas de forma mais equilibrada. A ideia é iluminar e destacar alguns pontos da maquiagem, criando um efeito elegante que combina perfeitamente com as festas juninas”, comenta Luzia.

 

  • Sobrancelhas naturais e alinhadas

 

As sobrancelhas seguem em evidência nas produções de beleza e podem ser adaptadas a diferentes estilos de maquiagem, dos mais delicados aos mais marcantes.

"As sobrancelhas continuam sendo protagonistas. O segredo está em encontrar um design que harmonize com o rosto e complemente a maquiagem, sem competir com os demais elementos do visual", afirma Luzia.

 

  • Blush em evidência

pinterest


O blush aparece como um dos grandes protagonistas das produções juninas deste ano. Aplicado de forma mais marcada nas maçãs do rosto, ele ajuda a trazer cor e reforça o aspecto alegre característico das festas.

 

  • Sombras coloridas em versões sofisticadas

 

Os tons vibrantes continuam presentes, mas agora surgem esfumados e combinados de forma mais delicada. Cores como rosa, lilás, azul e coral aparecem como alternativas modernas para compor a produção.

 

  • Delineados criativos inspirados nos arraiais

 

pinterest


Os delineados ganham novos formatos. Entre as apostas estão desenhos de bandeirinhas, pequenos corações, estrelas e traços gráficos coloridos que remetem ao clima das festas sem abrir mão da sofisticação.

“A beleza das festas juninas está justamente na liberdade de combinar tradição e tendências. Com alguns elementos estratégicos, é possível criar produções modernas, coloridas e cheias de personalidade”, conclui Luzia Costa.

 


Sóbrancelhas
Saiba mais aqui!


Efeito colateral da magreza: o impacto do emagrecimento no colo feminino

A perda acelerada de peso provocada por novas terapias medicamentosas esvazia o tecido mamário de forma abrupta, gerando queixas severas de flacidez que exigem reparação cirúrgica.

 

Quem já passou por um processo de emagrecimento sabe que a balança lá embaixo traz uma sensação incrível de conquista. Mas, na intimidade do espelho, muitas mulheres têm se deparado com uma realidade frustrante. O boom dos novos remédios para perda de peso trouxe um efeito colateral que mexe direto com a autoestima, o esvaziamento do colo. Quando os quilos somem rápido demais, as mamas perdem o preenchimento natural de forma abrupta, deixando uma queixa dolorosa de flacidez que, na maioria das vezes, só se resolve no centro cirúrgico.

 

A cirurgiã plástica Dra. Maira conta que a rotina no seu consultório mudou completamente nos últimos tempos. Se antes o perfil clássico de quem buscava erguer os seios era a mãe que acabou de amamentar ou a mulher lidando com a ação do tempo, hoje o cenário é outro. O grande motivador virou a perda acelerada de gordura provocada por essas novas terapias medicamentosas.

 "A verdade é que a pele não consegue acompanhar a velocidade do emagrecimento moderno. A mama é feita de glândula e gordura. Quando essa gordura some num piscar de olhos, o seio murcha, mas a pele que sobrava ali continua no mesmo lugar. É um contraste cruel: a mulher fica feliz com as roupas novas, mas se sente profundamente desconfortável quando se despe", relata a médica. 

Para reverter esse impacto e devolver o desenho do colo, a mastopexia, aquela cirurgia que retira o excesso de pele e reposiciona os tecidos, virou a grande aliada dessas pacientes. Dependendo do quanto se perdeu, apenas esticar a pele não resolve; é preciso redesenhar a estrutura interna, muitas vezes combinando a retirada dos excessos com uma prótese de silicone para recuperar o volume que foi embora.

 

Mas a especialista faz um alerta importante para quem está no meio desse processo: não adianta ter pressa para operar. Deitar na maca enquanto o peso ainda está oscilando é receita certa para um resultado frustrante ali na frente.

 

"O corpo precisa de um tempo para entender a nova realidade. A cirurgia só deve acontecer quando a paciente conseguir estabilizar o peso por, no mínimo, seis meses. O bisturi entra como o ponto final de uma trajetória, para devolver a harmonia e fazer as pazes definitivas com o espelho, e não como um imediatismo", conclui.




Fonte: Dra. Maíra Amábile — Médica. Cirurgiã Plástica. Especialista em Contorno Corporal
@dra.mairaamabile


Procedimentos estéticos para glúteos exigem cuidado médico e atenção à segurança

SBD-RS alerta para riscos de substâncias inadequadas, práticas clandestinas e intervenções realizadas sem indicação ou acompanhamento especializado

 

O aumento da procura por procedimentos estéticos para melhorar volume, contorno, firmeza e aparência da região glútea acende um alerta no Rio Grande do Sul. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) orienta que qualquer intervenção deve ser precedida de avaliação médica individualizada, com atenção à escolha do profissional, ao ambiente onde será realizado o procedimento e ao tipo de produto utilizado.

Entre as opções disponíveis, quando há indicação adequada e uso de produtos aprovados, estão procedimentos minimamente invasivos como o ácido hialurônico corporal, os bioestimuladores de colágeno e a subcisão, além de tecnologias voltadas à melhora da flacidez e da firmeza da pele. Também existem alternativas cirúrgicas, como a lipoenxertia glútea e a gluteoplastia de aumento, que devem ser avaliadas e realizadas por cirurgião plástico.

A tesoureira da SBD-RS e dermatologista, Dra. Laura de Mattos Milman, explica que a segurança depende de uma combinação de fatores, incluindo indicação correta, técnica adequada, volume aplicado, qualidade do produto e qualificação do profissional.

“Entre as opções disponíveis, destacam-se o ácido hialurônico corporal, que pode proporcionar aumento de volume e melhora de contorno, com a vantagem de ser um produto reabsorvível; os bioestimuladores de colágeno, indicados principalmente para melhora da flacidez e da qualidade da pele; a lipoenxertia glútea, quando há indicação e técnica adequada; a subcisão, especialmente para tratamento de celulite; e tecnologias como radiofrequência, ultrassom microfocado e outras fontes de energia para flacidez e firmeza da pele. Nenhum procedimento é isento de riscos, mas a escolha adequada do paciente, a técnica correta e o uso de produtos aprovados aumentam significativamente a segurança”, afirma.

O alerta é ainda maior em relação ao uso de substâncias definitivas, clandestinas ou aplicadas em grandes volumes, como silicone industrial, hidrogel e polimetilmetacrilato (PMMA). Essas práticas podem provocar complicações graves, como infecções, inflamações, granulomas, necrose, deformidades, migração do produto e risco à vida.

“No caso do PMMA, por ser um preenchedor permanente, eventuais complicações podem persistir por muitos anos e frequentemente exigem tratamentos complexos, nem sempre com resolução completa. O silicone industrial não é um produto médico e seu uso para fins estéticos pode causar complicações graves e potencialmente fatais”, ressalta a dermatologista.

Antes de realizar qualquer procedimento estético na região glútea, a SBD-RS recomenda que o paciente verifique a formação e a experiência do profissional, confirme se o atendimento será feito em ambiente adequado e regularizado, pergunte exatamente qual produto será utilizado e solicite informações sobre fabricante, lote e registro. Também é fundamental compreender os riscos, benefícios e limitações do tratamento, além de desconfiar de promessas de resultados milagrosos ou preços muito abaixo do mercado.

A busca por melhora estética deve estar sempre associada à segurança, à informação qualificada e à responsabilidade médica. Procedimentos corporais podem ter bons resultados quando bem indicados, mas exigem planejamento, conhecimento técnico e respeito aos limites de cada paciente.

Profissionais habilitados podem ser conferidos no site www.sbdrs.org.br 

 

Marcelo Matusiak

 

Posts mais acessados