A construção de
carreiras internacionais tem deixado de ser um movimento pontual para se tornar
resultado de estratégias estruturadas de aprendizagem. Na Roche, essa lógica se
traduz em um ecossistema contínuo de capacitação, que conecta treinamentos,
trocas entre profissionais e experiências práticas ao dia a dia de trabalho. É
um caminho de desenvolvimento que aumenta de forma concreta as possibilidades
de mobilidade global.
A trajetória de Verônica Mata, Parceira de Avaliação de Tecnologia na Roche Farma Brasil, ilustra esse movimento. Com mudança marcada para Portugal no início do segundo semestre de 2026, a profissional concretiza um plano de carreira desenhado ao longo dos anos. A nova posição internacional não é sua primeira transição — ao todo, esta será sua terceira mudança de endereço ao longo da vida —, mas representa a realização de um objetivo de viver uma experiência profissional na Europa. “A Roche me deu as ferramentas para construir esse caminho, como cursos internos e externos, mentorias com colegas, sessões de coaching, internos com colegas da Roche, externos e de outros países e check-ins de carreira com lideranças”, conta.
Verônica ressalta
a importância dos Workpackages e dos GIGs, designações de curto prazo da Roche,
geralmente com duração de algumas semanas, voltadas à execução de um projeto ou
entrega específica dentro ou fora da área de atuação do colaborador. Nesse
formato, o profissional contribui com um pacote de trabalho bem definido,
colocando suas habilidades em prática enquanto ganha visibilidade em outras
equipes.
Nessa linha, a
empresa também dispõe dos GIGs (participação em projetos pontuais),
designações de médio a longo prazo que permitem ao colaborador dedicar de 10% a
100% do seu tempo, neste caso por até 12 meses, a projetos em outras equipes, sem
a necessidade de mudar formalmente de posição. A iniciativa possibilita que o
profissional contribua ativamente em diferentes frentes do negócio enquanto
desenvolve novas competências, amplia sua visão sobre a organização e fortalece
sua rede de contatos.
Foi o programa
usado por Isabel Monteiro, parceira de avaliação de tecnologias em saúde na
Roche Farma Portugal e ilustra como a abertura para experiências fora do escopo
tradicional pode impulsionar uma carreira internacional. Entre 2022 e 2024, a farmacêutica
integrou um time brasileiro sem sair do seu país, atuando em diferentes
projetos e se adaptando a dinâmicas como fusos horários, colaboração remota e
integração entre culturas. Ao aceitar o desafio Isabel ampliou sua compreensão
sobre diferentes mercados, fortaleceu sua rede global e desenvolveu novas
competências em um ambiente híbrido. “Fui me envolvendo em vários projetos ao
longo do tempo e, apesar do receio inicial, vi na prática como as coisas vão se
acertando e como essas ações abrem portas”, diz.
Esse modelo está
ancorado em uma estratégia que combina diferentes dimensões do aprendizado.
“Nosso desenvolvimento se baseia em três pilares: educação, exposição e
experiência. A aprendizagem acontece de forma contínua, integrada ao trabalho,
e não como um momento isolado”, explica Marília Ribeiro, líder de People &
Culture da Roche Farma Brasil. “Mais do que oferecer treinamentos, buscamos
criar um ambiente em que as pessoas possam experimentar, aprender com outras
perspectivas e evoluir na prática.”
Na prática, isso
se traduz em um portfólio global robusto, que inclui cursos de idiomas,
programas de liderança — muitos deles abertos também a profissionais que ainda
não ocupam cargos de gestão —, mentorias com especialistas de diferentes
países, sessões de coaching e conteúdos digitais acessíveis sob demanda. As
iniciativas são oferecidas em formatos presenciais, virtuais e híbridos,
permitindo que o desenvolvimento acompanhe o ritmo e as necessidades de cada
colaborador.
Além disso, a
Roche disponibiliza um Centro de Carreira global, com suporte em diversos
idiomas, que oferece ferramentas para planejamento profissional, preparação
para processos internos e orientação sobre mobilidade. A estrutura é
complementada por trilhas de aprendizagem contínua, comunidades de prática e
conteúdos aplicáveis aos desafios do dia a dia.
Ao integrar
aprendizagem, desenvolvimento e experiência prática ao fluxo do trabalho, a
Roche acompanha uma transformação do mundo corporativo: a formação de
profissionais com visão sistêmica, capazes de transitar entre áreas, culturas e
contextos. Nesse cenário, o desenvolvimento contínuo se torna um pilar para
preparar talentos que compreendem o negócio de forma integrada e atuam em redes
globais. Mas vale destacar que o protagonismo do colaborador também é decisivo
e cabe a ele buscar formação, conectar-se com profissionais mais experientes e
recorrer a mentorias e líderes. “Mais do que acessar programas estruturados, é
a capacidade de articular essas experiências, ampliar repertório e direcionar
escolhas que permite ao profissional ganhar visão global e se posicionar de
forma competitiva em um mercado cada vez mais dinâmico e sem fronteiras”,
analisa Neri.

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