Pneumologista
da Afya Jaboatão orienta sobre como reduzir os impactos da fumaça das fogueiras
sem abrir mão da tradição junina
Imagem criada com IA
As festas juninas são uma das tradições mais aguardadas do Nordeste. Fogueiras, comidas típicas, quadrilhas e shows fazem parte do cenário que movimenta milhares de pessoas nesta época do ano. Mas, para quem sofre com doenças respiratórias, alguns cuidados são fundamentais para evitar crises e complicações durante os festejos.
A fumaça produzida pelas fogueiras contém partículas finas e substâncias irritantes capazes de atingir as vias aéreas, provocando sintomas como tosse, falta de ar, chiado no peito e irritação nos olhos e na garganta.
De acordo com a médica pneumologista e professora da Afya Jaboatão, Karla Augusta, pessoas com asma, rinite alérgica, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), idosos e crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.
"Embora a fogueira seja um símbolo tradicional desse
período, a fumaça pode desencadear crises respiratórias, especialmente em quem
já possui alguma doença pulmonar. As partículas liberadas ficam suspensas no ar
e podem causar irritação e inflamação das vias respiratórias", explica a
especialista.
Fogueira faz mal para quem tem asma?
Segundo Karla, sim. A fumaça é um dos principais gatilhos para crises asmáticas nessa época.
"A exposição à fumaça pode provocar falta de ar,
chiado no peito, tosse intensa e até crises que necessitam de atendimento
médico. Pessoas com asma devem evitar permanecer próximas às fogueiras e em
locais com grande concentração de fumaça", alerta.
Cinco cuidados para proteger os pulmões durante o período junino
A pneumologista lista algumas medidas simples para
aproveitar os festejos com mais segurança:
1. Evite ficar próximo
às fogueiras por muito tempo
Quanto maior o tempo de exposição à fumaça, maior o risco
de irritação das vias respiratórias.
2. Mantenha o tratamento
respiratório em dia
Quem tem asma, bronquite ou outras doenças pulmonares
deve seguir corretamente as orientações médicas e levar os medicamentos durante
as festas.
3. Prefira ambientes
abertos e ventilados
Locais fechados ou com pouca circulação de ar tendem a
concentrar mais fumaça e outros agentes irritantes.
4. Hidrate-se bem
Beber água ajuda a manter as vias respiratórias
hidratadas e contribui para minimizar o desconforto causado pela fumaça.
5. Fique atento aos
sintomas
Tosse persistente, falta de ar, chiado no peito e
desconforto respiratório não devem ser ignorados.
"Quem já possui diagnóstico de doença respiratória
não deve interromper o tratamento durante o período junino. O controle adequado
da doença é a melhor forma de prevenção", destaca.
Fumaça de fogueira é mais perigosa para quem?
Além das pessoas com doenças respiratórias pré-existentes, a especialista chama atenção para crianças pequenas, idosos e gestantes.
"As crianças possuem vias aéreas menores e mais
sensíveis. Já os idosos costumam apresentar uma menor reserva pulmonar. Esses
grupos podem sofrer mais com a exposição à fumaça e apresentar sintomas com
maior facilidade", explica.
Tosse após a festa junina: quando se preocupar?
Sentir irritação na garganta ou apresentar uma tosse leve após contato com a fumaça pode ser uma reação temporária. No entanto, alguns sinais merecem atenção.
"Se a tosse persistir por mais de alguns dias, vier acompanhada de falta de ar, chiado no peito, febre ou dor no peito, é importante procurar avaliação médica. Esses sintomas podem indicar agravamento de doenças respiratórias ou até mesmo uma infecção", orienta Karla.
A médica reforça que é possível aproveitar as tradições juninas sem colocar a saúde em risco. "Esse é um momento de celebração e cultura. O importante é adotar medidas simples para reduzir a exposição à fumaça e proteger os pulmões. Com prevenção e atenção aos sintomas, todos podem aproveitar esse período com mais segurança", destaca a pneumologista.
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