Seis entidades nacionais lançam, durante o Julho Roxo, as Diretrizes
Brasileiras Conjuntas para o Tratamento do Câncer de Bexiga 2026, documento que
reúne recomendações atualizadas para o diagnóstico, estratificação de risco,
acompanhamento e tratamento da doença, que deve atingir mais de 13 mil
brasileiros este ano.
Reunindo especialistas da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Sociedade
Brasileira de Urologia (SBU), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC),
Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), CABEM mais vidas (projeto de
atendimento multiprofissional a pacientes de câncer de bexiga) e Instituto
Oncoguia, o documento reforça a importância do atendimento multidisciplinar e
da navegação do paciente para reduzir atrasos no diagnóstico e melhorar os
resultados do cuidado.
“O médico patologista ocupa uma posição central na jornada do
paciente com câncer de bexiga. É a partir do laudo anatomopatológico que são
definidos fatores prognósticos essenciais para a estratificação de risco e para
a seleção do tratamento mais apropriado”, destaca a Dra. Isabela Werneck da
Cunha, patologista e membro da SBP.
A especialista explica que, a partir da nova diretriz, a adoção de
critérios diagnósticos padronizados fortalece a integração multidisciplinar:
“Também contribui para que cada paciente receba uma conduta baseada nas
melhores evidências disponíveis”, complementa.
Novidades - Entre as principais novidades, a diretriz
reforça estratégias para reduzir a reincidência da doença, como a realização de
uma segunda avaliação cirúrgica em casos selecionados, a quimioterapia
intravesical precoce, o uso da BCG para pacientes de risco intermediário e alto
e a incorporação de novas imunoterapias e terapias-alvo para casos avançados.
O documento propõe, ainda, uma classificação mais precisa do risco
de progressão da doença, permitindo individualizar o tratamento.
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