Maior hospital pediátrico do país registrou aumento
de 125% no número de diagnósticos entre maio e junho e reforça a importância da
vacinação e cuidados preventivos Crédito: Wynitow Butenas
Hospital Pequeno Príncipe
Em junho, o Hospital Pequeno Príncipe – o maior e mais completo hospital exclusivamente pediátrico do país – registrou 151 casos de vírus sincicial respiratório (VSR) até o dia 25, mais que o dobro dos 67 casos identificados durante todo o mês de maio, um aumento de 125%. O dado reforça o alerta para a circulação do vírus neste período do ano. O cenário acompanha a tendência observada nacionalmente pelo sistema InfoGripe, da Fiocruz, que aponta a manutenção dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados principalmente ao VSR e à influenza.
Considerado uma das principais causas de bronquiolite e de hospitalização de bebês e crianças pequenas, o VSR exige atenção especial de pais e responsáveis, especialmente durante os meses mais frios, quando a circulação dos vírus respiratórios tende a aumentar.
Segundo a médica responsável pela Emergência do Hospital Pequeno Príncipe, a pediatra Simone Borges, a vacinação é uma das principais formas de prevenção. Avanços recentes ampliaram as possibilidades de prevenção contra o vírus sincicial respiratório. Atualmente, a proteção pode começar ainda durante a gestação, por meio da vacinação materna, estratégia que contribui para proteger o bebê nos primeiros meses de vida — fase em que o risco de complicações associadas ao VSR é maior.
Além da imunização dos grupos elegíveis, a especialista reforça a importância de manter ambientes ventilados, evitar aglomerações quando possível e redobrar os cuidados com recém-nascidos e crianças pequenas durante os períodos de maior circulação viral. Outras medidas simples também são recomendadas, como a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel e a adoção da etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz ao tossir ou espirrar.
“A vacinação é uma ferramenta fundamental para reduzir o risco de formas graves das doenças respiratórias. Além disso, medidas simples, como lavar as mãos antes de tocar em bebês, utilizar máscara quando houver sintomas respiratórios e evitar a exposição de crianças pequenas a pessoas doentes, ajudam a reduzir a transmissão dos vírus”, orienta.
A
especialista destaca que pais e responsáveis também devem estar atentos aos
sinais de agravamento dos quadros respiratórios. Dificuldade para respirar,
respiração acelerada, afundamento das costelas, recusa alimentar, sonolência
excessiva e piora do estado geral da criança são alguns dos sintomas que exigem
avaliação médica.
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