Com a chegada do inverno, cresce a circulação de vírus e bactérias responsáveis por infecções respiratórias, o que resulta no aumento dos atendimentos por síndromes respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Entre os
principais agentes infecciosos desta época estão o Vírus Sincicial Respiratório
(VSR), associado à bronquiolite em bebês, e o pneumococo (Streptococcus
pneumoniae), bactéria responsável por doenças como pneumonia,
meningite, sinusite e otite média, que podem evoluir para quadros graves.
Dados de
vigilância em saúde no Brasil indicam aumento sazonal das síndromes
respiratórias agudas graves (SRAG) durante os meses mais frios, reforçando a
necessidade de atenção à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento
adequado.
A transmissão ocorre
principalmente por gotículas respiratórias e contato com superfícies
contaminadas, o que reforça a importância de medidas simples e eficazes, como
higiene frequente das mãos, ambientes ventilados e uso de máscara em caso de
sintomas gripais.
A vacinação é uma
das principais formas de prevenção, especialmente contra influenza, COVID-19 e
pneumococo, sobretudo em grupos de risco, contribuindo para a redução de
complicações, internações e óbitos relacionados às doenças respiratórias.
Segundo o infectologista
do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Frederico Zago, é fundamental
que a população fique atenta aos sinais de agravamento.
“Febre
persistente, dificuldade para respirar, prostração importante, dor no peito,
chiado no peito e piora progressiva dos sintomas são sinais de alerta que
exigem avaliação médica imediata, principalmente em crianças, idosos e
pacientes com comorbidades”, destaca.
O especialista
reforça que muitas complicações podem ser evitadas com diagnóstico precoce e
acompanhamento adequado, especialmente quando os sintomas inicialmente se
confundem com gripes comuns.

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