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segunda-feira, 1 de junho de 2026

5 causas de perda auditiva entre jovens x dicas de como evitá-las

Jovens precisam redobrar cuidados com a audição para evitar perda auditiva precoce

 

A perda auditiva entre jovens tem aumentado nos últimos anos, principalmente devido à hábitos comuns da rotina moderna. O uso prolongado de fones de ouvido em volume alto e a exposição frequente a ambientes barulhentos estão entre os principais fatores que podem comprometer a saúde auditiva de forma gradual e silenciosa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 1 bilhão de jovens no mundo estejam em risco de desenvolver perda auditiva evitável.

 

A fonoaudióloga e diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA, Gisele Munhoes explica: 

 

“O principal vilão está no uso inadequado de fones de ouvido. Escutar música em volume alto por longos períodos, especialmente com fones intra-auriculares, pode danificar as células sensoriais do ouvido interno responsáveis pela captação dos sons. Como essas estruturas não se regeneram, o prejuízo pode ser permanente”. 

 

Além dos fones, frequentar shows, festas, baladas e ambientes barulhentos sem proteção também aumenta o risco de perda auditiva precoce. Assim como a exposição constante a ruídos urbanos intensos, videogames em volume elevado e o hábito de dormir ouvindo música. 

Segundo a profissional, identificar os fatores de risco e adotar medidas preventivas é essencial para preservar a audição ao longo da vida.

 

Principais causas de perda auditiva em jovens e como evitar

 

1. Uso prolongado de fones de ouvido em volume alto

Escutar música por muitas horas seguidas, especialmente acima de 60% do volume máximo, pode causar danos às células auditivas internas.

Como evitar:

  • Mantenha o volume em níveis moderados; 
  • Faça pausas a cada hora de uso; 
  • Prefira fones com isolamento acústico, que reduzem a necessidade de aumentar o som; 
  • Evite dormir com fones ligados. 

 

2. Exposição a ruídos intensos (festas, shows e baladas)

Ambientes com som elevado podem provocar zumbido temporário e com repetição frequente, perda auditiva permanente.


Como evitar:

  • Utilize protetores auriculares em eventos; 
  • Afaste-se das caixas de som; 
  • Faça intervalos em áreas silenciosas durante festas e shows; 
  • Dê descanso aos ouvidos após exposições intensas. 

 

3. Infecções de ouvido não tratadas

Otites e inflamações podem gerar complicações e afetar estruturas importantes da audição quando negligenciadas.


Como evitar:

  • Procure atendimento médico ao sentir dor, secreção ou sensação de ouvido tampado; 
  • Não use objetos para “cutucar” o ouvido; 
  • Mantenha boa higiene e cuidados após piscina ou praia; 
  • Siga corretamente o tratamento indicado. 

 

4. Uso inadequado de medicamentos ototóxicos

Alguns remédios podem causar efeitos colaterais auditivos, especialmente quando usados sem orientação.


Como evitar:

  • Nunca se automedique; 
  • Utilize medicamentos apenas com prescrição médica; 
  • Informe ao médico caso perceba zumbido ou redução auditiva durante o tratamento; 
  • Respeite doses e tempo de uso. 

 

5. Fatores genéticos

Em alguns casos, alterações hereditárias podem influenciar a audição desde o nascimento ou ao longo da vida.


Como evitar ou monitorar:

  • Realize exames auditivos periódicos se houver histórico familiar; 
  • Faça triagem auditiva em crianças; 
  • Busque acompanhamento especializado ao notar sinais de dificuldade para ouvir. 

“Cuidar da audição desde a juventude ajuda a evitar impactos futuros na comunicação, desempenho profissional, aprendizado e qualidade de vida. A recomendação é incluir a saúde auditiva na rotina de cuidados preventivos, com avaliação periódica e atenção aos primeiros sinais de alteração”, complementa Gisele Munhoes.

 

WSA

 

 

Para além do nódulo: saiba quais os outros possíveis sintomas do câncer de mama

Índice liderado pelo Instituto Natura aponta que 37% das brasileiras só conhecem o nódulo na mama como indicativo de câncer, mas existem outros sintomas relevantes; rastreio contínuo de sinais da doença ajuda a detectá-la precocemente, aumentando as chances de bom prognóstico

 

Cuidar da saúde e rever hábitos são atitudes que fazem a diferença em qualquer momento do ano. Para pessoas do sexo feminino com mais de 40 anos ou indicação médica, é importante que a mamografia conste entre os exames de rotina. 

O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente e o que mais mata mulheres em todo o Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar disso, dados do Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama 2025, ferramenta criada pelo Instituto Natura e pela Avon para medir o nível de conhecimento da população sobre a doença e o cuidado com a saúde das mamas, apontam que a maioria das mulheres brasileiras não está bem informada sobre a doença, sendo que 37% delas só conhecem o nódulo na mama como possível indicativo de tumor.

 

Quais possíveis sintomas o câncer de mama provoca?

A mastologista Juliana Francisco, consultora médica do Instituto Natura, esclarece que alterações na pele, como vermelhidão, inchaço ou aspecto de casca de laranja, retração, inversão e/ou saída de secreção no mamilo são possíveis sintomas de câncer de mama, além do nódulo na região do seio ou da axila.

“É essencial conhecer o próprio corpo e ficar atenta a mudanças nas mamas para identificar esses possíveis sintomas, mas isso não exclui a necessidade de fazer a consulta anual com o ginecologista e os exames de rotina, principalmente a mamografia”, afirma a médica.

 

Quais devem ser os exames de rotina para detectar um câncer de mama?

A Sociedade Brasileira de Mastologia e o Ministério da Saúde recomendam, considerando as características da população brasileira, que a mamografia seja realizada anualmente a partir dos 40 anos de idade em mulheres de risco habitual.Já em mulheres com histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau, o início do rastreamento deve ser individualizado, podendo ser indicado cerca de dez anos antes da idade do diagnóstico do familiar, respeitando-se, em geral, a idade mínima de 30 anos. 

Além disso, havendo sintomas, o exame de mamografia, ou outro exame diagnóstico indicado, deve ser feito em qualquer idade e até 30 dias após o pedido médico, de acordo com a Lei dos 30 dias (Lei nº 13.896/2019) o mesmo prazo vale para a biópsia, exame que confirma se há tumor maligno ou benigno.

 

Quais cuidados tomar em 2026 para reduzir as chances de desenvolver um câncer de mama?

O Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama revelou que 17% das mulheres brasileiras acreditam que a prática do autoexame é uma forma de reduzir o risco de desenvolver a doença. Esse dado evidencia uma confusão conceitual importante: conhecer o próprio corpo e identificar rapidamente alterações é uma estratégia de detecção precoce, enquanto a redução de risco envolve medidas que efetivamente diminuem a probabilidade de surgimento do câncer. 

O câncer de mama tem fatores de risco não modificáveis - como o histórico familiar, a menarca precoce e a menopausa tardia -, mas muitos outros estão ligados ao estilo de vida, como a obesidade, o sedentarismo e o consumo de álcool, que podem ser alvo de estratégias preventivas para reduzir a probabilidade de desenvolvimento da doença. 

“A conscientização a partir de informações de qualidade é fundamental não só para que as mulheres tenham os instrumentos para lutar por seus direitos, garantir seus acessos a exames e conhecer melhor seus corpos tentando buscar uma detecção precoce, como também para adotarem hábitos de vida mais saudáveis. Esses hábitos são importantes para a redução dos riscos de desenvolver a doença e também para, caso recebam um diagnóstico, saberem os direitos que a amparam diante deste desafio.”, afirma Mariana Lorencinho, Gerente de Políticas Públicas de Saúde das Mulheres no Instituto Natura. 

Para ajudar a diminuir o risco de câncer de mama, a mastologista Juliana orienta: “mantenha-se ativa, pratique exercícios regularmente, alimente-se de forma equilibrada, com muitas frutas e vegetais, evite bebidas alcoólicas e, se possível, amamente, pois a amamentação também protege a saúde das mamas”.

 

Metodologia do Índice de Conscientização

O Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama é uma ferramenta perene lançada pelo Instituto Natura e a Avon - que há mais de 22 anos desenvolvem iniciativas em prol da saúde e dos direitos das mulheres - em 2025 para medir o nível de conscientização da população do Brasil e da Argentina sobre a doença e o cuidado com a saúde das mamas. A expectativa é de que os dados sejam atualizados a cada ano, permitindo um acompanhamento contínuo do cenário.

Em 2025, os dados do Brasil foram coletados pela Somatório Inteligência a partir de entrevistas com 2.662 mulheres acima de 18 anos em todas as regiões do país. O levantamento contou com controle de cotas por faixa etária, classe econômica (sendo que há subparticipação das classes D e E devido à não aceitação em participar da pesquisa - na maioria dos casos, por falta de confiança em falar do assunto), unidades federativas e porte dos municípios de residência. O erro amostral é de 1.9%, com um nível de confiança de 95%. 

As entrevistas aconteceram entre 6 de julho e 10 de agosto de 2025, metade delas presencialmente e metade por telefone. As regiões do país com maior número de participantes são a Sudeste (43%), Nordeste (26%) e Sul (15%). Norte e Centro-Oeste são as regiões de residência de 8%, cada uma, do total de mulheres ouvidas.



Instituto Natura

Avon
www.avon.com.br


IA na reprodução humana: Dr. Alfonso Massaguer explica o que a tecnologia já transforma e onde a Ciência ainda não chego

Especialista da Clínica Mãe defende uso criterioso e transparente da inteligência artificial, que já está disponível para as pacientes, mas ainda não atua na principal limitação da fertilidade humana 

A inteligência artificial chegou à medicina reprodutiva — e veio para ficar. Mas o que ela realmente entrega para as pacientes que buscam engravidar? Quais são seus limites atuais? E como um casal em tratamento de fertilidade deve avaliar essa tecnologia na hora de tomar decisões? 

O Dr. Alfonso Massaguer (CRM 97335 | RQE 42794), fundador e diretor da Clínica Mãe, referência nacional e internacional em reprodução humana assistida, propõe uma reflexão necessária: usar a IA com inteligência significa entender, com clareza, o que ela pode e o que ela ainda não pode fazer.
 

O que a IA já faz na prática
 

Na Clínica Mãe, a inteligência artificial já faz parte das ferramentas disponíveis para as pacientes. Sua aplicação mais consolidada está na análise e seleção de embriões: algoritmos processam dados morfológicos e de desenvolvimento embrionário para identificar qual embrião apresenta maior potencial de implantação — um auxílio real na tomada de uma das decisões mais delicadas do processo de fertilização in vitro.

"A inteligência artificial é, sem dúvida, uma ferramenta presente e cada vez mais relevante. Já a oferecemos para nossas pacientes e acreditamos no seu potencial. Em algumas situações, ela nos ajuda a encurtar o caminho para identificar o melhor embrião para transferência, e isso tem valor real dentro do processo", afirma o Dr. Alfonso Massaguer.
 

Onde a ciência ainda não chegou
 

Com toda a sua capacidade analítica, a inteligência artificial ainda não alterou uma das variáveis mais determinantes na reprodução humana: a qualidade dos óvulos e dos embriões. E é aqui que o Dr. Alfonso convida para uma reflexão honesta — especialmente em um momento em que a IA é amplamente comunicada como revolução no setor. 

"A IA nos ajuda a selecionar o melhor embrião disponível, mas ela não melhora a qualidade desses embriões. Ela não cria matéria-prima. E na reprodução humana, a qualidade da matéria-prima, os óvulos, continua sendo a principal limitação para muitas pacientes. É importante que as pessoas entendam isso para fazerem escolhas conscientes sobre seu tratamento", explica o especialista. 

Para o médico, a transparência sobre esse ponto não é uma crítica à tecnologia, mas uma responsabilidade ética com as pacientes. Mulheres e casais em tratamento de fertilidade estão em um momento de grande vulnerabilidade emocional e financeira, e merecem informação precisa sobre o que cada recurso pode oferecer de fato. 

"Quando a IA representa um custo adicional, é fundamental que a paciente saiba exatamente qual benefício ela está adquirindo e em que contexto clínico esse benefício se aplica ao seu caso. Nossa missão é sempre colocar a informação correta acima de qualquer outra consideração", completa.
 

Uma tecnologia com futuro e com limites presentes 

O posicionamento do Dr. Alfonso está longe de ser pessimista em relação à inteligência artificial. Pelo contrário: ele reconhece o potencial transformador da tecnologia e acompanha de perto sua evolução no cenário global da medicina reprodutiva. O que defende é que o entusiasmo legítimo com as possibilidades futuras não obscureça a clareza sobre o que está disponível hoje. 

Na Clínica Mãe, a IA integra um protocolo que sempre foi marcado pela individualização e pela humanização do atendimento — características que, para o Dr. Alfonso, nenhuma tecnologia substitui. Com mais de centenas de gravidezes de sucesso em 15 anos e pacientes recebidos de diversos países, a clínica segue referência justamente por equilibrar inovação e responsabilidade médica.

 

Dr. Alfonso Massaguer (CRM 97335 | RQE 42794) - formado pela Faculdade de Medicina da USP, com especialização pelo Hospital das Clínicas. Membro das sociedades americana e europeia de reprodução humana, fundou e dirige a Clínica Mãe — referência nacional e internacional no tratamento de infertilidade e em procedimentos de alta complexidade.
  

Anos ouvindo que era “falta de disciplina”: o impacto psicológico do lipedema sem diagnóstico

Especialista alerta para o desgaste emocional vivido por mulheres que passam anos tratando o problema errado antes de descobrir doença crônica ainda pouco reconhecida no Brasil

 

Mulheres que passam anos ouvindo que precisam apenas emagrecer, ter mais disciplina ou “se esforçar mais” para lidar com dores, inchaços e alterações corporais. Segundo o Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil, esse é um dos impactos mais invisíveis — e menos discutidos — do lipedema no Brasil hoje. 

Embora estimativas indiquem que cerca de 10 milhões de brasileiras convivam com a doença, o lipedema ainda é frequentemente confundido com obesidade, retenção de líquido e problemas vasculares, fazendo com que muitas pacientes percorram uma longa trajetória de tratamentos sem resultado antes do diagnóstico correto. 

“O que vemos no consultório não é apenas o impacto físico da doença, mas um desgaste emocional muito profundo. Muitas mulheres chegam acreditando que falharam durante anos, porque fizeram dietas, tratamentos, exercícios e ainda assim não tiveram a resposta esperada”, afirma o médico. 

Na prática clínica, Kamamoto relata que é comum receber pacientes que passaram por inúmeros especialistas, dietas extremamente restritivas, tratamentos vasculares recorrentes e até cirurgias sem melhora significativa dos sintomas. Em alguns casos, o atraso no diagnóstico acaba impactando diretamente a relação dessas mulheres com alimentação, autoestima e imagem corporal. 

“Muitas desenvolveram uma relação de culpa constante com o próprio corpo. Existe uma sensação recorrente de que o problema era falta de esforço ou disciplina, quando na verdade havia uma doença que nunca foi identificada corretamente”, explica.

 

Caso real - A administradora paulistana Leila Alves de Oliveira Lima, de 38 anos, viveu esse processo durante quase uma década. Beneficiada pelo programa social da ONG Movimento Lipedema, organização vinculada ao Instituto Lipedema Brasil, antes de descobrir o lipedema, passou por nutricionistas, endocrinologistas, medicações e chegou a realizar cirurgia bariátrica na tentativa de controlar sintomas que persistiam. “Eu seguia tudo o que me orientavam, mas nada resolvia completamente. Existia uma sensação constante de frustração”, relembra. 

Segundo especialistas, o crescimento das discussões sobre lipedema também tem ampliado debates sobre saúde feminina, cultura da dieta e doenças historicamente subdiagnosticadas em mulheres. Hoje, o Brasil ainda não possui protocolos amplamente consolidados para diagnóstico e tratamento do lipedema no sistema público de saúde, o que contribui para o atraso no reconhecimento da doença e amplia os impactos físicos, emocionais e financeiros dessa jornada.

  

Fontes

Dr. Fábio Kamamoto - cirurgião plástico e diretor do Instituto Lipedema Brasil

Leila Alves de Oliveira Lima - paciente diagnosticada após anos de tratamentos equivocados



Doença ocular ainda é pouco conhecida entre os jovens

Crédito: Isabelle Venceslau Um hábito bastante comum no ceracotone
 está diretamente associado ao agravamento do quadro: coçar os olhos
 oftalmologista Dr. Rodrigo Carvalho com paciente

Ceratocone pode comprometer a visão e costuma ser confundido com simples aumento de grau
 

Criada para conscientizar a população sobre o ceratocone e a importância do diagnóstico precoce, a campanha Junho Violeta vem ganhando espaço nos últimos anos entre entidades médicas e profissionais da oftalmologia. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a doença, que ainda é pouco conhecida pela população, apesar de atingir principalmente adolescentes e adultos jovens. O movimento também chama atenção para hábitos que podem agravar o quadro, como coçar os olhos com frequência. 

Alterações constantes no grau dos óculos, visão borrada e dificuldade para enxergar à noite podem ser sinais de ceratocone, doença ocular que afeta a córnea — estrutura transparente localizada na parte da frente do olho. Apesar de relativamente comum, a condição ainda costuma gerar dúvidas e, muitas vezes, demora para ser identificada. 

“O ceratocone é uma doença da córnea em que ela vai ficando mais fina e assumindo um formato irregular, parecido com um cone. Isso provoca distorção da visão e dificuldade para enxergar com qualidade”, explica o oftalmologista Dr. Rodrigo Carvalho. 

Segundo o especialista, um dos desafios é que os sintomas iniciais frequentemente são confundidos apenas com aumento do grau. “Muitos pacientes passam anos trocando os óculos sem imaginar que existe uma doença por trás dessa piora visual”, afirma. 

Entre os principais sinais de alerta estão visão embaçada, sensibilidade à luz, imagens duplicadas, dificuldade para dirigir à noite e mudanças frequentes na prescrição dos óculos. Em alguns casos, mesmo com correção, a visão continua insatisfatória. 


Crianças e adolescentes

O médico destaca que crianças e adolescentes também podem desenvolver a doença — e justamente nessa faixa etária ela tende a evoluir mais rapidamente. “Quanto mais jovem o paciente, maior costuma ser o risco de progressão. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença”, enfatiza. 

Além da predisposição genética, um hábito bastante comum está diretamente associado ao agravamento do quadro: coçar os olhos. “Hoje sabemos que o atrito repetitivo pode enfraquecer ainda mais a córnea e acelerar a evolução do ceratocone, principalmente em pessoas predispostas”, explica Dr. Rodrigo. Casos de rinite, alergias respiratórias e alergia ocular também merecem atenção, já que aumentam a coceira e, consequentemente, o atrito na região dos olhos. 

O diagnóstico é feito por meio de avaliação oftalmológica e exames específicos da córnea. Tecnologias mais modernas permitem identificar alterações precoces, antes mesmo de sintomas mais intensos aparecerem. “Com exames como a tomografia de córnea, conseguimos detectar sinais iniciais e acompanhar a progressão com muito mais precisão”, afirma. 

Atualmente, os tratamentos disponíveis permitem controlar a progressão da doença e preservar a qualidade visual na maioria dos casos. Dependendo do estágio, podem ser indicados óculos, lentes especiais, anéis intracorneanos e o crosslinking — procedimento que fortalece a córnea e ajuda a impedir a evolução do quadro.

“O principal objetivo do crosslinking é estabilizar a doença. Hoje, graças ao diagnóstico precoce e aos tratamentos modernos, conseguimos reduzir bastante a necessidade de transplante de córnea”, destaca o oftalmologista.  


Rodrigo T. de Campos Carvalho (CRM-SP107.838, RQE 37070) - médico formado pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp, com residência em Oftalmologia pela Unicamp. Possui título de especialista pelo CNRM/MEC e pela Associação Médica Brasileira/Conselho Brasileiro de Oftalmologia, além de especialização em cirurgia refrativa pela USP. Atua há mais de duas décadas na área, com experiência clínica e cirúrgica, e é proprietário da Alpha Oftalmologia Avançada, em Campinas. Também desenvolve doutorado na área de cirurgia refrativa pela USP.


Alpha Oftalmologia
@dr_rodrigotccarvalho site


Dia Mundial do Leite: mitos e verdades mostram por que alimento milenar segue atual nas rotinas de bem-estar

  

Celebrado em 1º de junho, bebida naturalmente rica em nutrientes conecta tradição, praticidade e as novas buscas por equilíbrio alimentar 

 

Presente na alimentação há milhares de anos, o leite segue atual e cada vez mais conectado às conversas sobre equilíbrio, praticidade e bem-estar. Em um cenário em que consumidores buscam alimentos mais naturais, nutritivos e versáteis, especialistas reforçam que o leite continua relevante justamente por reunir tradição, valor nutricional e facilidade de consumo no dia a dia.

Celebrado em 1º de junho, o Dia Mundial do Leite chama atenção para a importância nutricional e cultural do alimento, presente em diferentes momentos da rotina, do café da manhã aos lanches rápidos e receitas.

“Hoje, as pessoas procuram entender melhor o que consomem e priorizam alimentos simples e nutritivos. O leite já ocupa esse espaço há muito tempo, por ser naturalmente rico em nutrientes e fácil de incorporar à rotina. Além de proteínas de alto valor biológico, o leite é a principal fonte alimentar de cálcio, além de fornecer vitaminas e demais minerais, importantes para diferentes perfis alimentares.”, explica a nutricionista Drª Sueli Longo, mestre pela Universidade Metodista de São Paulo, especialista em Nutrição em Cardiologia e em Nutrição em Esporte e Exercício Físico.

Especialistas também alertam para a circulação de mitos sobre o alimento, reforçando a importância de informações baseadas em evidências para escolhas mais conscientes.


Mitos e verdades sobre o leite

Leite longa vida tem conservantes


MITO.

Apesar de muitas pessoas acreditarem que o leite longa vida precisa de conservantes para durar mais tempo, sua conservação acontece graças ao processo térmico UHT (Ultra High Temperature), em que o alimento é aquecido rapidamente a altas temperaturas e depois é resfriado e embalado de forma asséptica em embalagens cartonadas com 6 camadas de proteção, que protegem o alimento da luz, da umidade e do oxigênio.

“O uso de conservantes em qualquer tipo de leite é proibido por lei no Brasil. O que garante sua durabilidade é a tecnologia do processo produtivo, tornando o alimento seguro, prático e com maior durabilidade, mantendo os nutrientes naturalmente presentes no leite”, explica a Drª Sueli.


O leite é uma fonte importante de proteínas

VERDADE.

O leite possui proteínas de alto valor biológico, além de nutrientes como cálcio, vitaminas e demais minerais, importantes para diferentes fases da vida.

“As proteínas presentes no leite, entre outras inúmeras funções, ajudam na manutenção e construção muscular, além de contribuírem para a sensação de saciedade. Outro ponto importante é a alta densidade nutricional do alimento, já que ele oferece proteínas e diferentes nutrientes essenciais em uma mesma porção. Isso se torna especialmente relevante no contexto atual, inclusive para pessoas em processo de emagrecimento ou em uso de análogos de GLP-1, que muitas vezes não conseguem consumir grandes volumes e precisam priorizar alimentos com baixo valor calórico e ricos em nutrientes”, afirma a especialista.


Adultos não podem consumir leite

MITO.

O consumo de leite não é restrito à infância. Adultos também podem inclui-lo em uma alimentação equilibrada, sempre considerando suas necessidades e tolerâncias individuais.

“Existe um mito de que o leite deixa de fazer sentido depois da infância, mas ele pode integrar um estilo de vida equilibrado e saudável nessa fase da vida, oferecendo nutrientes importantes e compostos bioativos que podem contribuir para a saúde óssea e muscular, além de poder auxiliar no controle de doenças metabólicas, e no controle do peso, como já comentado anteriormente.”, comenta a Dr Sueli Longo.


Leite de caixinha é um alimento ultraprocessado

MITO.

Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, o leite longa vida é um alimento minimamente processado, fazendo parte do grupo de alimentos que devem ser priorizados na alimentação diária.

“O fato de um alimento passar por processos industriais ou estar pronto para o consumo não significa, automaticamente, que ele seja ultraprocessado. Atualmente, existem alimentos que passam por processos tecnológicos justamente para garantir segurança, qualidade e praticidade, sem perder seu valor nutricional. É o caso do leite, que continua sendo um alimento de origem natural, fonte importante de nutrientes e que pode fazer parte de uma alimentação equilibrada.” explica a nutricionista.


Leite combina apenas com café da manhã

MITO.

Versátil, o alimento pode ser consumido em diferentes horários e integrado a diversas preparações ao longo do dia.

“O leite faz parte do no café da manhã, com o clássico café com leite, mas também nos lanches intermediários e até mesmo nas refeições principais, como ingrediente de vitaminas, mingau, panquecas, tortas, molhos, entre outras receitas. Além disso, pode ser consumido puro, uma tendência que vem sendo observada nos últimos anos. Essa versatilidade do leite ajuda muito na rotina”, destaca.


O leite pode contribuir para refeições práticas e equilibradas

VERDADE.

Por sua praticidade e perfil nutricional, o leite pode ajudar a compor refeições rápidas e equilibradas no cotidiano.

“Hoje vemos consumidores buscando soluções mais simples e nutritivas para o dia a dia. O leite conversa com essa tendência justamente por ser um alimento acessível, versátil e naturalmente nutritivo”, afirma a especialista.


O leite faz parte de hábitos alimentares tradicionais há milhares de anos

VERDADE.

O leite acompanha a alimentação humana há milênios e permanece presente em diferentes culturas e gerações.

“O mais interessante é perceber como um alimento tão tradicional continua atual. O leite atravessa gerações porque consegue unir tradição, nutrição e praticidade de forma muito natural”, conclui a Drª Sueli Longo.

 

Tecnologia e diagnóstico precoce fortalecem a importância do Teste do Pezinho no país


Exame realizado nos primeiros dias de vida permite identificar doenças raras e silenciosas antes do surgimento dos sintomas, aumentando as chances de tratamento e qualidade de vida das crianças

 

O Teste do Pezinho é um dos exames mais importantes realizados nos primeiros dias de vida do bebê. Feito a partir da coleta de gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido, o procedimento possibilita a identificação precoce de doenças graves, muitas vezes silenciosas, antes mesmo do aparecimento dos sintomas. A recomendação é que o exame seja realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida da criança. 

Realizado de forma rápida, simples e segura, o Teste do Pezinho consiste na coleta de pequenas gotas de sangue do calcanhar do bebê, armazenadas em papel-filtro para análise laboratorial. O exame é capaz de identificar doenças que, na maioria das vezes, não apresentam sintomas logo após o nascimento, mas que podem comprometer o desenvolvimento físico e neurológico da criança se não forem tratadas precocemente. Por isso, especialistas reforçam que o exame deve ser realizado dentro do período recomendado para garantir maior eficácia no rastreamento. 

Além de ser obrigatório e oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Teste do Pezinho representa um importante avanço na prevenção e promoção da saúde infantil no Brasil. Com a ampliação gradual do Programa Nacional de Triagem Neonatal, novas doenças vêm sendo incorporadas ao exame, aumentando as possibilidades de diagnóstico precoce e tratamento adequado. A iniciativa contribui diretamente para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria da qualidade de vida de milhares de crianças e famílias em todo o país. 

Entre as condições detectadas estão doenças infecciosas, genéticas, metabólicas e imunológicas que, quando diagnosticadas precocemente, podem ter complicações reduzidas ou até evitadas. 

A Bioclin atua no desenvolvimento de soluções voltadas para a triagem neonatal, oferecendo um portfólio de reagentes e equipamentos para análise de amostras de sangue seco em papel-filtro. Atualmente, a empresa disponibiliza soluções para diagnóstico de doenças como toxoplasmose congênita, hipotireoidismo congênito, imunodeficiência combinada grave (SCID) e atrofia muscular espinhal (AME), além de exames relacionados a HIV, sífilis, hepatites B e C, HTLV, rubéola, citomegalovírus e doença de Chagas. 

Os testes de toxoplasmose congênita e TSH, utilizado para detecção do hipotireoidismo congênito, estão entre os mais demandados atualmente por integrarem o PNTN e já possuírem ampla cobertura em todo o país. Já exames voltados para SCID e AME vêm sendo incorporados gradualmente ao sistema público de saúde conforme a expansão do programa nacional. 

Além dos reagentes, a Bioclin também oferece equipamentos e soluções de automação laboratorial que auxiliam em todas as etapas do processo, desde a coleta até a liberação dos resultados. O objetivo é tornar os diagnósticos mais rápidos, seguros e precisos, reduzindo falhas operacionais e permitindo encaminhamento ágil para confirmação diagnóstica e início do tratamento. 

Segundo a especialista de produto da Bioclin, Iracema Carvalho, o diagnóstico precoce pode mudar completamente o futuro da criança. “O Teste do Pezinho é uma ferramenta essencial de saúde pública, porque permite identificar doenças graves ainda nos primeiros dias de vida, muitas vezes antes de qualquer sintoma aparecer. Quando o diagnóstico acontece precocemente, aumentam significativamente as chances de tratamento adequado, prevenção de sequelas e melhora na qualidade de vida dos recém-nascidos”, afirma. 

A especialista destaca ainda que o avanço tecnológico tem sido fundamental para ampliar o alcance da triagem neonatal no Brasil. “A Bioclin busca desenvolver soluções alinhadas às necessidades do país, contribuindo para análises cada vez mais rápidas, precisas e confiáveis. Isso fortalece o trabalho dos serviços de saúde e ajuda a garantir mais segurança para os bebês e suas famílias”, completa. 

Acompanhando a expansão do Teste do Pezinho no Brasil, a empresa lançou, em 2025, um kit para diagnóstico de SCID e AME por PCR em tempo real. Além disso, trabalha no desenvolvimento de novos testes voltados ao rastreio de doenças lisossomais, previstos para serem lançados ainda em 2026. 

Além da atuação no desenvolvimento tecnológico, a Bioclin também participa de congressos, fóruns técnicos e eventos científicos voltados à triagem neonatal, contribuindo para a disseminação de conhecimento e conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce como estratégia fundamental para a saúde pública brasileira.

 

Os aromas para aliviar desconfortos respiratórios no inverno


Nariz congestionado, sensação de peso no peito, irritação na garganta e dificuldade para respirar confortavelmente estão entre as principais queixas nesta época do ano, mas segundo a neurocientista e aromaterapeuta Daiana Petry, alguns óleos essenciais são tradicionalmente utilizados para auxiliar na sensação de respiração mais livre e no alívio do desconforto causado pelos sintomas respiratórios leves.
 

Cedro atlas e olíbano para tosse

O cedro atlas possui aroma amadeirado, acolhedor e reconfortante, tradicionalmente associado ao relaxamento e ao suporte respiratório. Já o olíbano, conhecido há milhares de anos por seu uso em práticas tradicionais, vem despertando interesse científico por compostos relacionados à modulação inflamatória e à promoção da sensação de respiração mais profunda e tranquila.

“A sugestão é utilizar uma gota de cada óleo em aromatizador pessoal, difusor ambiental ou em um pedaço de papel para inalação suave ao longo do dia ou antes de dormir”, ensina Daiana.
 

Limão e tea tree para gripe e resfriado

Rico em limoneno, o óleo essencial de limão vem sendo estudado por suas propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras, além de proporcionar sensação de frescor e leveza. Já o tea tree está entre os óleos mais investigados pela ciência devido ao seu potencial antimicrobiano observado em pesquisas laboratoriais.

Segundo Daiana, a combinação costuma ser utilizada para promover sensação de ambiente mais fresco, conforto respiratório e bem-estar durante quadros leves de gripes e resfriados. “A recomendação é utilizar uma gota de cada óleo em difusor ambiental, aromatizador pessoal ou em um pedaço de papel para inalação por alguns minutos”, diz.
 

Erva-baleeira para rinite

A planta possui compostos como beta-cariofileno e alfa-humuleno, substâncias estudadas por sua atuação em vias relacionadas aos processos inflamatórios.

Na aromaterapia, o óleo essencial de erva-baleeira costuma ser utilizado em situações de desconforto respiratório associado à rinite, especialmente quando combinado com aromas cítricos.

“Uma sugestão é associar uma gota de óleo essencial de erva-baleeira com uma gota de óleo essencial de limão em aromatizador pessoal, difusor ambiental ou em um pedaço de papel para inalação durante alguns minutos”, ensina a aromaterapeuta.

A especialista avisa que os óleos essenciais podem ser excelentes aliados para promover conforto e qualidade de vida, mas sempre como complemento. “Quando os sintomas são intensos ou persistentes, a avaliação médica é indispensável para garantir o diagnóstico correto e o tratamento adequado”, finaliza Daiana Petry. 



Daiana Petry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. 
Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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@daianagpetry




Festas juninas: descuidos com fogueiras e fogos podem causar queimaduras graves nas mãos

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Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) chama atenção para os riscos do manuseio inadequado durante os festejos

 

Com a chegada das festas juninas, fogueiras, fogos de artifício e brincadeiras típicas passam a fazer parte das comemorações em todo o país. Mas, junto com o clima de celebração, aumenta também o número de acidentes envolvendo queimaduras e lesões nas mãos, principalmente durante o manuseio inadequado de fogos ou ao acender fogueiras. 

No ano passado, uma criança de três anos sofreu queimaduras de segundo grau após cair em uma fogueira durante uma atividade em uma escola municipal de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. 

Em outro caso, também em 2025, em Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia, uma mulher de 21 anos ficou gravemente ferida após ter o rosto atingido por uma espada junina. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania, lembra que muitas ocorrências acontecem por descuido, excesso de confiança no manuseio e, quando envolvem crianças, por falta de supervisão durante as comemorações. 

"A orientação é que as fogueiras sejam montadas em locais abertos, afastadas de áreas com grande circulação de pessoas, fios elétricos, árvores, veículos ou materiais inflamáveis. Também é importante evitar o uso de líquidos combustíveis para acender o fogo", pontua. “Outro ponto importante é respeitar uma distância segura da fogueira, principalmente durante brincadeiras e apresentações típicas. Muitas queimaduras acontecem por aproximação excessiva, tropeços ou perda de equilíbrio, especialmente entre crianças”, acrescenta o especialista. 

Já os fogos de artifício devem ser manuseados com muito cuidado e nunca próximos ao rosto ou ao corpo. "Também é fundamental manter distância segura após o acionamento, utilizar apenas produtos certificados e jamais tentar reacender fogos que falharam”, explica o médico. 

Quando os acidentes acontecem, os danos podem ser severos. As mãos estão entre as partes do corpo mais atingidas durante explosões e queimaduras provocadas por fogos de artifício. Dependendo da gravidade, as lesões podem comprometer pele, músculos, tendões, nervos e até os ossos. 

“Em alguns casos, o paciente precisa passar por cirurgias reconstrutivas, enxertos e um longo processo de reabilitação. Existem situações em que as sequelas são permanentes, comprometendo movimentos e atividades simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou trabalhar”, destaca o médico. 

O presidente da SBCM destaca que muitas das lesões atendidas nesse período poderiam ser evitadas com mais conscientização sobre os riscos envolvidos nas brincadeiras juninas. 

"Muitas vezes, por fazerem parte das tradições juninas, fogos de artifício e fogueiras acabam sendo tratados sem a devida percepção de risco, mas estamos falando de situações que podem comprometer definitivamente a mobilidade das mãos e a qualidade de vida das pessoas. Por isso, é fundamental que a diversão venha acompanhada de cuidado e responsabilidade”, conclui.  



SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
www.cirurgiadamao.org.br

 

3 de junho: Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil

Segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2026, 38,4% das crianças e adolescentes brasileiros estão acima do peso, quase o dobro da média global (20,7%). O excesso de peso já está associado a problemas graves de saúde, como hipertensão, alterações glicêmicas, triglicerídeos elevados e gordura no fígado. O cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa alerta os pais sobre como diferenciar o sobrepeso que representa apenas uma questão estética daquele que já pode estar colocando a saúde da criança em risco.

 

O médico conta que é possível sim ser um gordinho saudável. Esse paciente é aquele que apresenta excesso de peso, mas possui massa muscular melhor e a gordura está localizada em membros específicos como quadril, pernas e braços. Já a obesidade patológica se apresenta basicamente em excesso de gordura visceral centralizada na região do tronco e todos os membros são mais finos.

Para ficar mais fácil entender, Dr. Rodrigo avisa que peso não é direção de tratamento e nem de identificação da obesidade. “A análise médica passa longe daquilo que marca na balança. Através da análise da constituição corporal e da circunferência abdominal é que é possível determinar a obesidade e o grau que ela se encontra, para então direcionar o tratamento”, fala o médico que alerta “quanto maior a presença de gordura visceral, maiores as chances de a obesidade desencadear doenças como o câncer, diabetes, doença arteriais, doenças cardíacas e até depressão”.

A boa notícia é que para ambos os casos há tratamento eficaz. 

O paciente metabólico é tratado de trás para a frente, ou seja, é preciso iniciar identificando os fatores e doenças que levam a esse tipo de obesidade. Já o sobrepeso e a obesidade estética são mais simples de serem ajustados através de bons hábitos alimentares e trocas saudáveis que devem ser adquiridas ainda na primeira infância. “Esses precisam apenas melhorar a aparência e consequentemente acabam ganhando mais saúde, enquanto os obesos patológicos precisam recuperar a saúde – essa é a principal diferença”, finaliza Dr. Rodrigo.

 

Dr Rodrigo Barbosa - cirurgião digestivo sub-especializado em cirurgia bariátrica e coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco


CRCSP apoia as campanhas Junho Vermelho e Junho Laranja e convoca a classe contábil a abraçar a causa

Entidade adere às iniciativas de conscientização sobre doação de sangue e medula óssea e sobre a importância do diagnóstico precoce de anemia e leucemia

 

O Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP) manifesta seu apoio, neste mês, às campanhas Junho Vermelho e Junho Laranja. O Junho Vermelho mobiliza a sociedade em prol da doação de sangue, enquanto o Junho Laranja volta as atenções para a conscientização sobre anemia e leucemia, doenças que dependem diretamente do engajamento de doadores de sangue e de medula óssea. A adesão reforça o compromisso do CRCSP com causas sociais e convoca a classe contábil a transformar solidariedade em ação. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024 foram coletadas 3.310.025 bolsas de sangue no Brasil, representando 1,6% da população realizando doações no período. No estado de São Paulo, foram 789.939 bolsas no mesmo ano, crescimento de 9,5% em relação a 2023. Os números evidenciam avanços, mas a demanda dos hospitais públicos e privados segue elevada, especialmente no inverno, quando os estoques dos hemocentros costumam cair. 

Embora o índice de coleta esteja dentro dos parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde mantém campanhas anuais para ampliar o número de doadores e manter os estoques em níveis seguros. Uma única doação pode salvar até quatro vidas, já que o sangue coletado é separado em diferentes componentes: concentrado de hemácias, plasma e plaquetas, cada um com finalidade terapêutica específica. 

O Junho Laranja traz ainda uma pauta urgente: o combate à leucemia. De acordo com a Estimativa 2026 do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 12.220 novos casos da doença neste ano, número 21% superior ao projetado uma década atrás. A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, com origem na medula óssea, e figura entre os tipos de câncer mais comuns no mundo. Em muitos casos, a doação de medula óssea é o único recurso de tratamento disponível, já que permite a substituição de células doentes por células saudáveis. 

O cadastro como doador de medula óssea é feito com o preenchimento de dados pessoais e a análise laboratorial de uma amostra de sangue, cujas características genéticas são incluídas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e cruzadas com os dados dos pacientes que aguardam transplante. O procedimento é simples e pode ser realizado em hemocentros de todo o país. 

Diante desse cenário, o CRCSP, autarquia responsável por registrar, fiscalizar e orientar os profissionais da contabilidade no estado de São Paulo, reforça a importância de cada profissional como agente de transformação social. A entidade acredita que a força de uma classe com mais de 152 mil registrados pode mobilizar famílias, empresas e comunidades em torno de causas que salvam vidas.

 

Sua dor no ombro pode ser um sinal de diabetes?

Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver capsulite adesiva, conhecida como “ombro congelado”; Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo explica condição

 

Conviver com diabetes exige atenção constante à saúde, e nem todos sabem que a doença também pode afetar diretamente os movimentos do corpo. Pessoas com essa condição têm de duas a cinco vezes mais chances de desenvolver a capsulite adesiva, conhecida como síndrome do ombro congelado, que provoca dor, rigidez e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia, como levantar o braço ou vestir uma camiseta.

A questão ganha destaque neste mês, marcado pelo Dia Nacional do Diabetes (26 de junho), data voltada à conscientização sobre os impactos e complicações associados à doença. A relação entre a diabetes e a síndrome do ombro congelado está ligada às alterações provocadas pelo excesso de glicose no organismo, que pode comprometer estruturas como tendões, ligamentos e a cápsula da articulação do ombro. “Com o passar do tempo, esse processo favorece o enrijecimento da região, causando dor e limitação progressiva dos movimentos”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Dr. Eduardo Malavolta.

Os sintomas da capsulite adesiva costumam surgir de forma gradual e podem piorar com o passar do tempo. Além da dor intensa, principalmente durante a noite, muitos pacientes apresentam dificuldade para realizar movimentos simples, como alcançar objetos em prateleiras, prender o sutiã, pentear o cabelo ou até dirigir. Em alguns casos, a limitação do ombro pode comprometer a rotina e afetar a qualidade de vida.

O diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão da doença e reduzir as limitações nos movimentos do ombro. O tratamento pode incluir fisioterapia, uso de medicamentos para controle da dor e inflamação e, em alguns casos, infiltrações ou procedimentos cirúrgicos. “Quanto mais cedo o paciente procurar avaliação médica, maiores são as chances de controlar os sintomas e recuperar os movimentos do ombro sem grandes prejuízos para a rotina. Ignorar a dor pode fazer com que a rigidez evolua e o tratamento se torne mais demorado”, alerta o ortopedista.

A conscientização sobre a relação entre a diabetes e o ombro congelado é fundamental para ampliar o diagnóstico precoce e evitar impactos na qualidade de vida dos pacientes. “A recomendação é procurar avaliação médica ao perceber dores persistentes, rigidez ou dificuldade de movimentação no ombro, principalmente em pessoas com histórico de diabetes”, conclui o presidente da SBCOC.

 

Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo -SBCOC

 

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