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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Check Point diz que senhas deixam de ser confiáveis diante de ataques automatizados e uso de inteligência artificial no crime digital


Imagem ilustrativa - Crédito Imagem de Tomislav Jakupec
Pixabay
Mercado clandestino no Telegram, uso de infostealers e aumento de deepfakes impulsionam nova geração de crimes digitais que ampliam roubo de credenciais e reduzem eficácia de autenticação tradicional

 

Os especialistas da Check Point Software afirmam que senhas deixaram de ser um mecanismo confiável de proteção em um cenário em que ataques digitais são automatizados, personalizados e vendidos como serviço em mercados clandestinos. Nesse contexto, a segurança passa a depender menos de combinações de caracteres e mais da identificação de comportamentos suspeitos em tempo real. 

No Dia Mundial da Senha 2026, em 7 de maio, a empresa chama atenção para o fato de que até credenciais longas e complexas podem ser capturadas por programas maliciosos ou exploradas após vazamentos em larga escala, muitas vezes sem que o usuário perceba a violação. 

Segundo os especialistas da Check Point, os cibercriminosos não precisam mais quebrar senhas. Eles usam credenciais roubadas para acessar sistemas diretamente. Esse modelo é sustentado por um mercado global de crime digital como serviço (Cybercrime-as-a-Service - CaaS), com uso de inteligência artificial (IA)e atuação em canais privados, principalmente no Telegram. 

Dados de mercado utilizados pela Check Point indicam variação no valor de credenciais conforme o tipo de conta. Perfis de e-mail como Gmail são vendidos por cerca de 65 dólares. Informações financeiras podem passar de 1.000 dólares em contas de maior valor. Já acessos corporativos, considerados os mais valiosos, podem superar 100 mil dólares quando permitem entrada direta em redes corporativas. 

Esse ecossistema também é sustentado por softwares maliciosos vendidos por assinatura mensal, com valores entre 100 dólares e pouco mais de 1.000 dólares, o que reduz a barreira de entrada e amplia o volume de roubo automatizado de credenciais.

 

Mudança de comportamento dos usuários 

O problema é agravado pelo comportamento dos usuários. Levantamentos do setor apontam que 94% das senhas são reutilizadas em mais de uma conta. Em paralelo, estudos indicam que uma parcela mínima das senhas segue padrões de segurança recomendados. Na prática, isso permite que um único vazamento seja usado em ataques automatizados para acessar diferentes serviços. 

No ambiente corporativo, o risco se amplia com o uso de ferramentas de IA. Pesquisas indicam que quase metade dos profissionais já utiliza essas plataformas no trabalho e que a maioria copia e cola informações diretamente em prompts, incluindo dados sensíveis. Em testes conduzidos pela Check Point, uma em cada 28 interações com ferramentas de IA em ambientes corporativos apresentou risco elevado de vazamento de dados, com impacto em grande parte das organizações que utilizam essas soluções. 

Os especialistas também apontam aumento de ataques de phishing com apoio de IA. Kits de fraude são vendidos em canais clandestinos por valores baixos e permitem a criação de mensagens sem erros e com alto grau de personalização. Esse fator elevou a taxa de sucesso desses ataques em comparação com campanhas tradicionais. 

O uso de deepfakes também cresceu. Relatórios do setor indicam aumento superior a 3.000% no uso de imagens e vozes sintéticas nos últimos anos. Em muitos casos, esse tipo de tecnologia é usado para simular comunicações de executivos ou equipes internas. Há registros de fraudes em que reuniões por vídeo foram usadas como parte do golpe, com perdas financeiras relevantes.

 

Ransomware acelerado 

A Check Point também ressalta que o intervalo entre o vazamento de uma senha e a implantação de um ataque de ransomware está diminuindo rapidamente. Segundo a Beazley Security, no terceiro trimestre de 2025, 48% dos ataques de ransomware utilizaram credenciais de VPN roubadas como vetor inicial de acesso. Já o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, aponta que violações baseadas em credenciais levam, em média, 246 dias para serem identificadas e contidas. 

Em contraste, operadores de ransomware atuam em ritmo muito mais acelerado. Nesse cenário, quando uma empresa leva semanas para identificar o uso indevido de uma credencial, o ataque já pode estar em estágio avançado. 

Diante dessa situação, a Check Point defende mudanças na forma de autenticação e proteção de identidade, com adoção de métodos sem senha, modelos de segurança baseados em comportamento, controle do uso de inteligência artificial em ambientes corporativos e monitoramento contínuo de mercados clandestinos de credenciais. 

A avaliação dos especialistas é que a segurança digital passou a depender menos de senhas e mais da capacidade de identificar e responder a padrões de comportamento em tempo real em um ambiente de ataques contínuos e automatizados.  



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Check Point Software Technologies Ltd



Aviso legal sobre declarações prospectivas Este comunicado de imprensa contém declarações prospectivas. Declarações prospectivas geralmente se referem a eventos futuros ou ao nosso desempenho financeiro ou operacional futuro. As declarações prospectivas neste comunicado de imprensa incluem, mas não se limitam a declarações relacionadas às nossas expectativas em relação ao crescimento futuro, à expansão da liderança da Check Point na indústria, à melhoria do valor para os acionistas e à entrega de uma plataforma de cibersegurança líder do setor para clientes em todo o mundo. Nossas expectativas e crenças em relação a esses assuntos podem não se materializar, e os resultados ou eventos reais no futuro estão sujeitos a riscos e incertezas que podem fazer com que os resultados ou eventos reais sejam materialmente diferentes daqueles projetados. As declarações prospectivas contidas neste comunicado de imprensa também estão sujeitas a outros riscos e incertezas, incluindo aqueles descritos de forma mais detalhada em nossos arquivos junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), incluindo nosso Relatório Anual no Formulário 20-F arquivado na SEC em 17 de março de 2025. As declarações prospectivas neste comunicado de imprensa são baseadas nas informações disponíveis para a Check Point na data deste documento, e a Check Point isenta-se de qualquer obrigação de atualizar quaisquer declarações prospectivas, exceto conforme exigido por lei.




Treinamento gratuito visa atrair mais mulheres para carreiras em tecnologia

O AWS Women in Cloud é gratuito e tem o objetivo de incluir mais mulheres no setor ao oferecer conhecimento técnico, soft skills, rede de conexões e oportunidades de emprego. Lançamento será no dia 13 de maio

 

A Amazon Web Services (AWS) lança, no próximo dia 13 de maio, o AWS Women in Cloud (WiC) 2026, que acontecerá de forma remota e gratuita. A iniciativa tem como objetivo inspirar, capacitar e conectar mulheres para as carreiras em tecnologia. As inscrições podem ser feitas neste link. 

O programa é dividido em três etapas: no dia 13 de maio, o foco serão as habilidades essenciais para o futuro do trabalho, abordadas em painéis, debates e conteúdo prático sobre como usar inteligência artificial para potencializar o desenvolvimento profissional. 

A segunda etapa é de capacitação técnica intensiva, composta por cursos de formação em computação em nuvem e inteligência artificial generativa. Na etapa final, as participantes desenvolverão projetos que demonstrem suas novas habilidades, criando portfólios e amplificando suas oportunidades no mercado. A iniciativa ainda prevê conexões diretas com empregadores, mentoria especializada e eventos presenciais. 

O Women in Cloud parte da premissa de que o sucesso na tecnologia vai muito além do conhecimento técnico e, por isso, aborda soft skills como comunicação efetiva, resolução de problemas, autoestima, liderança e resiliência. Outro diferencial é a formação de um ecossistema onde mulheres compartilham experiências, aprendem umas com as outras e se apoiam mutuamente.  

 

Combate à disparidade de gênero

Estudos já demonstram a disparidade de gênero no desenvolvimento da IA: mais de 80% dos profissionais em IA no Brasil são homens, segundo o relatório AI Index Report 2026, da Universidade de Stanford. 

“Estimular a participação das mulheres em tecnologia vai além de oferecer conteúdo técnico. Elas partem de condições diferentes, e por isso é tão importante inspirar, mostrar referências e nivelar o acesso ao mercado de trabalho. O Women in Cloud tem um propósito maior, e isso motiva inclusive os líderes a repensarem sua atuação”, afirma Paulo Cunha, diretor da AWS Brasil para o setor público. 

Uma das mais de 15 mil mulheres já impactadas pelo programa no Brasil é Paula Casarini, arquiteta de soluções na AWS e participante do AWS Women in Cloud 2023. “Com o AWS Women in Cloud eu consegui migrar do design para a tecnologia ao ser contratada pela principal operadora de nuvem do mercado. Aos 37 anos, o preconceito com a idade era um desafio real, mas o programa me apoiou, mostrando exemplos de outras mulheres na TI e empresas que valorizam talento, independentemente da idade.” 

A iniciativa, que começou localmente, expandiu-se para influenciar outras regiões do mundo, incluindo Índia, Argentina, Espanha e Singapura. O Women in Cloud faz parte do programa AWS Skills to Job Tech Alliance, uma iniciativa global que visa conectar instituições de ensino e empregadores para preparar estudantes com fluência em IA e habilidades adaptativas essenciais ao mercado atual, por meio de colaborações com um ecossistema de empresas e instituições, além de programas educacionais como AWS Massive Training, Re/Start e AWS Academy.


Preparar jovens para um mercado cada vez mais dinâmico é desafio das escolas

 

Quilia Unsplash

Mesmo com novas diretrizes, país ainda busca alinhar educação, tecnologia e habilidades socioemocionais às exigências contemporâneas

 

 

A transformação acelerada do mercado de trabalho, impulsionada por tecnologias digitais e pela inteligência artificial, tem pressionado sistemas educacionais em todo o mundo a reverem suas bases. No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) surge como uma tentativa de aproximar a escola dessas novas demandas, mas, na prática, especialistas apontam um descompasso dentro do que efetivamente acontece em sala de aula.

 

Instaurada em 2017, restrita a Educação Infantil e ao Ensino Fundamental e ampliada em 2018 para o Ensino Médio, a BNCC estabelece um conjunto de aprendizagens essenciais para toda a educação básica no país. O documento propõe a transição de um modelo centrado no ensino de conteúdos para um molde baseado no desenvolvimento de competências e habilidades, incluindo pensamento crítico, cultura digital, comunicação e resolução de problemas. 

 

Para Sara Hughes, mantenedora da FourC Bilingual Academy, a direção proposta está alinhada ao que o mercado exige, mas a execução ainda é um ponto crítico. Apesar de avanços no papel, sua implementação total ainda esbarra em desafios estruturais, como formação de professores, desigualdade de acesso e a cultura educacional tradicional. 

 

Segundo a especialista, o mercado atual demanda mais do que domínio técnico: exige capacidade de interpretar dados, compreender algoritmos, avaliar a veracidade de informações e atuar de forma colaborativa. Nesse contexto, habilidades como leitura crítica, pensamento analítico e inteligência socioemocional tornam-se centrais. 

 

Ela destaca ainda a importância de preparar estudantes para lidar com um ambiente informacional cada vez mais complexo. “Em um contexto de informações produzidas por inteligência artificial, com algoritmos te abastecendo de informações possivelmente envesadas, a leitura crítica se torna ainda mais importante”, diz.

 

Para Hughes, o mercado também valoriza cada vez mais habilidades interpessoais, como empatia, comunicação e trabalho em equipe. A especialista reforça que essas capacidades precisam ser vivenciadas desde a escola, por meio de projetos colaborativos e desafios reais. 

 

No entanto, além dos desafios culturais, a transformação proposta também exige um movimento contínuo de apoio, desenvolvimento e adaptação das práticas pedagógicas. Em um cenário de mudanças aceleradas, muitos educadores vêm sendo desafiados a incorporar novas abordagens, como metodologias ativas, projetos interdisciplinares e o desenvolvimento de competências socioemocionais, ao mesmo tempo em que lidam com as demandas complexas da sala de aula contemporânea.

 

"Em um cenário marcado por múltiplas demandas e desafios, fortalecer quem está na linha de frente da educação é fundamental para viabilizar mudanças duradouras na escola e, consequentemente, na sociedade. Mais do que transmitir conteúdo, o professor deve atuar como mediador do aprendizado, estimulando o pensamento crítico, a colaboração e a autonomia dos alunos", complementa.

 

 

FourC Bilingual Academy 



Deepfakes, vigilância abusiva e vieses algorítmicos ampliam violência de gênero, aponta cartilha da Coalizão Direitos na Rede

 Material reúne casos reais, dados e recomendações para enfrentar o crescimento da violência digital contra mulheres impulsionada por sistemas de inteligência artificial

 

A Coalizão Direitos na Rede (CDR) lança a cartilha “Violência de Gênero – Casos envolvendo uso de Inteligência Artificial”, publicação que documenta como tecnologias baseadas em inteligência artificial vêm sendo utilizadas para ampliar práticas de violência contra mulheres, incluindo deepfakes pornográficos, vigilância abusiva e reprodução de vieses discriminatórios. O material reúne pesquisas nacionais e internacionais, estudos de caso e recomendações para políticas públicas, defendendo que a violência digital mediada por IA seja tratada como prioridade regulatória no Brasil. 

A iniciativa parte do diagnóstico de que a rápida expansão da inteligência artificial generativa ocorre em um cenário ainda marcado por lacunas regulatórias e ausência de mecanismos eficazes de proteção às vítimas. Sem governança adequada, aponta a cartilha, sistemas automatizados tendem a reproduzir o machismo estrutural já existente. Dados da pesquisa DataSenado (2025) indicam que cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras relataram ter sofrido violência recente, mesmo com a redução percentual declarada nos últimos anos. Ao longo da vida, 27% das mulheres afirmam já ter vivido situações de violência, evidenciando a persistência estrutural do problema — agora ampliado por novas dinâmicas digitais. 

O material destaca que tecnologias baseadas em IA têm sido utilizadas para potencializar práticas de abuso, como a criação e disseminação de deepfakes de caráter sexual — que representam mais de 90% dos conteúdos sintéticos identificados online e têm mulheres como principais vítimas —, além do uso de ferramentas digitais para vigilância, perseguição e exposição íntima não consentida. A cartilha também aponta crescimento das denúncias de violência digital, incluindo assédio, monitoramento abusivo e divulgação de imagens manipuladas, indicando que a inteligência artificial amplia a escala, a velocidade e o alcance dessas agressões. 

A cartilha organiza os casos analisados em cinco frentes principais. A primeira aborda o uso de deepfakes como instrumento de violência de gênero, destacando que mais de 98% dos conteúdos manipulados disponíveis na internet têm caráter pornográfico e 99% vitimizam mulheres, muitas vezes sem qualquer possibilidade rápida de remoção. O material também reúne episódios envolvendo adolescentes e ambientes escolares, demonstrando a ampliação do problema entre jovens. 

Outro eixo analisa como sistemas de inteligência artificial reproduzem desigualdades sociais. Estudos compilados apontam que 44% dos sistemas de IA apresentam viés de gênero, enquanto 25% acumulam também viés racial, afetando decisões automatizadas, reconhecimento facial, oportunidades profissionais e acesso a serviços digitais. 

A publicação ainda discute o crescimento da vigilância digital como forma de controle e perseguição, destacando situações em que tecnologias são utilizadas para monitoramento abusivo, exposição não consentida e intimidação online. Segundo a Coalizão, a permanência de conteúdos íntimos falsos em plataformas digitais, mesmo após proibições formais, evidencia desafios de responsabilização tecnológica e proteção efetiva das vítimas. 

“A explosão de casos de violência sexual instrumentalizada por ferramentas de inteligência artificial evidencia que nossos freios legais em vigor não dão conta da situação. Aplicações de IA generativa devem ser proibidas de criar materiais de abuso, independentemente de essa ser ou não a principal função do software. No caso de crianças e adolescentes, é necessário atualizar o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente para prever o crime e as punições relacionadas à criação e distribuição de deepfakes erotizados desses grupos. Também é fundamental que conteúdos sintéticos produzidos por sistemas de IA sejam identificados e rotulados, para mitigar riscos e facilitar investigações em casos de uso criminoso,” afirma Thiago Vizioli, Gerente de Advocacy da Childhood Brasil, entidade integrante da Coalizão Direitos na Rede. 

Embora destaque os riscos, a cartilha também aponta que a inteligência artificial pode contribuir para identificar padrões de violência, aprimorar políticas públicas e fortalecer estratégias de prevenção, desde que acompanhada por mecanismos de governança democrática, transparência algorítmica e participação social. Para a Coalizão Direitos na Rede, reconhecer a violência de gênero facilitada pela IA como um problema público urgente é um passo essencial para evitar que a inovação tecnológica aprofunde desigualdades já existentes. A organização enfatiza, entre suas principais recomendações, a adoção de salvaguardas contra vieses algorítmicos, a criação de mecanismos ágeis de remoção de conteúdos abusivos, a responsabilização proporcional das plataformas digitais, a inclusão da perspectiva de gênero na regulação da inteligência artificial e o fortalecimento de políticas públicas de proteção digital às vítimas.
  

Coalizão Direitos na Rede (CDR)
Saiba mais em: Link

 

Flexibilidade se consolida como fator-chave para retenção de mães no mercado de trabalho

divulgação
No Dia das Mães, dados da Randstad mostram que equilíbrio entre vida pessoal e profissional é decisivo para permanência nas empresas

 

O Dia das Mães de 2026 reforça uma transformação importante no mercado de trabalho: a flexibilidade deixou de ser um benefício e passou a ser um fator determinante para a permanência de mulheres, especialmente mães, nas empresas. 

Dados do Workmonitor 2026, estudo global da Randstad, mostram que, embora o salário ainda seja um fator relevante para 81% dos profissionais, é o equilíbrio entre vida pessoal e profissional que mais influencia a retenção, sendo apontado como principal motivo para permanecer em um emprego por 46% dos trabalhadores. 

Esse cenário ganha ainda mais relevância quando analisado sob perspectiva da maternidade. A necessidade de conciliar demandas profissionais e pessoais faz com que modelos de trabalho mais flexíveis, como horários adaptáveis e formatos híbridos, sejam decisivos para a continuidade da carreira de muitas mulheres. 

Além disso, o estudo Randstad Employer Brand 2025, aponta que fatores ligados à qualidade de vida, ambiente de trabalho e benefícios seguem entre os principais critérios na escolha de um empregador, reforçando a importância de políticas que atendam às necessidades reais dos profissionais. 

“Mães no mercado de trabalho enfrentam desafios adicionais que exigem das empresas uma abordagem mais flexível e empática. Organizações que entendem essa dinâmica e oferecem condições adequadas conseguem não apenas reter talentos, mas também fortalecer o engajamento e a produtividade”, afirma Priscila Magalhães, Gerente de Delivery na Randstad Operational.
 

Flexibilidade como estratégia de retenção

Mais do que uma demanda pontual, a flexibilidade se consolida como uma estratégia de retenção em um cenário em que profissionais estão cada vez mais criteriosos em relação às suas escolhas de carreira. 

O Workmonitor 2026 também mostra que a relação com o trabalho mudou: os profissionais buscam mais autonomia, qualidade de vida e alinhamento com seus valores, o que impacta diretamente na decisão de permanecer ou deixar uma organização. 

Nesse contexto, a maternidade se torna um ponto-chave para empresas que desejam avançar em diversidade e inclusão, exigindo políticas que vão além do discurso e se traduzam em práticas concretas no dia a dia.
 

O desafio das empresas

Apesar dos avanços, ainda existe um gap entre as expectativas dos profissionais e as práticas das organizações. Muitas empresas já conhecem a importância da flexibilidade, mas ainda enfrentam desafios na implementação de modelos que realmente atendam às diferentes realidades das colaboradoras. 

Neste Dia das Mães, o debate vai além da valorização simbólica e reforça a necessidade de transformação estrutural nas relações de trabalho. 

Ao investir em flexibilidade, as empresas não apenas apoiam a permanência de mães no mercado, mas também constroem ambientes mais sustentáveis, diversos e preparados para o futuro do trabalho.

 

Randstad - líder em recrutamento e soluções completas de recursos humanos, com presença consolidada em 39 países, onde emprega diariamente mais de 650 mil pessoas.



Oportunidade em alta: 6,5 mil vagas de estágio no Brasil; 1,9 mil no interior e litoral de SP e 1.677 na capital e região metropolitana

As principais áreas com maior número de vagas no estado de São Paulo são: Administração, Direito, Logística e Educação

 

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) está com cerca de 6,5 mil vagas de estágio abertas em todo o país nesta semana, de 4 a 9 de maio. As oportunidades contemplam principalmente estudantes das áreas de Administração, Educação, Direito, Contabilidade e Marketing, com maior concentração nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Bahia.

 

No estado de São Paulo, o interior concentra aproximadamente 1,9 mil vagas, com destaque para cursos de Administração, Educação e Direito. As oportunidades estão distribuídas em 111 cidades, sendo 98 no interior e 13 no litoral, incluindo municípios como Campinas, Franca, Ribeirão Preto, Santos e São José dos Campos.

 

Já na capital paulista e região metropolitana, há 1.677 vagas disponíveis. Desse total, 1.178 estão na cidade de São Paulo e outras 499 distribuídas na Grande São Paulo, que reúne 35 municípios. Nessas localidades, as áreas com maior demanda são Administrativa, Direito e Logística.

 

Mais informações sobre o total de cidades e a quantidade de vagas podem ser acessadas nos links abaixo:


 

ESTÁGIO NO ESTADO DE SÃO PAULO

https://uhmxoro2t8cx2o-my.sharepoint.com/:x:/g/personal/cleide_goncalves_tamer_com_br/IQByG8zmUPAQS4THi3qtj4TOAanqhSbTfCwK8EfO48pRpSw


 

ESTÁGIO NO BRASIL

https://uhmxoro2t8cx2o-my.sharepoint.com/:x:/g/personal/cleide_goncalves_tamer_com_br/IQAPRDURynwtRLITYe-TouUtASzQtGtU5Nghcbinz2XFtuc


 

Como se cadastrar:

Para participar dos processos seletivos, é necessário realizar o cadastro no portal do CIEE, no endereço ciee.online. É fundamental que informações como CEP, e-mail e número de contato estejam corretas. Na plataforma, o usuário também terá acesso a cursos e poderá enriquecer o perfil por meio de vídeo apresentação e redação online. Todas as ferramentas são disponibilizadas gratuitamente.

 

Os interessados também podem tirar dúvidas por meio do WhatsApp, pelo número (11) 3003-2433 (é necessário utilizar o DDD 11).

 

Para dúvidas, sugestões e solicitações de entrevistas, entre em contato pelo e-mail cleide.goncalves@tamer.com.br ou pelo WhatsApp (11) 9 9711-3300.


Almoço mais caro: comer fora já custa mais de R$ 600 por mês e pressiona bolso do trabalhador, aponta FAC-SP

A alimentação fora de casa ficou mais cara no início de 2026 e já pesa mais no orçamento do brasileiro. Levantamento inédito da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP) mostra que o tradicional “prato feito” subiu 1,67% entre janeiro e março, passando de R$ 29,77 para R$ 30,27. 


Na prática, a alta significa um impacto direto no bolso: o trabalhador que almoça fora cinco vezes por semana já desembolsa cerca de R$ 605 por mês — um aumento de R$ 10 em apenas dois meses. 

O dado faz parte do novo Índice Prato Feito (IPF), criado pela FAC-SP, ligada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com abrangência nacional. O indicador nasce com a proposta de medir, de forma mais próxima da realidade, o custo da alimentação fora do lar — uma despesa cada vez mais relevante para trabalhadores e estudantes nas grandes cidades.

O levantamento de março considerou preços coletados em 359 estabelecimentos e revela que a conta vai além dos alimentos.

 

“O preço da refeição não depende só dos ingredientes. Ele reflete custos como mão de obra, energia, aluguel, transporte, embalagens, tributos e logística”, explica o economista Rodrigo Simões Galvão, responsável técnico pelo índice.

 

Segundo ele, mesmo quando há alívio pontual no preço de alimentos, o consumidor não sente esse efeito no prato. “Os demais custos mantêm a pressão sobre o valor final”, afirma.

 

A FAC-SP destaca que o IPF não substitui o IPCA, indicador oficial de inflação, mas funciona como um termômetro mais fiel da vida cotidiana — especialmente para quem depende de refeições fora de casa.

 

Dados do IBGE reforçam a tendência: a inflação da alimentação fora do domicílio segue em linha com os números captados pelo novo índice.


Prefeitura de Águas de Lindóia abre inscrições para programa de estágio com bolsa de R$ 1,3 mil

 Inscrições no site do CIEE até 11 de maio, às 12h

 

A Prefeitura Municipal da Estância Turística de Águas de Lindóia/SP, em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), está com inscrições abertas para o processo seletivo de estágio destinado a estudantes do ensino superior.

 

As oportunidades são voltadas para alunos dos cursos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Engenharia Civil, Fisioterapia, Gestão Ambiental, Marketing, Medicina Veterinária, Pedagogia, Psicologia, Publicidade e Propaganda, Serviço Social e Tecnologia em Gestão Ambiental.

 

O programa oferece bolsa-auxílio no valor de R$ 1.311,60, além de auxílio-transporte concedido por meio de crédito eletrônico em cartão vinculado às empresas conveniadas com a Prefeitura. A carga horária prevista é de 30 horas semanais.

 

Os interessados devem realizar a inscrição e a prova online até o dia 11 de maio, às 12h, pelo portal do CIEE: https://pp.ciee.org.br/vitrine/16714/detalhe

 

CIEE
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ciee.online

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Saúde mental: riscos ‘psicossociais’ representam perda anual de 1,3% do PIB global, diz Organização Internacional do Trabalho (OIT)


Apesar dos atrasos na configuração do ‘Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)’, as modificações da NR-1 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) devem reposicionar o Brasil no combate às denúncias de excesso de trabalho, assédio e ausência de suporte, explica especialista.

 

Mapeando a saúde mental e os riscos psicossociais para além da ‘ergonomia’ no trabalho, o Brasil está próximo de um avanço histórico no bem-estar do trabalhador. O progresso, contemplado pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), propõe um novo olhar acerca de denúncias antigas, mascaradas nos corredores das empresas.

 

Segundo a ata do Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1, as queixas relacionadas a “excesso de demandas no trabalho (sobrecarga); assédio de qualquer natureza no trabalho; e falta de suporte/apoio no trabalho” passam agora pela identificação de riscos e medidas de prevenção contra danos emocionais

 

Gabriella Cunha, 25, já viveu no trabalho um cenário de negligências estruturais e abusos psicológicos disfarçados de gestão. Em uma salinha superlotada com vinte pessoas, Gabriella recorda que a falta de ‘ergonomia’ era agravada por uma supervisora que proibia uso de fones, impedia deslocamentos externos previstos em contrato e tornava o ambiente tóxico. "Ela era extremamente rude e manipuladora, fazia gaslighting e mudava de personalidade na frente dos diretores, enquanto me submetia a uma rotina exaustiva de quase 10 horas diárias que consumia minha saúde mental", relembra.

 

A experiência culminou em um desligamento abrupto e discriminatório, evidenciando a urgência de mecanismos como a nova NR-1. Apesar dos atrasos na configuração do ‘Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)’, que previu modificações da NR-1 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ainda na portaria 1.419/2024, resta apenas um mês para Gabriella e uma parcela dos brasileiros vivenciarem as novas regras dos ambientes de trabalho – previstas para o dia 26 de maio de 2026

 

Após a fase educativa, proposta pelo Governo Federal, que prorrogou a vigência do item 1.5 da NR-1, as empresas agora passam a obrigatoriamente incluir os “riscos psicossociais” no PGR, antes ocupados somente por acidentes físicos ou químicos durante o expediente. 

 

De acordo com o CEO da Juntxs, Darwin Grein,  que atua há mais de quinze anos com desenvolvimento humano e organizacional, concretizar esse avanço significa encerrar uma espera de quase meio século, desde a criação da Norma NR-1 em 1978. “Foram necessários 48 anos, aproximadamente, para que as normas de ‘segurança e saúde no trabalho’ (SST) fossem ocupadas pelo escopo dos riscos psicossociais ao trabalhador”, explica.

 

Saúde mental em 2026: redução de turnovers e impacto nos negócios 

 

A crise de saúde mental no trabalho pesa para todos. Para se ter uma noção, somente em 2025, a Previdência Social concedeu 546 mil benefícios por transtornos mentais e comportamentais, um acréscimo de até 15,6% em comparação a 2024, segundo dados do Governo.  

 

Estimativas da OIT – Organização Internacional do Trabalho, divulgadas através do relatório O ambiente de trabalho psicossocial” (2026),  também revelam que os riscos psicossociais, anualmente, representam uma perda de 1,37% do PIB global

 

“Uma vez que o foco é o bem-estar do trabalhador, diretorias C-level, profissionais sêniores e CEOs devem se atentar para os benefícios da aplicação da NR1 aos fatores psicossociais. Se trabalhados estrategicamente, esse olhar interno pode representar uma redução das faltas (absenteísmo), rotatividade (turnover) e, consequentemente, um aumento na ‘produtividade’ das empresas. Esses impactos podem reduzir perdas econômicas, tanto no setor público, quanto no privado”, diz Darwin

 

À frente da Juntxs, que possui em seu portfólio marcas como Votorantim, Boticário, Nestlé, Banco Pan, Unilever, entre outros conglomerados, Darwin revela que o desafio das organizações é reestruturar a cultura organizacional. “Não se trata de ‘ações isoladas’ como solução, diante da vigência do item 1.5 da NR1 em maio. Em nível operacional, a implementação começa pelo mapeamento das situações de risco no cotidiano das equipes. Isso inclui revisão de cargas de trabalho, análise de jornadas, canais de denúncia e avaliação da qualidade das relações de trabalho. O ponto central, no entanto, é a capacitação das lideranças para identificar sinais de adoecimento emocional e agir preventivamente”, revela. 

 

Segundo Darwin Grein, metodologias colaborativas e vivenciais de treinamento e desenvolvimento são maneiras de capacitar lideranças, ampliar os canais de comunicação dentro das equipes e apoiar as organizações a evoluírem a partir de suas relações. “Estamos acostumados a lidar com desafios corporativos, como o baixo engajamento, dificuldades de integração entre áreas, falhas de comunicação e desalinhamento de lideranças. Esse cenário impacta resultado, aumenta os turnovers, gera conflitos e enfraquece o clima organizacional. Estamos falando de uma reestruturação da cultura organizacional e das dinâmicas entre os colaboradores. Nesse sentido, a NR-1 funciona como um marco regulatório que orienta essa mudança, ao incorporar de forma mais nítida a prevenção dos riscos psicossociais dentro da gestão de segurança e saúde no trabalho”, conclui.



Metade das multinacionais vê ataques cibernéticos como risco para os próximos cinco anos, aponta Howden

 

Um ranking elaborado pela Howden, corretora global especializada em seguros de alta complexidade, que mapeia onze tipos diferentes de riscos ao longo da década de 2020, apontou que ataques cibernéticos (49,6%) e incidentes provocados pela tecnologia (36,4%) estarão entre as três principais preocupações de multinacionais entre 2025 e 2030, ocupando o primeiro e terceiro lugar respectivamente. A pesquisa “Stepping up: Political risk insurance in a volatile world”, ouviu cerca de 500 executivos seniores das áreas de risco e tesouraria de empresas sediadas nos Estados Unidos, Reino Unido e França, todas com receita anual superior a US$1 bilhão. 

 

Em comparação com o período de 2020 a 2025, os ataques cibernéticos cresceram 35% em importância, enquanto incidentes provocados pela tecnologia a 74% – o maior percentual de crescimento observado pelo estudo. 

 

A rápida expansão da inteligência artificial generativa está entre os fatores que ajudam a explicar a alta dos incidentes provocados pela tecnologia, diante do potencial de transformação que ela traz para diferentes setores. 

 

Já o avanço do risco cibernético ocorre em um contexto de crescente digitalização e maior interconexão no ambiente de negócios. “Riscos tecnológicos e cibernéticos estão deixando de ser temas isolados e passando a influenciar diretamente a operação e a estratégia das multinacionais, em um ambiente cada vez mais digital e interconectado. Isso exige uma abordagem mais integrada de gestão de riscos”, destaca Marta Schuh, Diretora de Seguros Cibernéticos e Tecnológicos da Howden Brasil. 

 

 

Howden Brasil


A nova lógica da segurança do trabalho para o Varejo: o que a futura reforma da NR-4 revela para as empresas


A forma como as empresas gerenciam saúde e segurança no trabalho está no centro de uma transformação regulatória que tende a produzir efeitos concretos na operação, nos custos e na governança dos negócios. Em pauta, a revisão em curso da Norma Regulamentadora nº 4, que trata dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), sinaliza uma reconfiguração do modelo tradicional de gestão de riscos no Brasil. Para o varejo, esse movimento é especialmente relevante. 

A NR-4 define o dimensionamento do SESMT com base no número de empregados e no grau de risco da atividade, classificado de 1 (um) a 4 (quatro) conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). O Anexo I, que trata dessa classificação, passa por sua primeira revisão estruturada, agora baseada em indicadores de acidentalidade, nos termos da Portaria MTP 2.318/2022, incorporando a CNAE 2.0 e nova metodologia de apuração do grau de risco. A tendência é de maior aderência à realidade operacional das empresas. No varejo, isso pode implicar reclassificação de atividades, com possível migração do grau de risco 2 (dois) para 3 (três). 

Essa mudança dialoga com características estruturais do setor: alta intensidade operacional, grande contingente de trabalhadores, rotatividade elevada e múltiplas unidades. Esses fatores ampliam desafios de padronização e influenciam indicadores de afastamento e acidentalidade. Atividades repetitivas, jornadas extensas, movimentação de cargas e interação constante com o público impactam diretamente indicadores de produtividade, absenteísmo e custos, tornando os riscos físicos, ergonômicos e fatores de riscos psicossociais uma variável relevante de gestão. 

Os efeitos dessa mudança são diretos. A elevação do grau de risco impacta o dimensionamento do SESMT e pode repercutir nos encargos previdenciários. A alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (RAT) pode passar de 2% (dois por cento) para 3% (três por cento) sobre a folha, sendo ajustada pelo Fator Acidentário de Prevenção (FAP), um multiplicador que varia de 0,5 a 2,0, conforme o desempenho da empresa em relação a acidentes e afastamentos. Como resultado, a carga efetiva incidente sobre a folha pode variar significativamente, alcançando patamares mais elevados em cenários de maior exposição a riscos. 

É nesse contexto que ganha relevância a conexão entre a NR-1 e a NR-4. As mudanças trazidas pela NR-1, ao consolidar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e exigir uma gestão contínua por meio do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com a inclusão dos fatores de riscos psicossociais, impactam diretamente a forma de aplicação da NR-4. Sob uma perspectiva empresarial, esses fatores envolvem elementos relacionados à organização do trabalho, intensidade operacional, gestão de desempenho, relações interpessoais e ambiente organizacional, com reflexos em engajamento, absenteísmo, afastamentos e produtividade. 

Ao influenciarem indicadores de acidentalidade e saúde ocupacional, esses fatores passam a ter potencial impacto nos critérios que embasam a revisão do Anexo I da NR-4. Nesse sentido, a forma como os riscos são gerenciados passa a refletir não apenas na prevenção, mas também no enquadramento do grau de risco das atividades e no dimensionamento do SESMT, reforçando a necessidade de uma atuação integrada à estratégia, à governança e ao compliance. 

Para as empresas, isso se traduz em uma agenda objetiva: revisar o enquadramento das atividades, fortalecer a gestão de riscos por meio do GRO e do PGR e monitorar indicadores que impactam o FAP, assegurando consistência entre prática e registros. Paralelamente, o processo regulatório avança: encerrada a consulta pública em 02 de março de 2026, a proposta segue para análise técnica e deliberação da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) e, se aprovada, será formalizada por portaria ministerial, com prazo de adaptação. 

Nesse cenário, a revisão do Anexo I da NR-4, em conjunto com as mudanças introduzidas pela NR-1, sinaliza uma transformação estrutural no sistema de prevenção brasileiro: a saúde e segurança do trabalho passam a ocupar posição central nas estruturas de governança, compliance e gestão de riscos das empresas, com impactos diretos na responsabilidade corporativa e na proteção efetiva dos trabalhadores.

 

Vanessa Sapiência - OAB/SP 201.297 - advogada, membro do Comitê de Segurança e Medicina do Trabalho do SINCOVAGA e Diretora de Compliance e Novos Negócios no Pellegrina e Monteiro Advogados. É especialista em Direito Empresarial do Trabalho, Business Law e International Business Management. Professora convidada na PUC/SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no Módulo de Educação Continuada da Pós-graduação sobre Saúde Mental no Mundo do Trabalho Contemporâneo.

 

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