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sábado, 17 de maio de 2025

CPI das Bets: quem influencia mais — os influenciadores digitais ou os transtornos emocionais?

Psicóloga Danny Silva analisa os bastidores psíquicos do vício em jogos e levanta questões que vão além da influência das redes sociais

 

A recente repercussão envolvendo a influenciadora digital Virginia Fonseca e a CPI das Bets reacendeu um debate nacional: afinal, quem realmente influencia as pessoas a se envolverem com os jogos de azar? A culpa é dos influenciadores ou existe algo mais profundo por trás dessa compulsão silenciosa?

A psicóloga Danny Silva, especialista em comportamento humano e saúde emocional, traz à tona uma perspectiva pouco debatida no noticiário: a ligação direta entre transtornos emocionais, disfunções cerebrais e a dependência em jogos.

“Quando alguém aposta e ganha, mesmo que pouco, o cérebro libera dopamina — o neurotransmissor do prazer. Isso ativa o circuito de recompensa imediata, o mesmo envolvido em vícios como drogas e álcool. O cérebro entra em estado de compulsão, como se estivesse hipnotizado. A pessoa perde a capacidade racional de parar”, explica a profissional. 

 

O jogo como anestésico emocional

Segundo Danny, muitas pessoas não jogam apenas por diversão, mas para fugir de dores emocionais profundas. Traumas não resolvidos, sentimentos de solidão ou frustração e até mesmo um senso de vazio existencial podem levar o indivíduo a buscar refúgio nas apostas, que oferecem uma sensação instantânea de alívio e excitação.

O cérebro, nesse processo, ativa o sistema límbico (das emoções) e desativa o córtex pré-frontal, que é responsável pelo pensamento lógico e tomada de decisões.

Além disso, a psicóloga aponta o chamado “viés de otimismo ilusório” como outro elemento perigoso:

“A pessoa acredita que com ela será diferente, que vai recuperar o que perdeu, ou que ‘na próxima ela acerta’. Esse pensamento irracional alimenta o vício e pode levar a grandes perdas — financeiras, emocionais e até familiares”. 

 

Transtorno do Jogo: quando a diversão vira doença

A psicologia classifica esse vício como Transtorno do Jogo (ou Jogo Patológico), incluído no DSM-5 (manual de transtornos mentais). Entre os sintomas estão:

  • Preocupação constante com apostas;
  • Necessidade crescente de apostar valores maiores para obter a mesma emoção;
  • Irritabilidade ao tentar parar;
  • Mentiras para esconder o comportamento;
  • Danos a relacionamentos, finanças e carreira.

 

Quem está mais vulnerável?

Danny aponta fatores de risco que facilitam o desenvolvimento desse vício:

  • Impulsividade acentuada desde a infância;
  • Histórico familiar de vícios (álcool, drogas, jogos);
  • Dificuldade de lidar com frustrações;
  • Necessidade constante de estímulo ou adrenalina;
  • Uso do jogo como fuga emocional (depressão, ansiedade, luto, rejeição).


Como tratar o vício em jogos de azar?

De acordo com a psicóloga, o tratamento é multidisciplinar e requer abordagem ampla:

  1. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) – reestrutura padrões de pensamento e identifica gatilhos de recaída.
  2. Terapia Sistêmica Familiar – compreende o contexto emocional e os traumas que alimentam o vício.
  3. Grupos de apoio, como Jogadores Anônimos.
  4. Intervenções espirituais e existenciais, com foco em propósito e identidade.
  5. Em casos severos, o uso de medicamentos para controle de impulsos pode ser indicado com acompanhamento psiquiátrico.

“O jogo compulsivo muitas vezes caminha junto com depressão, ansiedade, uso de substâncias e até ideação suicida. Precisamos olhar para isso como um problema de saúde pública, e não apenas como um desvio de caráter ou irresponsabilidade”, conclui Danny Silva. 

 

Danielle Silva - CRP:05/67277 - psicóloga e especialista em terapia sistêmica familiar, pós graduada pela (PUC) em TEA, TDAH e inclusão: Saúde, Família e Sociedade. Com uma abordagem humanizada, atua no acompanhamento de famílias e indivíduos, ajudando-os a superar desafios emocionais e comportamentais. Seu trabalho tem impactado a vida de diversos pacientes, promovendo o autoconhecimento e o fortalecimento das relações interpessoais.

  

Crescem os casos de violência infantil e Instituto Suassuna promove ação nacional pela proteção de crianças

Em apoio à campanha Faça Bonito, instituição lança série de conteúdos gratuitos para conscientizar sobre abuso e exploração sexual infantojuvenil


O número de denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil continua crescendo em ritmo alarmante. Segundo dados do Disque 100, canal oficial do governo para registro de violações de direitos humanos, mais de 430 mil denúncias foram feitas em 2023, um aumento de 45,39% em relação ao ano anterior. Cerca de 53% desses casos envolveram vítimas com menos de 18 anos, incluindo relatos de abuso sexual, violência física, negligência e exploração sexual comercial.

Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, o Instituto Suassuna se une à campanha Faça Bonito com uma programação nacional de conscientização aberta ao público. A iniciativa reforça a importância do enfrentamento coletivo à violência infantojuvenil, por meio de educação, escuta e redes de proteção. 

Na data, serão disponibilizadas palestras e episódios especiais de podcast no canal do YouTube do Instituto, abordando temas como os sinais de abuso, os impactos psicológicos da violência e o papel dos profissionais na proteção da infância. Os conteúdos são voltados a educadores, psicólogos, estudantes e famílias, e estarão disponíveis gratuitamente como parte do compromisso institucional com a formação e a informação qualificada.


A flor amarela e a urgência do tema

Criada em memória do caso Araceli, uma menina de 8 anos assassinada em 1973, a campanha Faça Bonito foi instituída oficialmente pela Lei nº 9.970/2000 e se tornou símbolo da luta pelos direitos das crianças e adolescentes. Seu símbolo, uma flor amarela desenhada com traços infantis, representa tanto a fragilidade da infância quanto o compromisso de toda a sociedade com a proteção dessa fase da vida.

A proposta da campanha é mobilizar escolas, serviços públicos, instituições da sociedade civil e a população em geral para ampliar a escuta, reconhecer os sinais de abuso e incentivar denúncias responsáveis. “Não basta sentir indignação diante dos casos. É preciso saber identificar comportamentos e sinais, e agir. A violência contra crianças não é invisível: ela é muitas vezes silenciada por medo, vergonha ou negligência institucional”, afirma Danilo Suassuna, diretor do Instituto Suassuna.


Educação como ferramenta de proteção

Com base em sua atuação na formação de psicólogos e na produção de conteúdo técnico na área da saúde mental, o Instituto Suassuna lança neste mês de maio uma série de ações abertas ao público, com o objetivo de reforçar a importância da escuta qualificada, da prevenção e da denúncia. Estão previstas publicações no blog institucional, divulgação de conteúdo nas redes sociais e atividades com foco em proteção infanto-juvenil.

Para Danilo Suassuna, a mobilização em torno do combate à violência infantil exige engajamento contínuo e informação acessível. “É fundamental que a sociedade esteja atenta e preparada para identificar e combater qualquer forma de violência contra nossas crianças. A educação e a informação são ferramentas poderosas na prevenção desses crimes”, afirma.

Ao longo do mês, o Instituto também incentivará que instituições de ensino, serviços de saúde e organizações públicas ou privadas se unam à campanha, promovendo ações educativas que ampliem o alcance das mensagens de prevenção e acolhimento. O material divulgado poderá ser replicado por escolas, universidades, profissionais da psicologia e todos os envolvidos na proteção da infância. 



Danilo Suassuna - Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2008), possui graduação em Psicologia pela mesma instituição. Autor do livro “Histórias da Gestalt-Terapia – Um Estudo Historiográfico”. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e do Curso Lato-Sensu de Especialização em Gestalt-terapia do ITGT-GO. Coordenador do NEPEG Núcleo de estudos e pesquisa em gerontologia do ITGT. É membro do Conselho Editorial da Revista da Abordagem Gestáltica. Consultor Ad-hoc da revista Psicologia na Revista PUC-Minas (2011).
instagram: @danilosuassuna


Dependência digital: psicólogo alerta sobre os riscos da nomofobia

O Psicólogo Rafael Pierini explica como o uso abusivo de telas está ligado a isolamento social, queda de produtividade e sintomas de ansiedade.

 

O uso constante de smartphones e dispositivos digitais já se tornou um hábito quase ininterrupto para grande parte da população. No entanto, especialistas em saúde mental vêm alertando: o uso excessivo de telas pode levar a sérios prejuízos emocionais e psicológicos, como a nomofobia — termo que descreve o medo irracional de ficar sem o celular.

Segundo um levantamento da Global Mobile Consumer Survey, da Deloitte, 96% dos brasileiros checam o celular ao menos uma vez por hora e 43% admitem sentir ansiedade quando estão sem o aparelho. Já dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) apontam que crianças brasileiras passam, em média, mais de 5 horas por dia diante de telas — mais do que o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere um limite de até 2 horas diárias para crianças entre 5 e 17 anos.

De acordo com o psicólogo Rafael Pierini, o uso abusivo de telas tem sido associado ao aumento de sintomas como irritabilidade, distúrbios do sono, queda de rendimento escolar ou profissional, isolamento social e até crises de ansiedade. “A hiperconectividade interfere diretamente na habilidade de se frustrar, refletir sobre as coisas e esperar, impactando diretamente nos principais comportamentos humanos. A diferença é notória principalmente em crianças”, explica.

O cenário preocupa também pelo impacto entre adolescentes e jovens adultos. Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) revelou que 71% dos estudantes universitários avaliados apresentaram algum grau de dependência de smartphone, e 20% relataram sintomas compatíveis com transtornos de ansiedade relacionados ao uso do celular. “A atual geração de jovens cresceu ligado diretamente a tela e a conectividade, ter o hábito de pensar ‘offline’ gera uma sensação de vazio, pois as informações não chegam instantaneamente como habituado; a alta taxa de comparação que as redes sociais proporcionam são fatores preponderantes para gatilhos emocionais importantes”, comenta o psicólogo 

Diante desse quadro, Rafael recomendam ações preventivas, como desenvolver atividade analógicas como ler, ouvir música e conversar sem as telas ao lado podem ajudar, recuperar um pouco da vida antes das telas e da hiperconectividade ajudará diretamente no equilíbrio necessário para que estas ferramentas potencializam pessoas e não prejudique a saúde global do indivíduo. Para casos mais graves, o acompanhamento psicológico é essencial para ajudar o paciente a resgatar o equilíbrio emocional e estabelecer uma relação mais saudável com a tecnologia. “A saúde mental na era digital é um tema urgente e coletivo. Reconhecer os sinais da nomofobia e do uso excessivo de telas é o primeiro passo para retomar o controle sobre os próprios hábitos”, conclui Rafael Pierini. 



Rafael Pierini - Em São José do Rio Preto, atuou diretamente no atendimento a crianças e adolescentes com dificuldades escolares e transtornos de aprendizagem. Há mais de 13 anos, além desse trabalho, mantém consultório clínico, com foco em psicoterapia e Terapia Cognitivo-Comportamental para insônia. Também ministra aulas e palestras sobre temas como neurodesenvolvimento, sono, Terapia Cognitivo-Comportamental, atuação em equipes interdisciplinares, saúde mental e educação.
Instagram: @rafael_pierini_


Bebês reborn: o que a psicologia revela sobre a substituição simbólica e seus riscos emocionais

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A presença crescente dos bebês reborn na vida adulta exige uma reflexão: quando o acolhimento simbólico se transforma em obstáculo para a saúde emocional?

 

Em um mundo onde a solidão, o luto e as perdas emocionais se tornaram ainda mais intensos, os chamados bebês reborn — bonecos hiper-realistas que imitam com precisão um recém-nascido — ganharam um novo status. Mais do que brinquedos, passaram a ser companheiros de adultos que, em muitas situações, enfrentam lutos, traumas ou dores relacionadas à maternidade.

Ainda que, à primeira vista, o ato de adotar um bebê reborn possa parecer um recurso inofensivo para oferecer acolhimento emocional, a psicologia clínica adverte: quando essa substituição simbólica se torna prolongada ou intensa demais, há risco de prejuízos significativos para a saúde mental.

Os bebês reborn, em certos contextos, funcionam como objetos transicionais, ou seja, elementos que ajudam a lidar com a dor emocional. No entanto, se esse vínculo se cristaliza, impedindo a pessoa de elaborar suas perdas ou seguir com a vida real, entramos em um campo de patologização do luto e da negação da realidade.

Um dos exemplos mais delicados envolve mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar. Nesses casos, o uso do bebê reborn pode inicialmente aliviar o sofrimento. Entretanto, se o vínculo se transforma em uma fixação, substituindo de forma permanente a busca por elaborações emocionais mais profundas, surgem riscos de agravar quadros como depressão, transtornos de ansiedade ou até transtornos dissociativos.

Outro ponto de atenção é a solidão contemporânea, que favorece o surgimento de vínculos intensos com objetos inanimados como forma de suprir necessidades afetivas. É compreensível que, diante da falta de suporte social ou familiar, a pessoa busque alternativas emocionais. Mas é essencial que haja acompanhamento psicológico para garantir que o bebê reborn não se torne um substituto permanente para relações humanas.

A psicologia não condena o uso dos bonecos. Pelo contrário: reconhece seu valor simbólico como instrumento temporário de acolhimento e reconstrução emocional. A questão central está na vigilância sobre o tempo e a função que esse objeto passa a ocupar na vida da pessoa.

Quando o bebê reborn é um recurso dentro de um processo terapêutico, ele pode ser muito útil. O problema surge quando ele se transforma em uma prisão emocional, impedindo que o indivíduo elabore suas perdas, estabeleça novos projetos de vida e se reconecte com o mundo real.

Em tempos de vínculos frágeis e dores invisíveis, os bebês reborn revelam uma realidade urgente: a necessidade crescente de acolhimento emocional verdadeiro, que respeite a complexidade dos lutos e das ausências — e que estimule, sempre que possível, o resgate da capacidade de viver plenamente.

 

Roberta Passos - Psicóloga Clínica e Psicopedagoga, com especialização em Neuropsicologia pelo IPQ-FMUSP. Atende crianças, adolescentes e adultos em diversas queixas, entre elas dificuldades de aprendizagem.


O lado oculto dos bebês reborn: especialista explica como a prática simboliza perdas e ativa o sistema de dor emocional

Especialista afirma que bonecos ultra-realistas simbolizam perdas não resolvidas e ativam o sistema de dor do inconsciente


A febre dos bebês reborn, bonecos hiper-realistas que imitam com perfeição recém-nascidos, chama cada vez mais a atenção de colecionadores e acende o alerta de profissionais da área da saúde mental.

Para Elainne Ourives, psicanalista, doutora em Psicanálise, neurocientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica e da Neurociência, o fenômeno vai muito além da estética ou do efeito terapêutico. “O boneco é uma representação simbólica das perdas não elaboradas, das ausências e do sofrimento emocional reprimido. O bebê reborn não é o que se segura, e sim o que se perdeu. Trata-se de algo que ainda dói e que o inconsciente tenta proteger”, afirma.

A especialista, que desenvolveu métodos patenteados de reprogramação mental e já impactou mais de 260 mil alunos em 37 países, lembra que os bonecos são, na superfície, apenas objetos detalhados em silicone. Mas, em níveis mais profundos da psique, carregam simbolicamente a ausência de um filho, o silêncio de uma maternidade não vivida, a saudade ou a necessidade de acolhimento da própria criança interior. “Conteúdos reprimidos, como abandono, rejeição e carência, retornam como símbolos. Por isso, o bebê é uma tentativa simbólica de ressignificar o que nunca foi vivido: a criança que não nasceu ou o colo que não foi dado”, explica.


O cérebro não distingue a realidade

A neurociência reforça a tese de Elainne Ourives. “O cérebro não sabe o que é real, ele apenas sente”, ressalta. Ao segurar o bebê reborn, o sistema límbico, responsável pelas emoções, reage como se fosse um bebê de verdade. Contudo, o que se ativa não é amor genuíno, mas o sistema de dor. “A pessoa não está satisfeita, está distraída, criando uma ilusão de presença para mascarar a ausência. Isso mantém o campo vibracional preso em um looping emocional doloroso”, lamenta.

Ourives, autora de obras como DNA da Cocriação (2020) e DNA Revelado das Emoções (2021), alerta que a tentativa de substituir o afeto perdido por um objeto não resolve a raiz do problema. “Enquanto você continuar segurando o que representa sua dor, sua criança interior continuará sozinha no escuro.”

Reprogramação e autocura

A especialista defende que a única saída verdadeira para romper esse ciclo está na reprogramação do circuito emocional do abandono e na cura da criança ferida. “Você não precisa de um bebê de silicone, mas de segurar a si mesma com o amor que sempre esperou receber”, orienta.

Ela lista quatro passos para essa jornada de cura: reprogramar o circuito emocional, curar a criança interior, elevar a frequência vibracional e cocriar uma nova identidade baseada na consciência, e não na dor. “O verdadeiro processo de maternidade começa quando você aprende a ser mãe de si mesma. O único bebê que precisa ser segurado agora é sua nova versão: inteira, reprogramada e inabalável”, conclui Ourives.

 

Elainne Ourives - Treinadora mental, psicanalista, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 10 livros; mestra de mais de 260 mil alunos, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Objetivos, Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. Autora Best Seller dos livros: DNA Milionário® (2019); DNA da Cocriação® (2020); DNA Revelado das Emoções® (2021), Cocriador da Realidade (2022); Algoritmos do Universo (2022), Taqui-Hertz® (2022), O Meu Ano de Gratidão (2023), Gene da Juventude (2023), Visualização Holográfica (2023) e DNA do Dinheiro (2024). É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz® - Reprogramação da Frequência Vibracional, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas terapias energéticas e emocionais do mundo. Para mais informações, acesse https://elainneourives.com.br ou pelo Instagram @elainneourivesoficial.

 

Coquetéis sem álcool no Brasil conquistam mais consumidores em busca de hábitos saudáveis

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Crescimento dos consumidores está impulsionando a abertura de bares especializados e eventos com foco em bebida não alcoólica

 

 

A preferência dos brasileiros por coquetéis é tanta que ganhou até data especial, de modo que em 18 de maio é celebrado o Dia Nacional do Coquetel. Ainda que os primeiros registros sobre misturas de bebidas alcoólicas com sucos, mel e especiarias tenham sido verificados em antigas civilizações, o produto se popularizou a partir do século 19, por conta da Revolução Industrial.

Contudo, as preferências de consumo pela bebida vêm mudando nos últimos anos, e as opções de coquetéis sem álcool, também chamados de mocktails, transformaram o setor de bebidas no Brasil e no mundo. As consultorias especializadas em pesquisas de mercado destacam que os principais motivos dos cidadãos são a busca por hábitos saudáveis e a conscientização sobre os efeitos do álcool.

Comprovando a mudança de cenário, um estudo realizado pela Go Magenta e Offerwise revelou que 62% do público entrevistado disse que já considerou resumir o consumo de bebidas alcoólicas, a fim de obter uma vida mais saudável. Do mesmo modo, a indústria mundial demonstra que o setor de bebidas não alcoólicas continuará aumentando, considerando o levantamento da consultoria Mordor Intelligence: crescimento anual composto de até 4,7% até 2028. 

 

Esse cenário reflete uma mudança nos hábitos de consumo, especialmente entre as gerações mais jovens, que buscam opções mais saudáveis e conscientes. A ascensão dos mocktails destaca-se nesse contexto, ao combinar sabor, estética e sofisticação, já que essas bebidas oferecem uma alternativa elegante para quem deseja desfrutar de momentos sociais sem os efeitos do álcool.

Com esse entendimento, a demanda por profissionais capacitados para criar e servir essas opções está em alta, impulsionando o setor de coquetelaria. Os interessados em aperfeiçoar as técnicas e conhecer melhor o segmento de bebidas têm no Senac EAD uma opção de aprender com profissionais altamente qualificados e ainda receber certificados de conclusão, reconhecidos nacionalmente.

Acesse o site da instituição e confira as opções disponíveis na área de gastronomia. 

 

Senac EAD


No Dia do Coquetel, descubra como preparar receitas para brindar a data

Para quem quer celebrar da melhor forma possível, ou seja, apreciando um coquetel, a Azuma, ensina o passo a passo de três coquetéis

 

No dia 18 de maio é comemorado o Dia do Coquetel. A data é uma forma de homenagear os profissionais da área responsáveis pela mistura de bebidas clássicas e sofisticadas que encantam os consumidores através de técnicas e sabores irresistíveis.

Hoje existem diversas receitas de coquetéis preparadas por bartenders mundo afora, desde clássicos como também releituras ou até mesmo novas combinações criadas pelos profissionais da mixologia. Para quem quer celebrar a data da melhor forma possível, ou seja, apreciando um coquetel, a Azuma, líder no segmento de sakes no mercado brasileiro, ensina algumas receitas com sake para a data, confira:



Robusto



Ingredientes


70 ml de Sake 

20 ml de néctar de pêssego

20 ml de amaretto

10 ml de suco de limão

10 ml de xarope de açúcar

Canela em pau defumada para decorar

Nibs de cacau para decorar


Modo de preparo

Em uma coqueteleira com gelo, bata todos os ingredientes.

Defume a taça com canela e sirva o drink no copo com gelo.

Volte a canela queimada e finalize com nibs de cacau.

  

Lemonberry



Ingredientes:

70 ml de Sake 

7 amoras

25 ml de limão-siciliano

25 ml de xarope de açúcar

Espeto com casca de limão-siciliano e amora para decorar


Modo de preparo

Em uma coqueteleira, adicione as amoras, o limão-siciliano e amasse com o xarope de açúcar.

Coloque o Sake 

Agite e sirva coado em um copo baixo com gelo.

Finalize decorando com limão-siciliano e amora no espeto.



Matcha Sour



Ingredientes

70 ml de Sake 

1 colher bailarina de matchá

22 ml de suco de limão-siciliano

15 ml de xarope de açúcar

Roseta de angostura


Modo de preparo

Em uma coqueteleira com gelo, adicione todos os ingredientes e bata vigorosamente.

Coe o líquido para uma parte da coqueteleira, descarte o gelo e bata novamente.

Coe duplamente em um copo baixo com gelo.

Finalize com gotas de angostura.



Azuma
https://www.kikkoman.com.br/azumasake/

 

Dia Nacional do Coquetel: aprenda cinco drinques que destacam ingredientes brasileiros no preparo

Alexandre Bussab, cofundador do Trinca Bar & Vermuteria (SP), ensina as receitas de drinques nacionais e releituras de clássicos para você comemorar a arte da coquetelaria  

 

O Dia Nacional do Coquetel, celebrado no dia 18 de maio, foi criado para homenagear os profissionais da coquetelaria e valorizar a criatividade dos mixologistas e bartenders que reinventam a indústria. Reforçando a importância cultural e econômica, a data promove o uso de ingredientes nacionais e os profissionais que transformam a experiência de beber em arte. 

Muito além da tradicional caipirinha, a coquetelaria brasileira explora diferentes ingredientes típicos e combinações criativas. Para celebrar a data, selecionamos cinco receitas de drinques assinadas por Alexandre Bussab, bartender e cofundador do Trinca Bar & Vermuteria, em São Paulo, que mostram a riqueza e criatividade do nosso país.  

“Os ingredientes brasileiros têm sido cada vez mais valorizados na mixologia. Temos uma gama riquíssima de insumos, incluindo frutas nativas, especiarias, ervas e até mesmo raízes. É uma tendência que fortalece a identidade gastronômica brasileira até mesmo no cenário internacional”, afirma Bussab.  

Veja a seguir as sugestões do especialista.  

 

Old Fashioned  



 
Ingredientes 

70ml de bourbon Buffalo Trace  

10ml de xarope de açúcar  

3 dashes de bitter aromático 

3 dashes de bitter de laranja 

3 dashes de bitter de cacau 


Preparo: adicione todos os ingredientes em um mixing glass com gelo e misture delicadamente para resfriar e diluir. Coe para um copo baixo com gelo novo e sirva. 

  


Santo Fuerte 



Ingredientes 

30ml de bourbon Buffalo Trace 

30ml de rum 

10ml de xarope de urucum com Palo Santo 

Preparo: junte os ingredientes em um mixing glass com gelo e mexa até atingir uma textura homogênea e bem gelada. Coe e sirva em um copo baixo com uma pedra de gelo grande. 

  


Rabo de Galo 



Ingredientes 

50ml de Cachaça de Amburana 

10ml de Aperitivo de Alcachofra  

20ml de vermute Carpano Rosso 

1 dash de bitter de Laranja 

Preparo: despeje todos os ingredientes em um mixing glass com bastante gelo e misture até ficar bem gelado. Coe para um copo com gelo novo e finalize com zest de casca de laranja, se desejar. 


Super Hickory  



Ingredientes 

15ml de vermute Carpano Rosso 

15ml de vermute Carpano Dry 

15ml de Vermute Trinca Branco 

15ml de vinho do Porto 

10ml de amaro italiano 

4 dashes de Peychaud’s Bitters 

2 dashes de Aromatic Bitter 

Fat wash de Pamonha (técnica de infusão de destilado com uma fonte de gordura) 

Preparo: coloque os ingredientes em uma coqueteleira sem gelo e utilize a técnica de throwing, que consiste em despejar a bebida de um lado para o outro da coquetelaria para aerar o líquido e e integrar os sabores. Coe para uma taça coupe previamente resfriada. 

 

Fluffy Mary



Ingredientes 

60ml de vodca Stoli 

130ml de suco de tomate 

1 dash de pimenta Tabasco 

15ml de suco de limão  

15ml de Bloody Mix (um preparado de tomate temperado usado para fazer o coquetel Bloody Mary) 

Topping de espuma de aipo (opcional) 

Preparo: em um copo alto com gelo, junte todos os ingredientes líquidos e misture suavemente com uma colher bailarina. Finalize cobrindo o topo com a espuma de aipo.


Confira receitas de 5 drinks para celebrar o Dia do Coquetel (18/05)


                                        


      

Data homenageia mixologistas e bartenders, sendo uma oportunidade para apreciar a gama de possibilidades presentes na coquetelaria

 

No dia 18 de maio, celebra-se o Dia do Coquetel — uma data que homenageia a arte de misturar bebidas alcoólicas e resgata a rica história da coquetelaria. As criações inovadoras dos bartenders contemporâneos têm raízes no século XVIII, na Grécia Antiga, onde tudo começou com a mistura de vinho, água e mel. Desde então, a coquetelaria evoluiu, conquistou entusiastas e, hoje, permite desfrutar desde drinks clássicos até combinações criativas e surpreendentes.

Atualmente, a coquetelaria vai muito além da mistura de bebidas: envolve também a escolha dos copos, a criação de guarnições e a apresentação dos drinks — ou seja, todo o pensamento envolvido do fazer ao servir a bebida, tornando-a uma verdadeira experiência. 

A coquetelaria ganha ainda mais complexidade com a mixologia. Enquanto a primeira foca na experiência e criatividade, a segunda traz uma abordagem mais científica e técnica — conhecida como a “ciência dos sabores”, por explorar o estudo dos ingredientes e suas interações. É por meio da mixologia que surgem novas combinações e coquetéis exclusivos, elevando o nível da criação de bebidas.

Para marcar a data, o chef Caio Fontenelle ensina cinco receitas de drinks irresistíveis, presentes na carta do Figueira Restaurante. 

Cosmopolitan — Um equilíbrio perfeito entre o doce e o cítrico, com uma refrescância marcante.


Ingredientes: 30 ml de vodka, 20 ml de Cointreau, 30 ml de suco de cranberry e 10 ml de suco de limão.
Como fazer: na coqueteleira, coloque todos os ingredientes com gelo, misture e sirva em uma taça. Decore com uma casca de laranja.


Summer — Este drink combina sabor e elegância.
Ingredientes: 30 ml de tequila, 20 ml de vodka, 20 ml de suco de limão, 3 morangos, 3 pedaços de abacaxi e 1 colher de açúcar.


Como fazer: na coqueteleira, coloque as frutas com o açúcar e macere. Acrescente a tequila, a vodka, o suco de limão e o gelo, e misture bem. Coe o drink e sirva em um copo baixo. Decore com uma fruta fresca na borda.


Butterfly — Um drink estiloso e cheio de personalidade.


Ingredientes: 30 ml de vodka, 30 ml de infusão de morango, 20 ml de suco de limão-siciliano e 4 morangos. 

Como fazer: na coqueteleira, coloque os morangos e macere. Acrescente as bebidas com gelo e misture. Coe em um copo baixo e decore com um morango na borda do copo.


Negroni — Um clássico intenso e aromático.
Ingredientes: 30 ml de gin, 30 ml de vermute, 30 ml de Campari e laranja.

Como fazer: em um copo baixo, coloque todas as bebidas com gelo e mexa. Finalize com ½ fatia de laranja dentro do copo.


Moscow Mule — Um dos preferidos do público, conhecido por sua cremosidade e frescor.

Ingredientes: 60 ml de vodka, 30 ml de suco de limão, 50 ml de ginger beer e espuma de gengibre.


Como fazer: em uma caneca de cobre, coloque o gelo, a vodka, o suco de limão e a ginger beer. Mexa com uma colher e finalize com a espuma de gengibre por cima.


“O Dia do Coquetel é uma data especial para valorizar a história e a arte da coquetelaria. Misturar bebidas é muito mais do que combinar ingredientes — é criar experiências, equilibrar sabores e apresentar algo que desperte todos os sentidos. É uma homenagem aos bartenders e mixologistas, que com criatividade e técnica transformam um drink em um momento marcante. Aqui no Figueira, buscamos representar essa tradição em cada receita da nossa carta”, afirma o chef Caio Fontenelle. 


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