Pesquisar no Blog

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Especialista alerta sobre os riscos da automedicação, da troca de medicação e da interrupção de tratamentos em pets

Prática comum entre os responsáveis dos pets pode agravar doenças crônicas, como dermatites alérgicas, causando reações indesejadas e "efeito rebote" 

 

Apesar de contraindicada por especialistas, a automedicação ainda é uma prática frequente entre os responsáveis de pets no Brasil – de acordo com a pesquisa Radar Pet 2020, 19% dos responsáveis já deram medicamentos aos seus animais de estimação sem qualquer orientação profissional. Esse comportamento costuma surgir diante de sintomas como vômito, diarreia, perda de pelo, até coceira e em casos graves pancreatite, quando o responsável recorre ao próprio armário de remédios na tentativa de aliviar o mal-estar do pet de forma rápida. Entretanto, essa conduta representa sérios riscos à saúde do animal: o uso de medicamentos sem prescrição veterinária pode provocar intoxicação, agravar o quadro clínico do pet, dificultar o diagnóstico e comprometer a eficácia do tratamento adequado.  

A pesquisa revela, ainda, outro hábito preocupante: 22% dos responsáveis seguem conselhos de outros responsáveis de pet antes de buscar auxílio profissional. “Vemos com frequência as pessoas recorrerem à opinião de amigos, conhecidos e até mesmo de balconistas de pet shop quando o pet apresenta algum sintoma, mas isso pode ser extremamente perigoso. Cada animal é único, e o que funcionou para um pode ser ineficaz – ou até prejudicial – para outro”, informa a Dra. Flávia Clare, médica-veterinária, com Mestrado e Doutorado e especializada em dermatologia, professora do Centro Universitário de Valença (UNIFAA) e da Associação de Pós-Graduações em Medicina Veterinária (ANCLIVEPA/SP).  

Segundo a especialista, outro ponto crítico é a interrupção do tratamento por conta própria: em casos de condições pré-existentes, como doenças dermatológicas, abandonar a medicação prescrita pelo médico-veterinário pode agravar o quadro, prolongar o desconforto do animal e comprometer os resultados terapêuticos. “Em um cão atópico, por exemplo, o alívio imediato de uma coceira não significa que a causa do problema foi resolvida. Muitos responsáveis abandonam tratamentos assim que os sinais clínicos diminuem, sem orientação, e os sintomas tendem a retornar com mais intensidade. Em certos casos, o organismo do animal pode até desenvolver resistência ao tratamento”, explica Dra. Flávia.  

A troca de medicamentos sem recomendação veterinária – seja por indicação de alguém ou com base em experiências anteriores, de tratamento de outros pets – também pode comprometer a resposta ao tratamento e pode provocar reações adversas. “Cada medicamento possui indicações específicas, dosagem adequada e mecanismos de ação distintos. A substituição da medicação pode mascarar sintomas importantes e dificultar o controle da doença. Além disso, expor o pet a novos medicamentos sem orientação veterinária é muito perigoso, porque algumas substâncias podem sobrecarregar o organismo do animal, especialmente fígado e rins, que são responsáveis por filtrar esses compostos”, alerta a especialista.  

A Zoetis, líder global em saúde animal, reforça a importância do acompanhamento veterinário em todas as etapas do cuidado, especialmente na escolha de medicamentos para o tratamento de condições crônicas, como a coceira associada à dermatite atópica. Dentro de seu portfólio, Apoquel® (oclacitinib) é uma opção segura e eficaz para o controle da coceira associada às dermatites alérgicas e atópica em cães, atuando na redução da inflamação e promovendo alívio rápido — em até 4 horas — e prolongado. Com mais de 10 anos no mercado e mais de 90 milhões de tratamentos realizados em todo o mundo, o produto contribui para a qualidade de vida dos pets. Para mais informações, consulte um médico-veterinário 

 

Zoetis
Para mais informações, clique aqui.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados