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segunda-feira, 17 de março de 2025

Incontinência urinária masculina: como identificar e tratar?

Caracteriza pela perda involuntária de urina, se não tratada, pode impactar significativamente a qualidade de vida do homem

 

Cercada por tabus e falta de informação, a incontinência urinária é uma condição comumente associada ao público feminino mas atinge também homens, principalmente acima dos 60 anos. Ela se caracteriza pela perda involuntária de urina, resultando em desconforto e impacto significativo na qualidade de vida. 

A incontinência urinária masculina ocorre quando os músculos ou nervos responsáveis pelo controle da bexiga não funcionam corretamente, o que leva à perda involuntária de urina, conforme explica o médico urologista e professor do curso de Medicina da Uniderp, Ari Miotto Junior. “Essa condição pode ser causada por diversos fatores, como envelhecimento, problemas de próstata (como hiperplasia benigna ou câncer), cirurgias urológicas, lesões na medula espinhal, ou até distúrbios neurológicos. É importante destacar que a incontinência urinária masculina pode variar em intensidade, desde pequenos vazamentos até a perda total do controle da bexiga”, esclarece. 


Como identificar?

Os principais sinais da incontinência urinária masculina incluem:

  • Vazamento de urina ao tossir, espirrar ou rir;
  • Urgência urinária, com necessidade de urinar de forma repentina e frequente;
  • Perda de urina durante a prática de atividades físicas;
  • Sensação de que a bexiga não esvaziou completamente após a micção;
  • Vazamentos involuntários que ocorrem durante a noite.

 

Como tratar?

O tratamento da incontinência urinária depende da causa subjacente da condição e da gravidade dos sintomas. As opções de tratamento incluem:

  1. Mudanças no estilo de vida: A adoção de hábitos saudáveis, como a perda de peso, redução da ingestão de líquidos antes de dormir e evitar bebidas em excesso (café, álcool) pode ajudar a controlar os sintomas.
  2. Exercícios do assoalho pélvico: Técnicas como os exercícios de Kegel, que visam fortalecer os músculos da pelve, podem ser eficazes para melhorar o controle da bexiga.
  3. Medicamentos: Em alguns casos, medicamentos que ajudam a relaxar a bexiga ou melhorar a função muscular podem ser prescritos.
  4. Cirurgias: Quando a incontinência é mais grave e não responde a outros tratamentos, intervenções cirúrgicas, como a instalação de um esfíncter artificial ou reparo das estruturas da bexiga, podem ser necessárias.
  5. Terapias comportamentais: A reabilitação da bexiga, que consiste em treinar a bexiga para aumentar a capacidade e o controle da micção, também pode ser indicada.  


Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – Uniderp
Para mais informações, acesse o site.


Chás diuréticos e o risco de desidratação

Consumo excessivo pode causar perda de líquido e trazer riscos à saúde, especialmente em períodos de calor intenso como o que o Brasil vive atualmente. 

 

Os chás diuréticos, conhecidos por estimular a eliminação de líquidos pelo organismo, são amplamente consumidos por quem busca reduzir a retenção. No entanto, seu uso excessivo pode aumentar o risco de desidratação, especialmente em períodos de calor intenso. A Dra. Carolin Calloni, nutricionista, e docente do curso de Nutrição da FSG - Centro Universitário, esclarece os principais cuidados que devem ser adotados para um consumo seguro. 

Segundo a especialista, a desidratação nem sempre apresenta sinais evidentes, o que torna essencial a atenção a sintomas sutis, como sede aumentada, boca seca, urina escura e concentrada, redução na frequência urinária, cansaço, tontura e dor de cabeça. “Em dias quentes, o corpo já perde líquidos naturalmente através da transpiração. Quando associamos isso ao consumo excessivo de chás diuréticos, a perda de água corporal pode ser ainda maior, elevando os riscos à saúde”, explica. 

Entre os chás mais populares com efeito diurético estão o chá de cavalinha, hibisco, chá preto, chá verde, dente-de-leão e salsinha. Embora apresentem benefícios, o consumo exagerado pode levar a complicações em doenças pré-existentes e até interagir com medicamentos. “O ideal é limitar o consumo a 2 ou 3 xícaras por dia e sempre buscar orientação de um profissional de saúde, como um nutricionista, para garantir a quantidade e proporção adequadas de erva e água na infusão”, alerta a Dra. Carolin Calloni. 

Para manter o equilíbrio hídrico e evitar complicações, a especialista recomenda: 

  • Hidratação paralela: a cada xícara de chá diurético, ingerir um copo de água pura.  
  • Alimentos ricos em água: incluir na dieta frutas como melancia, laranja e melão, além de vegetais como pepino, alface e tomate. 
  • Monitoramento da urina: o ideal é que tenha coloração clara (amarelo pálido). 
  • Alternância com infusões neutras: optar por chás como camomila ou hortelã, que não aumentam a eliminação de líquidos. 
  • Ajustes na alimentação e estilo de vida: reduzir o consumo de sódio, manter a ingestão diária adequada de água (cerca de 35mL por kg de peso corporal) e praticar atividades físicas leves. 

O consumo desses chás pode não ser seguro para todos. Pessoas com pressão baixa devem ter cautela, pois a eliminação excessiva de líquidos pode reduzir ainda mais a pressão arterial, causando tontura e desmaios. Indivíduos com doenças renais ou cardíacas podem sofrer sobrecarga nos órgãos e desequilíbrios eletrolíticos. 

Ainda segundo a nutricionista, gestantes e lactantes também devem evitar o consumo, uma vez que não há evidências científicas suficientes sobre a segurança dessas bebidas durante esses períodos. Quem faz uso de diuréticos farmacológicos deve ter atenção redobrada para evitar a perda excessiva de água e eletrólitos, que pode levar a quadros de desidratação e hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue). 

Além disso, pessoas com gastrite ou úlceras podem ter os sintomas agravados por chás ricos em cafeína, como chá verde, chá preto e mate, que irritam a mucosa gástrica. Indivíduos propensos à formação de cálculos renais devem evitar chás como cavalinha e chá preto, pois contêm oxalatos que favorecem a formação de pedras nos rins. 

Crianças e idosos também merecem atenção especial, pois são mais suscetíveis à perda rápida de líquidos e eletrólitos, o que pode levar à desidratação em um curto período. 

Diante dessas considerações, a Dra. Carolin Calloni reforça a importância de um consumo consciente. “Embora os chás diuréticos tenham benefícios, o equilíbrio é essencial. O ideal é sempre buscar orientação profissional para garantir um uso seguro e adequado às necessidades individuais”, finaliza. 




FSG - Centro Universitário da Serra Gaúcha
www.fsg.edu.br


Março Azul: campanha de prevenção do câncer colorretal reduz idade indicada para colonoscopia

O exame, que pode reduzir a mortalidade da doença em 53%, teve a indicação de idade reduzida de 50 para 45 anos na campanha promovida pelas Sociedades Brasileira de Coloproctologia, Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva

 

 Nos últimos anos, novos procedimentos e tecnologias tem permitido ações mais eficientes de tratamento a diferentes tipos de câncer, com o diagnóstico precoce como um dos principais aliados no combate à doença. Porém, para alguns tipos, como o colorretal, exames preventivos podem evitar o aparecimento do câncer. 

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o número de novos casos da doença no colo do reto pode chegar a 45.630 por ano no triênio 2023-2025, totalizando mais de 136 mil diagnósticos no período. O câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais comum em homens e mulheres, ficando atrás apenas do câncer de próstata no público masculino e de mama no público feminino. Diferentemente destes, o câncer de intestino pode ser prevenido e para aumentar a conscientização sobre a importância, as Sociedades Brasileira de Coloproctologia, Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva se uniram para promover o Março Azul, mês dedicado à conscientização sobre o câncer colorretal. 

De acordo com o doutor Hélio Antônio Silva, presidente da Sociedade Mineira de Coloproctologia e médico coloproctologista do Hospital Orizonti, a colonoscopia é a principal ferramenta de prevenção. "A colonoscopia é um procedimento importante, pois, permite a detecção e remoção de pólipos adenomatosos, lesões pré-malignas que podem evoluir para câncer. Como os pólipos são assintomáticos, a indicação é que o exame deve ser realizado a partir dos 45 anos. O resultado da colonoscopia é, geralmente, informado no mesmo dia, embora em alguns casos, quando há necessidade de biópsia, o laudo possa levar até 10 dias", explica o especialista. 

A redução da idade recomendada para o início do rastreamento, de 50 para 45 anos, é um dos destaques da campanha de Março Azul deste ano, e reflete o aumento da incidência da doença em pacientes mais jovens. "Estamos vendo um aumento do câncer colorretal em pessoas mais jovens, inclusive em casos recentes com personalidades famosas que pudemos acompanhar. Portanto, a ideia é aumentar o número de pessoas que se previnam e façam exames como a colonoscopia, que segundo estudos coordenados por pesquisadores do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, em colaboração com outras instituições acadêmicas e médicas norte-americanas, publicados em 2012, confirmaram uma redução de 53% na mortalidade por câncer colorretal em pacientes submetidos à polipectomia", explica o médico. 

O Hospital Orizonti, que é referência em saúde e experiência do paciente em Minas Gerais, oferece uma linha completa de cuidado para o paciente com câncer colorretal, desde a prevenção até o tratamento. Além da colonoscopia, o hospital dispõe de cirurgia laparoscópica e robótica com o robô da Vinci X, que torna o procedimento menos invasivo e mais preciso. Para pacientes em estágio mais avançado da doença, o hospital é referência em oncologia, acompanhando os pacientes durante todo o tratamento quimioterápico.


Use o abecedário no autoexame do câncer de pele

Segundo o INCA, país deverá registrar 220,5 mil novos casos do tipo não melanoma 8,5 mil de melanoma, no triênio 2023-2025

 

O câncer de pele é o tipo de tumor que mais acomete brasileiros. As lesões malignas na pele representam 30% do total de todos os cânceres no país. Embora a maioria dos casos tenha tratamento eficaz e bons prognósticos, o câncer de pele do tipo melanoma é agressivo e metastático, apresentando alta taxa de mortalidade quando diagnosticado tardiamente. O principal fator para o sucesso do tratamento é a detecção precoce, tornando o autoexame uma estratégia essencial na jornada de cuidado com a saúde. 

O principal sintoma do câncer de pele é o surgimento de manchas e pintas ou lesões que não cicatrizam, parecidas com outras lesões benignas. Podem se apresentar com diferentes formatos e colorações, a depender do tipo de câncer. Ocorrem em áreas do corpo mais expostas ao sol. 

Embora a maioria dos casos tenha tratamento eficaz e bons prognósticos, o câncer de pele do tipo melanoma é agressivo e metastático, apresentando alta taxa de mortalidade quando diagnosticado tardiamente. O principal fator para o sucesso do tratamento é a detecção precoce, tornando o autoexame uma estratégia essencial na jornada de cuidado com a saúde. 

Segundo pesquisa do Instituto Nacional do Câncer, o país deverá registrar 220,5 mil novos casos de câncer de pele do tipo não melanoma no triênio 2023-2025 e 8,5 mil casos de melanoma. O tumor representa 30% das notificações no Brasil. 

O esquema ABCDE pode ajudar no autoexame das manchas:

  • A – Assimetria: lesões assimétricas podem indicar malignidade, enquanto as simétricas tendem a ser benignas.
  • B – Bordas: bordas irregulares podem ser sugestivas de malignidade; bordas regulares geralmente indicam uma lesão benigna.
  • C – Cor: a presença de múltiplas cores na mesma lesão pode ser um sinal de alerta, enquanto lesões de coloração homogênea são menos preocupantes.
  • D – Dimensão: lesões com diâmetro maior que 6 mm podem indicar risco aumentado de malignidade, mas melanomas menores também podem ocorrer.
  • E – Evolução: mudanças na aparência da lesão ao longo do tempo, como crescimento ou alteração de cor, são sinais de atenção.

Médico de família e coordenador da Amparo Saúde - uma empresa do Grupo Sabin, dr. Leonardo Demambre Abreu destaca que o autoexame é útil na identificação de manchas suspeitas, mas não substituiu a avaliação de um profissional. 

"Algumas lesões podem escapar desse esquema, como melanomas menores de 6 mm e com tonalidade única. A confirmação do diagnóstico é feita por meio de biópsia excisional, que remove toda a lesão com margens de segurança. Em lesões extensas ou localizadas em regiões delicadas, pode-se realizar uma biópsia incisional antes da remoção total, explica. 

O médico reforça ainda que o exame dermatológico regular é essencial, especialmente para grupos de risco, como pessoas de pele clara, com histórico de queimaduras solares, imunossupressão ou histórico familiar de melanoma.

 

Tipos de câncer de pele: 

  • Carcinoma basocelular: geralmente se apresenta como uma pápula perolada com vasos sanguíneos visíveis (telangiectasias), podendo conter uma crosta central que sangra facilmente.
  • Carcinoma espinocelular: pode surgir como uma ferida avermelhada e descamativa que não cicatriza e sangra, ou como um nódulo firme semelhante a uma verruga vermelha.
  • Melanoma: aparece como uma pinta ou sinal escuro na pele, que pode mudar de cor, formato ou tamanho. Apresenta bordas irregulares e variações de tonalidade (vermelho, rosa, branco, azul ou azul-escuro). Alguns casos podem causar coceira, queimação ou dor na região afetada. Apresenta alta taxa de mortalidade quando diagnosticado tardiamente devido à sua capacidade de se espalhar para outros órgãos.

 

Cuidados e prevenção: 

Para reduzir o risco de câncer de pele, recomenda-se evitar exposição solar direta nos horários de pico (10h às 16h), usar roupas com proteção UV, chapéus e óculos de sol. Aplicar e reaplicar protetor solar a cada 2 horas em exposições curtas e a cada 80 minutos em caso de suor excessivo ou contato com água.  


Grupo Sabin
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Março amarelo: A endometriose e a luta contra a invisibilidade

Ao longo deste mês, a campanha Março Amarelo reforça a importância da conscientização sobre a endometriose, uma condição inflamatória crônica que afeta milhares de mulheres no Brasil e no mundo. A iniciativa tem como objetivo informar, sensibilizar e incentivar o diagnóstico precoce da doença, promovendo uma melhor qualidade de vida para as pacientes. 

A endometriose é uma das doenças ginecológicas mais complexas e desafiadoras, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Apesar de sua alta prevalência, o diagnóstico tardio e as dificuldades no acesso ao tratamento continuam sendo desafios significativos. “O movimento Março Amarelo desempenha um papel essencial na conscientização sobre essa condição, ressaltando a importância do reconhecimento precoce dos sintomas e da assistência médica adequada”, enfatiza a médica Kathiane Lustosa, que recentemente esteve na Mayo Clinic, um dos centros médicos mais respeitados do mundo, localizado no Arizona, Estados Unidos, para palestrar sobre esse tema e outros assuntos relacionados à saúde feminina. 

Nos últimos anos, avanços significativos foram alcançados na compreensão dos mecanismos inflamatórios e imunológicos envolvidos na endometriose, abrindo caminho para novas abordagens terapêuticas. Estudos recentes indicam que biomarcadores plasmáticos podem viabilizar um diagnóstico menos invasivo, reduzindo a necessidade de procedimentos cirúrgicos exploratórios. Além disso, inovações tecnológicas, como a cirurgia robótica, estão aprimorando os resultados cirúrgicos, oferecendo maior precisão e recuperação mais rápida para as pacientes. Outro aspecto promissor é a investigação da relação entre a microbiota intestinal e a endometriose, que pode representar um novo alvo terapêutico no futuro. 

“Os impactos da endometriose vão muito além dos sintomas físicos. A dor crônica, as dificuldades para engravidar e a falta de compreensão sobre a doença geram desafios emocionais e profissionais para as pacientes. Muitas mulheres enfrentam preconceito e desinformação, o que pode dificultar ainda mais o diagnóstico e o tratamento adequado”, explica a Dra. Kathiane, que é diretora da Clínica Salvata e do Instituto Salvata de Educação, ao lado das médicas Andreisa Bilhar e Sara Arcanjo. “Por isso, iniciativas como o Salvata Experience, evento sobre saúde feminina voltado para profissionais da área, que ocorrerá nos dias 28 e 29 de março, em Fortaleza, são fundamentais para fomentar o debate e disseminar informação qualificada”, complementa a Dra. Kathiane. 

“Discutir a endometriose é um compromisso com o avanço da medicina e com o bem-estar feminino. A conscientização e a disseminação de informação de qualidade são essenciais para que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico precoce e a tratamentos eficazes. Somente com educação e investimento em pesquisa será possível garantir um futuro com mais qualidade de vida para aquelas que convivem com essa condição”, conclui a profissional.

 

Palestra na Mayo Clinic 

Referência em cirurgias ginecológicas robóticas, a médica Kathiane Lustosa palestrou, no início de fevereiro deste ano, na Mayo Clinic, um dos centros médicos mais respeitados do mundo. Além da endometriose, a especialista abordou outros temas relevantes da ginecologia, como miomas e istmocele – um defeito de cicatrização resultante de cirurgias cesarianas. Com vasta experiência na área, a profissional compartilhou seu conhecimento, reforçando a importância da tecnologia na medicina para melhorar os resultados cirúrgicos e a qualidade de vida das pacientes. 

"Foi um momento de grande realização, quase um check naquela lista de sonhos profissionais que construí ao longo dos anos", destacou a médica, celebrando a oportunidade de representar o Brasil em um palco de excelência médica internacional. Sua participação na Mayo Clinic reforça seu reconhecimento como uma das principais especialistas em ginecologia robótica, consolidando seu papel na evolução das cirurgias minimamente invasivas e no aprimoramento do cuidado ginecológico.

  

Dra. Kathiane Lustosa - foi a primeira mulher cirurgiã no Ceará certificada pela empresa Intuitive Surgical para operar a plataforma robótica da Vinci, uma das mais avançadas em tecnologia cirúrgica, em 2023. A da Vinci é a plataforma robótica mais utilizada em cirurgias no mundo, revolucionando procedimentos minimamente invasivos ao permitir o acesso a órgãos internos sem grandes incisões. Com ferramentas altamente tecnológicas, o robô proporciona mais estabilidade e precisão, ampliando a visão e os movimentos do cirurgião. Apesar da tecnologia de ponta, o controle da cirurgia permanece nas mãos do médico. "O sucesso do procedimento depende da união entre a expertise do cirurgião e os avanços tecnológicos", destaca a Dra. Kathiane Lustosa. Kathiane Lustosa é Doutora e Mestre em Cirurgia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), tem o Título Endoscopia Ginecológica da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasco), presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica (Sobracil) Capítulo Ceará, preceptora da residência médica em ginecologia da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESPCE), Coordenadora do Fellowship em Cirurgia Ginecológica minimamente invasiva da Rede D’or e do Instituto Salvata, além de diretora da Clínica Salvata.



Dia Mundial do Sono: Nutricionista explica como a alimentação pode favorecer um descanso de qualidade

Head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, Gisele Pavin, explica a importância dos alimentos para uma boa noite de sono 

 

O sono desempenha um papel fundamental na regulação do ritmo biológico do corpo, impacta desde a memória e o humor até a imunidade e a produção hormonal. E para ter um descanso de qualidade, a alimentação equilibrada é essencial. No Dia Mundial do Sono, Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, destaca a importância da nutrição na relação com as noites de qualidade.

“Uma alimentação balanceada é fundamental para a produção adequada de neurotransmissores e hormônios que regulam o sono, como a melatonina. Incluir alimentos ricos em vitaminas do complexo B, como grãos integrais, legumes e verduras de folhas verdes escuras, pode auxiliar na síntese de melatonina e serotonina, promovendo um sono de qualidade”, afirma Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil.

Além de promover o descanso, a melatonina também exerce funções antioxidantes, de imunidade e na produção de outros hormônios importantes. É também um hormônio produzido pela glândula pineal a partir da serotonina e tem sua liberação influenciada pela exposição à luz. À medida que a noite cai, sua produção aumenta, ajudando a garantir um sono reparador. 

Para potencializar a saúde do sono, a adoção de hábitos saudáveis também é necessária.  Entre as principais recomendações da profissional, estão:

  • Faça higiene do sono: criar uma rotina relaxante antes de dormir, evitando telas e luzes intensas no período noturno;
  • Evite alimentos estimulantes antes de dormir: substâncias como cafeína, encontradas no café, chá preto, chá verde, chá mate, refrigerantes, chocolate e guaraná em pó, podem prejudicar o sono;
  • Pratique ações relaxantes: tomar um banho quente, diminuir as luzes do ambiente e evitar estímulos sonoros intensos ajudam a preparar o corpo para o descanso.
  • Tenha uma rotina de exercícios físicos: a atividade física constante contribui para um sono mais profundo, desde que realizada em horários que não impactem a hora de dormir.
  • Evite álcool e cigarro: o consumo dessas substâncias pode comprometer a qualidade do sono e afetar a recuperação noturna do organismo.
  • Suplementos podem auxiliar: alguns nutrientes podem estimular a produção natural de melatonina. A suplementação é uma opção para aqueles que necessitam de suporte adicional, auxiliando na regulação dos ciclos circadianos e proporcionando um descanso reparador. 

“Ter uma boa noite de sono não depende apenas do tempo que passamos na cama, mas também da qualidade do descanso. Pequenas mudanças na rotina alimentar e no estilo de vida podem fazer toda a diferença na disposição e na saúde ao longo do dia. É sempre importante buscar o direcionamento de profissionais para tomadas de decisão e uso de suplementações”, conclui Gisele Pavin.

Para quem procura receitas que apoiem a boa alimentação, o site Receitas Nestlé possui milhares de opções de receitas, livros e cursos gratuitos. E o  Chat Nutri torna possível tirar dúvidas diretamente com nutricionistas, de forma gratuita.

 

Como a alimentação influencia no sono: alimentos e suplementos para dormir melhor

No dia 17 de março, celebra-se o Dia Mundial do Sono. Muito se fala sobre a rotina do sono, mas, muitas vezes, esquecem-se que a alimentação desempenha um papel fundamental na qualidade do sono, influenciando desde a facilidade para adormecer até a profundidade e a duração do descanso. 

A nutricionista Carla Fiorillo, Coordenadora de Conteúdo do Professional HUB da Puravida, ressalta que certos nutrientes podem promover um sono mais reparador. “Alimentos ricos em triptofano, magnésio e melatonina são aliados naturais para melhorar a qualidade do sono. Esses compostos auxiliam na regulação dos ciclos circadianos e promovem o relaxamento necessário para adormecer com mais facilidade”, explica Carla. 

Alimentos que Favorecem o Sono, segundo a Puravida: 

  1. Bananas: Ricas em potássio e magnésio, ajudam a relaxar os músculos e o sistema nervoso, facilitando o sono.  
  1. Amêndoas: Fonte de magnésio, contribuem para a qualidade do sono e relaxamento muscular.  
  1. Cerejas ácidas: Contêm melatonina natural, hormônio que regula o ciclo do sono.  
  1. Aveia: Além de ser uma fonte de melatonina, possui carboidratos complexos que aumentam a disponibilidade de triptofano no cérebro, promovendo o sono.  
  1. Chás de ervas: Infusões de camomila e maracujá possuem propriedades calmantes que auxiliam no relaxamento antes de dormir. 


Suplementação para melhorar o sono, nutricionista explica vantagens 

Além da alimentação, a suplementação pode ser uma estratégia eficaz para aprimorar a qualidade do sono. A Puravida conta com o Blue Calm, um suplemento que combina ingredientes naturais conhecidos por suas propriedades relaxantes. “O Blue Calm reúne nutrientes como magnésio bisglicinato, mio-inositol, taurina e L-triptofano, que atuam sinergicamente para promover o relaxamento e melhorar a qualidade do sono”, destaca Carla.  

A forma biodisponível de magnésio auxilia no relaxamento muscular e na função nervosa adequada e os compostos do Blue Calm contribuem para a saúde cerebral e pode melhorar a qualidade do sono. 

“Incorporar o Blue Calm na rotina noturna pode ser uma maneira prática e eficaz de preparar o corpo para um sono reparador, especialmente quando aliado a hábitos saudáveis e um ambiente propício ao descanso. Lembrando que é extremamente essencial utilizar o produto com acompanhamento profissional”, conclui Carla. 



Puravida
www.puravida.com.br


Março Azul Marinho: hábitos saudáveis auxiliam na prevenção do câncer colorretal

Especialistas do CEJAM explicam como ultraprocessados podem ser vilões para o desenvolvimento da doença

 

Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o mês de março é dedicado à campanha "Março Azul Marinho", que visa conscientizar e informar a população sobre o câncer colorretal. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse é o terceiro tipo mais frequente no Brasil (sem considerar o câncer de pele não melanoma), com uma estimativa de 45 mil novos casos da doença por ano.  

O câncer colorretal tem maior incidência em pessoas acima de 50 anos, e se caracteriza pelo desenvolvimento de tumores malignos no cólon ou no reto. Esses tumores se originam nas células que revestem o intestino e podem surgir a partir de lesões pré-cancerosas, como os pólipos, caso não sejam identificados e removidos precocemente.      

“Entre os principais fatores de risco, destacam-se o histórico familiar, síndromes genéticas e fatores ambientais e comportamentais. Embora a predisposição genética seja relevante, a maioria dos casos é esporádica, o que reforça a importância de hábitos saudáveis e do rastreamento regular”, explica o Dr. Pedro Moraes, oncologista do Hospital Estadual de Franco da Rocha, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. 


Ultraprocessados e o Câncer Colorretal 

Há décadas, sabe-se que o risco de desenvolver câncer de intestino é fortemente influenciado pelo estilo de vida e pelo ambiente. Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o consumo de alimentos embutidos e ultraprocessados, classificando-os no grupo 1 de alimentos cancerígenos, equiparando-os ao tabaco, o amianto e a fumaça de óleo diesel. “A inflamação crônica, a alteração da microbiota intestinal e a exposição a aditivos presentes nesses alimentos são os principais vilões”, aponta Dr. Moraes. 

Ana Carolina Leite, nutricionista da UBS Jardim Aracati, administrada pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, complementa que os alimentos ultraprocessados são ricos em gorduras saturada e trans e açúcares, pobres em fibras e contêm aditivos e compostos químicos que podem modificar a flora intestinal e causar a morte de bactérias benéficas. A especialista alerta que não existe uma quantidade segura para o consumo, apenas uma frequência. “Quanto maior a presença desses alimentos na dieta, maior o risco. O ideal é que o consumo seja esporádico”. 


Alimentação como Prevenção 

De acordo com Dr. Pedro, a adoção de hábitos saudáveis é fundamental na prevenção do câncer colorretal. “A prevenção envolve um conjunto de medidas que incluem atividades físicas regulares, moderação no consumo de álcool, abandono do tabagismo e uma alimentação mais saudável. Esses hábitos podem reduzir processos inflamatórios e favorecer uma microbiota intestinal mais saudável”. 

Alimentos ultraprocessados passam por diversas etapas de produção industrial, o que leva à presença de nitritos em sua composição. Esses compostos químicos, em contato com o organismo, podem formar nitrosaminas, substâncias cancerígenas. Para Ana Carolina, a melhor forma de identificar um alimento ultraprocessado é pela leitura dos rótulos. 

“Produtos alimentícios com mais de cinco ingredientes exigem atenção. A presença de nomes como edulcorantes artificiais (acessulfame de potássio, aspartame), glutamato monossódico, corantes artificiais (tartrazina, amarelo 5), xarope de milho, glicose, frutose, propionato de cálcio, sulfito de sódio e nitratos/nitritos já acendem um alerta. A dica de ouro é: quanto menos ingredientes, melhor.” 

A recomendação de uma dieta rica em fibras, frutas, legumes e verduras é unânime entre os especialistas. O consumo desses alimentos ajuda a proteger o organismo e auxilia nos processos inflamatórios. 

A nutricionista ressalta que o “Guia Alimentar para a População Brasileira”, de 2014, classifica os alimentos em: in natura ou minimamente processados, processados e ultraprocessados, facilitando um planejamento alimentar equilibrado. “Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, batata, mandioca e outras raízes e tubérculos, arroz, milho, feijão, frutas secas, oleaginosas, carnes, peixe, ovos, frango e leite, é a melhor alternativa para uma alimentação equilibrada”, explica. 


Sintomas e Rastreamento da Doença 

Entre os sintomas mais comuns do câncer colorretal estão: alterações persistentes nos hábitos intestinais, sangramento retal ou presença de sangue nas fezes, dor ou desconforto abdominal, sensação de evacuação incompleta, perda de peso inexplicada e anemia. 

Dr. Pedro Moraes enfatiza que a identificação do câncer colorretal em estágios iniciais é fundamental para o sucesso do tratamento. “Para isso, utilizamos uma variedade de exames, desde análises clínicas e laboratoriais até endoscopias e exames radiológicos. O rastreamento regular, por meio da pesquisa de sangue oculto nas fezes e de endoscopias como a colonoscopia, é essencial para a detecção precoce da doença.” 

O Março Azul Marinho é um convite à conscientização, à educação e à ação conjunta para reduzir a incidência e os impactos dessa doença. “Adotar hábitos saudáveis, realizar exames de rastreamento regularmente e buscar orientação médica ao primeiro sinal de alteração são atitudes que podem salvar vidas”, finaliza o oncologista. 




CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Gripe pode acusar miocardite?

 

A miocardite por gripe é rara e difícil de diagnosticar. No entanto, segundo a American Heart Association, os vírus, de maneira geral, são a causa mais comum da inflamação do miocárdio, músculo responsável pela contração do coração. 

“Quando causam miocardite, prejudicam a ação de bombeamento de sangue do coração e podem desencadear problemas mais sérios, como arritmias e insuficiência cardíaca”, explica o Dr. Jorge Koroishi, cardiologista clínico do Hcor. 

Os sintomas da miocardite incluem fadiga, falta de ar, febre, dor no peito, batimento cardíaco irregular e tontura. “O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, cardíacos (como o ecocardiograma) e ressonância magnética. O tratamento, geralmente, é feito em casa, com repouso e medicações para tratamento de insuficiência cardíaca e para evitar arritmias”, revela o médico. 

Ainda segundo o especialista, o tempo de duração de uma miocardite depende da causa da inflamação e do estado geral de saúde da pessoa. “Em 50% das vezes, a sua resolução é espontânea e ocorre após 2 a 4 semanas. Apenas 25% dos casos se tornam miocardite crônica, que é quando pode levar a uma insuficiência cardíaca. Os demais 25% dos casos evoluem para uma insuficiência grave, refratária e que podem necessitar de transplante cardíaco”, finaliza.
 

Hcor


"Orelha de Abano": entenda a condição e as alternativas cirúrgicas para quem sofre com o problema

A otoplastia, cirurgia para corrigir a orelha de abano, oferece não apenas resultados estéticos, mas também alívio psicológico, principalmente para crianças e adolescentes que enfrentam o bullying e o impacto emocional da condição 

 

A chamada "orelha de abano" é um termo popularmente utilizado para descrever a condição em que as orelhas se projetam para fora da cabeça. Embora muitas vezes seja tratada apenas como um fator estético, a "orelha de abano" pode ter um grande impacto social e emocional, principalmente em crianças e adolescentes. 

O médico otorrinolaringologista Dr. Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista – instituição de referência na saúde de ouvido, nariz e garganta – explica que essa condição ocorre devido a uma má formação da cartilagem da orelha, que pode ser genética ou uma característica de síndromes específicas. 

“As causas da orelha de abano podem variar, mas geralmente envolvem uma má formação na gestação ou uma característica genética familiar”, esclarece o médico, lembrando que a condição pode se manifestar já no nascimento, mas é mais notada conforme a criança cresce e começa a interagir com outras pessoas, sendo muitas vezes alvo de brincadeiras e apelidos.


Cirurgia

A otoplastia, cirurgia estética para corrigir a orelha de abano, é recomendada principalmente entre os 7 e 9 anos, fase em que a criança já percebe as diferenças em relação aos colegas e pode sofrer com o bullying. "Normalmente, é a própria criança que pede para realizar a cirurgia, o que facilita o processo, pois ela acaba colaborando muito com o tratamento", destaca Dr. Gilberto. A cirurgia consiste em remodelar a orelha, seja diminuindo a concha ou corrigindo a cartilagem, para que as curvaturas da orelha se tornem mais naturais e proporcionais ao rosto.

Dr. Gilberto também aborda o impacto emocional que a orelha de abano pode causar, principalmente no contexto social. "A principal dificuldade é o estigma social. As crianças frequentemente se isolam por medo de serem ridicularizadas, especialmente quando são comparadas ao personagem Dumbo, que tem grandes orelhas e é tratado como ‘diferente’. Isso pode gerar timidez, baixa autoestima e até mesmo quadros de depressão", explica o médico. A comparação com personagens de histórias como "Pinóquio", que tem as orelhas grandes conforme ele se torna mais ‘burro’, ainda é um estigma muito presente.


Recuperação

Em relação à recuperação da cirurgia, Dr. Gilberto explica que o paciente precisará usar um curativo por um período de uma a duas semanas e, após esse tempo, os pontos serão retirados. A cirurgia é realizada de forma delicada, e a dor local, embora presente, é geralmente superada pela motivação dos pacientes em corrigir a aparência das orelhas. "A recuperação é tranquila, e a maioria dos pacientes se sente satisfeita com os resultados, principalmente porque a mudança traz um grande alívio emocional", comenta.

Por fim, Dr. Gilberto reforça que, para adultos, a decisão de realizar a otoplastia é mais simples, e os resultados são bastante satisfatórios. "No caso de crianças e adolescentes, é importante avaliar se a cirurgia é realmente um desejo do paciente ou se está sendo motivada pelos pais. O médico tem o papel de ajudar a garantir que a decisão seja a melhor para o bem-estar da criança ou do adolescente", conclui o especialista. A otoplastia pode, portanto, ser uma solução eficaz para corrigir a orelha de abano, proporcionando não só benefícios estéticos, mas também emocionais, ao melhorar a autoestima e a confiança do paciente.


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Cânceres silenciosos: ovário, pâncreas e esôfago são os mais delicados

Especialista explica os fatores de risco e o motivo por trás desses tumores passarem despercebidos entre os humanos

 

Os cânceres silenciosos representam um grande desafio para a saúde, pois costumam se desenvolver sem apresentar sintomas perceptíveis nas fases iniciais. Alguns tipos de tumores que costumam agir dessa forma são o de pâncreas, ovário e esôfago.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), devem surgir cerca de 10 mil casos de câncer de pâncreas, 7 mil casos de câncer de ovário e 10 mil casos de neoplasias no esôfago em 2025. Além disso, estima-se que possam surgir 704 mil casos de câncer no ano.

Detectar o câncer logo nos estágios iniciais pode fazer toda a diferença na vida de um paciente. Em muitos casos, quando o câncer ainda não se espalhou para outras partes do corpo (metástase), os tratamentos são mais eficazes e menos invasivos. 

Camila Giro, oncologista clínica do IBCC Oncologia, hospital especializado no tratamento do câncer, responde algumas perguntas sobre os cânceres silenciosos e como se prevenir.


Por que os cânceres de esôfago, ovário e pâncreas costumam ser silenciosos?

R: O câncer de pâncreas geralmente só apresenta sintomas perceptíveis nos estágios mais avançados da doença. Os principais sinais de alerta incluem dor abdominal, icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), perda repentina de peso e diminuição do apetite.

O câncer de ovário é silencioso, pois seus sintomas costumam ser sutis e frequentemente confundidos com problemas menos graves. Entre os sintomas mais comuns estão dor abdominal persistente e sensação recorrente de inchaço, o que pode atrasar o diagnóstico.

O câncer de esôfago também tem os sintomas iniciais muitas vezes confundidos com outros problemas gastrointestinais. Entre os sinais de alerta estão a dificuldade ou dor ao engolir, a perda de peso não intencional e o desconforto persistente na garganta ou no tórax.


Quais os benefícios de detectar o câncer em estágios iniciais?

R: O diagnóstico precoce do câncer permite a realização de tratamentos mais simples e menos agressivos. A identificação da doença em seus estágios iniciais também aumenta significativamente as chances de sobrevida e reduz o impacto psicológico da doença, oferecendo mais esperança e aliviando o estresse emocional geralmente atribuído a prognósticos mais pessimistas.


Quem corre mais risco de ter câncer?

R: Alguns fatores podem aumentar significativamente a probabilidade de desenvolver cânceres silenciosos. Entre eles estão o histórico familiar da doença, a idade avançada, o tabagismo, a obesidade e a exposição constante a substâncias químicas nocivas. Além disso, certos casos de infecções crônicas ou condições genéticas específicas também podem representar um risco elevado. Por esse motivo, a realização periódica de check-ups é essencial para a detecção precoce.


Qual a importância dos exames preventivos e da conscientização?

R: De maneira geral, uma das melhores maneiras de se prevenir é com os exames regulares de rotina, como mamografias ou colonoscopias, que podem identificar tumores ainda em estágios iniciais. Em caso de algum sintoma fora do normal, é essencial procurar ajuda médica assim que possível.

Também é imprescindível adotar hábitos saudáveis, como manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas e evitar o consumo de álcool e cigarro. Essas medidas valem tanto para pacientes que desejam reduzir riscos quanto para aqueles que já possuem histórico familiar ou condições predisponentes.




IBCC Oncologia é conhecido
https://ibcc.org.br/


Pegar no sono rápido não é sinal de dormir bem

72% dos brasileiros sofrem com distúrbios do sono que pode acarretar inúmeras doenças

 

No dia 17 de março, celebra-se o Dia Mundial do Sono, na data que chama a atenção para a relevância de um sono de qualidade na manutenção da saúde e bem-estar, os dados alarmantes revelam ainda que entre os problemas que as más noites podem afetar estão os distúrbios na cognição, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade, baixa imunidade e problemas hormonais. O médico otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, ressalta que a otorrinolaringologia desempenha um papel crucial na identificação e tratamento de problemas que afetam a qualidade do sono. "Muitos distúrbios do sono estão diretamente relacionados a condições otorrinolaringológicas, como ronco e apneia obstrutiva do sono, que podem ser causados por obstruções nas vias aéreas superiores", explica. 

O especialista alerta para sinais como cansaço constante e sonolência durante o dia, dores de cabeça frequentes, fraqueza no sistema imunológico, aumento do apetite e desejo por alimentos calóricos, dores musculares e articulares. Além disso, ele afirma que quando esses sinais físicos são acompanhados de dificuldade de concentração e memória, raciocínio mais lento, irritabilidade e impaciência, oscilações de humor e falta de motivação e desinteresse podem ser o resultado das noites mal dormidas que podem até passar despercebidas. 

Dr. Bruno ainda afirma que normalmente quem se deita e logo cai no sono, imagina que dorme super bem. Mas, pode ser exatamente o contrário. Isso porque, embora pegar no sono rapidamente seja uma habilidade desejável para muitas pessoas, a qualidade do sono não é determinada apenas pelo tempo que leva para adormecer. “O sono é influenciado por vários fatores, incluindo a profundidade, a quantidade de horas de sono REM (Rapid Eye Movement), a regularidade do padrão e a ausência de interrupções durante a noite. Quando uma pessoa já entra no sono muito rapidamente, pode ser sinal de que ela não está tendo boas noites de sono REM - que é o sono reparador e importante para a saúde como um todo”, explica. 

Um padrão de sono saudável e equilibrado envolve a passagem por todas as fases do sono em uma noite. “É daí que aparecem os distúrbios do sono ou interrupções no ciclo noturno até em pessoas que adormecem rapidamente, mas experimentam interrupções frequentes durante a noite ou não atingem as fases mais profundas do sono. É preciso compreender se as noites dão sinais de que não estão sendo satisfatórias”, diz. 

O especialista afirma que alguns sinais podem ajudar a identificar se as noites de sono não estão sendo satisfatórias. “Se há presença de ronco, se a respiração está sendo feita pela boca, se o travesseiro acorda babado ou a boca seca e ainda, se há necessidade de ir ao banheiro regularmente durante a noite, podem ser alguns dos sinais de que o sono não está saudável”, explica o médico. 

O Dr. Bruno enfatiza a importância de procurar ajuda médica ao perceber dificuldades persistentes relacionadas ao sono. " é importante verificar se há apneia que pode ser tratada com Cpap - uma máscara que joga ar sob pressão através do nariz e da boca e ajuda a evitar o ronco pois impede a obstrução das vias aéreas e assim proporciona um sono mais saudável. “Ainda há opções de tratamentos que podem ser feitos com aparelho intraoral(móvel) ou até por cirurgias”, finaliza o médico. 

 


FONTE:
Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico otorrinolaringologista pela UNIFESP Professor Medcel Pós-graduação pela UNIFESP. Especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


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