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sexta-feira, 26 de abril de 2024

Paulistano está mais hipertenso e mais preocupado com a saúde mental

Consultas ginecológicas e psiquiátricas são as mais procuradas na rede de saúde dr.consulta, que também revela que a hipertensão arterial está entre os principais diagnósticos realizados nos 29 centros médicos espalhados pela Grande São Paulo

 

A rede de saúde dr.consulta identificou um crescimento de quase 30% na incidência de hipertensão em consultas e retornos em seus centros médicos na Grande São Paulo, entre 2020 e 2023. Em relação a 2022, houve um aumento de 27%. O levantamento também mostra que os paulistanos estão se consultando mais com psiquiatras, com aumento de 50% nas consultas dessa especialidade no mesmo período. 

Os números foram divulgados neste Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, chamando a atenção das pessoas para a importância do cuidado com a saúde em todos os momentos, não só na hora da dor, já que doenças crônicas como a hipertensão podem ser controladas se forem acompanhadas adequadamente. 

Apenas em 2023 foram mais de 10 mil diagnósticos únicos de hipertensão no dr.consulta, 58% em consultas de Clínica Médica e 19% em Cardiologia. Nesses casos o paciente já tinha passado por uma primeira consulta e retornou para obter um desfecho clínico ou realizar acompanhamento médico. 

“Esses números demonstram que o paulistano não só está mais preocupado com a saúde, como também está olhando para esse assunto de forma mais abrangente, dando cada vez mais valor ao autocuidado e buscando uma vida cada vez melhor e com mais qualidade.”, afirma Bruno Reis, diretor de Operações do dr.consulta. 

O histórico de exames realizados na rede aponta um aumento da condição ao longo dos últimos quatro anos, o que demonstra que, além de mais diagnosticada, a hipertensão está sendo também mais monitorada.


Fonte: dr.consulta

Outro destaque importante foi o crescimento do número de consultas com psiquiatras e psicólogos, mostrando que a saúde mental tem se tornado motivo de atenção do paulistano nos últimos anos. Ao longo de 2023 foram 74 mil pessoas atendidas por psiquiatras e quase 12 mil por psicólogos do dr.consulta. Ansiedade, depressão e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) são os diagnósticos mais encontrados. 


Fonte: dr.consulta

 

Fonte: dr.consulta

Outras demandas do paulistano

O estudo mapeou também quais são as condições que mais levam o paulistano a procurar os 29 centros médicos da rede. A líder dentre as consultas realizadas é a rotina ginecológica, o que demonstra que as mulheres seguem sendo as mais atentas ao cuidado com a saúde. A incidência da próstata aumentada – sintoma que pode ser indicativo de câncer de próstata, neoplasia mais letal para os homens – também foi um dos destaques da parte da pesquisa que avalia diagnósticos únicos (o que evita a dupla classificação).


Fonte: dr.consulta

Para Bruno Reis os achados demonstram a necessidade de o sistema público e privado trabalharem juntos na atenção primária em saúde. “Os números que temos deixam claro o nosso papel de garantir acesso, mas também de empoderar as pessoas para que cuidem da própria saúde. Quando elas buscam os nossos serviços e identificam alguma condição de forma precoce, elas estão não apenas buscando formas de viver melhor, mas também contribuindo para que todo o sistema de saúde do País funcione de forma mais eficaz”, conclui o executivo.

E para marcar a data e reforçar o compromisso de oferecer saúde de forma integral, o dr.consulta montará um Circuito da Saúde na garagem do centro médico localizado na Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, para incentivar o cuidado com a alimentação saudável. A ação, destinada a pacientes e população do entorno, prevê a entrega de brindes como garrafa de água, álcool em gel e frutas, além da realização do exame de bioimpedância e distribuição de cartilha com informações nutricionais. Em outros cinco centros médicos pacientes poderão fazer uma sessão de massagem após as consultas para estimular o cuidado com o bem-estar.


Síndrome de Down: Como colocar fim nos estereótipos?

Aprenda 8 estigmas que devem ser extintos na comunicação com e sobre os portadores de Down

 

Cláudia*, uma jovem de 30 anos com Síndrome de Down, foi ao pronto-socorro para tratar de uma infecção de pele. Depois de receber a prescrição do tratamento à base antibiótico, foi surpreendida por um atestado médico dizendo que ela “deverá ficar afastada das atividades habituais devido a seu transtorno mental”. 

Esse relato assusta, mas não só retrata o cotidiano de quem tem a síndrome, como reafirma a importância do tema escolhido para homenagear o Dia Internacional da Síndrome de Down, dia 21 de março: “End the Stereotypes”, traduzido como sugestão para o português do Brasil como “Chega de Rótulos”. 

A Dra. Anna Bohn tem uma visão sobre o assunto. Ela é Pediatra Pós-graduada em Síndrome de Down pelo Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas da Faculdade de Medicina do ABC (CEPEC - FMABC), com MBA em gestão de saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein e Vice-presidente do Núcleo de Estudos da criança e adolescente com deficiência, da Sociedade Paulista de Pediatria. "Rótulos ou estereótipos reduzem o indivíduo a alguma característica e, geralmente, escondem algum preconceito. Eles podem conter uma ideia positiva, negativa ou neutra, baseadas em alguma experiência pessoal ou informações limitadas a respeito de uma condição", avalia a especialista. 

Com base em sua vivência muito próxima a essa causa, a médica elaborou uma lista dos 8 piores rótulos que devem chegar à consciência da sociedade para que tais hábitos sejam extintos do diálogo social e da própria avaliação de pessoas portadoras da síndrome: 

  1. Reduzir a pessoa com Síndrome de Down à sua condição genética. O exemplo de Cláudia*, do início, exemplifica essa conduta. "Os erros e o preconceito contidos nesse documento são inúmeros, mas gostaria de ressaltar que transtorno mental e deficiência intelectual, algo que está presente na Síndrome de Down, são elementos absolutamente diferentes", corrige a pediatra. Ela lembra ainda que a situação clínica que motivou a procura pelo PS nada teve a ver com alguma deficiência intelectual, muito menos com algum possível transtorno mental. “Por que, então, correlacionar esses elementos justificando a ausência no trabalho?", questiona a Dra. Anna.

     
  2. 'Ele/Ela é um anjo'. "Esta fala esconde um pensamento caritativo, de dó ou pena, que muitos sentem em relação a estes indivíduos. A sociedade não os enxerga como anjos, logo, se referir a quem tem Síndrome de Down como tal esconde uma tentativa de amenizar a forma como as pessoas costumam enxergá-los", evidencia a médica.

     
  3. 'Eterna criança'. A infantilização é uma forma frequente de olhar as pessoas com alguma deficiência ou síndrome, inclusive pelos próprios familiares. Ela costuma aparecer no excesso de proteção e medo de que sofram. "Infantilizar essas pessoas impede que elas construam autonomia e independência e as deixa mais suscetíveis à violência, como abuso sexual", ensina a especialista, que orienta: "Empoderar, construir autoestima e ensinar os limites do corpo e do respeito são essenciais para amadurecer e crescer".

     
  4. 'Mongol, retardado(a)'. Termos pejorativos são frequentemente usados para se referir a pessoas com Síndrome de Down, mas também são usados como xingamentos. "Esta forma mais óbvia de preconceito deve ser combatida sempre", reivindica ela.

     
  5. Desconsiderar a autonomia da pessoa com a síndrome. Ir ao médico e os profissionais perguntarem e se dirigirem somente ao familiar que acompanha a pessoa: "o preconceito vem, muitas vezes, neste formato pouco conhecido e trazido por quem deveria sempre cuidar, profissionais da saúde. Com frequência, médicos presumem erroneamente que pessoas com Síndrome de Down não podem dizer o que sentem ou o que querem para sua saúde e corpo", revela a Dra. Anna. Ela conta que é comum eles serem deixados de lado, ficando a família na função de responder toda e qualquer pergunta ou tomar decisões. "Além da sobrecarga do cuidador, esse processo piora o cuidado médico e a experiência do paciente, que muitas vezes não recebem nem ao menos um cumprimento", afirma.

     
  6. 'Eles são hipersexualizados sempre'. Educação sexual e orientação sobre sentimentos e sensações são essenciais para prevenção de abuso e para entender o limite e o respeito com o corpo. "Entender esses aspectos faz com que nos demos conta sobre comportamentos adequados ou não na vida adulta. Quando privamos as pessoas com Síndrome de Down destas conversas abrimos espaços para que falas e atitudes apareçam em momentos inadequados. A sexualidade faz parte de todos. Não seria diferente para quem tem deficiência", orienta a médica.

     
  7. 'Eternamente dependentes'. "Essa ideia equivocada é repetida sem conhecimento dos avanços em saúde e inclusão atuais. Os cuidados com a saúde de quem tem Síndrome de Down, estímulos adequados às suas necessidades e a luta pelo direito à educação fizeram com que, nas últimas décadas, muitos alcançassem o ensino em escolas regulares até seu término, o ingresso em escola superior, maior autonomia para sair sozinhos, dirigir carros, entre outros aspectos da vida cotidiana tidas como corriqueiras mas que por muitos anos não era vista", diz a Dra. Anna.

     
  8. 'Crianças especiais'. Na mesma temática do preconceito com viés de caridade, chamar pessoas com deficiências de "especiais", quando, na verdade, não se enxerga suas questões como algo que se destaca positivamente, perpetua a ideia de que muitos têm pena pela condição, na visão da Dra. Anna.

 

"Desejo que pensemos no papel dos rótulos como centrais na perpetuação do preconceito com as pessoas com Síndrome de Down, que travam sua construção de autonomia e inclusão da sociedade", finaliza a médica.

 

*nome fictício.


Perda de cabelo, cansaço, imunidade baixa e problemas cardíacos: o que o excesso e a falta de selênio causam no organismo

O mineral está presente em alimentos como carnes, gema de ovo, farinha de trigo e castanha-do-pará e pode ter sua quantidade avaliada por meio de exame de sangue

 

O selênio é um mineral presente em diversos alimentos de consumo diário, como farinha de trigo e gema de ovo, e é capaz de promover uma grande ação antioxidante no organismo. Quando em quantidade saudável, pode trazer uma série de benefícios, como fortalecimento do sistema imunológico e melhora no funcionamento da tireoide. Porém, quando está em falta ou em excesso no corpo, pode ter o efeito contrário e causar danos, como queda acentuada de cabelo, cansaço persistente, redução na produção do hormônio da tireoide, problemas de reprodução e, até mesmo, prejuízo ao funcionamento do sistema cardiovascular. 

Segundo a dra. Dalva Margareth Valente Gomes, endocrinologista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, que faz parte da Dasa, rede de saúde integrada, o equilíbrio do selênio no sangue é fundamental para a criação das selenoproteínas, compostos químicos que atuam na redução do estresse oxidativo e dos danos às estruturas celulares, o que previne deficiências hormonais e aumenta a resistência do sistema imunológico. Para obter os benefícios do selênio, é importante se atentar à necessidade nutricional recomendada, de acordo com o estágio da vida. Durante a infância, é indicada uma média de 20 a 30 mcg/dia, passando para 55 mcg/dia na adolescência e na fase adulta, com aumento para 70 mcg/dia durante a gestação.

“Os primeiros sintomas da falta de selênio no organismo são fadiga, fraqueza muscular e redução da imunidade, que deixam o paciente mais suscetível a infecções causadas por vírus, bactérias e fungos. A deficiência grave de selênio também afeta diretamente a fertilidade de homens e mulheres, pode causar doença nos ossos e nas articulações e a chamada doença de Keshan, uma cardiomiopatia provocada pela carência desse mineral”, explica a especialista.

Por outro lado, o excesso pode ser igualmente prejudicial para a saúde. O consumo acima de 900 microgramas ao dia por longos períodos pode causar uma rápida perda de cabelo, vômitos, diarreia, náuseas, erupções na pele, cansaço constante e lesões neurológicas. Na toxicidade do selênio, é observado também um odor semelhante ao de alho exalado na respiração.


Suplementos vitamínicos só devem ser tomados sob prescrição médica

Quando há a suspeita de que os níveis do mineral estão abaixo ou acima do esperado, é indicado um exame laboratorial chamado Selênio, feito pela avaliação do sangue ou da urina. “Realizado por meio de uma coleta de sangue, esse procedimento quantifica a concentração no organismo e indicar deficiência ou toxicidade do composto no corpo”, detalha a dra. Dalva.

Uma vez confirmada a necessidade de ajustar a quantidade do mineral, o paciente deve buscar a orientação de um nutricionista, que poderá orientá-lo com base em uma dieta adaptada a seu estilo de vida. Em casos de deficiência de selênio, o consumo de suplementos vitamínicos só deve ser considerado quando há a indicação e o acompanhamento de um especialista.

“A dieta do brasileiro abraça diversos alimentos que são fontes de selênio, como a gema do ovo e farinha de trigo. A castanha-do-pará tem a maior concentração de selênio por unidade, mas as quantidades e os melhores tipos de alimento devem ser discutidos com um nutricionista, que fará o acompanhamento a longo prazo do nível de selênio do paciente”, finaliza a especialista.


Quem usa aparelho auditivo é considerado uma pessoa com deficiência?

Segundo IBGE, 5% da população brasileira tem alguma deficiência auditiva, o que corresponde a mais de 10 milhões de cidadãos, sendo que 2,7 milhões têm surdez profunda, ou seja, conseguem ouvir nenhum tipo de ruído.


Nos últimos anos, a conscientização sobre a importância da saúde auditiva tem crescido significativamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,5 bilhões de pessoas no mundo terão algum grau de perda auditiva até 2050.

Com isso, surgem questionamentos sobre como a perda auditiva afeta a vida das pessoas e quais são as melhores formas de lidar com esse desafio. Dra. Vanessa Gardini, fonoaudióloga especialista em reabilitação auditiva, da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos, de Sorocaba (SP), ressalta que:

“A audição é essencial para a nossa compreensão do mundo, sendo um sentido primordial que nos conecta com o ambiente e as pessoas ao nosso redor. É através dela que captamos os sons da natureza, as vozes dos nossos entes queridos e os ruídos da vida cotidiana, permitindo-nos comunicar e interagir de forma significativa”, diz.


Causas da perda auditivas

Uma das soluções mais eficazes para a perda auditiva é o uso de aparelhos auditivos, dispositivos projetados para amplificar, equalizar os sons e melhorar a qualidade de vida dos deficientes auditivos.

A perda auditiva é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, de todas as idades e origens. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5% da população brasileira tem alguma deficiência auditiva, o que corresponde a mais de 10 milhões de cidadãos, sendo que 2,7 milhões têm surdez profunda, ou seja, conseguem ouvir nenhum tipo de ruído.

A surdez pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo idade avançada, exposição a ruídos altos, remédios ototóxicos ,infecções e condições genéticas. Independentemente da causa, a perda auditiva pode ter um impacto significativo na vida cotidiana de um indivíduo, afetando sua capacidade de se comunicar, socializar e até mesmo trabalhar.

“É fundamental entender que a perda auditiva não apenas afeta a capacidade de ouvir os sons, mas também pode ter sérias consequências emocionais, sociais e psicológicas. Muitas pessoas que sofrem de perda auditiva enfrentam sentimentos de isolamento, depressão e baixa autoestima devido à dificuldade em se comunicar e se envolver com o mundo ao seu redor”, alerta a Dra. Vanessa.

Mas afinal, quem usa aparelho auditivo é considerado uma pessoa com deficiência?

A resposta é, depende do grau de perda auditiva do paciente. Conforme o artigo 4º do Decreto Federal 3.298/1999 “é que é considerada pessoa com deficiência auditiva, o indivíduo que possua perda auditiva bilateral, parcial ou total, de 41 decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma, na média das frequências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz”.

No dia 22 de dezembro de 2023 , a nova lei 14.768 , também acrescentou pessoas com perda auditiva unilateral total no grupo de pessoas classificadas com deficiência relacionada à surdez.

Ou seja, é preciso ter surdez profunda de um lado e do outro lado normal para ser incluída como pessoa com deficiência.

Pessoas com perda auditiva parcial de um lado e outro normal, não estão incluídas .

Essas informações são importantes, pois se a pessoa está nessa faixa de perda auditiva, ela pode recorrer a alguns direitos garantidos pela lei como:

. Desconto em impostos.

• Reserva de vagas de emprego em empresas privadas;

• Vagas destinadas em concursos públicos

• Passe livre em transporte público;

• Aposentadoria especial;

• Pagamento de meio entrada em eventos;

• Desconto na conta de energia;

• Política de cotas em universidades públicas e privadas;

• Entre outros.

A Dra. Vanessa comenta que a evolução dos aparelhos auditivos tem ajudado a pessoa com deficiência, tornando-se mais discretos, confortáveis e eficazes. Hoje em dia, existem uma variedade de modelos disponíveis para atender às necessidades individuais de cada pessoa, desde aparelhos auditivos invisíveis no canal auditivo até aparelhos recarregáveis com conectividade direta com celular e tv.

“Apesar dos avanços na tecnologia dos aparelhos, que estão cada vez menores e com recursos maravilhosos,ainda existem muitos desafios a serem enfrentados. Um dos principais obstáculos é a vergonha . Muitas pessoas relutam em buscar ajuda especializada logo que a perda auditiva aparece , devido ao medo do julgamento social ”, afirma a fonoaudióloga.

É fundamental combater esse estigma e educar o público sobre a importância de procurar ajuda cedo, pois vai garantir a eficácia dos aparelhos auditivos e a preservação da saúde do cérebro.



Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos
Rua Dr. Arthur Gomes, 552 - Sorocaba/SP


Atenção aos idosos: saiba quais são os cuidados para evitar acidentes domésticos

Cerca de 1/3 da população, acima de 65 anos, sofre uma queda por ano dentro de casa", revela especialista 

 

Os acidentes domésticos são mais comuns do que se imagina e podem representar um sério risco para os idosos. Nesta fase da vida, devido às mudanças físicas, sensoriais e cognitivas associadas ao envelhecimento, os idosos, ficam mais vulneráveis e, naturalmente, mais propensos a quedas e outras intercorrências no ambiente doméstico.

Recentemente, o humorista Carlos Alberto de Nóbrega, 87 anos, fraturou o fêmur e precisou realizar cirurgia devido a um sangramento interno na cabeça após queda em sua casa de campo.

Segundo dados do Ministério da Saúde, um em cada três idosos sofre uma queda por ano, sendo que 34% das quedas provocam algum tipo de fratura. Somente em 2020, foram contabilizadas mais de 300 mil internações no país em função de acidentes domésticos.

 O Dr. Lafayette Lage, ortopedista e traumatologista, introdutor no Brasil da artroscopia do quadril em 1993 e, também, um dos pioneiros na cirurgia de Resurfacing, chama a atenção para a importância de se manter os cuidados com os idosos. “Cerca de 1/3 da população, acima de 65 anos, sofre uma queda por ano dentro de casa”, revela o médico. Com menos musculatura e outros problemas associados, pessoas nesta faixa etária, ficam mais propensas às fraturas, explica.

Além das limitações físicas associadas à idade avançada, existem aspectos psicológicos significativos que devem ser considerados ao lidar com idosos, tais como depressão e tendência ao isolamento, desconfiança, irritabilidade, entre outras questões.

Para minimizar os riscos, é importante que os idosos e seus cuidadores estejam atentos a algumas medidas preventivas:

 

  • Manter a casa segura: remover tapetes escorregadios, instalar corrimãos em escadas, colocar barras de apoio no banheiro e eliminar obstáculos no caminho podem ajudar a prevenir quedas.
  • Iluminação adequada: manter a casa bem iluminada, especialmente em áreas de passagem pode ajudar os idosos a enxergarem melhor e evitarem acidentes.
  • Uso de equipamentos de segurança: utilizar dispositivos como alarmes de incêndio e barras de segurança em janelas pode reduzir eventuais riscos. Também é importante o uso de calçados adequados e antiderrapantes em casa. Evitar encerar o piso ou utilizar produtos que deixe o chão escorregadio.
  • Atenção aos medicamentos: é importante seguir corretamente as prescrições médicas e evitar automedicação, pois alguns medicamentos podem causar tonturas e sonolências, aumentando o risco de quedas.
  • Cuidado com objetos cortantes e quentes: manusear facas, panelas e outros objetos afiados ou quentes com cuidados pode prevenir cortes e queimaduras.
  • Permanecer em contato com familiares e amigos: manter-se conectado com familiares, amigos e vizinhos pode garantir que haja ajuda disponível em caso de urgência.
  • Manter a dieta saudável e praticar exercícios físicos: uma alimentação balanceada e a prática regular de exercícios podem ajudar a manter a força muscular e flexibilidade, minimizando riscos potencias de fraturas.

É importante que os idosos e seus cuidadores estejam cientes dessas medidas preventivas e as incorporem em suas rotinas diárias para garantir um ambiente doméstico mais seguro e evitar acidentes desnecessários. Além disso, é fundamental que os idosos estejam abertos a pedir e aceitar ajuda quando necessário, reconhecendo que algumas tarefas podem ser mais desafiadoras devido ao envelhecimento. 

 

Dr. Lafayette Lage - médico ortopedista, pioneiro em artroscopia do quadril e especialista em cirurgia de Resurfacing (recobrimento da cabeça do fêmur). www.clinicalage.com.br


Hepatite B é uma doença silenciosa e pode acarretar graves sequelas

Dra. Michelle Zicker, infectologista do São Cristóvão Saúde, fala sobre prevenção, sintomas e tratamento 


A hepatite B é uma infecção sexualmente transmissível, com 70% dos casos de infecção derivados de relações sexuais sem proteção. O vírus também pode ser disseminado pelo contato direto com sangue contaminado e por transmissão vertical, ou seja, passar da mãe para filho durante a gestação ou parto – nesse último caso, se as medidas de prevenção não forem adotadas, o bebê pode desenvolver um caso crônico da doença. 

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde no relatório Hepatites Virais 2023, estima-se que cerca de 1 milhão de brasileiros têm o vírus da hepatite B, mas apenas 264 mil estão diagnosticados. 

Infectologista do São Cristóvão Saúde, Dra. Michelle Zicker, explica que na maioria dos casos a Hepatite B não apresenta sintomas. “Muitas vezes, o diagnóstico só é feito décadas após a infecção, com sinais relacionados a outras doenças do fígado, como cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, que costumam manifestar-se apenas em fases mais avançadas da doença. A ausência de sintomas na fase inicial dificulta o diagnóstico precoce da infecção em muitos casos”. 


Diagnóstico e prevenção

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como meta diagnosticar 90% das pessoas com hepatites virais, tratar 80% das pessoas diagnosticadas, reduzir em 90% novas infecções e, em 65%, a mortalidade. O teste de triagem para Hepatite B é realizado através da pesquisa do antígeno do HBV (HBsAg), que pode ser feita por meio de teste laboratorial ou teste rápido. Caso o resultado seja positivo, o diagnóstico deve ser confirmado com a realização de exames para pesquisa da carga viral. 

A principal forma de prevenção da infecção pelo vírus da hepatite B é a vacina, que está disponível gratuitamente no SUS para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade. Para crianças, a recomendação é que se façam quatro doses da vacina, sendo: ao nascer, aos 2, 4 e 6 meses de idade (vacina pentavalente). Já para a população adulta, geralmente, o esquema completo se dá com aplicação de três doses, enquanto para população imunodeprimida deve-se observar a necessidade de esquemas especiais com doses ajustadas, disponibilizadas nos Centros de Imunobiológicos Especiais (CRIE).  

Outras formas de prevenção devem ser observadas, como usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, agulhas e seringas, equipamentos para confecção de tatuagem e colocação de piercings. 

Para todas as crianças expostas à hepatite B durante a gestação, a recomendação é a vacina e imunoglobulina (IGHAHB) para hepatite B, preferencialmente nas primeiras 24 horas do pós-parto – essas medidas realizadas em conjunto previnem a transmissão perinatal da hepatite B em mais de 90% dos recém-nascidos.  

“A Hepatite B não tem cura. Entretanto, o tratamento disponibilizado no SUS objetiva reduzir o risco de progressão da doença e suas complicações, especificamente cirrose, câncer hepático e até a morte. Os medicamentos disponíveis para controle da hepatite B são a alfapeginterferona, o tenofovir desoproxila (TDF), o entecavir e o tenofovir alafenamida (TAF) e só devem ser administrados com a prescrição de um médico”, finaliza Dra. Michelle, reforçando a busca por auxílio especializado em caso de quaisquer dúvidas sobre o tema. 

 

Grupo São Cristóvão Saúde



Cuidar da saúde bucal pode evitar complicações de doenças associadas

No Dia Mundial do Sorriso, dentista da Hapvida Interodonto destaca a importância de pacientes ficarem atentos a sinais como sangramento e lesões na boca 

 

A saúde bucal está intimamente ligada à saúde do indivíduo. Não é possível classificar uma pessoa como saudável quando ela apresenta doenças periodontais. No Dia Mundial do Sorriso, celebrado neste domingo (28), é essencial entender que manter o sorriso em dia não é só uma questão estética. Baixa imunidade, HIV e diabetes, por exemplo, podem levar a complicações em cadeia, daí a importância de fazer o acompanhamento especializado também com um dentista.

 

“Alguns pacientes que têm doenças sistêmicas ou que tomam algum tipo de medicação para tratamento oncológico já têm um sistema imunológico mais fragilizado e precisam ficar mais atentos, porque estão mais suscetíveis a diferentes alterações”, explica a dentista consultora da Hapvida Interodonto, Caroline Cavalcante. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças bucais afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas no mundo. No Brasil, as doenças periodontais, que se caracterizam pela inflamação dos tecidos que sustentam os dentes, foram apontadas como uma das principais causas de perdas dentárias. 

Escovar os dentes após as refeições é o cuidado mínimo que todos precisam ter para manter a saúde bucal em dia. Segundo a dentista, o enxaguante é auxiliar, mas o fio dental deve ser usado diariamente para alcançar os locais em que a escova não chega. 

“É muito importante que, mesmo com todos esses cuidados, você tenha uma consulta com um dentista a cada seis meses. Caso surja algum sinal de alerta, que pode ser um sangramento excessivo, uma lesão ou alguma manchinha, é preciso antecipar o retorno”, alerta. 

A especialista explica que o sangramento pode ser uma gengivite – inflamação da gengiva –, provocada pela escovação inadequada, ou pode estar associado à gestação, à puberdade ou até ao estresse. O diagnóstico preciso é dado após a avaliação especializada. Se necessário, o tratamento será realizado de forma multidisciplinar, com o envolvimento de outras especialidades, entre elas a psiquiatria. 

“Um tártaro, que é aquela parte amarelada endurecida que a gente tira durante a limpeza, quando não é removido, pode crescer por dentro da gengiva e atingir o osso. Isso é a periodontite, e ela pode provocar o amolecimento do dente ou até a perda. Ela está muito associada também a pacientes com diabetes”, conta a dentista. 

Nesses casos, é recomendado o controle da glicemia, mas também a limpeza frequente de placas e da gengiva para evitar inflamações. Pessoas com HIV ou lúpus tendem a ter baixa imunidade, o que aumenta a propensão a doenças bucais, entre elas a candidíase, provocada por um fungo. Qualquer alteração, como mau hálito ou ardência, são também sinais de atenção. 

Diferentemente da cárie, que pode levar à extração do dente, na periodontite, a inflamação pode acarretar no comprometimento da arcada ou de parte dela. “É uma doença silenciosa, crônica e não tem cura, por isso precisa ser acompanhada de perto pelo dentista, já que pode levar a uma extensa perda dentária de uma vez só”, relata. 

A boca é repleta de bactérias e, em caso de inflamação, elas podem entrar na corrente sanguínea, atingir órgãos como cérebro e coração e gerar complicações; daí a importância da saúde bucal. Os pacientes acamados ou internados também estão mais propensos a infecções. 

“Saúde não é a ausência de doença, é o bem-estar físico e mental. E o sorriso é o nosso cartão-postal, a forma de expressar um dos sentimentos mais interessantes: a alegria. Por isso, é importante sempre cuidar dele para se manter saudável e esteticamente satisfatório, já que impacta na autoestima”, finaliza Cavalcante.


 Hapvida NotreDame Intermédica


É possível diagnosticar transtornos neurológicos por meio dos testes que se tornaram comuns nas redes sociais? Descubra!

 

A facilidade de acesso às mídias digitais tem feito surgir uma tendência de autodiagnósticos de doenças neurológicas por meio de vídeos rápidos sem respaldo científico

 

Nos últimos meses, uma tendência preocupante tem ganhado espaço nas redes sociais: a oferta de testes rápidos para detectar o Transtorno do Espectro Autista (TEA), muitas vezes sem qualquer respaldo científico. Por meio de vídeos que geralmente contêm perguntas simples ou tarefas visuais, como ordenar objetos por cor ou responder a questões sobre preferências pessoais, influencers do mundo todo prometem contribuir para a realização de um auto diasnóstico sobre o Transtorno que atinge 70 milhões de pessoas no mundo, sendo 2 milhões no Brasil, segundo projeções da Organização das Nações Unidas (ONU). 

A oferta desses testes nas redes sociais pode levar milhares pessoas a se autodiagnosticarem erroneamente e a buscarem tratamentos inadequados e até mesmo perigosos. Cabe destacar que a automedicação com base em diagnósticos não profissionais representa um fator de risco à saúde mental e física dos indivíduos, sendo a responsável por cerca de 20 mil mortes por ano no Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma).  

De acordo com a profissional de Neurocirurgia da rede AmorSaúde, doutora Elisa Braun Rizkalla, em especial o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista deve ser feito por profissionais especializados em saúde mental, a exemplo de psicólogos, psiquiatras e neurologistas ou neurocirurgiões. “O diagnóstico não é baseado em apenas um instrumento ou teste, mas sim em uma avaliação abrangente de vários aspectos do desenvolvimento da criança e das características da pessoa adulta, por isso envolve uma equipe multidisciplinar especializada. Por isso, não hesite em procurar ajuda profissional caso identifique sinais de autismo em si mesmo ou na criança sob sua responsabilidade”, indica a profissional da maior rede de clínicas médico-odontológicas do Brasil.

 

Diferença do diagnóstico em adultos e crianças 

Conforme destaca a Dra. Elisa Braun, o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige cuidados especiais, entre outros motivos, porque pode apresentar algumas diferenças em crianças e em adultos, devido a diversos fatores, tais como a manifestação dos sintomas, a evolução do quadro ao longo do tempo e a forma como o transtorno é percebido pela sociedade. 

“Em crianças, os sintomas do autismo costumam ser mais evidentes e fáceis de identificar, incluindo dificuldades de comunicação, interação social e comportamentos repetitivos. Já em adultos, os sintomas podem se manifestar de forma mais sutil, podendo ser confundidos com características de personalidade ou de outros transtornos mentais”, diferencia a médica. 

De acordo com a médica, muitas crianças autistas apresentam outras condições médicas ou transtornos, como déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou transtorno de ansiedade, o que também pode afetar o processo diagnóstico. Já em adultos, o diagnóstico pode ser complicado pela presença de outras condições médicas não diagnosticadas anteriormente. 

Alguns transtornos que compartilham características semelhantes com o TEA e podem ser confundidos com ele incluem: 

·         Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que pode apresentar sintomas semelhantes, como dificuldade de concentração, hiperatividade e impulsividade;

·         Transtorno do Espectro da Coordenação (TEC), que, por afetar a coordenação motora, pode apresentar dificuldades semelhantes às observadas em indivíduos com autismo, como deficiências motoras finas e grossas;

·         Transtorno de Comunicação Social (SCD), por envolver dificuldades na comunicação social e interpessoal, porém sem os comportamentos repetitivos e estereotipados associados ao autismo;

·         Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), já que algumas pessoas podem apresentar comportamentos repetitivos e rituais semelhantes aos observados em indivíduos com autismo. 

Por isso, ao identificar sinais que indicam a possibilidade de Transtorno do Espectro Autista – na própria pessoa ou na criança pela qual ela é responsável – é importante procurar um profissional de saúde com atuação na área. “O primeiro passo é marcar uma consulta com um médico de família ou clínico geral, que poderá encaminhá-la para um profissional com atuação na área de saúde mental, como um psiquiatra, psicólogo ou neurologista/neurocirurgião”, explica a médica.

 

O processo de diagnóstico geralmente envolve uma avaliação multidisciplinar. “No caso das crianças, inclui entrevistas com os pais ou responsáveis, observação do comportamento da criança em diferentes contextos e a utilização de instrumentos padronizados de avaliação, avaliações neuropsicológicas, testes de desenvolvimento, exames físicos e, por vezes, laboratoriais para descartar outras possíveis causas dos sintomas apresentados pela criança”, diz a profissional de Neurocirurgia.

 

Importância do diagnóstico de autismo

 

Quanto mais cedo o TEA for diagnosticado, mais cedo a intervenção e o suporte apropriados podem ser fornecidos. “A precocidade do diagnóstico é fundamental para o início de intervenções precoces e adequadas, que podem melhorar significativamente a qualidade de vida da criança e da pessoa autista, como terapia comportamental, terapia ocupacional, fonoaudiologia, entre outros”, indica a médica.

 

O diagnóstico também pode contribuir para a identificação e o tratamento de condições médicas coexistentes, já que muitas vezes o autismo está associado a transtornos do sono, TDAH e epilepsia, entre outros.

 

Há ainda uma questão social relacionada ao diagnóstico correto. “O diagnóstico de autismo pode ajudar a família e a comunidade a entender melhor as dificuldades e necessidades do indivíduo, promovendo uma maior aceitação e inclusão social, além de permitir à família planejar o futuro do indivíduo, considerando suas necessidades e habilidades específicas”, fala a doutora Elisa.

 

Principais sinais de autismo em crianças

 

Algumas das principais características comportamentais do TEA que diferenciam essa condição de outras condições neurológicas ou psiquiátricas incluem maior dificuldade na interação social; dificuldades em compreender e interpretar as emoções, expressões faciais e sinais sociais dos outros; comportamentos repetitivos e restritos; interesses restritos e rígidos em determinados temas ou atividades, também conhecido como hiperfoco; e sensibilidade sensorial aumentada ou diminuída aos estímulos.

 

A profissional de Neurocirurgia da rede AmorSaúde aponta quais são alguns dos principais sinais e sintomas que os pais ou cuidadores devem observar para suspeitar de TEA em uma criança e buscar apoio profissional:

 

1.   Dificuldade em se comunicar, como não falar ou ter dificuldade em iniciar ou manter uma conversa.

2.   Comportamento repetitivo, como movimentos de balanço, bater palmas ou alinhar objetos de forma repetitiva.

3.   Falta de interesse em brincar com outras crianças ou em participar de atividades sociais.

4.   Sensibilidade extrema a estímulos sensoriais, como luzes brilhantes, sons altos, texturas de alimentos, entre outros.

5.   Dificuldade em manter contato visual durante uma conversa.

6.   Atraso no desenvolvimento da linguagem e habilidades motoras.

7.   Incapacidade de entender ou expressar emoções de forma apropriada.

8.   Intensa fixação em certos temas, objetos ou atividades.

 

“É importante ressaltar que cada criança com TEA é única e pode apresentar uma combinação única de sintomas, portanto, é crucial observar o comportamento e o desenvolvimento da criança como um todo para identificar possíveis sinais de autismo”, frisa a doutora Elisa Braun.

 

Em caso de suspeita, é essencial procurar a avaliação de um profissional com atuação na área de Transtorno do Espectro Autista para um diagnóstico preciso e intervenção adequada.


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