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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Silencioso, diabetes gestacional pode trazer riscos para a mãe e o bebê


O diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue diagnosticado pela primeira vez durante a gravidez, muitas vezes é assintomático e pode ter riscos para a saúde da mãe e da criança, como pressão alta, bebês com peso elevado ao nascer e trabalho de parto obstruído. Mudanças no estilo de vida e medicamentos podem ajudar a controlar a condição. Quando surgem, os sintomas mais comuns do diabetes gestacional são aumento da sede e da frequência urinária, fadiga, visão turva, náusea e infecções frequentes, como candidíase.

 

Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2025, cerca de 16% dos nascidos vivos são gerados por mulheres que tiveram alguma forma de hiperglicemia durante a gravidez.  

 

O diabetes gestacional ocorre principalmente devido a alterações hormonais típicas da gravidez. Hormônios produzidos pela placenta, em especial o lactogênio placentário, dificultam a ação da insulina, o hormônio responsável por permitir que o açúcar seja absorvido pelas células e convertido em energia. Com essa resistência à insulina, a glicose se acumula na circulação sanguínea.

 

Segundo a endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato, os riscos para o bebê incluem macrossomia (peso excessivo ao nascer), o que pode dificultar o parto e aumentar a necessidade de cesariana. “Além disso, há um risco aumentado de malformações, aborto espontâneo e outras complicações perinatais. A longo prazo, bebês de mães com diabetes gestacional têm maior probabilidade de desenvolver obesidade e diabetes tipo 2 na vida adulta. Para a mãe, além do risco de desenvolver diabetes tipo 2 após a gestação, há também um aumento na chance de pré-eclâmpsia”, alerta Dra. Lorena.

 

O diagnóstico do diabetes gestacional é feito durante o pré-natal, geralmente por meio de exames de rastreamento realizados entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. A detecção precoce é fundamental para iniciar o tratamento e minimizar os riscos.

 

"Uma vez identificada a condição, a combinação de dieta balanceada, atividade física e, se necessário, medicação, é fundamental para controlar os níveis de glicose e garantir uma gestação saudável para a mãe e o bebê", afirma a Dra. Lorena Lima Amato. 



Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e doutora pela USP.
Site: https://endocrino.com/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/dra.lorenaendocrino/


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