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sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Alerta: Golpes de phishing com QR Code aumentam 587%

Pesquisadores da Check Point Software destacam que os QR Codes que usamos para escanear um simples cardápio são uma excelente forma de os cibercriminosos esconderem intenções maliciosas


 

Recentemente, surgiram muitas notícias sobre Quishing – ou phishing de QR Code –, quando o link por trás de um QR Code é malicioso, mas o código em si não é. Assim, os pesquisadores da Check Point Research (CPR), divisão de inteligência de ameaças da Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora líder de soluções de cibersegurança global, decidiram investigar e observaram um aumento de 587% nos golpes de phishing de QR Code entre agosto e setembro deste ano.

 

Mas, por que tais ataques estão aumentando? “À primeira vista, os QR Codes parecem inofensivos e são usados para digitalizar menus ou cardápios. No entanto, são uma ótima maneira de esconder intenções maliciosas. A imagem do QR Code pode ocultar um link fraudulento e, se a imagem original não for digitalizada e analisada, aparecerá como uma imagem normal”, relata Jeremy Fuchs, pesquisador e analista de cibersegurança na Check Point Software para solução Harmony Email.

 

Com a crescente adoção e uso de QR Codes também para pagamentos, além de visualizar cardápios, entre outras atividades, os cibercriminosos aproveitam-se dos QR Codes para seus ataques. No Brasil, o uso de QR Code no dia a dia segue aumentando, pois 82% dos brasileiros já experimentaram o pagamento com QR Code usando o smartphone, revelou a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre Pagamentos móveis e Comércio Móvel no Brasil de setembro de 2023.

 

Outro cenário observado é o de usuários finais que estão acostumados a escanear QR Codes, então, receber um código por e-mail não é necessariamente motivo de preocupação. Na verdade, de acordo com a Statista, em 2022, aproximadamente 89 milhões de usuários de smartphones nos Estados Unidos digitalizaram um QR Code em seus dispositivos móveis, um aumento de 26% em comparação com 2020. O uso de leitores de código QR móveis deverá experimentar um crescimento constante, atingindo mais de 100 milhões de usuários nos Estados Unidos até 2025.

 

Neste ataque de phishing, os pesquisadores mostram como os cibercriminosos usam QR Code para levar os usuários a páginas fraudulentas que coletarão os dados e as credenciais.

 

● Vetor: E-mail

● Tipo: Coleta de credenciais, Quishing

● Técnicas: Engenharia Social

● Público-alvo: qualquer usuário final

 

Exemplo de e-mail

 

É muito fácil criar um QR Code. Existem vários sites gratuitos que mostram como é muito simples criar esse tipo de código.

 

Os QR Codes levam a um link; e os atacantes – ou qualquer outra pessoa – podem colocar qualquer coisa nesse link para o código redirecionar o usuário.
 

No ataque analisado pelos pesquisadores da Check Point Software, os hackers criaram um QR Code que levava a uma página de coleta de credenciais. O tópico adotado para atrair o interesse do usuário foi o Microsoft MFA (autenticação de múltiplos fatores). A mensagem avisa que o Microsoft MFA está expirando e o usuário precisa autenticar novamente.

 

Embora no corpo do e-mail está indicado que a mensagem vem da segurança da Microsoft, o endereço do remetente é diferente. 

 


 

Depois que o usuário digitalizar o QR Code, ele será redirecionado para uma página que se parece com a Microsoft, mas, na verdade, é apenas uma página de coleta de credenciais.


 

Melhores práticas: orientações e recomendações

 

Para se proteger contra esses ataques, os profissionais de segurança precisam:

 

● Implementar segurança de e-mail que aproveite o OCR (Optical Character Recognition) para todos os ataques, incluindo anulação;

● Implementar segurança que utilize Inteligência Artificial (IA), Machine Learning (ML) e processamento de linguagem natural (PNL) para entender a intenção de uma mensagem e quando a linguagem de phishing pode ser usada;

● Implementar tecnologias e soluções de segurança que tenham mais de uma maneira de identificar ataques maliciosos.

 

“Para combater o Quishing usamos o analisador de QR Code do nosso mecanismo OCR que identifica o código, recupera a URL e depois o verifica. Na verdade, a existência de um QR Code no corpo da mensagem de e-mail é um indicador de ataque. Assim que o OCR converte a imagem em texto, o nosso PNL consegue identificar a linguagem suspeita e marcá-la como phishing”, explica Jeremy Fuchs. “Os cibercriminosos estão sempre tentando novas táticas e, às vezes, revivendo métodos antigos. Outras vezes, elementos legítimos, como QR Codes, são apropriados. Seja o que for, é fundamental ter um kit de ferramentas completo para responder contra tais ataques e para proteção.”

 

 


Check Point Software
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Ataques em escolas: motivações vão além de transtornos mentais

“Rotular o transtorno mental como premissa para atos brutais é estigmatizar ainda mais a doença”, diz Danielle Admoni


 

Novamente, uma escola brasileira foi alvo de ataque. Desta vez, o crime ocorreu na Escola Estadual Sapopemba, em São Paulo, onde uma aluna foi morta e três ficaram feridas após um adolescente de 15 anos, também aluno, ter disparado tiros contra as colegas.

 

Segundo dados da UNICAMP e UNESP, este é o 36º ataque a escolas no país, desde 2001, sendo que quase 60% deles ocorreram após a pandemia. De fevereiro do ano passado até agora, foram 21 ocorrências, com 11 mortes registradas, o que significa 58,3% de todos os ataques em escolas no Brasil.


 

Transtornos mentais justificam ataques?


Pesquisadores da Universidade de Columbia analisaram 82 ataques ocorridos em instituições de ensino nos Estados Unidos, e descobriram que os 82 ataques foram cometidos por jovens do sexo masculino, sendo que mais de 77% deles não tinham diagnóstico de transtornos mentais. O estudo foi publicado no Journal of Forensic Sciences.  

 

Outras pesquisas internacionais também se basearam nos ataques em escolas de vários países (incluindo o Brasil), a exemplo dos estudos realizados pelo pesquisador e escritor americano, Peter Langman, especialista na área. As pesquisas revelaram que, na maioria dos casos, não se constatou a presença de psicopatia nestes jovens.

 

Isso levou os pesquisadores a acreditarem que experiências traumáticas ou negativas ao longo da vida podem ser responsáveis pelo desenvolvimento de comportamentos agressivos em pessoas que nunca apresentaram sinais de doença mental.

 

“Rotular o transtorno mental como premissa para atos brutais é estigmatizar ainda mais a doença. Além de equivocada, essa visão distorce a realidade e impede a compreensão de que há uma série de variáveis por trás desses ataques, como a inserção em um ambiente de violência, intolerância e rejeição”, afirma Danielle H. Admoni, psiquiatra geral e da Infância e Adolescência; supervisora na residência da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).


 

Entender os jovens requer uma visão holística


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “o conceito de saúde mental abrange um estado de completo bem-estar físico, mental e social no qual o indivíduo se sente bem consigo mesmo e nas relações com os outros; é capaz de administrar as emoções e a vida como um todo; lida de forma positiva com as adversidades; reconhece seus limites e busca ajuda quando necessário”.

 

“Ou seja, a saúde mental do jovem pode ser comprometida não apenas por um transtorno, mas por um conjunto de fatores externos que podem gerar sofrimento psíquico e rompantes incontroláveis de raiva, chegando ao ponto de colocar em risco a própria vida e a de outras pessoas”.

 

Segundo Danielle Admoni, estes fatores incluem violência/abuso familiar, consumo de álcool/drogas, bullying/cyberbullying, homofobia/preconceito, traumas, interação nas redes sociais com grupos radicais, que disseminam discursos de ódio, entre outros pontos negativamente influenciáveis e que demandam uma atenção conjunta.

 

“Os jovens precisam vencer a incapacidade de verbalizar o que sentem. Assim, será possível prestar ajuda conforme suas necessidades. Por isso, quanto mais falarmos sobre este tema e abrirmos espaço para que eles expressem suas angústias, maiores serão as chances de que nossos jovens aprendam a adotar estratégias saudáveis de enfrentamento e tenham a oportunidade de processar suas emoções, em vez de reprimi-las”, finaliza Danielle Admoni.



Estado de São Paulo tem redução de 5,9% em mortes no trânsito no mês de setembro, aponta Detran-SP

Estatísticas do Infosiga SP também indicam queda de 19,1% nos óbitos em sinistros envolvendo automóveis no comparativo entre os meses de setembro de 2022 e 2023 

 

De acordo com os novos dados do Infosiga SP, sistema do Governo do Estado gerenciado pelo programa Respeito à Vida e coordenado pelo Detran-SP, o Estado de São Paulo apresentou queda de 5,9% no número total de mortes no trânsito, na comparação entre o acumulado de janeiro a setembro de 2022, que teve o registro de 8.168 óbitos, e o mesmo período deste ano, quando ocorreram 7.684 óbitos. 

Entre os números do Infosiga, destaca-se ainda a queda de ocorrências fatais no mês de setembro nos sinistros envolvendo dois modais analisados: pedestres e automóveis. A maior redução ocorreu nos óbitos envolvendo automóveis, que caíram 19,1% no comparativo entre os meses de setembro de 2022 e de 2023, de 131 para 106 casos. As mortes em sinistros envolvendo pedestres tiveram queda de 8,5% no mesmo período, de 130 para 119 ocorrências. 

Com relação aos sinistros com vítimas não fatais, o Estado de São Paulo registrou um aumento de 8,5% no comparativo entre setembro de 2023 e de 2022. Foram 15.155 ocorrências no mês de setembro do ano passado, contra 16.442 em setembro deste ano. No acumulado entre janeiro e setembro de 2022 e 2023, foram 131.922 sinistros sem vítimas fatais em 2022, contra 143.600 ocorrências do tipo no mesmo período de 2023, o que representa um aumento de 8,9% no acumulado deste ano.

 

Região Metropolitana 

No município de São Paulo, foi registrada queda de 2% no número de óbitos no trânsito, no comparativo entre os nove primeiros meses de 2022 e de 2023, de 656 para 642 ocorrências. Entre os modais, na região metropolitana de São Paulo, destaca-se a redução de 14% nos óbitos envolvendo ocupantes de automóveis, que caíram de 202 ocorrências entre janeiro e setembro de 2022 para 173 no mesmo período deste ano. Também merece destaque a redução de 11% nos óbitos envolvendo pedestres, de 434 para 388, levando-se em conta o período entre janeiro e setembro de 2022 e 2023. 

 

Reestruturação 

Para analisar de forma ainda mais qualitativa os dados referentes ao trânsito paulista, incluindo a identificação de iniciativas preventivas eficientes, está sendo estruturado o novo Observatório Estadual de Trânsito, sob coordenação do Detran-SP, com o respectivo aperfeiçoamento do Infosiga, mediante investimento de R$ 9 milhões em tecnologias e inteligência artificial. O Observatório trará o Infosiga com informações na nuvem, com maior capacidade de processamento e de escalabilidade. 

Com a base de dados mais completa, será possível realizar o cruzamento de dados, como: informações de condutores habilitados e veículos registrados no estado de São Paulo, além das infrações de trânsito cometidas pelos motoristas, para fins de geração de informações visando adoção de políticas públicas voltadas à segurança viária. Há previsão também de cruzamento desses dados com informações de sistemas da Secretaria da Saúde, Instituto Médico Legal, ARTESP, DER, cartórios de registro civil e do aplicativo de trânsito Waze, entre outros. 

 

Sobre o Respeito à Vida 

Iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, o Respeito à Vida, um dos maiores programas de redução aos sinistros de trânsito do Brasil, atua como articulador de ações com foco na redução de sinistros de trânsito. Gerido pela Secretaria de Gestão e Governo Digital, por meio do Detran-SP, envolve ainda as secretarias de Comunicação, Educação, Segurança Pública, Saúde, Logística e Transportes, Transportes Metropolitanos, Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Econômico e Direitos da Pessoa com Deficiência. 

Só neste ano, já foram investidos mais de R$ 302 milhões, oriundos das multas de trânsito, em iniciativas voltadas à prevenção de ocorrências e à sinalização em municípios paulistas. Também é responsável pela gestão do Infosiga SP, sistema pioneiro no Brasil, que publica mensalmente estatísticas sobre com vítimas de trânsito nos 645 municípios do Estado. Mobiliza a sociedade civil por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor. Em outra frente, promove convênios com municípios para a realização de intervenções de engenharia e ações de educação e fiscalização. Além disso, o Departamento de Trânsito adota programas permanentes de ações de Educação para o Trânsito, como Cidadania em Movimento e Educação Viária é Vital.


Veja dicas para tornar a sua empresa acessível para o público PcD

 Dúvidas de como começar esse processo? Confira as orientações do Sebrae para adaptar o seu negócio às pessoas com deficiência

 

Cada vez mais, os pequenos negócios precisam se adequar às necessidades de clientes com deficiência para aumentarem a sua competitividade no mercado. Seja visual, física, auditiva ou intelectual, as deficiências fazem parte de uma grande parcela da sociedade e precisam ser encaradas como parte da rotina das empresas. Mas por onde um pequeno negócio pode começar a implementar medidas de inclusão? Para a analista de Sustentabilidade, Diversidade e Inclusão da unidade do Sebrae RJ Louise Nogueira, apesar da importância das mudanças no espaço físico de um negócio, a ênfase deve ser no tratamento ao cliente.

Segundo Louise, uma equipe preparada para receber esse público e um site acessível devem ser os primeiros passos de uma empresa no quesito inclusão. “Você deve se dirigir de forma direta e atenciosa à pessoa com deficiência, sem infantilizá-la, e enxergá-la para além das suas necessidades. São detalhes que fazem a diferença para uma hospitalidade inclusiva”, orienta.

Uma das barreiras enfrentadas pelas MPE são os custos para tornar o espaço físico do negócio acessível. Contudo, Louise aconselha que isso não deve ser encarado como um grande problema para os empresários.

Você não precisa gastar rios de dinheiro para receber o público PcD. Pequenas atitudes, principalmente na forma de tratar o cliente, devem orientar os empresários nesse processo de acessibilidade.
Louise Nogueira, analista de Sustentabilidade, Diversidade e Inclusão da unidade do Sebrae RJ.

Por fim, a analista alerta que os empreendedores precisam estar atentos aos principais pontos do Decreto 9.405, em conformidade com o Estatuto da Pessoa com Deficiência. “Os pequenos negócios precisam cumprir as exigências da norma, por isso, estamos trabalhando para disseminar essa informação por meio do Sebrae.”

Quer tornar o seu negócio mais acessível, mas não sabe por onde começar? Aqui vão 4 dicas do Sebrae para dar os primeiros passos nessa jornada:

  1. A acessibilidade precisa estar internalizada no seu negócio e nos seus colaboradores com uma política de diversidade e inclusão;
  2. Tudo começa pelo atendimento: invista em um site acessível e em um atendimento baseado na hospitalidade inclusiva dos clientes;
  3. Mudanças na estrutura física da empresa podem ser iniciadas primeiro com alterações simples, para depois alcançar as que exigem mais investimentos;
  4. Procure ouvir e entender o público PcD para saber de que forma pode atendê-lo de maneira mais inclusiva.


Sobre o decreto 9.405

A norma determina que a microempresa e a empresa de pequeno porte deverão, na relação com pessoas com deficiência, assegurar condições de acessibilidade ao estabelecimento e às suas dependências abertas ao público.

O decreto esclarece que a acessibilidade deve alcançar a segurança e autonomia de espaços, mobiliários, equipamentos, edificações, transporte e tudo que é inerente ao modelo do negócio, assegurando o seu uso pela pessoa com deficiência em condições de igualdade com os demais.

Além disso, a norma estabelece que toda e qualquer modificação estrutural/mobiliária/tecnológica deve seguir as normas técnicas da legislação e da ABNT, por isso, é necessário buscar um profissional da arquitetura, engenharia e/ou área técnico-industrial e assemelhados para melhores orientações e projeções.

Acesse o infográfico completo aqui.



Nova rotulagem nutricional: O que pode ajudar na sua dieta?

Nutricionista da Bio Ritmo comenta sobre essa alteração e dá dicas de como analisar as novas embalagens
 

Desde o último dia 09, a maioria dos produtos passou a utilizar a nova Rotulagem Nutricional de Alimentos Embalados, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro de 2020 . Agora, industrializados – com exceção de alimentos de pequenos produtores e em embalagens retornáveis – terão de seguir as regras de rótulo para poderem ser comercializados. Desde o ano passado, os lançamentos seguiam o novo padrão. 

Segundo Fúlvia Hazarabedian, nutricionista e responsável pelo Bio Nutri, programa de nutrição da Bio Ritmo, a mudança é extremamente positiva, pois “facilita o reconhecimento do que têm ou o que não têm nos alimentos”. 

Abaixo, a nutricionista explica um pouco mais sobre essa mudança e traz dicas de como entender esses novos rótulos.
 

Principais alterações na nova rotulagem
1. Rotulagem Nutricional Frontal

A maior mudança e que mais impactou os consumidores, foi a Rotulagem Nutricional Frontal. Produtos que possuem açúcares totais adicionado maior que 7,5% (líquidos) e 15% (Sólido), gordura saturada de 3% (líquidos) e 6% (Sólido) e sódio 0,3% (líquidos) e 0,6% (Sólido) devem obrigatoriamente declarar na parte de frente da frente da embalagem ao lado de uma lupa, ficando ainda mais fácil identificar o alto teor desses três nutrientes.


2. Rotulagem da tabela nutricional

A outra modificação foi em relação à nova rotulagem da tabela nutricional, que deve ser localizada perto da lista de ingredientes, em superfície plana e contínua. A tabela também deverá ter letras pretas e fundo branco, para melhor legibilidade das informações e, todas as informações nutricionais também devem ser apresentadas baseadas em porções de 100ml para líquidos ou 100g para sólido, tornando mais fácil o entendimento.


3. Alegações Nutricionais

O último fator que mudou, foram as alegações nutricionais, que são informações não obrigatórias e voluntárias. Produtos com rotulagem frontal para gordura saturada, não podem ter alegações para gorduras totais, saturadas, colesterol e gorduras trans. De igual forma, produtos com rotulagem nutricional frontal para sódio também não podem ter alegações de sódio ou sal. A mesma regra é válida para produtos com rotulagem frontal para açúcares adicionados. 

Para a nutricionista, essas mudanças são benéficas e trazem maior compreensão na hora das compras. 

“Agora ficou mais clara e simplificada a informação dos altos teores de certos componentes, devido à lupa na região frontal. Além das mudanças na tabela nutricional, que por ter as medidas caseiras (100ml para líquidos ou 100g para sólido), facilita comparações de nutrientes. Porém o que é importante é trazer relevância as escolhas alimentares, a conscientização da população sobre o que elas consomem e facilitar a seleção de alimentos que podem não estar adequados a alguma condição patológica, como por exemplo: hipertensão e sódio | colesterol e gordura saturada | diabetes e açúcares”, explica Fúlvia.

 

Dicas para analisar os novos rótulos nutricionais

É imprescindível ter um conhecimento prévio dos nutrientes da lupa e entender o quão eles vão interferir no seu plano alimentar e bem estar e quais consequências eles acarretam para o corpo. Por isso, caso esteja fazendo uma dieta com restrições de alimentos ou possua alguma condição patológica, saiba quais alimentos você não pode comer e suas variações. 

Além disso, Fúlvia também explica sobre a lista de ingredientes:

“Uma dica é que a lista de ingredientes é composta de forma decrescente, então os primeiros ingredientes são os que estão em maior quantidade e os últimos em menores, assim também ajuda a ver se você pode ou não comer, por conta da quantidade”, explica. 

Por fim, Fúlvia comenta que como o processo ainda está em implementação:

“Alguns alimentos ainda não precisam apresentar a nova rotulagem nutricional frontal (lupa), mas podem ter alto teor de tais nutrientes, por isso é importante tentar ler também a lista de ingredientes. Além disso, caso veja essa rotulagem na frente do produto, evite comprar, pois já é uma certeza de que podem não ser tão bons para a sua saúde”, finaliza a nutricionista.

 


Bio Ritmo

 

Cidades inteligentes precisam de mais mulheres na área tecnológica


Apesar dos inegáveis avanços nos últimos anos, a participação das mulheres na área tecnológica ainda está longe da meta. Segundo dados do Sistema Confea/Crea e Mútua, em 2021, as mulheres eram só 14% dos profissionais registrados no País. Agora, já somos 19%. Um crescimento considerável, mas ainda tímido. Isso sem falar que continuamos sendo minoria nas posições de liderança e tomada de decisões. 

Especialistas em mercado de trabalho e gênero estimam que, mantendo o ritmo atual, serão necessários mais de 200 anos de ações e projetos para chegar a uma paridade de gênero. Para não esperar todo esse tempo, precisamos acelerar o passo. Especialmente nas áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências, onde esse desafio é ainda maior. Neste sentido, estamos caminhando com projetos que aceleram a mudança. 

O Programa Mulher, desenvolvido pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e instituído no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) em 2021, já tem dado resultados e é um bom exemplo. Outubro é mês de começar os balanços das ações do ano e, no calendário nacional, um período focado em ações para as mulheres. Sendo assim, é também uma oportunidade de trazer o assunto para a pauta — e, para tirar o atraso, não podemos perder nenhuma. 

Na área tecnológica, temos falado muito de cidades inteligentes e precisamos nos lembrar que a diversidade tem tudo a ver com isso. Cidades inteligentes são aquelas que utilizam a tecnologia a serviço das pessoas e do futuro que queremos construir. Além disso, os projetos mais inovadores costumam surgir da junção de pensamentos diferentes. E, se as mulheres são mais de metade da população brasileira, precisam fazer parte desses projetos. 

No Crea-SP estamos caminhando nessa direção. Entre os avanços de 2023, pela primeira vez, a pauta das mulheres foi um eixo temático de discussão nas etapas regionais do Colégio de Inspetores, resultando em um relatório técnico produzido pelo Conselho e entregue aos municípios e ao governo do estado, com direcionamentos claros de como começar. Nossa ideia foi mostrar que dá para fazer, evidenciando não só as dificuldades que as mulheres enfrentam na área, mas também caminhos para superá-las. 

Estimular crianças e adolescentes a ingressarem na área tecnológica é uma das formas de fazer isso, mas o método de ensino das escolas e faculdades precisa ser adaptado, usando a tecnologia como aliada para inovar nas aulas. Também é urgente aumentar a proporção de mulheres em lideranças de associações de classe, além de lutar pela equidade salarial e contra todas as formas de assédio e discriminação. 

A própria tecnologia pode ajudar com ideias inovadoras para promover a igualdade de gênero. A criação de Femtechs, por exemplo, é uma das ideias mais promissoras. São chamadas assim as startups focadas no desenvolvimento de soluções e produtos para o empoderamento das mulheres. O desenvolvimento de uma empresa com essas bases é uma alternativa eficiente para engajar mais mulheres e meninas na área tecnológica. O relatório também traz ações práticas que podemos começar a adotar para isso. 

Mas, como fazer isso em um campo tão masculino? A aposta é trazer os homens para esse debate porque eles precisam entender a importância de ocuparmos os mesmos espaços e, também, que precisamos deles para isso. Ao trabalharmos juntos, o futuro da área tecnológica será mais diverso, e a sociedade como um todo será favorecida.

 

Eng. Poliana Krüger - coordenadora do Comitê Gestor do Programa Mulher do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP)


 

Devo usar IA na minha empresa? Veja as áreas que podem aplicar tecnologia para impulsionar os negócios

Freepik

Tecnologia revoluciona setores estratégicos como Logística, Saúde, Finanças e Marketing, trazendo mais eficiência e agilidade 

 

Mais do que automatizar tarefas, a IA está transformando fundamentalmente a maneira como as companhias operam e alcançam seus objetivos. Para se ter uma ideia, o mercado de IA deve atingir US$ 1,3 trilhão em 2032, de acordo uma projeção da BlackRock. Também se estima que as inteligências artificiais aumentem em até 40% a produtividade dos negócios, conforme dados da Accenture, o que leva à iminente e crescente adoção da IA nos processos corporativos. 

 

Tantos dados demonstram que a IA não é mais apenas uma tendência passageira, mas sim uma necessidade real para as organizações se manterem ativas em um mercado global em constante evolução. Dessa forma, especialistas apontam o potencial desta tecnologia e como ela pode estar presente em diversas frentes. Confira, a seguir, os principais setores de aplicação da IA: 


 

Engenharia

A IA vem sendo gradualmente implementada nos canteiros de obras para aprimorar a eficiência, melhorar a segurança e reduzir os custos e os prazos de entrega.

 

“Ela pode ser usada para analisar dados e prever falhas e atrasos, monitorar o uso de equipamentos e materiais, otimizar projetos e minimizar desperdícios, o que representa uma vantagem significativa para as empresas de construção. A implementação da IA resulta em medições mais precisas, um controle de qualidade mais eficaz e até mesmo na prevenção de acidentes”, destaca André Medina, responsável pela Vetor AG, programa de inovação aberta da Andrade Gutierrez.


 

Transporte e logística 

A logística e o transporte de pessoas e cargas podem ser especialmente beneficiados com o uso das inteligências artificiais, maximizando a eficiência e a otimização de tarefas. “A tecnologia está desempenhando um papel significativo na melhoria das operações de transporte. Essa ferramenta possibilita previsão de demanda, personalização das jornadas, compreensão de padrões de tráfego e mais agilidade no dia a dia”, pontua Bruno Muniz, sócio-executivo da Gaudium.


 

Saúde

A IA pode contribuir com análise de dados e identificação de padrões que auxiliam o time de saúde no diagnóstico e no tratamento de doenças. “A Inteligência Artificial ainda está sendo aperfeiçoada na área da saúde, mas com as informações corretas é possível analisar e entender o comportamento dos pacientes, avaliar os riscos e sugerir tratamentos preventivos. Com essa tecnologia, o time de saúde consegue ter mais clareza das urgências, ser mais eficiente, ter menos desperdício e, o mais importante, dar maior acesso à saúde para quem mais precisa.”, explica Guilherme Salgado, médico e CEO da 3778, healthtech especializada em saúde corporativa através de IA.

 

 

Marketing e Relacionamento Digital

Nas organizações, utilizar as ferramentas de marketing aliadas a IA contribui para a análise de comportamento do usuário e fornece suporte na gestão de anúncios, recomendando possíveis itens de compra conforme as preferências de navegação.

 

“Além da gestão de anúncios, a Inteligência Artificial pode contribuir personalizando o conteúdo que chegará no cliente, aumentando a quantidade de leads para um produto. Consequentemente, espera-se o aumento das vendas,” explica Hawan Moraes, CEO e fundador da Simples Inovação, empresa com foco em modelagem de negócios para o e-commerce.

 

Para o relacionamento, o uso de IA generativa aplicada aos chatbots pode auxiliar no atendimento personalizado, analisando interações e dados do cliente, fornecendo conversas humanizadas e precisas, gerando maiores índices de satisfação. 

 

“As marcas que utilizam os chatbots baseados em IA podem oferecer um suporte completo nos canais de mensageria, como WhatsApp Business, Instagram, aplicativos e e-mail. Esse processo pode ser feito 24 horas por dia, priorizando uma boa navegação, desde a busca por um produto até o envio de 2ª via de boleto, informação sobre prazos de entregas e dúvidas. A tecnologia também permite gerenciar um grande fluxo de clientes”, comenta Rafael Souza, CEO da Ubots, empresa especialista em soluções de relacionamento digital.


 

Mercado financeiro

Apesar de novo, o Pix já pode ser considerado um dos principais meios de pagamento usados no país, batendo o recorde de 168 milhões de transações em um único dia, segundo o presidente do Banco Central.

Com o constante crescimento da utilização do Pix, a IA pode ser essencial para evitar fraudes em sistemas bancários. “Mecanismos de IA ajudam no monitoramento e atuam detectando comportamentos que possam ser considerados suspeitos nas transações. A capacidade de análise da IA é rápida e em massa, o que auxilia os sistemas bancários na eficiência do serviço”, explica Victor Tavares, Founder & CTO da Aarin, tech-fin especializada em Pix e embedded finance.



Alterações à Lei da Nacionalidade portuguesa podem impactar descendentes de judeus sefarditas e cidadãos que contestam o “artigo 14”

O parlamento português aprovou, no último dia 13 de outubro, a proposta de lei do Governo que põe fim ao regime para os descendentes de judeus sefarditas portugueses pedirem a nacionalidade, com reservas de todos os partidos que deverão propor alterações na especialidade.

Segundo apurámos, o diploma prevê, a partir de 1 de janeiro de 2024, a revogação da norma que permitia ao Governo português conceder a nacionalidade por naturalização “aos descendentes de judeus sefarditas portugueses, através da demonstração da tradição de pertença a uma comunidade sefardita de origem portuguesa, com base em requisitos objetivos comprovados de ligação a Portugal, designadamente apelidos, idioma familiar, descendência direta ou colateral”.

A iniciativa foi aprovada na generalidade e segue agora para discussão na comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde deverá sofrer alterações.

De acordo com o advogado luso-brasileiro Paulo Porto Fernandes, que atuou na Assembleia da República de Portugal como deputado, sendo eleito pela emigração pelo círculo de fora da Europa, “a concessão da nacionalidade portuguesa aos descendentes de judeus sefarditas, expulsos da Península Ibérica em 1492, deveria terminar em dezembro de 2023, entretanto, existe a possibilidade de haver alterações para que ainda haja esta possibilidade”.

“Esta forma de obtenção da nacionalidade portuguesa teve como objetivo uma “reparação histórica”, porquanto, entendo que a intenção do legislador foi plenamente satisfeita, sendo desnecessária qualquer outra alteração para prorrogar esta “reparação” que já contemplou milhares de cidadãos que eram elegíveis por este critério”, defendeu Paulo Porto, que foi o primeiro lusodescendente da história a ser eleito para atuar no parlamento português.


Conhecer a língua portuguesa

Este responsável explicou, no entanto, que, no âmbito da lei aprovada, na especialidade, “foi cogitado, numa das propostas, que bastaria que o requerente demonstrasse a ascendência sefardita e residisse em Portugal por três anos para fazer jus a este direito, entretanto, penso que também deveria ser exigida a demonstração de conhecimento suficiente da língua portuguesa, assim como é exigido para os netos, até por uma questão de melhor integração do cidadão ao país”.


“Artigo 14” pode ser revisto

Outro ponto sujeito à revisão na especialidade é o artigo 14 da Lei da Nacionalidade, que estabelece critérios de acesso à nacionalidade portuguesa apenas para quem foi reconhecido por pais portugueses durante a menoridade, um tema que vem suscitando discussões por parte de pessoas que têm direito à nacionalidade lusa, mas não têm acesso à mesma por terem sido reconhecidas apenas na maioridade.

“Ainda no âmbito da especialidade, entre outros pontos, existe a possibilidade concreta de haver uma justa reparação para os filhos e netos de portugueses que foram reconhecidos na maioridade, os quais hoje não podem obter a nacionalidade pelo facto de haver uma restrição através do artigo 14 da Lei da Nacionalidade que aduz: “só a filiação estabelecida durante a menoridade produz efeitos”. Sendo assim, caso haja a revogação ou alteração deste artigo, finalmente estes cidadãos terão o direito de obter a nacionalidade portuguesa por herança de seus pais e avós”, destacou Paulo Porto Fernandes.

A nossa reportagem conversou também com Luana Cunha, de 38 anos de idade, brasileira, residente no Rio de Janeiro, uma das responsáveis pelo movimento que pede a revogação do artigo 14 da Lei da Nacionalidade portuguesa. Aos dez anos de idade, Luana resolveu exercer um direito e solicitou a nacionalidade portuguesa, já que é neta de portugueses. Foi quando descobriu o “absurdo” que o artigo 14 da Lei traz. Ou seja, apenas os reconhecidos na menoridade possuem direito à nacionalidade, não importando que motivos levaram ao reconhecimento tardio.


“manter as raízes portuguesas na minha família”

“Após muitas pesquisas, encontrei outras pessoas afetadas como eu e nos reunimos. Percebemos que o cerne da questão é ser fruto de uma relação dentro do casamento ou fora dele. É disso que se trata. Pois bem, fomos à luta e, depois de muitas audições com deputados, partidos e grupos de estudo, tudo com muito diálogo e troca de ideias, conseguimos cinco projetos de lei no parlamento, ou seja, uma grande vitória”, contou Luana.

Esta lusodescendente de alma critica o que está estabelecido nesse ponto da Lei da Nacionalidade portuguesa, porém, o amor pelas suas raízes fala mais alto.

“Embora os motivos para se buscar a nacionalidade portuguesa possam variar de pessoa para pessoa, entendo que se trata de um direito. No meu caso, manter as raízes portuguesas na minha família. Já tenho acesso à cultura, sou sócia de um clube português no Brasil e, também, como produtora de eventos nos últimos seis anos, tenho realizado trabalhos que estreitam os laços entre Portugal e Brasil no Rio de Janeiro”, exemplificou Luana, que acredita que a nacionalidade portuguesa é “apenas um ato de se colocar no papel o que já tenho no sangue, nas tradições familiares, podendo ajudar no meu trabalho de propagar os costumes e a cultura de Portugal em terras tupiniquins”.


“Não podemos corrigir um erro, criando outras disparidades”

“A minha expetativa, como a de todos os discriminados pelo artigo 14, é grande, tendo em vista que os deputados foram muito recetivos e expressaram forte empatia connosco, independentemente do partido com o qual dialogávamos. A quase totalidade da Assembleia da República esteve representada nos cinco projetos que lá estão. Sabemos que será votado na especialidade, junto a outros projetos, contendo outras alterações e pode acontecer de não ser revogado, como é o nosso desejo, mas, apenas, alterado, já que o projeto do Partido Socialista (PS), que tem maioria absoluta, não revoga o artigo, pura e simplesmente. Mas, esperamos que, caso isso ocorra, os nobres deputados incluam todas as formas de reconhecimento, voluntária e judicial, dispostas no Código Civil Português. Não podemos corrigir um erro, criando outras disparidades”, avaliou Luana.

“O nosso sentimento, neste momento, é uma mistura de alegria e ansiedade, afinal, são mais de 40 anos de injustiça. Está nas mãos desse grupo de deputados fazer história! Estamos confiantes e esperamos que seja em breve”, mencionou Luana.

Paulo Porto Fernandes segue atento o desenvolvimento destes temas conectados à Lei da Nacionalidade, até porque, este responsável, enquanto deputado à Assembleia da República, chegou a trabalhar estes dois temas em conjunto com os demais membros do Grupo Parlamentar do PS na última legislatura.

“Agora, tenho a felicidade de ver o fruto do trabalho ser concretizado”, finalizou Paulo Porto Fernandes.



Ígor Lopes

 


Trabalho presencial: por que as empresas querem os colaboradores de volta ao escritório?

Estratégias para retomada incluem investimento no ambiente físico, pensando no bem-estar e engajamento dos funcionários

 

Basta abrir as redes sociais para encontrar alguém reclamando que terá que deixar (ou já deixou) o home office para retornar ao trabalho presencial, ainda que por alguns dias da semana. Essa transição tem causado uma série de incômodos às lideranças das empresas, principalmente aos departamentos de RH, que buscam formas não só de incentivar, mas também de justificar a necessidade da volta aos escritórios. 

Estudo divulgado em março deste ano pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) apontou que, em 2021, 57,5% das empresas operavam em home office no Brasil, de forma parcial ou total. Já em outubro de 2022, esse percentual caiu para 32,7%. A pesquisa constatou ainda que a porcentagem de trabalhadores que cumpriam, ao menos em um dia da semana, as suas obrigações fora das suas bases corporativas foi reduzida de 55,5% em 2021 para 34,1% em 2022. 

Há diversos motivos para as empresas cada vez mais lutarem para ter os seus funcionários nos escritórios. Um deles é a conexão entre as equipes e a colaboração criativa, que acaba não sendo a mesma quando as interações entre as pessoas só ocorrem de forma virtual. A implementação da cultura corporativa, considerada mais eficiente ao ser propagada dentro dos espaços físicos, é outra razão para as companhias defenderem a presença dos times em suas bases. 

Um reflexo claro da consolidação do retorno ao regime presencial é o aquecimento do mercado imobiliário, cujas lajes corporativas se tornaram muito requisitadas e concorridas. O relatório First Look, produzido pela JLL, companhia de serviços profissionais especializada no setor de imóveis corporativos, apontou que São Paulo teve, no segundo trimestre deste ano, uma absorção líquida (volume de imóveis vendidos e alugados) positiva de 14 mil m², sendo que, neste período, foram entregues mais de 142 mil m² de novos espaços de alto padrão de empresas na capital paulista, elevando a taxa de vacância desses ambientes. 

De acordo com a mesma pesquisa, o volume de ocupações de escritórios de mil a 1.500 m² aumentou 25% na comparação com o primeiro trimestre, e as negociações de áreas acima de 1.500 m² mais do que dobraram. Para completar, ao divulgar o estudo, a JLL fez uma projeção de que aproximadamente 268 mil m² de novas áreas corporativas serão entregues até o final de 2023. 

Diante desse cenário e do desafio do retorno, as companhias estão percebendo que a reinvenção dos seus espaços físicos tem sido fundamental para o sucesso, e o uso das ferramentas da arquitetura é parte essencial neste processo ao transformar os ambientes, permitindo que sejam mais inteligentes e acolhedores. 

“Hoje, lideranças de diversas empresas nos procuram em busca desse novo olhar sobre os ambientes de trabalho. De forma cocriativa, mapeamos necessidades e transformamos o escritório em espaços mais dinâmicos, atualizados e preparados para este novo cenário”, comenta Denise Moraes, arquiteta e diretora de criação da AKMX. 

Atualmente, assistimos a convivência de diversos perfis geracionais num mesmo ambiente de trabalho. É notável a chegada de uma nova geração de nativos digitais, críticos, seletivos e autodidatas, que priorizam a autonomia de suas escolhas. Esse novo perfil traz grandes contribuições no formato dos novos escritórios. 

“Mesas e lockers compartilhados, que podem ser reservados e gerenciados remotamente; tecnologias que contribuem nas rotinas de trabalho e convivências virtuais; diversidade de ambientes e estruturas, que proporcionam flexibilidade, acessibilidade e inclusão. Estas são algumas características já consideradas nos projetos, que se aliam a um design convidativo e confortável. As atividades individuais e de foco ficam para o home office”, completa Denise. 

Um exemplo desse novo perfil é a Populos, empresa de soluções tecnológicas para workplace, que mudou sua sede para Barueri, na Grande São Paulo, deixando o escritório antigo na capital paulista. Para atrair seus colaboradores, passou a contar com um ambiente mais confortável, funcional e agradável, em um projeto criado pela AKMX. Tudo foi pensado no que a Populos classifica como seu principal ativo: as pessoas. 

“Sempre pensamos no bem-estar dos nossos colaboradores, mantendo um ambiente físico funcional e colaborativo. Acreditamos que isso contribui para maior criatividade das pessoas e para que as entregas sejam mais eficientes, assim como ajuda a promover relacionamentos mais próximos no dia a dia”, ressalta Clea Lima, diretora administrativa da Populos. 

O resultado positivo desse investimento fez com que a empresa iniciasse mais um projeto, novamente assinado pela AKMX. “Sempre pensando em melhorias, estamos finalizando o projeto de um novo escritório, com uma sala maior para treinamentos, espaços para eventos e um SOC (Security Operation Center), onde ampliaremos nosso quadro de funcionários”, revela.
 

AKMX

 

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