A
Medtronic, líder global em tecnologia para a saúde, anuncia o lançamento no
Brasil da terapia de estimulação cerebral profunda adaptativa (aDBS) para a
Doença de Parkinson, com a tecnologia BrainSense™. A novidade marca uma nova
etapa no tratamento: pela primeira vez, a terapia se ajusta dinamicamente às
necessidades de cada paciente, para um controle mais estável dos sintomas e
melhor qualidade de vida.
Apesar
dos benefícios comprovados, o acesso à terapia no país ainda é desigual.
"A DBS existe tanto no SUS quanto na saúde suplementar, mas não basta que
a tecnologia esteja disponível. Na doença de Parkinson, a Estimulação Cerebral
Profunda vai muito além do ato cirúrgico: trata-se de um tratamento altamente
especializado e portanto, é fundamental contar com neurologistas especializados
em distúrbios do movimento, neurocirurgiões experientes, acompanhamento
sistemático para programação dos dispositivos e uma equipeacompanhamento
multidisciplinar de longo prazo, comenta Dra. Lorena Broseghini Barcelos,
Neurologista especialista em estimulação cerebral profunda no Einstein Hospital
Israelita.
Dados da Universidade Federal de São Paulo indicam que a doença de Parkinson afeta principalmente pessoas entre 60 e 79 anos no Brasil, com maior prevalência entre homens. No entanto, de 10% a 20% dos casos ocorrem antes dos 40 anos.
A condição ocorre pela
degeneração de células da substância negra, uma estrutura cerebral essencial
localizada no mesencéfalo que produz a dopamina e é um neurotransmissor
responsável pelo controle dos circuitos nervosos associados ao movimento do
corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos provocando
sintomas, como:
- Tremor de repouso: Geralmente
começa em uma das mãos;
- Lentidão dos movimentos: Dificuldade
para iniciar e executar movimentos;
- Rigidez muscular: Resistência
ao movimento nos músculos dos braços, pernas ou tronco;
- Distúrbios da fala:
Dificuldades persistentes que dificultam a comunicação clara e eficaz;
- Instabilidade postural: Dificuldade de equilíbrio e alterações na postura.
Sintomas
não motores, como depressão, distúrbios do sono e alterações do olfato, podem
surgir anos antes do diagnóstico. Com a progressão da doença, o tratamento
medicamentoso pode perder eficácia, abrindo espaço para terapias avançadas como
a estimulação cerebral profunda (DBS).
"A
cirurgia de DBS costuma ser indicada quando o paciente começa a sofrer com complicações
motoras, como movimentos involuntários que o próprio tratamento provoca, ou
quando o remédio perde o efeito no controle dos sintomas ao longo do dia. O
objetivo é modular circuitos cerebrais alterados pela doença, melhorando o
tremor, a rigidez e a lentidão", explica o Dr. Murilo Marinho,
neurocirurgião funcional e membro titular da Sociedade Brasileira de
Neurocirurgia (SBN).
O
Percept™ RC é o primeiro e único sistema de DBS no Brasil que combina terapia
personalizada, bateria recarregável com duração superior a 15 anos e tecnologia
BrainSense™, que permite captar sinais cerebrais para ajuste preciso da
terapia. Além disso, é o menor dispositivo da categoria, compatível com
ressonância magnética de corpo inteiro e com implante minimamente invasivo.
Recentemente,
a tecnologia BrainSense™ atingiu um novo patamar com o recurso de estimulação
adaptativa, o aDBS. "Avanço inédito na terapia de estimulação cerebral
profunda para Parkinson, liberado em 2025 nos Estados Unidos e na Europa, a
tecnologia permite que o sistema não apenas estimule o cérebro, mas também
registre e analise sua atividade ao longo do dia, autoajustando-se dentro de
limites de segurança definidos pelo neurologista para otimizar o estímulo em
tempo real”, comenta a Dra. Rachel Brant, Neurologista com doutorado pela USP
com tese em DBS. “Com isso, cerca de 70% dos pacientes implantados sentem-se
melhor controlados e percebem melhora da qualidade de vida", explica.
Pacientes
que já possuem o dispositivo Percept™ podem receber a inovação por meio de uma
atualização de software no consultório, sem nova cirurgia ou custos adicionais.
A segurança e a eficácia da terapia foram confirmadas pelo estudo clínico
ADAPT-PD, publicado no periódico NPJ Parkinson's Disease.
“Em
nosso centro, dos 6 pacientes cronicamente implantados, apenas 1 preferiu
manter a estimulação convencional. Os demais relatam sentir-se renovados, com o
controle dos sintomas que sentiam nos primeiros anos após o implante",
afirma Dra. Rachel.
A
Medtronic está na vanguarda da incorporação da tecnologia de interface
cérebro-maquina (BMI) na terapia DBS, com foco em prevenção, detecção,
diagnóstico e reabilitação de pacientes com condições neurológicas complexas.
Segundo
a Dra. Lorena, "a aDBS é uma evolução significativa no tratamento da
doença de Parkinson, por tornar a terapia mais precisa, personalizada e
dinâmica, permitindo que seja continuamente adaptada às necessidades
individuais de cada paciente”.

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