Estratégias para retomada incluem investimento no
ambiente físico, pensando no bem-estar e engajamento dos funcionários
Basta
abrir as redes sociais para encontrar alguém reclamando que terá que deixar (ou
já deixou) o home office para retornar ao trabalho presencial, ainda que
por alguns dias da semana. Essa transição tem causado uma série de incômodos às
lideranças das empresas, principalmente aos departamentos de RH, que buscam
formas não só de incentivar, mas também de justificar a necessidade da volta
aos escritórios.
Estudo
divulgado em março deste ano pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE)
apontou que, em 2021, 57,5% das empresas operavam em home office no
Brasil, de forma parcial ou total. Já em outubro de 2022, esse percentual caiu
para 32,7%. A pesquisa constatou ainda que a porcentagem de trabalhadores que
cumpriam, ao menos em um dia da semana, as suas obrigações fora das suas bases
corporativas foi reduzida de 55,5% em 2021 para 34,1% em 2022.
Há
diversos motivos para as empresas cada vez mais lutarem para ter os seus
funcionários nos escritórios. Um deles é a conexão entre as equipes e a
colaboração criativa, que acaba não sendo a mesma quando as interações entre as
pessoas só ocorrem de forma virtual. A implementação da cultura corporativa,
considerada mais eficiente ao ser propagada dentro dos espaços físicos, é outra
razão para as companhias defenderem a presença dos times em suas bases.
Um
reflexo claro da consolidação do retorno ao regime presencial é o aquecimento
do mercado imobiliário, cujas lajes corporativas se tornaram muito requisitadas
e concorridas. O relatório First Look, produzido pela JLL, companhia de serviços
profissionais especializada no setor de imóveis corporativos, apontou que São
Paulo teve, no segundo trimestre deste ano, uma absorção líquida (volume de
imóveis vendidos e alugados) positiva de 14 mil m², sendo que, neste período,
foram entregues mais de 142 mil m² de novos espaços de alto padrão de empresas
na capital paulista, elevando a taxa de vacância desses ambientes.
De
acordo com a mesma pesquisa, o volume de ocupações de escritórios de mil a
1.500 m² aumentou 25% na comparação com o primeiro trimestre, e as negociações
de áreas acima de 1.500 m² mais do que dobraram. Para completar, ao divulgar o
estudo, a JLL fez uma projeção de que aproximadamente 268 mil m² de novas áreas
corporativas serão entregues até o final de 2023.
Diante
desse cenário e do desafio do retorno, as companhias estão percebendo que a
reinvenção dos seus espaços físicos tem sido fundamental para o sucesso, e o
uso das ferramentas da arquitetura é parte essencial neste processo ao
transformar os ambientes, permitindo que sejam mais inteligentes e acolhedores.
“Hoje,
lideranças de diversas empresas nos procuram em busca desse novo olhar sobre os
ambientes de trabalho. De forma cocriativa, mapeamos necessidades e
transformamos o escritório em espaços mais dinâmicos, atualizados e preparados
para este novo cenário”, comenta Denise Moraes, arquiteta e diretora de criação
da AKMX.
Atualmente,
assistimos a convivência de diversos perfis geracionais num mesmo ambiente de
trabalho. É notável a chegada de uma nova geração de nativos digitais,
críticos, seletivos e autodidatas, que priorizam a autonomia de suas escolhas.
Esse novo perfil traz grandes contribuições no formato dos novos escritórios.
“Mesas
e lockers compartilhados, que podem ser reservados e gerenciados
remotamente; tecnologias que contribuem nas rotinas de trabalho e convivências
virtuais; diversidade de ambientes e estruturas, que proporcionam
flexibilidade, acessibilidade e inclusão. Estas são algumas características já
consideradas nos projetos, que se aliam a um design convidativo e confortável.
As atividades individuais e de foco ficam para o home office”, completa
Denise.
Um
exemplo desse novo perfil é a Populos, empresa de soluções tecnológicas para workplace,
que mudou sua sede para Barueri, na Grande São Paulo, deixando o escritório
antigo na capital paulista. Para atrair seus colaboradores, passou a contar com
um ambiente mais confortável, funcional e agradável, em um projeto criado pela
AKMX. Tudo foi pensado no que a Populos classifica como seu principal ativo: as
pessoas.
“Sempre
pensamos no bem-estar dos nossos colaboradores, mantendo um ambiente físico
funcional e colaborativo. Acreditamos que isso contribui para maior
criatividade das pessoas e para que as entregas sejam mais eficientes, assim como
ajuda a promover relacionamentos mais próximos no dia a dia”, ressalta Clea
Lima, diretora administrativa da Populos.
O
resultado positivo desse investimento fez com que a empresa iniciasse mais um
projeto, novamente assinado pela AKMX. “Sempre pensando em melhorias, estamos
finalizando o projeto de um novo escritório, com uma sala maior para
treinamentos, espaços para eventos e um SOC (Security Operation Center),
onde ampliaremos nosso quadro de funcionários”, revela.
AKMX
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