Pesquisar no Blog

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Junho (no) vermelho: saiba como ajudar

Com a pandemia e a enorme baixa no volume de voluntários, os bancos de doações de sangue, buscam por inovações para tentar manter os estoques em dia, enquanto os médicos orientam para o ato solidário

Junho Vermelho é o mês dedicado a doação de sangue no Brasil, que desde o início da pandemia apresentou uma queda de aproximadamente 20%.  E embora essa porcentagem não tenha refletido no desabastecimento do estoque, já que o isolamento e a Covid-19, fizeram que muitas cirurgias eletivas fossem canceladas, hemocentros de todo o país sempre precisam de doações. Por isso, muitos buscaram a tecnologia não só para se reinventar como também para acolher os novos doadores.

Em São Paulo, por exemplo, a Fundação Pro - Sangue é a principal rede de coleta e processamento de doações, e apesar de não ser a única, sozinha é responsável pelo abastecimento de cerca de 100 instituições públicas da rede estadual de saúde. Com a baixa nos estoques, foi criado um sistema de agendamento online o Hubglobe para que os interessados escolhessem o melhor horário e dia para realizar a doação. Foram registrados 72.779 candidatos, e destes 47.520 efetivaram as doações. Quando uma bolsa de sangue é coletada significa que 3 ou 4 vidas podem ser salvas.

Já o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, o HemoRio, conta com a ajuda da assistente virtual Livia.bot que além de tirar dúvidas, podem fazer o agendamento também. No entanto, ainda com o uso da tecnologia, nenhum dos Estados alcançaram os números de doações esperados.

O ponto é que estoques baixos podem causar riscos enormes ao sistema de saúde. Lucas Campos médico, plantonista em banco de sangue no RJ e diretor de conteúdo do Jaleko fala do panorama de isolamento e os riscos que isso pode gerar. 

Não é preciso ter medo de doar. As agulhas são todas esterilizadas, obviamente não reutilizáveis, a sala de espera conta com o distanciamento para evitar aglomerações na recepção, os profissionais estão todos protegidos e o uso de máscara é obrigatório. O risco de estar no elevador do seu prédio no qual passaram diversas pessoas recentemente e não possui bom arejamento, além de raramente limparem as teclas dos andares, é maior do que doar.

 

Mas em tempo de pandemia, o que é preciso?

O Vita Hemoterapia, empresa 100% brasileira, que atua em todas as fases do ciclo produtivo do sangue, preparou, em seu site, uma jornada didática e completa para que o voluntário entenda que o ato de doar é altruísta, bem como fácil.

Primeiramente vamos falar dos quesitos básicos, o doador deve estar em boas condições de saúde, estar bem descansado, e ter entre 16 e 69 anos, e pesar entre 50kg e 125kg. No caso de não ter atingido a maioridade é preciso autorização dos pais, e se for da terceira idade, já ter doado antes dos 60 anos. É necessária alimentação balanceada, sem comidas gordurosas. Não deve esquecer de levar documento recente com foto. É necessário que esteja atento aos impedimentos temporários e definitivos, disponíveis no site da instituição.

Dito isso, é necessário proporcionar ao público algumas explicações sobre o momento em que vivemos. O doutor alerta: “não há riscos de contrair COVID-19 durante as doações e, principalmente, em épocas como esta, a doação é imprescindível. Precisamos lembrar que pessoas morrem todos os dias por conta disso e um simples ato pode salvar diversas vidas! Não só de pacientes agudos, que acabaram de perder sangue, mas principalmente de doentes crônicos, que contam com perdas contínuas e dependem de transfusões repetidas”.

Em caso de o candidato contrair o COVID-19, deve ficar inapto por 30 dias. E como qualquer outra atividade, aqueles que tiveram contato direto com infectados, deverão aguardar os 14 dias em isolamento.

Já no caso das vacinas, só podem doar: 48 horas após cada dose (vacina Coronavac, da Sinovac/Butantan); 7 dias após cada dose (vacina Oxford, da AstraZeneca/Fiocruz); e 7 dias após cada dose (vacina da Pfizer/BioNtec).

Todas as dúvidas ou informações podem ser verificadas no site da Vita Hemoterapia, que também conta com a Livia.Bot.

 


Lucas Campos - médico, plantonista em banco de sangue no RJ e diretor de conteúdo do Jaleko.

 

Pesquisa quer compreender as concepções do brasileiro sobre a vacina para Covid-19

Estudo da UFSCar está aberto à participação de pessoas de qualquer região do país

 

A pesquisa "Atitudes e percepções sobre a vacinação para Covid-19" está sendo realizada no Departamento de Medicina (DMed) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com o objetivo de compreender as concepções que a população brasileira possui sobre a adoção da vacinação para a Covid-19. O estudo é realizado por Henrique Pott Junior, docente do DMed da UFSCar, e convida pessoas de todas as regiões do Brasil para participarem do trabalho por meio de um formulário eletrônico.


De acordo com o docente, as vacinas são uma das contribuições mais importantes para a saúde pública no século XX, sendo responsáveis pelo declínio das doenças evitáveis por vacinas em todo o mundo. No entanto, Henrique Pott aponta que nos últimos anos tem-se observado um aumento constante na recusa de vacinas, resultando em vários surtos de doenças evitáveis por esses imunizantes. "Esse problema tem sido atribuído a uma série de fatores, incluindo a relativa raridade de muitas doenças evitáveis por vacinas aliada à percepção pública de que a gravidade e suscetibilidade da doença é muito baixa, além de preocupações relacionadas à eficácia e segurança da vacina", reflete o docente. Somado a isso, o professor acrescenta que o medo das vacinas tem sido fomentado também por informações incorretas ou tendenciosas, não amparadas por evidências científicas, veiculadas pela internet, televisão, jornais e revistas.


Nesse cenário, Pott citou um estudo - Wellcome Global Monitor 2018 - que mostrou que 97% dos brasileiros concordam ou concordam totalmente que é importante vacinar crianças. No entanto, há uma queda para 80% dos brasileiros que se expressaram positivamente quando questionados se as vacinas são eficazes e seguras. "Nesse sentido, apesar de reconhecerem a importância das vacinas, a desinformação persiste como fator chave para a falta de confiança nas vacinas e hesitação vacinal", avalia o pesquisador. Resultados semelhantes na aceitação da vacina de Covid-19 foram relatados em todo o mundo, incluindo Inglaterra, Austrália, Polônia, Malásia, Jordânia, Hong Kong, Nepal, entre outros, mas Pott aponta que, atualmente, não há conhecimento da atitude da população brasileira em relação à vacinação contra o novo coronavírus.

 

Expectativa dos resultados


O docente expõe que a ideia da sua pesquisa é identificar quais fatores estão associados à hesitação vacinal e à falta de confiança nas vacinas a fim de subsidiar estratégias individuais ou coletivas para as vacinas, acolhimento e orientação. "Espera-se que esse levantamento de dados possa ser relevante para auxiliar os gestores e profissionais de saúde a entender as percepções da população acerca da importância das vacinas e os riscos da recusa vacinal, especialmente no contexto da pandemia de Covid-19", relata. Pott também explica que o delineamento amostral da pesquisa foi pensado para oferecer subsídios direcionados tanto à comunidade acadêmica quanto para a população brasileira em geral. "Acredita-se que o levantamento dessas informações poderá ser útil para o cuidado em saúde durante e após essa pandemia, podendo fornecer subsídios para estabelecimento de um plano de nacional de imunização mais resolutivo", complementa.


Pott destaca que os resultados do estudo poderão ser importantes tanto para o desenvolvimento de futuros protocolos de pesquisas quanto para o direcionamento de intervenções clínicas ou ações públicas abrindo a possibilidade de um cuidado mais integral e abrangente dos indivíduos, o que certamente enriquecerá o processo de tomada de decisão, podendo também melhorar a adesão do indivíduo ao programa nacional de imunização e sua conscientização em relação à sua saúde. "A realização do estudo poderá ser um ponto de partida para iniciar uma reflexão sustentada no entendimento de que o controle de doenças transmissíveis por meio da vacinação transpassa a fronteira de áreas de conhecimento e é de fundamental importância, principalmente, quando voltamos o olhar para a relevância social dos dados a serem coletados e das reflexões que poderão ser suscitadas a partir dos mesmos", reforça o docente da UFSCar.

 

Voluntários
Para o desenvolvimento da pesquisa estão sendo convidadas pessoas de qualquer região do Brasil, a partir de 18 anos de idade, para responderem um questionário online, disponível no link https://bit.ly/3wKrzlh. O tempo de resposta é de, no máximo, 10 minutos, e o questionário ficará disponível até o ano que vem. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 45530521.2.0000.5504).


XLH Day: campanha conscientiza população sobre doença rara

- Menos de 1 em cada 20.000 pessoas em todo o mundo têm raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X (XLH), o que a enquadra como doença rara¹


- No Brasil, ainda não há dados epidemiológico sólidos que indiquem o número exato de indivíduos afetados pelo XLH²

 

A doença rara não é o fim, é recomeço. Esse é o tema da campanha do XLH Day, marcado para acontecer no dia 23 de junho. A comemoração da data promove o conhecimento sobre o raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X, também conhecido por XLH, doença crônica causada pela deficiência de fósforo no organismo e que afeta crianças e adultos, no mês que marca, mundialmente, o dia da doença.

A campanha fará sua estreia nas páginas das redes sociais ( Facebook e Instagram), por meio de vídeos-depoimentos de pacientes e posts informativos, e terá como sustentação a distribuição de folders educacionais para a população. A iniciativa é realizada por associações de pacientes com foco em doenças raras de todo o Brasil. "As doenças raras podem ser especialmente delicadas, por isso, entendemos a importância de campanhas de conscientização. É preciso compreender os sinais, sintomas e proceder com o diagnóstico precoce para dar início ao tratamento e melhor recuperação dos pacientes", explica Wesley Pacheco, presidente do Instituto Amor e Carinho.

Ainda segundo Wesley, o novo mote, pensado para a campanha de 2021, reforça aos pacientes que o diagnóstico não é o fim, e sim, o recomeço. "Apesar de ser uma condição permanente, que precisará de acompanhamento médico em intervalos regulares para o resto da vida, o XLH pode ser controlado com o tratamento e apoio multidisciplinar adequado".

Os sintomas de alerta para o raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X são deficiência do crescimento, alargamento dos punhos, joelhos e tornozelos, dor nos membros inferiores, fraqueza muscular e pernas arqueadas. "Embora o diagnóstico seja mais comumente na criança ou adolescente é importante ressaltar que não se trata apenas de uma doença da infância que as crianças vão superar. A doença persiste na idade adulta, gerando muitos acometimentos ósseos tanto nas crianças como nos adultos. Deformidade das pernas e/ou dor ao se movimentar pode ser um importante marco para a identificação da doença. Por isso, diante de qualquer suspeita, procure um especialista para a investigação adequada", alerta a Dra. Maria Helena Vaisbich, coordenadora do Comitê de Doenças Raras da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

O XLH é conhecido por muitos nomes diferentes, incluindo - hipofosfatemia familiar, raquitismo resistente à vitamina D e raquitismo hipofosfatêmico - todos se referem a uma doença rara que afeta a capacidade do organismo de equilibrar os níveis de fósforo mineral e vitamina D. Assim como acontece com 80% das doenças raras², o XLH tem origem genética, sendo geralmente herdado. Neste caso, devido à sua relação com o cromossomo X, o pai afetado pela XLH transmitirá a condição a todas as suas filhas, mas nenhum de seus filhos será acometido. Já a mãe afetada pela XLH tem 50% de chance de ter um filho ou uma filha com a doença.

A condição exige uma abordagem holística com médicos especializados - pediatras, endocrinologistas, ortopedistas, nefrologistas e geneticistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos e dentistas. Esse trabalho multidisciplinar é indispensável para a saúde e qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.



Projeto Ave Rara

Como parte das atividades que irão compor o XLH Day, o Instituto Renascimento, produziu o curta-metragem "Ave Rara", para contar os desafios da fase adulta de quem convive com a enfermidade. A estreia está marcada para acontecer no dia 29 de junho, terça-feira, apenas para convidados.

No ano passado, a instituição realizou o espetáculo "Sobre Viver", peça escrita e interpretada pela atriz e fundadora Kely Nascimento, e após criarem um curta-metragem sobre a apresentação, foram reconhecidos como um dos finalistas em um festival de Berlin, na Alemanha. Para este ano, a promessa será a participação em um prêmio espanhol.

O curta-metragem "Ave Rara" será disponibilizado para o acesso do público após a participação nos festivais de cinema.

Para outras informações sobre a doença, acesse:
www.xlhlink.com

 


Referências:


¹ XLH LINK. Disponível em https://www.xlhlink.com. Último acesso em junho 2021.
² Ministério da Saúde. Disponível em https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/doencas-raras. Último acesso em junho de 2021.

Junho Vermelho: Inverno e pandemia reduzem estoques de bancos de sangue

Especialista do CEJAM faz alerta para importância do ato, que pode salvar muitas vidas


Criado em 2015 pelo movimento Eu Dou Sangue e incorporado ao calendário do Ministério da Saúde, o Junho Vermelho tem como objetivo despertar a solidariedade nas pessoas acerca de um dos gestos voluntários que mais salvam vidas: a doação de sangue.

O mês foi escolhido, pois, durante o inverno, que começa em 21 de junho, o número de doações cai consideravelmente, deixando os estoques dos hemocentros vazios Brasil afora.

De acordo com o clínico geral Kauê de Cezaro dos Santos, diretor do Hospital Municipal de Cajamar, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", diariamente, milhares de pessoas vítimas de traumas graves, pacientes cirúrgicos e portadores de câncer, entre outros, podem se beneficiar com as transfusões sanguíneas.

Segundo o especialista, uma doação pode ser revertida em diversas modalidades de transfusão, como plaquetas e hemácias, por exemplo. Dessa forma, o sangue doado por uma pessoa pode salvar até quatro vidas.

"Doar sangue significa ter a chance de ofertar o direito de vida ao próximo. O sangue é como se fosse o combustível do corpo. Ele leva o oxigênio às células e, assim, garante a nutrição adequada dos órgãos e tecidos. Na ausência dele, há dificuldade de os sistemas do corpo funcionarem corretamente", explica.

Pandemia

Além do inverno, outro agravante para a diminuição no número de doações foi a pandemia da Covid-19. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2020, o registro de doações caiu cerca de 10% no país.

"Observamos uma queda relevante na quantidade de bolsas nos hemocentros neste período. Acreditamos que a situação pandêmica e os lockdowns aplicados nos estados determinaram a redução de pessoas nos hemocentros, impedindo, assim, a manutenção dos estoques", destaca o Dr. Kauê.

O médico afirma que é necessário explicar às pessoas o impacto que a doação pode trazer à vida dos necessitados. Segundo ele, o conhecimento e a empatia são partes fundamentais neste processo. "Saber o quanto podemos impactar na vida de uma pessoa, com esse gesto de amor que é a doação de sangue, é imprescindível."

Além do benefício de ajudar alguém que precisa, doadores de sangue também podem receber alguns direitos especiais, entre eles meia entrada em estabelecimentos culturais e atividades recreativas e o direito a atendimento prioritário em filas de banco, assim como idosos, deficientes e gestantes, segundo a Lei n° 219/09.



Qualquer pessoa pode doar sangue?

Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e estar em boas condições de saúde. Gripes e resfriados, ingestão de bebidas alcoólicas, extrações dentárias ou acupunturas pedem um tempo maior para que a doação possa ser realizada e devem ser ditos antes do ato.

Gestantes ou mulheres em fase de amamentação não podem doar, assim como usuários de drogas, pessoas expostas a doenças sexualmente transmissíveis e com diagnóstico de hepatite após os dez anos de idade.

Além disso, procedimentos como tatuagens, maquiagem definitiva e micropigmentação - procedimento estético que utiliza agulhas - exigem 12 meses para que a doação seja feita, tal como situações nas quais há maior risco de adquirir IST’s.

"Antes da doação, os voluntários passam por uma entrevista que analisa as possibilidades de doação ou não naquele momento. Todas as informações obtidas são mantidas em sigilo", explica o médico.

Candidatos à doação que apresentaram infecção pela Covid-19 são considerados inaptos por um período de 30 dias após a recuperação clínica completa.

De acordo com o Dr. Kauê, voluntários que tiveram contato direto domiciliar ou profissional com casos suspeitos ou confirmados de contaminação devem aguardar 14 dias após o último dia de contato para realizar a doação de sangue. Isso também serve para profissionais de saúde que trabalham diretamente com pacientes.

Além disso, a vacinação contra o Coronavírus também pode influenciar no período de doação. Candidatos que receberam a Coronavac, da Sinovac/Butantan, podem doar 48 horas após cada dose, enquanto os que foram vacinados com a AstraZeneca, da Fiocruz/Oxford, e com a Comirnaty, da Pfizer/BioNTech, exigem um período de 7 dias após cada dose.


A doação pode ser feita mais de uma vez ao ano, sendo até quatro doações ao longo de 12 meses para homens, com um período de 60 dias entre uma e outra, e de até três doações ao ano para mulheres, com um espaço de 90 dias entre elas.

No site
https://www.prosangue.sp.gov.br, é possível ter acesso aos hemocentros mais próximos para a doação de sangue, além de descobrir os tipos sanguíneos mais necessitados no momento.

No ato da doação, é necessário apresentar documento oficial com foto recente, que permita a identificação do candidato.




CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim"

 

24 de junho - Dia Mundial de Prevenção de Quedas

 Neurologistas promovem campanha de prevenção de quedas

 

O Departamento Científico (DE DISTÚRBIOS VESTIBULARES E DO EQUILÍBRIO) da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) realiza, agora em junho, a campanha de prevenção de quedas, edição 2021.


Dia 23, às 19h, no portal abneuro.org.br, haverá uma webinar direcionado a especialistas médicos e profissionais de saúde para compartilhamento de experiências, de conhecimento sobre o tema. As aulas tratarão de questões como a tontura sob a luz da geriatria, avaliação de quedas de reabilitação de distúrbios de equilíbrio, corporal e da marcha. Serão ministradas por especialistas com experiência e atenção diária a pacientes com risco de queda.  


Simultaneamente, o DC atuará para esclarecimentos responsáveis e precisos aos cidadãos. Oito vídeos serão divulgados sobre quedas, consequências etc, além de dicas de prevenção a esses acidentes.

 

Contexto


Validado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Dia Mundial de Prevenção de Quedas, o 24 de junho está incorporado no calendário do Ministério da Saúde do Brasil. Visa a conscientizar toda a sociedade sobre os riscos, especialmente à população mais idosa.


Atualmente, a probabilidade de alguém da terceira idade cair é 30% maior do que faixas mais jovens. Quanto ao grupo dos 80 anos (pouco menos e mais), cerca de 50% já sofreram quedas, alguns tendo a mobilidade reduzida por decorrência; e 5 a 10 % sofreram fraturas. Em casos mais graves há episódios de sangramento cerebral, outras complicações, inclusive lavando a óbito.


Saulo Nardy Nader, neurologista especializado em Distúrbios Vestibulares e membro titular da ABN, reforça a relevância de elucidar a população”

"É fundamental mostrar que a maior parte dessas intercorrências pode ser evitada, poupando-se assim consequências mais graves. Daí a gente preparar os vídeos e disponibilizá-los a todos, é uma prestação de serviço em saúde que certamente trará bons frutos", comenta.

 

Prevenção & cuidados


– Faça atividades físicas regularmente, pois fortalecem a musculatura e melhoram o equilíbrio;


– Medicamentos só devem ser adotados sob orientação médica;


– Use calçados adequados, chinelos e crocs devem ser evitados;


– Evite subir em bancos para pegar objetos no alto de armários/estantes;


- Também evite caminhar no escuro ou em locais mal iluminados;

- Cuidado com os tapetes da casa, se possível, evite te-lôs;

- Redobre a atenção e cuidados para não tropeçar em objetos deixados no chão e animais de estimação;


– Álcool e medicamentos não devem ser consumidos juntos; aliás, evite a ingestão de bebidas alcoólicas;


– Para melhorar equilíbrio e aumentar sua segurança, usa bengala ou o andador, se necessário, com orientação profissional;


– Em caminhadas externas redobre a atenção para buracos, obstáculos e imperfeições de calçadas, raízes de árvores etc;


- Utilize sempre a faixa de pedestres e respeite a sinalização de pedestres.


-  Fique em casa, se não se sentir seguro para ir para a rua sem companhia.

 

Infecção simultânea por Influenza A e SARS-Cov-2 favorece o desenvolvimento de COVID-19 grave

Chegada do inverno e queda das medidas de prevenção contra o coronavírus podem favorecer que população se infecte pelos dois vírus ao mesmo tempo



A partir de hoje a estação vigente é o inverno. Dividindo opiniões, o inverno traz a queda das temperaturas e o clima seco. Esse cenário favorece a circulação de vírus respiratórios que provocam diferentes tipos de infecções respiratórias. Associado afrouxamento de medidas preventivas, como o distanciamento social, o inverno pode oferecer um risco maior de que o indivíduo tenha gripe e COVID-19 ao mesmo tempo - chamada de coinfecção. A perspectiva é preocupante pois um estudo publicado na revista Nature indica que a aquisição da gripe H1N1, oferece mais chances para o contágio com o coronavírus e para o desenvolvimento da COVID-19 grave.

"Em 2020 houve o receio de que surgissem muitos casos de coinfecção, de pessoas com gripe de COVID-19 ao mesmo tempo. Acontece que naquela época, o medo da COVID-19 fazia com que as pessoas ainda seguissem protocolos rígidos de cuidado e por isso, esses casos foram bem pontuais", explica Maura Salaroli, infectologista do Hospital Sírio-Libanês. "Esse ano, a situação pode ser diferente. Além das pessoas estarem deixando a prevenção de lado, novas cepas, cada vez mais infecciosas, chegam ao Brasil, enquanto a adesão a vacinação da gripe está bem abaixo do esperado. Considerando tudo isso, há chances de que os casos de coinfecção se tornam mais frequentes".

Considerando a retomada das aulas presenciais e a inclusão de crianças e idosos nos grupos de risco para a gripe H1N1 e a COVID-19, respectivamente - sendo os mais velhos inclusos nos grupos de risco de ambas as doenças, fica o apelo: se for dos grupos de risco, vacine-se contra a gripe e a COVID-19., Mantenha as medidas de prevenção com distanciamento social, uso de máscara e reforço da higiene das mãos.

"Os poucos estudos que se tem sobre o tema já reforçam a necessidade de se vacinar contra a H1N1 e se ater às medidas como o distanciamento social, uso de máscaras e boa higiene das mãos. Embora não se tenha todas as respostas, não vale a pena correr o risco. Além de prevenir a coinfecção, essas medidas previnem o agravamento dos casos de gripe que podem levar a quadros mais graves e até à morte. Também é importante testar o paciente com sintomas, pois embora a COVID-19 não tenha tratamento comprovado, a gripe tem e deve ser tratada para evitar maiores complicações", completa a especialista.


Frio pode aumentar dores articulares principalmente na terceira idade

Com a chegada do outono, que se estende até o mês de junho, marcado também pelas ondas de frente fria, os cuidados com a saúde devem ser redobrados, principalmente na terceira idade, que começa aos 60 anos.

É preciso estar preparado para o processo natural do envelhecimento do corpo, porém, é neste momento da vida que algumas doenças articulares, principalmente nas articulações de carga (quadris, joelhos e coluna) começam a aparecer, o que acarreta dores nos idosos.

Segundo o médico ortopedista especialista em joelhos, Adilio Bernardes, as dores articulares tendem a aumentar no tempo mais frio devido a alguns fatores como: a redução de exercícios físicos e a própria defesa do organismo. O médico explica que as articulações necessitam de mobilidade para se manterem ativas e saudáveis.

“A musculatura tende a ficar mais contraída no frio, por uma questão de defesa do organismo para não perder calor, o que pode comprimir a articulação causando dor. Outra situação também de defesa do organismo é a chamada vasoconstrição periférica, onde mãos e pés tendem a ter menos circulação de sangue, podendo gerar dor e rigidez articular. Outro fator é o líquido sinovial, que tende a ficar mais denso também contribuindo com as dores”, aponta Adilio.

Ainda na terceira idade é comum aparecerem doenças como artrite, artrose e osteoporose. Adilio chama a atenção para as duas últimas, que geram inúmeras dúvidas entre os pacientes. “A artrose é degeneração da cartilagem articular, que é onde temos o movimento de cada articulação. Essas articulações, principalmente de carga (coluna lombar, joelhos, quadris e tornozelo), tendem a sofrer consequências maiores ao longo do tempo. Já a osteoporose faz com que tenhamos certa fragilidade óssea. Com o passar dos anos e conforme a idade, os ossos ficam mais frágeis, estando mais sujeitos a fraturas de baixa energia”, explica o médico.


Prevenção e tratamento

Com o envelhecimento, as fraturas sofrem degeneração podendo acarretar dores e evolução das patologias. O médico ortopedista explica que além da idade, uma somatória de fatores podem contribuir para o aumento dos problemas. “O fator genético, traumático, o excesso de peso e a quantidade de exercícios físicos também são responsáveis por degenerar estruturas. Por isso é importante o cuidado precoce”.

De acordo com Adilio, a prevenção dessas doenças devem ser feitas ao longo da vida. “Um paciente que chegar na terceira idade com um processo degenerativo em evolução ou bastante evoluído, não tem como voltar atrás”.

O médico ainda comenta que no caso da artrose, o processo da doença só anda para a frente. “Uma artrose instalada, por mais que existam tratamentos que minimizem dor e a velocidade de progressão, a tendência ao longo do tempo é piorar, podendo surgir outros problemas como a hérnia de disco na coluna e as lesões dos meniscos nos joelhos”. 

Já no caso da osteoporose, atividades físicas de baixo impacto bem orientadas, para o fortalecimento muscular, acompanhamento através de exames e alguns medicamentos como reposição de vitaminas e cálcio, podem colaborar de forma muito positiva. 

No geral, o ortopedista reforça que o ideal é não deixar que as patologias acumulem para a terceira idade. “A manutenção de peso, atividades físicas sob orientação e acompanhamento médico são fundamentais na vida de qualquer indivíduo”, conclui.


Inimigo silencioso na pandemia: 50% dos diabéticos desconhecem diagnóstico da doença

Créditos: Envato

Alguns estudos sugerem que pacientes com diabetes apresentam risco duas vezes maior de agravamento ou morte pelo coronavírus

Controle dos níveis de açúcar no sangue reduz riscos de agravamento da Covid-19


O aposentado Jarbas da Silva Motta, 69 anos, passou as festas de fim de ano na UTI, em Curitiba (PR), devido às complicações da Covid-19 causadas pela diabetes, obesidade e hipertensão. Foram 37 dias de internação. Já o professor de química, Robert Gessner Junior, 31 anos, estava acima do peso e pré-diabético quando contraiu o vírus. A saúde dele ficou tão debilitada, que os médicos precisaram recorrer ao tratamento da ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) para salvar sua vida. 

Alguns estudos sugerem que pacientes com diabetes apresentam risco duas vezes maior de agravamento ou morte pelo coronavírus, devido ao excesso de glicose no sangue e à tendência de inflamação, que impede que o corpo responda de forma adequada a infecções por vírus e bactérias. “Não temos nenhum estudo que fale que os riscos da pré-diabetes também contribuem para agravamento da Covid-19, mas como os casos da diabetes tipo 2 normalmente estão associados ao sobrepeso e à falta de exercícios, as chances do paciente evoluir para um quadro mais grave são maiores”, afirma o cardiologista do Hospital Marcelino Champagnat, Gustavo Lenci. 


Vacinas

A  possibilidade maior de agravamento da Covid-19 em diabéticos fez com que esse grupo fosse incluído pelo Ministério da Saúde entre os públicos prioritários para a vacinação. Só em Curitiba, mais de 140 mil pessoas estão recebendo a vacina por ter diabetes. 

Dos mais de 16,8 milhões de brasileiros que são diabéticos, 99% têm o tipo 2, que pode ser controlado com hábitos de alimentação mais saudáveis e atividade física diária, além de medicamentos, quando indicados. E os riscos se tornam maiores porque estimativas apontam que metade dessas pessoas desconhecem a doença.  Além disso, outros 40 milhões de brasileiros têm pré-diabetes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, quando os níveis de açúcar no sangue estão controlados, os riscos de agravamento da Covid-19 diminuem consideravelmente. Por isso, é importante ficar atento a sinais como sede excessiva, vontade constante de urinar, visão turva, cansaço e fadiga. “O corpo produz insulina para suprir um determinado peso e, quando a pessoa é obesa, a quantidade produzida pelo pâncreas acaba não sendo suficiente. Por isso, o controle do peso e a atividade física são tão importantes para o cuidado com a doença”, explica o médico.

 


Hospital Marcelino Champagnat


Terapia Genética: Conheça o procedimento que pode tratar, a longo prazo, pacientes alérgicos

Técnica é promissora no combate a doenças genéticas e afasta a necessidade de utilizar medicamentos para controle


Camarão, amendoim, morango ou picadas de inseto são alguns agentes que podem desencadear alergias. Essa condição genética pode ser definida como uma resposta exagerada do sistema imunológico a elementos que, a princípio, não deveriam fazer mal ao organismo. Apesar de se tratar de algo natural, as alergias geralmente atingem indivíduos suscetíveis a reações hipersensíveis por conta dos genes que carregam. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 30% da população brasileira está sujeita a essa disfunção.

Dr. Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, explica que a doença crônica está atrelada ao código genético e pode ser considerada sem cura. "O gene é um segmento do DNA ou RNA que determina todas as características de uma pessoa. Dessa forma, os genes são responsáveis pelo desempenho dos leucócitos, também conhecidos por Células T, presentes no sistema imunológico. São as células que entendem que devem reagir às substâncias consideradas tóxicas, além de desenvolverem resistência aos tratamentos propostos pela medicina", informa.

Contudo, uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Queensland, na Austrália, conseguiu "desligar" em animais as respostas imunes que causam reações alérgicas em seus organismos. De acordo com o especialista, a Terapia Genética vem sendo estudada como um método eficiente contra essa condição, onde os resultados devem surgir a longo prazo. "Essa abordagem se consiste em provocar mudanças no DNA, realizando uma limpeza na memória imunitária das Células T. Assim, o sistema imunológico passa a tolerar a presença das substâncias que antes eram consideradas perigosas", pontua.

Nessa técnica, os genes funcionais são inseridos nas células do paciente, desencadeando uma resposta imune saudável. "A Terapia faz com que o corpo reproduza cada vez mais novas células, que terão menos chances de apresentar reações hipersensíveis", destaca. Se forem gerados em grande quantidade, o DNA modificado será capaz reestabelecer a saúde do indivíduo para o resto da vida e descartar ou diminuir a necessidade do uso de medicamentos para controle das alergias.

Além da terapia genética, em casos graves, como eventos devastadores de dermatite atópica e outras situações alérgicas, o especialista afirma que a Fotoferese Extracorpórea está sendo acompanhada e largamente utilizada. "Essa é uma abordagem que já existe e pode melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente", assegura. Essa modalidade, também demonstra eficácia para doenças autoimunes, destaca o doutor.

A grande diferença desse tratamento é que ele ativa no organismo um efeito imunomodulador, aumentando a tolerância da defesa do sistema imunológico e reduzindo os sintomas da doença. "Recomendado para tratar linfomas, esclerodermia e até mesmo rejeição de órgãos após um transplante, o procedimento ajuda assim, o corpo a combater suas próprias patologias", conclui.



Criogênesis

https://www.criogenesis.com.br


Comum no frio, fenômeno de Raynaud, que pode gerar feridas nas mãos e pés preocupa especialistas

 O fenômeno de Raynaud tem três fases: palidez, cianose (arroxeamento) e eritema (avermelhamento). Os sintomas são conseqüência da exposição ao frio e estresse que ocasionam constrição de vasos de extremidades principalmente de mãos e pé

 

Com as baixas temperaturas do inverno, que se inicia neste 21 de junho, o desenvolvimento do fenômeno de Raynaud se torna mais comum na população. As pessoas mais atingidas são as que vivem com doenças reumáticas autoimunes. Os sintomas são palidez, cianose (arroxeamento) e eritema (avermelhamento) em extremidades de mãos e pés. Pode aparecer também em nariz, lábios, língua ou orelhas. Nos casos severos, o fenômeno evolui com o surgimento de feridas nas pontas dos dedos, que podem infectar e necrosar, gerando sofrimento a pacientes.

De acordo com a médica reumatologista e coordenadora do ambulatório de Lúpus do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), Dra Nafice Costa Araújo, o fenômeno de Raynaud é muito comum naqueles que apresentam Esclerose Sistêmica, Doença Mista do Tecido Conectivo e Lúpus. "No caso da Esclerose, 98% das pessoas que tratamos no HSPE sofrem com o fenômeno, Doença Mista, 80%, e Lúpus, 40%", estima a médica.


A especialista também aconselha as pessoas com doenças reumáticas autoimunes a se manterem aquecidas e evitar pequenos ferimentos nas mãos e pés. "O corpo bem agasalhado, obrigatoriamente com uso de meias e luvas, auxilia a minimizar ou até evitar o fenômeno", explica a médica que também cita o estresse como desencadeador do Raynaud.

O fenômeno de Raynaud pode ser primário ou secundário. O primário pode ocorrer em 10 a 15% da população geral e, geralmente, se inicia na adolescência e melhora apenas com o aquecimento do corpo. Já o segundo está associado a várias doenças, especialmente as reumáticas autoimunes. Nesses casos, o tratamento comum é o uso de medicamentos que auxiliam na circulação do sangue e oxigenação das extremidades do corpo.

A médica Dra Nafice Costa Araújo reforça que o acompanhamento médico nos primeiros sinais do fenômeno é primordial para a melhor qualidade de vida do paciente. O diagnóstico precoce auxilia na eficiência do tratamento. "Caso se esteja na faixa dos 30 a 40 anos e alguns desses sintomas se apresente, é necessário passar por avaliação de um reumatologista, para que se consiga identificar possíveis sinais de enfermidades reumatológicas."



Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe)


Rastreamento do câncer de mama: com que exame eu vou?

Mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética são exames de imagem que geram informações que se complementam no processo de detecção precoce da doença, definição e acompanhamento do tratamento 



É consenso a importância de realizar periodicamente exames que permitam detectar o câncer de mama em fase inicial, aumentando as chances de sucesso no tratamento. Mas qual a melhor alternativa para fazer o rastreamento: mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética?

A resposta depende do perfil de cada paciente. “Esses três exames de imagem adotam tecnologias diferentes e são complementares, permitindo identificar a doença desde o estágio de pré-câncer, aprofundar a análise e avaliar os tumores sob diferentes aspectos, esclarecendo diagnósticos incertos e fornecendo informações para orientar a estratégia de tratamento”, explica o médico Luiz Henrique Gebrim, mastologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Estudos mostram que o rastreamento reduz em 38% a mortalidade por câncer de mama em mulheres após os 50 anos e apontam que as chances de cura no tratamento de tumores iniciais chegam a 95%. Mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética são aliados fundamentais para o ponto de partida na luta contra esse câncer que é o mais incidente entre as mulheres: o diagnóstico precoce e preciso.

Para iniciar o rastreamento, o mastologista afirma que a mamografia é o exame escolhido pois utiliza a radiação (raio-X) em doses pequenas e seguras para gerar as imagens. “Ela permite identificar calcificações, alterações da arquitetura da mama e nódulos que podem sinalizar para a necessidade de uma investigação aprofundada, dependendo da característica de cada achado”, diz. “Além disso, mulheres com mamas densas (excesso de tecido fibroglandular) tem grande benefício com a associação da ultrassonografia para complementação do rastreamento, pois a imagem da mamografia isolada terá sensibilidade reduzida para detecção de achados nesses casos”.

Atualmente, já está bem difundida a mamografia digital, tecnologia em que a imagem captada por raio-X é digitalizada, permitindo um diagnóstico mais preciso pelo nível de detalhes apresentados. A evolução mais recente do exame é a tomossíntese mamária, chamada de mamografia 3D ou mamografia tridimensional, que traz imagens ainda melhores e mais precisas, com aumento das chances de detecção de lesões iniciais, diferencial particularmente importante em mamas densas e heterogêneas.



Ultrassonografia e ressonância magnética

Complementando a mamografia, a ultrassonografia usa uma tecnologia de emissão de ondas sonoras para formar as imagens, permitindo a diferenciação de lesões císticas (conteúdo líquido) e sólidas, bem como a avaliação precisa da forma e das margens de cada achado, gerando informações que podem sugerir a natureza benigna ou maligna de cada lesão.

“A ultrassonografia é bem eficiente na complementação do rastreamento de mulheres com mamas densas, característica comum até os 45/50 anos de idade. Também é recomendado como exame complementar para avaliação de alterações palpáveis encontradas no autoexame ou para investigar queixas referidas pelas pacientes como secreções, alterações na pele da mama ou no formato do mamilo, entre outras”, explica o mastologista da BP.

Já a ressonância magnética utiliza a emissão de ondas magnéticas para gerar imagens detalhadas. No exame, é injetado um contraste que acentua ou faz “brilhar” as áreas com células malignas. Assim, a presença dessas células pode ser detectada precocemente e com alta precisão.

"A ressonância magnética é bem indicada para o monitoramento de mulheres que apresentam alto risco para o desenvolvimento do câncer de mama como as portadoras de mutações genéticas associadas à doença ou que tenham mãe ou irmã com histórico de câncer de mama ou ovário”, diz o Dr. Gebrim. Nesses casos, o exame pode ser associado à mamografia ou à ultrassonografia, de acordo com a avaliação do médico. A ressonância magnética também é usada para identificar o estágio do tumor – dado importante para definir a estratégia de tratamento – e para monitorar a resposta da paciente à quimioterapia.

Quando detectada uma lesão suspeita por qualquer desses métodos, geralmente é realizada biópsia, que pode ser guiada por qualquer uma dessas tecnologias de imagem. Na biópsia é coletada uma amostra do tecido que será analisada em laboratório para avaliar a presença ou não de células cancerígenas. O resultado de 70% das lesões suspeitas é de benignidade. Dependendo da avaliação do médico, pequenas alterações podem apenas ser monitoradas semestralmente, evitando biópsias desnecessárias.


BP –  Beneficência Portuguesa de São Paulo


Crianças e adolescentes podem ter papel importante na manutenção da pandemia e sofrer mais com covid longa

A falsa sensação de proteção contra a covid-19 entre crianças e adolescentes e a exclusão inicial deste grupo do plano nacional de imunização contra a doença podem fazer com que esses personagens ganhem um papel ainda mais importante na propagação da pandemia.  

“Com toda certeza esse é o grupo mais desafiador pela dificuldade de aderência às medidas de prevenção e por existir uma errônea ideia de que crianças e adolescentes não possuem riscos”, explica a cardiologista infantil e médica do exercício e do esporte do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvana Vertematti. 

Segundo ela, a falsa sensação de segurança de que são menos afetados pelo Covid pode colaborar para uma maior chance de contaminação de crianças e adolescentes. Por isso, enquanto a vacinação para este grupo ainda não é uma realidade, a médica alerta para a necessidade de adesão às medidas de prevenção: uso de máscara, higienização das mãos e, principalmente, distanciamento físico. 

Além disso, Vertematti chama a atenção para o fato de que evitar a covid entre os mais jovens e as crianças evita que esse público sofra com os sintomas tardios do que hoje já chamado de covid longa – o quadro de doenças associadas à resposta inflamatória do organismo durante o combate contra a covid-19. 

Esses sintomas persistentes e tardios já são uma realidade entre crianças e mais jovens que tiveram contato com vírus e podem ser sentidos em todo o organismo, além de implicar transtornos psicológicos, cansaço prolongado, vômitos, manifestações dermatológicas, dores no tórax, nas articulações e garganta. 

A especialista lembra que esses indícios são facilmente confundidos com outras doenças também comuns a este grupo, fator que pode complicar o diagnóstico de covid longa. “É necessário um bom raciocínio clínico e exames complementares e pertinentes para conquistar uma conclusão correta”. Somado ao obstáculo dos sintomas, tem-se ainda a baixa testagem em crianças e adolescentes. 

“O resultado positivo é uma informação muito importante na hora de se considerar os sintomas e direcionar a investigação clínica. E como temos uma baixa porcentagem de testes destinados a essa população, fica ainda mais difícil diagnosticar tanto a covid-19 quanto as consequências da doença”, conclui a médica. 

 

 

HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Hospital Edmundo Vasconcelos

Rua Borges Lagoa, 1.450 - Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.

Tel. (11) 5080-4000

www.hpev.com.br

www.facebook.com/HospitalEdmundoVasconcelos/

www.twitter.com/Hospital_EV

www.youtube.com/user/HospitalEV

www.linkedin.com/company/19027549

www.instagram.com/hospitaledmundovasconcelos/


Aprenda aliviar a dor depois da manutenção do aparelho

Freepik/Master1305
Se o tratamento ortodôntico está causando muito incômodo, confira sete dicas valiosas para amenizar o problema


Indicado para corrigir o posicionamento dental, o aparelho faz pressão na boca para que os dentes se posicionem corretamente e, nesse processo, é comum que o paciente sinta algum desconforto. Para aliviar as dores, o Dr. Paulo Zahr, fundador e presidente da OdontoCompany, maior rede de clínicas odontológicas do mundo, listou sete dicas para serem aplicadas após a manutenção do aparelho.  

  • Evite alimentos duros - A pressão que o aparelho exerce na boca para corrigir os dentes faz com que a região fique dolorida depois da manutenção, por isso, evite alimentos que sejam duros e exijam uma boa mastigação. A dica é  consumir produtos mais líquidos e macios, como por exemplo, iogurte, purê e sopa.
  • Aplique gelo no local - Outra dica valiosa para diminuir a dor é colocar compressas de gelo na boca. A temperatura fria serve como uma anestesia e consegue combater possíveis inflamações de maneira rápida. Para isso, você pode envolver uma pedra de gelo em um pano e colocá-lo na região que mais incomoda.
  • Utilize cera dental- A cera é usada no consultório com diversas finalidades, uma vez que consegue isolar uma parte do aparelho da boca e gengivas. Para evitar que o desconforto se prolongue, você pode recorrer ao material, que deve ser indicado por seu dentista.
  • Escove os dentes suavemente - No dia a dia, a escovação é um importante hábito para manter a saúde bucal e impedir a formação de placas bacterianas, e não seria diferente após a manutenção do seu aparelho. Para sentir menos dor na região, escove os dentes suavemente, massageando o local com uma escova de cerdas macias indicada por um profissional.
  • Use pomadas anestésicas - Por definição, anestesia é o estado a que se chega quando há ausência de dor em um processo curativo. Então, nada melhor do que usar pomadas com essa propriedade para se sentir melhor no tratamento dental. Peça indicação de um produto confiável ao dentista e o aplique na área comprometida da cavidade bucal.
  • Utilize infusões com camomila - O chá dessa florzinha diminui a dor provocada pela pressão do aparelho ortodôntico na boca e acalma, de forma natural, a gengiva inflamada.
  • Faça bochechos com bicarbonato no decorrer do dia - Geralmente encontrado como pó fino, o bicarbonato de sódio é um composto químico de sal e íons. Para ajudar no tratamento dentário, misture uma colher do produto em uma xícara com água. Faça bochechos com a solução algumas vezes ao dia e veja a inflamação oral diminuir, uma vez que o composto cura lesões na cavidade.

Lembre-se sempre de consultar o especialista se não houver melhoras para que o tratamento harmonize o seu sorriso da melhor forma possível.



OdontoCompany

https://odontocompany.com/


Quedas de temperatura e os riscos à saúde das crianças

No período do ano em que os termômetros marcam as temperaturas mais baixas, é hora de tirar os casacos do armário, redobrar os cuidados com a imunidade e ficar de olho no kit de medicamentos que ajudam a enfrentar as doenças dessa época


Os relatos se repetem sempre que as temperaturas despencam. Os dias frios chegam trazendo acompanhantes nada bem-vindos: nariz congestionado, tosse, dores no corpo e febre. E, em meio a uma pandemia sem precedentes, como a do cononavírus, é comum que os pais não saibam quais os medicamentos são seguros para medicar os pequenos com sintomas de algumas das doenças típicas desse período do ano.

A gripe, uma das mais comuns, é também a grande vilã da saúde e pode atingir pessoas de todas as idades, idosos e crianças são mais suscetíveis por caraterísticas de seu sistema imunológico e respiratório, que são alvo frequentes destas infecções. Por isso, a orientação de especialistas é reforçar o cuidado, beber muita água e ficar de olho nanécessaire de medicamentos que ajudam a combater os principais sintomas da doença. A vacina contra a gripe é uma importante arma terapêutica indicada a partir dos seis meses de idade. "Com os pequeninos, os cuidados devem ser redobrados", destaca a médica pediatra Ana Paula Beltran Moschione Castro, (CRM 69748 - SP).

A especialista explica que, com a imunidade em formação, as crianças ficam mais suscetíveis aos vírus circulantes e sofrem com os sintomas, que tendem a ficar mais fortes, principalmente em pacientes que já apresentam algum comprometimento respiratório. "O alerta é para que pais e mães redobrem a atenção nesse momento. As mudanças bruscas de temperaturas são comuns nesta época do ano e não podemos esquecer que estamos diante de uma pandemia, portanto, todo cuidado com a saúde é necessário, seja de prevenção e proteção".

Para tratar os sintomas que podem surgir durante a gripe, como dor no corpo e febre, que também são comuns na Covid-19, pais e adultos de forma geral podem confiar nos medicamentos à base de ibuprofeno, explica a especialista. "A medicação tem ação predominantemente analgésica e é hoje a mais segura para o tratamento de febre e dores em geral. Inclusive, a última diretriz clínica da Organização Mundial da Saúde lista ibuprofeno, entre outros medicamentos, como uma alternativa importante no tratamento desses sintomas na Covid-19", afirma.

Além disso, a especialista alerta: a medicação, na dose certa e na hora certa pode evitar uma possível ida aos hospitais e postos de saúde - ambientes que geralmente ficam lotados neste período - e ainda evita os riscos de exposição ao coronavírus. "O ibuprofeno pode ser administrado em crianças, a partir de seis meses de idade, a cada 6 ou 8 horas. A dosagem deve ser adequada ao peso da criança", detalha a médica. Mas, lembra que é importante sempre buscar orientação do médico pediatra.

A pediatra destaca ainda algumas orientações importantes para enfrentar os vilões da saúde em período mais frios:

• O vírus causador da gripe costuma circular mais em ambientes fechados. Por isso, sempre que puder, mantenha os lugares com janelas e portas abertas, para fazer o ar circular e manter a casa livre dos riscos de contaminação;

• Nesse período também são comuns os relatos de alergia. Isso acontece por que os ácaros, agentes que causam grande parte das alergias respiratórias, se proliferam com mais facilidade. A dica é dedicar mais tempo à higienização de tapetes, pelúcias, etc, e manter o ambiente sempre ventilado;

• Se precisar sair de casa, não deixar para trás os casacos para enfrentar a queda de temperatura e não esqueça dos protocolos de segurança da Covid-19 - máscaras e álcool gel sempre;

• Beber bastante água é fundamental e investir em uma alimentação balanceada traz o equilíbrio necessário de uma vida saudável.

"É preciso atenção aos sintomas dos casos mais comuns deste período do ano", afirma a especialista. Gripes e resfriados são provocados por diferentes agentes e podem ser facilmente confundidos e para esclarecer melhor as dúvidas sobre as manifestações das doenças de inverno, a médica destacou os sintomas que ajudam a identificar casos de Covid-19, gripe e resfriado:

• Em casos de Covid-19, é comum o paciente apresentar febre, às vezes cansaço, tosse (geralmente seca), em alguns casos dor de garganta;

• A gripe se manifesta por meio de febre, cansaço, tosse seca, dores no corpo, mal-estar e dor de cabeça; mas lembre-se que temos vacina a partir dos seis meses de idade;

• Os pacientes com resfriados poucas vezes têm febre, a tosse é mais leve, espirros são comuns - assim como as dores no corpo -, além de coriza e nariz entupido.

"Em todos estes casos, a orientação é sempre investigar. Procurar atendimento médico para identificar o problema indicar o melhor tratamento", finaliza.


Dia Nacional do Controle da Asma traz alerta aos pais em meio à pandemia de Covid-19

 

Divulgação
Estudo norte-americano chama atenção para o agravamento de casos entre crianças asmáticas contaminadas

 

Mais de 6,4 milhões de brasileiros acima de 18 anos sofrem com a asma, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Ministério da Saúde e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora não tenha sido classificada como comorbidade na pandemia de Covid-19, a asma é uma preocupação entre os que sofrem com a doença crônica, especialmente quem enfrenta crises graves ou não controladas.

O Dia Nacional de Controle da Asma, que acontece em 21 de junho, alerta para os cuidados com a doença, em especial na infância. Uma publicação científica do Journal of American Medical Association (JAMA) analisou o histórico médico de 43.465 pacientes com Covid-19, com idades até os 18 anos, atendidos em hospitais dos Estados Unidos entre março de 2020 e janeiro de 2021. Os resultados mostraram que 28,7% das crianças e adolescentes infectados pelo novo coronavírus tinham pelo menos uma condição crônica e a principal era a asma não controlada e grave, presente em 10,2% dos pacientes.

De acordo com os pesquisadores que assinaram o artigo, crianças com doenças crônicas - entre elas a asma - apresentaram um risco aumentado de hospitalização ou Covid-19 severa. Ainda não se sabe quais fatores associados a asma podem levar a desfechos desfavoráveis. O que se sabe é que pacientes com asma alérgica controlada não têm maiores chances de serem contaminados com a Covid-19. No Brasil, pacientes com asma grave entraram na lista de prioridades de vacinação devido ao maior risco de piores desfechos diante do contágio pelo novo coronavírus. Porém, a vacina contra a Covid-19 para crianças ainda está em discussão no país, enquanto a asma acomete pessoas de todas as idades.

“Ao contrário do que muitos acreditam, a asma pode ocorrer em qualquer idade. Por isso, qualquer pessoa que apresenta crises de tosse, falta de ar, chiado no peito ou aperto no peito deve procurar acompanhamento médico”, conta a pediatra especializada em alergias Camilla Pereira, do Plunes Centro Médico, de Curitiba (PR). 

A crise de asma pode ter diversos gatilhos, como poeira, pelo de animais, mudança brusca de temperatura, infecções, poluição, fumaça, entre outros fatores. A especialista alerta que os tratamentos para asma estão cada vez mais individualizados, de acordo com cada caso, mas de forma geral seguem as diretrizes da Global Initiative For Asthma.

Essa organização médica traz linhas orientadoras para a saúde pública e profissionais de saúde, a nível global, a fim de diminuir a mortalidade provocada por asma, independentemente da pandemia. “O tratamento da asma não é somente baseado em medicamentos. A mudança no estilo de vida, perda de peso e afastamento dos gatilhos são essenciais para o controle da doença”, pontua a médica.

 

Posts mais acessados