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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Junho Violeta: esfregar ou coçar os olhos em excesso prejudica a visão

Campanha alerta para o Ceratocone, doença corneana progressiva e que pode levar à cegueira


 

O simples hábito de coçar os olhos pode levar a problemas sérios de visão. Por isso, a campanha Junho Violeta reforça a prevenção do Ceratocone, doença ocular genética que  danifica a estrutura da córnea. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), uma a cada 2 mil pessoas no Brasil sofre com a doença. Além disso, por ano, cerca de 150 mil brasileiros são afetados pelo ceratocone. E a falta de acompanhamento de um especialista agrava ainda mais o problema. 

 

Segundo Guilherme Rocha, médico oftalmologista do CBV - Hospital de Olhos e especialista em córnea e lentes de contato, o ceratocone é uma doença que pode iniciar no final da infância e início da adolescência. E, ainda, tem risco de piorar até os 30 anos “É importante mencionar que quanto mais cedo o início dos sintomas, mais agressiva é a evolução. Por isso, o exame oftalmológico é importante para detecção em pacientes suspeitos, pois o acompanhamento é indispensável. Visto que se trata de uma doença com potencial de progressão, principalmente em pessoas mais jovens”, explica o médico. 

 

O especialista ainda ressalta que a coceira ou a alergia nos olhos estão entre os principais fatores nos portadores do ceratocone. “Esse sintoma deve ser controlado por meio de medidas de controle ambiental, como a retirada de fatores que desencadeiam os sintomas, como poeira ou ácaros e o uso de medicações tópicas. Entre elas, uso de colírios ou medicações orais”, afirma o Dr. Guilherme.   

 

Segundo o especialista, à medida que a doença evolui a visão pode piorar e o uso dos óculos não é mais efetivo. Assim, o paciente precisa usar lentes de contato ou realizar cirurgia dependendo da gravidade. “Uma doença avançada pode levar a uma limitação grande da visão com prejuízo em muitas atividades cotidianas. Por isso, é tão importante a prevenção e o acompanhamento com o oftalmologista”, ressalta. 

 

Estudo mundial aponta queda drástica de diagnóstico de doenças cardíacas durante a pandemia

Pesquisa teve a participação da clínica curitibana Quanta Diagnóstico por Imagem 


A pandemia da Covid-19 impactou o sistema de saúde mundial, afetando também o tratamento de outras doenças. Estima-se que 718.000 exames de diagnóstico por imagem de doenças cardiovasculares deixaram de ser realizados em todo o mundo somente em março e abril de 2020. Isso é o que mostra o estudo “Impacto Internacional da Covid-19 no Diagnóstico de Doença Cardíaca”, promovido pela Agência Internacional de Energia Atômica, que contou com a participação da Quanta Diagnóstico por Imagem, clínica localizada em Curitiba (PR), junto com outros 908 centros de diagnóstico cardíaco em 108 países de todas as regiões.

“Pelo que temos conhecimento, esse foi o primeiro estudo de avaliação global em grande escala do impacto inicial da Covid-19 na quantidade de realização de exames de diagnóstico cardiovasculares em todo o mundo”, afirma o cardiologista Dr. João Vítola, diretor geral da Quanta Diagnóstico por Imagem.

A pesquisa apontou que, na comparação de março de 2019 e 2020, a quantidade de exames de imagem cardiovasculares diminuíram 42%. Analisando somente abril de 2020, essa queda foi ainda maior: 64% em relação ao mesmo mês em 2019. As maiores reduções aconteceram na América Latina e Oriente Médio.  “Na América Latina, houve uma queda de 82% no número de exames em abril de 2020 quando comparado a marco de 2019”, revela Dr. Rodrigo Cerci, diretor de Pesquisa e Inovação e do Serviço de Angiotomografia Coronária da Quanta Diagnóstico por Imagem. O estudo não avaliou os países isoladamente.

Os serviços de saúde enfrentaram uma situação sem precedentes por causa da pandemia, precisando disponibilizar todos os recursos necessários para o tratamento da Covid-19, o que acabou limitando o diagnóstico e tratamento de outras doenças. “Mas, embora a Covid-19 seja o desafio principal dos sistemas de saúde hoje, as doenças não transmissíveis continuam sendo prioridade”, ressalta Dr. João Vítola.

As doenças cardiovasculares ainda são a principal causa de mortalidade no mundo inteiro, tanto em países de baixa quanto alta renda, sendo responsáveis por 18 milhões de óbitos todos os anos, além de ser um fator de risco para o agravamento da Covid-19.

Antes da pandemia, era registrado em todas as regiões do mundo um declínio na mortalidade por doenças cardiovasculares devido aos avanços e maior acesso ao diagnóstico e tratamentos precoces. “A queda na realização desses serviços afetará não só a saúde dos pacientes, como também possivelmente reverterá essa queda de óbitos por decorrência cardiovasculares observados nas últimas décadas”, aponta o cardiologista.

Esse é um primeiro estudo e mais pesquisas são necessárias para avaliar os efeitos da pandemia no comportamento do paciente e na limitação de acesso ao diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares. Mas, de acordo com Dr. João Vítola, os dados obtidos já são importantes para avaliar estratégias futuras para os serviços de saúde cardiovascular, além de ajudar em um planejamento para que a avaliação de doenças cardíacas seja menos impactada em possíveis novas ondas da Covid-19 e até mesmo futuras pandemias.


Impactos maiores em países de baixa renda

O estudo ainda analisou separadamente a realização de diferentes exames cardiológicos. Os procedimentos de ecocardiografia transtorácica diminuíram 59%, de ecocardiografia transesofágica 76% e os testes de estresse 78%, que variaram entre as modalidades de estresse. A angiografia coronária (invasiva ou tomografia computadorizada) teve diminuição de 55%.

As quedas nos exames foram maiores em países de média e baixa renda, que tiveram uma redução adicional de 22% nos testes diagnósticos de doenças cardíacas.

Os países de renda mais baixa também foram os que sofreram mais com a indisponibilidade de EPIs, ocorrida no início da pandemia, principalmente a escassez significativa de máscaras de alta filtração, como a N95. A implementação de estratégias de telessaúde para continuar o acompanhamento dos pacientes também foi menor em regiões mais pobres: o serviço foi implementado em 60% dos centros em países de alta renda, cerca de metade dos centros em países de renda média alta e média baixa e em nenhum dos centros países de baixa renda.

Logo, esforços para melhorar o acesso ao diagnóstico cardiovascular são necessários, particularmente nesses países de média e baixa renda. Quando não acompanhadas e tratadas corretamente, as doenças cardiovasculares podem evoluir para aumento nas internações, infartos e morte.

“As demais doenças não deixam de existir devido à pandemia e condições potencialmente muito graves, como infarto e insuficiência cardíaca, precisam de diagnóstico imediato devido à alta mortalidade”, alerta o Dr. Rodrigo Cerci.

O cardiologista orienta que ao sentir os sintomas típicos, é necessário procurar atendimento médico imediato, pois o risco de morrer por um infarto é maior do que morrer por Covid-19. “Do ponto de vista das instituições (clínicas, hospitais, etc.), devem estar preparadas para atender pacientes com suspeita de Covid de forma separada das demais patologias, permitindo assim o atendimento seguro de todos”, salienta. 

 

 


Quanta Diagnóstico por Imagem

www.quantadiagnostico.com.br


Pacientes não recebem orientação adequada sobre enfrentamento da "covid longa" nas atividades de vida diária

Terapeuta ocupacional explica os principais efeitos da doença no campo cognitivo e funcional, que afetam 80% das pessoas de forma persistente


Apesar de ser um grande motivo de comemoração quando alguém sai do hospital curado da fase aguda da covid-19, poucos pacientes são orientados sobre os sintomas persistentes, a chamada “síndrome da covid longa”. Mesmo quem passou pela doença com poucos sintomas pode enfrentar dificuldades maiores depois. São consideradas assim as sequelas manifestadas após quatro semanas da infecção pelo coronavírus – e esses efeitos podem durar longos meses e comprometer a vida diária.

“Muitas vezes o paciente sai do hospital com um protocolo relacionado ao sistema respiratório e motor, mas ninguém fala da parte funcional – e a covid longa atrapalha as funções do dia a dia de muitas formas”, explica a terapeuta ocupacional Syomara Szmidziuk.

Ao todo, já foram catalogados mais de 50 sintomas dessa síndrome. A especialista, que tem atendido pacientes nessa situação, explica os principais sinais de alerta que podem afetar a rotina diária:


  • Esquecimentos

Quem não conhece alguém que se curou da fase aguda da covid-19 e relata perda de memória? Essa tem sido uma das principais queixas da convalescença prolongada. “Os pacientes precisam estar mais preparados para o pós-tratamento, pois 80%, em média, tem enfrentado dificuldades cognitivas, ou seja, envolvendo o próprio raciocínio”, explica a terapeuta. Com recursos terapêuticos envolvendo atividades de vida diária, é possível treinar o paciente para essa nova realidade.


  • Menos concentração

A dificuldade em se concentrar é um dos principais empecilhos para quem se cura da covid-19 e precisa retomar atividades profissionais logo depois. “Percebemos a ocorrência frequente de doenças neurológicas entre pessoas convalescentes da infecção por coronavírus, após um número elevado de dias de internamento, seguindo protocolos estritos de posição do corpo para melhor aproveitamento respiratório. Podem surgir lesões neuropáticas por compressão dos nervos, por exemplo”, ela explica. Para esses casos, a recomendação é o acompanhamento do neurologista e o trabalho persistente na terapia ocupacional.


  • Perda de força para atividades rotineiras

É comum o paciente sentir extrema fraqueza na vida diária durante a covid longa. Erguer uma garrafa, vestir-se e pequenos deslocamentos podem tornar-se um suplício. “São casos que requerem paciência e o acompanhamento do terapeuta”, explica Syomara. “Ouço muito a queixa de que o paciente já não consegue fazer o que fazia antes facilmente. Felizmente, existem recursos terapêuticos que permitem retomar as atividades de vida diária, mas eles exigem persistência.”


  • Sequelas neurológicas

Infelizmente, foram registradas sequelas neurológicas da covid que afetam o sistema nervoso central e periférico. Até mesmo o AVC pode ser uma decorrência da infecção pelo coronavírus. Outra síndrome autoimune rara, mas que tem sido detectada em pacientes da covid longa é a de Guillain-Barret, em que o corpo reage a agentes invasores como os vírus e traz fraqueza muscular e paralisia dos músculos. Por fim, a neuropatia central ou periférica, causada por compressão de nervos, tem trazido a falta de função de membros e, com isso, afeta todas as atividades de vida diária, seja de forma permanente ou não.


  • Fadiga extrema

Outro sintoma muito recorrente entre pacientes com a covid longa é o cansaço persistente. “Vejo pacientes com falta de ar, cansaço extremo em atividades que faziam normalmente, ou em que levam mais tempo para fazer, como caminhadas”, relata Syomara. Uma das técnicas que se mostra eficaz nesses casos é o RTA (reequilíbrio tóraco-abdominal), que tem como função trabalhar a respiração e o fortalecimento, com orientação do médico e do terapeuta.

Existem ainda muitas outras manifestações da covid longa, e a recomendação é a mesma: procurar ajuda médica e do terapeuta ocupacional e não desistir do tratamento, pois juntos podemos superar tudo isso!

 



Syomara Cristina Szmidziuk - atua há 30 anos como terapeuta ocupacional, e tem experiência no tratamento e reabilitação dos membros superiores em pacientes neuromotores. Faz atendimentos em consultório particular e em domicílio para bebês, terapia infantil e juvenil, para adultos e terceira idade. Desenvolve trabalho com os métodos RTA e terapia da mão, e possui treinamento em contenção induzida, Perfetti (introdutório), Imagética Motora (básico), Bobath e Baby Course (Bobath avançado), entre outros.

 

Carla Melo, mãe de bebê com AME, lamenta demora na ampliação do teste do pezinho

Seu filho, de um ano e um mês, só foi diagnosticado com a doença no terceiro mês de vida. Especialistas falam sobre a importância da realização do exame e impactos que podem causar em bebês como Heitor

 

A Atrofia Muscular Espinhal, AME, é uma doença genética rara, que afeta a capacidade motora da criança, diminuindo a evolução do bebê, no caminhar, comer e em casos mais graves até respirar. A médica e coordenadora de neurologia do Hospital Anchieta de Brasília, Priscilla Proveti, explica que é de extrema importância que o diagnóstico da doença seja feito o quanto antes. Mas isso nem sempre acontece. Um exemplo disso é o pequeno Heitor Moreira Melo, de um ano, que teve a AME descoberta já com três meses de vida.

Carla Melo, mãe da criança, conta que teve uma gestação difícil e o filho precisou ficar em uma Unidade de Terapia Intensiva, UTI, por 21 dias. Ele passou por todos os exames e foi para casa, mas a situação ficou ainda mais complicada, pois Heitor não conseguia respirar sozinho.

"Esta é uma doença que exige rapidez, pois até os dois anos, ela já tomou conta dos neurônios da criança e afetou todas as suas capacidades. Por isso, é imprescindível que esses bebês tomem o Zolgensma, única terapia gênica do mundo, que pode paralisar esses efeitos", destaca a neurologista. Ela continua: "ele não cura a criança, mas pode garantir que ela tenha qualidade de vida", complementa Dra Priscilla.

A especialista afirma que a medicação deve ser dada à criança o quanto antes, assim, ela conseguirá ter qualidade de vida e poucos efeitos, pois desde o diagnóstico o bebê sofre com os sintomas e a perda de capacidades importantes para o seu desenvolvimento", pontua.

Como Heitor só recebeu o diagnóstico aos três meses de vida, seu tempo é curto. Por isso, a família se uniu a voluntários e promovem campanhas e ações em prol do tratamento do pequeno, o Zolgensma, que custa R$ 12 milhões. Mas, uma novidade recente poderia ter sido crucial para o menino, a ampliação do teste do pezinho.



Ampliação do teste do pezinho

Hoje, o teste do pezinho não abrange a AME, mas graças à Lei 14.154 de 2021, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, ela e outros grupos de doenças serão abarcadas pelo exame. A partir do próximo ano, o teste será ampliado a mais de 14 grupos de doenças, aumentando sua eficácia para mais de 53 enfermidades.

A partir desta ampliação o teste do pezinho incluirá diversos distúrbios, como: hiperfenilalaninemias (excesso de fenilalanina), hemoglobinopatias (relacionadas à hemoglobina), toxoplasmose congênita, galactosemias (nível elevado de galactose no sangue), aminoacidopatias, distúrbios de betaoxidação de ácidos graxos, doenças lisossômicas (que afetam o funcionamento celular) e ainda, imunodeficiências primárias (problemas genéticos e no sistema imunológico. Dentre eles, a Atrofia Muscular Espinhal, AME).

E é nesse ponto que o teste do pezinho pode ser crucial. Milen Mercaldo, médica da família e pediatra explica que com apenas uma picadinha no calcanhar dos bebês, o exame identifica precocemente doenças metabólicas, genéticas (como a AME), enzimáticas e endocrinológicas, que poderão causar alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê.



Mas como ele é realizado?

Dra Milen pontua que o exame ficou conhecido como "TESTE DO PEZINHO" devido a maneira como é realizado e só é conhecido por essa expressão aqui, no Brasil. "O sangue deve ser coletado numa das laterais da região plantar do calcanhar, local com pouca possibilidade de atingir o osso. Ela explica: "é preciso fazer a assepsia do calcanhar com algodão ou gaze esterilizada, levemente umedecida com álcool 70%. Massagear bem o local, ativando a circulação. Certificar-se de que o calcanhar esteja avermelhado. Aguardar a secagem completa do álcool e então realizar a punção com agulha adequada".



Qual a importância do Teste do Pezinho?

O Teste do pezinho é extremamente importante para a saúde das crianças, ele é uma das principais maneiras de diagnosticar uma série de doenças, antes mesmo de aparecerem os primeiros sintomas. "O diagnóstico precoce facilita o tratamento e pode trazer mais qualidade de vida para as famílias. Por isso, é fundamental que seja feito logo após o nascimento do bebê, entre o 3º e o 5º dia de vida", aponta a pediatra, que também atua no Hospital Anchieta de Brasília.

Carla Melo, complementa: "a vida do meu filho poderia ser diferente, porque quanto antes se descobre a AME e se inicia o tratamento, melhor é para a criança", conclui.


Baixa procura por imunização preocupa, sobretudo em bebês prematuros

Pesquisa do Ibope Inteligência apontou que 29% dos pais adiaram a vacinação dos filhos desde o início da pandemia, e 9% disseram que só pretendem levá-los para a imunização quando a situação melhorar
Divulgação


Índice de vacinação vem caindo; ONG Prematuridade.com faz alerta

 

O medo de contágio pelo coronavírus fez com que muitas pessoas adiassem tratamentos, consultas de rotina e interferiu também em outra importante questão: a vacinação. A OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta que ao menos 80 milhões de crianças no mundo estão sob risco de contrair uma doença evitável por conta da queda na taxa de imunização. A situação é ainda mais preocupante no caso dos bebês prematuros, alerta a fundadora e diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani.

"A vacinação é fundamental em qualquer circunstância, sobretudo para os prematuros, que são mais suscetíveis à doenças e infecções. Os bebês prematuros inspiram cuidados especiais, pois costumam apresentar baixa imunidade e sistema respiratório mais frágil", fala.

Análise inédita do Ieps (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde), com base em dados do Ministério da Saúde atualizados até o dia 4 de abril, mostrou que menos da metade dos municípios brasileiros atingiu a meta estabelecida pelo PNI (Plano Nacional de Imunizações) para nove vacinas. A maior redução foi da cobertura da vacina contra a hepatite B em crianças de até 30 dias. De 2019 a 2020, caiu de 78,6% para 62,8%. A tríplice viral primeira dose (contra sarampo, caxumba e rubéola) teve redução de 15 pontos percentuais. Já a queda de cobertura da vacina que protege contra poliomielite caiu de 84,2% para 75,9%. Em 2015, o país tinha registrado cobertura de 98,3%. Para obter imunidade coletiva, é necessária uma cobertura de 95%.

Outra pesquisa, do Ibope Inteligência, apontou que 29% dos pais adiaram a vacinação dos filhos desde o início da pandemia, e 9% disseram que só pretendem levá-los para a imunização quando a situação melhorar. "É uma situação muito preocupante, pois diversas doenças que estavam erradicadas, graças ao nosso exitoso PNI, podem voltar. Além disso, o calendário de vacinação do prematuro é especial, como os próprios pequenos. Manter a imunização desses bebês em dia, mesmo na pandemia, é garantia de proteção contra muitas doenças e infecções", pontua Denise.

Além da pandemia, que trouxe impacto à procura pelas vacinas, outro ponto de entrave, no que diz respeito à imunização dos prematuros, é a falta de conhecimento da segurança e da resposta imunológica em recém-nascidos com este perfil. "É muito importante que os profissionais de saúde orientem corretamente as famílias, ressaltando a necessidade de manter o calendário vacinal do prematuro em dia, a fim de garantir mais saúde e qualidade de vida ao seu bebê", conclui Denise.

 

Vacinas

O calendário de vacinação dos bebês prematuros se equivale, em geral, ao esquema de vacinas da criança que nasceu à termo, com exceção da vacina BCG-ID (que evita formas graves de tuberculose). Para aplicação dessa, o prematuro deve atingir o peso de 2 kg e, principalmente, ter a avalição do neonatologista que o acompanha. Também é preciso aplicar um reforço a mais da vacina para hepatite B um mês após a primeira dose (esquema 0-1-2-6 meses).

"Quando falamos de prematuros, é importante lembrar do palivizumabe, que não é uma vacina, mas uma imunoglobulina – um tipo de anticorpo "pronto" que induz imunização passiva específica contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Esse vírus pode causar a bronquiolite, infecção que pode ser muito grave em bebês pré-termo. Além de cuidados básicos, como higienização das mãos, manter locais ventilados e evitar aglomerações, o palivizumabe é a única forma disponível, hoje, para a prevenção de quadros graves de infecções respiratórias em lactentes", explica a vice-diretora executiva da ONG Prematuridade.com, enfermeira e docente na área, Aline Hennemann. 

Esse imunobiológico é disponibilizado para bebês prematuros, cardiopatas e com displasia broncopulmonar através da rede pública e deve ser tomado em doses mensais, até cinco doses, nos meses em que o vírus tem maior circulação na região em que o bebê vive. As regiões Norte e Nordeste apresentam maior circulação do vírus já em janeiro ou fevereiro. Regiões Sudeste e Centro-Oeste, inicia em março e abril e, na região Sul, começa entre abril e maio.

Outra particularidade da vacinação dos prematuros é o uso de vacinas acelulares, que oferecem proteção para mais de uma doença com a aplicação de uma única injeção. Elas são compostas apenas pelas proteínas responsáveis por gerar a resposta imune, fazendo com que os efeitos colaterais sejam menores.

Há duas vacinas que entram nessa categoria: a pentavalente e a hexavalente acelulares. A primeira protege contra cinco tipos de doenças (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza B e hepatite B). Já a segunda, contra seis (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza B, hepatite B, contando ainda com a vip - a vacina inativada da poliomielite). 

 

Boas notícias

Desde janeiro desse ano, as vacinas pentavalente e a hexavalente acelulares foram incorporadas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs). A finalidade desses centros de atendimento especializado é facilitar o acesso de pessoas com necessidades específicas de imunização, disponibilizando ampla gama de vacinas, soros e imunoglobulinas, gratuitamente, e que não são oferecidos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ou o são apenas para faixas etárias restritas.

Vacinas como a pentavalente e a hexavalente acelulares são destinadas a populações específicas, como os bebês prematuros, mas sua disponibilidade ainda é pouco conhecida. 

As vacinas combinadas disponíveis nos CRIEs têm como benefícios menos efeitos colaterais para o bebê, o que contribui também para a adesão ao esquema vacinal. Todo estado brasileiro tem pelo menos um CRIE em atividade – ao todo, são 52 unidades. "Esses centros têm um papel muito importante para garantir a saúde dos nossos bebês e crianças, por isso, precisamos reforçar a existência deles, onde eles se localizam e que serviços oferecem", salienta Aline. 

No link https://prematuridade.com/index.php/noticia-mod-interna/saiba-onde-estao-os-cries-no-pais-9277, é possível verificar os endereços dos CRIEs pelo Brasil.

A vice-diretora executiva da ONG Prematuridade.com lembra que, para proteger o bebê, não apenas ele precisa estar com as vacinas em dia, mas também todas as pessoas de sua convivência. "É fundamental que pais, avós, tios, enfim, todos que estão próximos ao bebê também estejam imunizados, para garantir proteção integral à saúde do pequeno", reforça.

No dia 20 de julho, às 19h, a importância da imunização do bebê prematuro será tema de live promovida pela ONG Prematuridade.com, com transmissão no Youtube (https://youtube.com/c/Prematuridade) e Facebook (Facebook.com/prematuridade).




Associação Brasileira da Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com

https://www.prematuridade.com/

 

Pessoas que só querem tomar vacina da Pfizer são criticadas no Twitter

Levantamento da Knewin registrou mais de 853 mil tuítes entre 06 e 16 de junho de 2021; hashtags mais citadas são: #covaxin, #vacinaparatodos e #covid19

 

Em levantamento realizado no Twitter pela Knewin, maior PRTech da América Latina, as críticas em relação à preferência dos usuários em tomar a vacina da Pfizer em doses remanescentes das vacinas contra a Covid-19, na famosa xepa, dominaram o debate. A empresa vem realizando uma série de levantamentos para entender o sentimento dos brasileiros no Twitter sobre temas amplamente debatidos na mídia. A análise foi feita pela ferramenta Knewin Social que identificou 853.594 publicações no Twitter entre 6 de junho e 16 de junho de 2021.

No debate, aparecem recomendações de usuários para as pessoas se informarem nos postos de saúde próximos às suas casas para não perderem a oportunidade de se vacinar e críticas às pessoas que recusam vacinas da "xepa" por não ser da farmacêutica Pfizer. Muitos usuários também comemoraram a vacinação de parentes e por terem conseguido se vacinar.

Já na imprensa, de janeiro a maio, a pauta sobre a xepa da vacina acumulou o total de 2.033 matérias. De abril a maio o aumento foi de 47,15% na quantidade de matérias publicadas. "Tendo em vista os comentários nas mídias sociais e o crescimento no número de notícias, a tendência é que o interesse das redações jornalísticas permaneça", afirma Lucas Nazário, CEO da Knewin.

O levantamento analisou que os termos mais comentados na mídia social, foram: "Vacina" (458 mil tuítes), vacinação (171 mil tuítes). Já entre as hashtags mais utilizadas aparecem: #covaxin (18 mil tuítes), #vacinaparatodos (17 mil tuítes) e #covid19 (14 mil tuítes).


5 apostas para evoluir a sua Experiência do Cliente


"Em tempos de mudanças rápidas, ficar parado é o mais perigoso dos planos de ação", como disse Brian Tracy, um dos mais conhecidos consultores de negócios. E isso aconteceu em 2020, quando empresas de todos os tamanhos e setores ao redor do mundo perceberam que suas estratégias de 5 anos precisavam ser refeitas para se transformarem em 5 dias.

Essa linha do tempo, cada vez mais rápida para a adoção de soluções inovadoras e tecnologias ágeis, é o que chamamos de ponto de virada digital. Mas, em face de todas essas mudanças, o que acontece a seguir? Em vez de tentar prever como as coisas serão em um novo normal, recomendo olhar também para o presente e investir nele. Não podemos, e não devemos, voltar aos velhos hábitos e ignorar o que aprendemos.

Para continuar transformando seus negócios e melhorar a experiência de seus clientes, que nessa realidade devem estar no centro de todas as estratégias, as empresas devem identificar oportunidades dentro de suas organizações. Há muitas formas diferentes de agir, mas vejo que cinco grandes tendências de investimento se destacam.




1. A troca de mensagens instantâneas deixou de ser a forma exclusiva de como nos comunicamos em nossas vidas pessoais para se estender aos negócios. As pessoas preferem se comunicar com empresas por meio de conversas e canais de mensagens como o WhatsApp devido à velocidade e conveniência.

Essas não são tendências de software, e sim tendências humanas, e as mudanças no comportamento do cliente costumam ser permanentes. No ano passado, 84% dos clientes buscaram novos canais para contatar empresas e, em 46% dos casos, foram apps de mensagens, segundo o estudo CX Trends 2021.



2. A inteligência artificial está na ponta dos dedos para aqueles que desejam ter o controle de suas conversas. Se o bate-papo e as mensagens são a porta de entrada para interagir com sua empresa, a IA é o tapete de boas-vindas. Para atender a essa demanda, as empresas devem alavancar o autoatendimento e a automação para oferecer experiências do cliente sem atrito.

Aprendemos com o Google, por exemplo, o que é um bom autosserviço e como nos colocar no controle das transações. Sabemos que 76% dos clientes que entram em contato com as empresas já procuraram a resposta em seus sites. Muito do tempo e atrito criado em uma conversa com o atendimento ao cliente é gasto e criado estabelecendo a identidade com o outro lado, e estabelecendo a intenção e o contexto, a exemplos de "como posso ajudá-lo" e "diga-me mais". E é precisamente neste contexto que a IA pode lidar perfeitamente com a conversa entre a empresa e o cliente.

As mensagens também são projetadas para automação, permitindo que as empresas estejam disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, e direcionam os clientes de forma inteligente para as pessoas certas, na hora certa.



3. Adote a agilidade em seus negócios desde o primeiro dia para ter a infraestrutura necessária para se adaptar rapidamente aos novos processos internos, às novas necessidades dos clientes e às mudanças nas demandas de negócios. Isso significa que você só precisa estar preparado para a mudança e pronto para continuar aprendendo e se transformando.

Há uma urgência nas transformações. O uso ágil da tecnologia pode ajudar as equipes a se adaptarem às mudanças rapidamente. Por exemplo, as equipes de suporte que possuem as ferramentas que permitem uma visão holística das necessidades do cliente podem fazer ajustes de forma rápida e fácil, inclusive entre canais, sem que se perca a informação ou descontinue a conversa com o cliente.



4. As ferramentas de trabalho remoto continuam amadurecendo e ganhando espaço para permitir uma melhor colaboração, estabelecer uma confiança mais profunda e construir conexões significativas. Durante o período em que as interações digitais atingiram o pico, houve uma mudança simultânea para o trabalho remoto, pois os funcionários precisavam ficar conectados com clientes, colegas e líderes. No Brasil, 8 em cada 10 dos líderes empresariais disseram que a COVID-19 acelerou a adoção da tecnologia digital em suas empresas (CX Trends 2021).

Capacitar os funcionários com ferramentas totalmente integradas e fáceis de usar ajuda a recriar a sinergia e a fluidez das interações pessoais. Com melhor colaboração, as equipes podem oferecer excelentes experiências ao cliente e construir relacionamentos mais fortes.




5. As decisões baseadas em dados serão um diferencial importante nos próximos anos. Olhando para os primeiros dias da quarentena, houve um grande aumento nos volumes de solicitações causados ​​por cancelamentos de viagens e eventos, volatilidade do mercado e outros impactos significativos, e nem todas as empresas estavam preparadas para fazer mudanças rápidas.

As empresas precisam analisar os dados em tempo real para obter uma visão clara das tendências do cliente e agir com base no que está acontecendo. Essas percepções abrangentes permitem que as empresas abordem rapidamente as áreas problemáticas, não apenas no atendimento ao cliente, mas em todos os seus negócios.

Vimos empresas atingirem o ponto de virada digital em velocidade recorde. Em meio a isso, muitas adotaram com sucesso formas mais novas e eficientes de se conectarem com clientes. Oferecer as melhores experiências possíveis ao cliente não deve ser complexo, mas radicalmente simples com a tecnologia certa. E a simplicidade para a experiência do cliente é uma jornada, não um destino.






Pedro Fontes - diretor sênior de Vendas Enterprise da Zendesk Brasi


VISTO DE TRABALHO AO GREEN CARD: SAIBA O QUE SE DEVE FAZER PARA MORAR NOS EUA SEM PROBLEMAS

Os Estados Unidos sempre estiveram no topo da lista dos países mais procurados por estrangeiros que querem morar em outro país. E não é por menos, já que a terra do Tio Sam sempre atraiu muitos sonhos devido a sua alta qualidade de vida. Mas uma das principais dúvidas das pessoas que desejam mudar de país é: como morar nos EUA?  

De acordo com a brasileira Arleth Bandera, empresária e CEO da Eagle intercâmbio, agência sediada no Vale do Silício na Califórnia, existem algumas formas de morar nos Estados Unidos, como por exemplo, conseguir tirar o Green Card – que possibilita moradia permanente -, fazer uma temporada de intercâmbio, e também poder trabalhar por um determinado período. “É possível também conseguir cidadania estadunidense caso você tenha algum parente que nasceu nos Estados Unidos.” – complementa. No entanto, para tirar essa dupla nacionalidade é preciso ter em mãos uma série de documentos, além de cumprir inúmeros requisitos para comprovar a sua descendência. 

O Green Card é o visto mais aguardado por aqueles que sonham em morar nos Estados Unidos permanentemente. Isso porque este “cartão” possibilita que o beneficiado more no país e tenha os mesmos direitos de um cidadão americano. Porém, segundo Arleth conseguir esse tipo de visto possui exigências bem especificas e é um processo bem burocrático. Muitas pessoas também desejam morar nos EUA apenas por um período determinado, seja para estudar inglês, realizar uma pós-graduação ou qualquer outro curso e para isso, há vistos específicos para cada objetivo, a especialista listou alguns deles! Veja: 


VISTO F-1

Existem diversos tipos de programas de intercâmbio culturais que você pode participar. E para aqueles que desejam fazer um curso de inglês, uma graduação ou o famoso High School, é preciso solicitar o visto de estudante F-1. 

“Para conseguir tirar esse visto, primeiro, é preciso ser admitido no curso que deseja fazer. Após isso, a instituição irá lhe entregar vários documentos que precisam ser preenchidos, como o famoso I-20, por exemplo.” – destaca Arleth. 

Nos casos dos cursos de inglês, é necessário que o programa tenha uma carga horária superior a 18 horas semanais, independente da duração curso. 

Com este visto também é possível trabalhar nos Estados Unidos. Para conseguir isso o estudante deve ter em mãos o OPT (Optional Practical Training), que é uma autorização concedida por algumas universidades, que permite ao estudante trabalhar temporariamente para conseguir experiência prática na sua área de estudo após a sua graduação. 

Vale lembrar que o OPT não é um visto de trabalho, mas sim apenas uma permissão de trabalho nos Estados vinculado ao visto F-1. 

Além do F-1, existem outros tipos de vistos para que os estudantes possam entrar nos Estados Unidos, o visto F-1 é apenas o comum entre eles.

 

VISTO L-1

Quando se trata de trabalho o visto L-1 é o mais utilizado. Esse documento serve para que a empresa possa transferir seu funcionário para as suas unidades nos Estados Unidos. Em outras palavras, é necessário que a companhia tenha uma sede matriz no país que o funcionário trabalha e abra uma filial nos Estados Unidos. 

Entretanto, não são todos os colaboradores que podem ser candidatos a este tipo de visto. Assim o funcionário precisa ocupar um cargo de gerência ou executivo. “Além disso, também é necessário ter desempenhado essa função na empresa por pelo menos um ano. E o funcionário que for transferido para uma unidade nos Estados Unidos deve exercer uma função similar a que ele possui experiência e ter um salário compatível.” – pontua Bandera.

 

VISTO H1-B

Outro visto de trabalho conhecido é o H1-B. Este documento possui um processo muito mais trabalhoso e exigente se comparado ao L-1. Isso porque, para conseguir esse visto, é necessário ser especializado em uma função muito específica e tê-la exercido por vários anos. 

O visto H1-B só é liberado para profissionais que possuam bacharelado ou alguma formação acadêmica na área da função exercida. Para se enquadrar nos requisitos deste visto, é necessário comprovar que você possui qualidades únicas e por conta disso esse processo acaba sendo mais complicado. 

Este visto possui uma validade de 3 anos e pode ser renovado – uma única vez – por mais 3 anos. Entretanto, o H1-B possui uma grande desvantagem: a alta quantidade de candidatos. E por isso conseguir a aprovação desse documento pode levar vários anos, pois são escolhidos candidatos aleatoriamente, como uma loteria eletrônica. 

A solicitação de visto dessa categoria só entra em análise após ser sorteado nessa “loteria”, devido ao grande volume de pedidos. Caso o seu processo não seja escolhido, é possível tentar novamente após o prazo de 1 ano. 

Outra desvantagem que esse visto apresenta, é que ele não permite que o cônjuge do funcionário possa conseguir um emprego nos Estados Unidos. Assim, somente o colaborador da empresa poderá trabalhar, o que resulta em apenas uma fonte de renda familiar. 

E então, você tem o sonho de morar nos Estados Unidos? Realizar esse sonho de forma honesta e segura é a chave para trilhar o caminho do sucesso, seja para a obtenção de vistos temporários ou até a cidadania americana. 

Para que essa segurança seja alcançada, o ideal é procurar empresas que servirão como auxílio e apoio para a realização dos passos, como é o caso da Eagle Intercâmbio. Para mais informações acesse: www.eagleintercambio.com

 


Eagle

www.eagleintercambio.com

 

Detran.SP digitaliza serviço e licenciamento aumenta 30%

“Agregar tecnologia e inovação no atendimento ao cidadão é fundamental, especialmente neste período de pandemia que atravessamos”, destaca presidente Neto Mascellani


O número de licenciamento de veículos aumentou 30% com a digitalização dos serviços do Detran.SP. O resultado refere-se aos últimos cinco meses em comparação ao mesmo período de 2020. O CRLV-e (licenciamento) é hoje um dos serviços mais acessados nos portais do Detran.SP (www.detran.sp.gov.br) e Poupatempo (www.poupatempo.sp.gov.br).

 

De janeiro a maio deste ano, foram licenciados 7,3 milhões de veículos em todo o Estado de São Paulo. Em 2020, no mesmo período, foram 5,6 milhões. O licenciamento veicular no formato digital foi iniciado em maio de 2020 quando os postos do Detran foram fechados em função da pandemia de Covid-19. Atualmente esse serviço é feito totalmente nesta plataforma. A iniciativa faz parte do projeto do Detran em investir na digitalização dos serviços, ampliados em 72% desde 2020, saindo de 43 para 76, na comparação com 2019.

 

“O processo de digitalização dos serviços oferecidos pelo Detran.SP atende às necessidades do usuário. Agregar tecnologia e inovação no atendimento ao cidadão é fundamental, sobretudo neste período de pandemia que atravessamos”, afirma o diretor-presidente do órgão estadual de trânsito, Neto Mascellani, que também é presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND).


Para fazer o licenciamento digital, basta clicar no link de acesso: https://bit.ly/3wvqvBF 

Em seguida, o cidadão deve observar os seguintes passos:

 

1.   Quitação dos débitos do veículo (IPVA, possíveis multas e taxa de licenciamento): O pagamento é feito pela rede bancária conveniada (Santander, Bradesco, Banco do Brasil, Safra, Itaú, Caixa Econômica Federal), via internet banking, aplicativo ou caixa eletrônico. Basta informar o número do Renavam.

 

2.   No dia seguinte verifique se o pagamento já foi registrado no sistema.

 

3.   Faça download o documento e a impressão pelo site do Detran no item ‘Licenciamento Digital’ nos portais do Poupatempo (www.poupatempo.sp.gov.br), Detran.SP (www.detran.sp.gov.br) e Denatran (portalservicos.denatran.serpro.gov.br), além dos aplicativos Poupatempo Digital, Detran.SP e Carteira Digital de Trânsito – CDT. O motorista poderá salvar o documento no próprio celular ou imprimir em papel sulfite comum (A4-branca) que terá validade em todo país. .


Teste de gravidez da empregada na demissão: um novo paradigma

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), em uma decisão paradigmática, determinou a validade do pedido de teste de gravidez pelo empregador no momento da rescisão contratual. O entendimento da Corte Superior é de que a solicitação do teste de gravidez não caracterizou ato discriminatório e também não representou violação a intimidade, já que a conduta adotada oferece maior segurança jurídica a trabalhadora no momento do término do contrato.

A decisão rejeitou recurso de ex-empregada que pretendia o pagamento de indenização por danos morais em razão da empresa ter exigido no ato da rescisão contratual o exame de gravidez, o que supostamente representaria uma conduta discriminatória. O pedido de indenização requerido pela trabalhadora já havia sido indeferido pela 10ª Vara do Trabalho de Manaus e pelo Tribunal do Trabalho (TRT) da 11ª Região, sob o fundamento de que a legislação não proíbe de forma expressa o exame na demissão, mas apenas na admissão e durante contrato de trabalho.

A decisão é polêmica e controvertida, mas, representa uma quebra de paradigma quanto a possibilidade de solicitação de teste de gravidez no momento da realização dos exames demissionais (ASO) a que todos os empregados são submetidos.

O tema é controverso, pois o artigo 2º da Lei 9.029/1995 proíbe e considera prática discriminatória a exigência de teste de gravidez para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de trabalho.

Da mesma forma, o art. 373-A, IV, da CLT, veda a exigência de teste de gravidez na admissão ou permanência no emprego.

Em que pese a legislação atual estabelecer que não é possível a exigência de teste de gravidez para admissão e permanência do emprego, as decisões judiciais além de se pautar na legislação, deve analisar o conjunto fático probatório, já que as leis serão alteradas/atualizadas de acordo com a necessidade e evolução no tempo.

Importante destacar que desde o final do ano de 2016 tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 6074/2106 que visa alterar a legislação (CLT) para acrescentar a possibilidade de realização do teste de gravidez por ocasião da demissão, visando garantir o cumprimento da estabilidade provisória da gestante prevista na Constituição Federal.

A legislação garante a empregada gestante estabilidade provisória no emprego desde a concepção até cinco meses após o parto, sendo vedada a dispensa injustificada nesse período. Já é pacífico o entendimento que mesmo que o empregador e a empregada não tenham conhecimento da gravidez no momento da demissão, se comprovado que a trabalhadora estava grávida, terá direito a reintegração no emprego.

A partir do momento em que se consolidou o entendimento de que não é necessário ter conhecimento do estado gravídico na demissão para ter direito a estabilidade, surgiu o questionamento de porque não acrescentar dentre os exames demissionais regulares o teste de gravidez, já que havendo a descoberta no ato da demissão, poderia este ser desfeito, dar continuidade no emprego e cumprir a estabilidade provisória, o que representa maior segurança jurídica tanto para o empregador quanto para a empregada.

Atualmente a Justiça do Trabalho é constantemente demandada com ações de pedido de indenização e de reintegração ao emprego decorrente da estabilidade provisória no emprego em razão da gestação. Ora, será que de fato representa um ato discriminatório ou viola a intimidade da trabalhadora o teste de gravidez no momento do ASO demissional? Será que esse exame não traz mais segurança jurídica para a trabalhadora?

Em que pese ser polêmico o tema, a decisão do TST foi acertada, já que se a legislação trabalhista visa a proteção do trabalho e da empregada, o exame de gravidez, no momento da demissão, representa uma proteção a empregada quanto também ao empregador.

É importante lembrar que é comum empregadas serem desligadas gestantes por falta de conhecimento, acarretando diversas demandas judiciais e, por consequência, durante o período em que a trabalhadora mais precisa do seu salário, fica desemparada, aguardando decisão judicial e eventuais recursos, o que nos leva a crer que o exame de gravidez no ato do desligamento é mais benéfico para a trabalhadora.

Por fim, é importante destacar que a relação de emprego é pautada pela boa-fé objetiva e pelo dever de informar, na qual se espera das partes contratantes (empregado e empregador) a cooperação, lealdade, comportamento ético, motivo pelo qual, primando por tais princípios, não se observa violação a intimidade ou ato discriminatório.

Assim, diante de um cenário de modernização das relações de trabalho e da existência de diversas demandas judiciais com pedido de reintegração ao emprego decorrente da estabilidade gestante, concluímos que a decisão do TST foi correta, contemporânea e representa uma verdadeira quebra de paradigma.

 


Márcio Lima Cunha - advogado e sócio do escritório Furtado Pragmácio Advogados.

Nova Lei de Improbidade beneficiará processos em andamento

Mudança deixa de punir forma culposa e exige comprovação de dolo para processar agentes públicos


Caso o Senado aprove a nova Lei de Improbidade que passou pela Câmara nesta quarta-feira, todos os agentes públicos que estão sendo investigados por ações anteriores à mudança serão beneficiados. “Segundo Código Penal, toda vez que há lei posterior menos dura que a vigente, ela tem que beneficiar quem já está sendo acusado. Ninguém pode ser julgado de forma mais rígida a partir do momento em que há uma mudança na legislação”, explica a jurista e mestre em Direito Penal pela PUC-SP, Jacqueline Valles.

A nova lei determina que se comprove a intenção de lesar a administração pública para que a acusação seja formalizada pelo Ministério Público. Ou seja, é preciso comprovar que o agente público agiu para se beneficiar de alguma forma. “A lei anterior punia a forma culposa de improbidade administrativa, ou seja, ela punia o agente público que, por desatenção, imperícia ou falta de conhecimento técnico, cometia um ato de improbidade”, explica.

Nova lei aguarda aprovação do Senado Federal
(Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)


Na avaliação da criminalista, a mudança na lei abre brechas para que a administração seja prejudicada diante da falta de punição. “Quando se trata de um agente público, que lida com administração pública, a sanção a quem administra sem cuidado, caracterizando uma forma culposa de delito, não deveria ser excluída. Estamos abrindo um precedente perigoso”, afirma.

Caso o Senado aprove a lei que passou pela Câmara, só será punido o agente público quando for identificada a sua intenção de lesar o erário. “Isso abre uma larga discussão, porque quando você lida com várias pessoas da administração, fica difícil identificar quem queria cometer um ato de improbidade para prejudicar e levar vantagem”, comenta a jurista.

Com a mudança, será preciso comprovar que o agente teve um benefício ao cometer a ilegalidade. “A apuração será muito mais específica, será muito mais difícil processar alguém por esse ato porque é preciso confirmar o dolo e isso dificultará o trabalho de todos os envolvidos no processo, Polícia Judiciária, Ministério Público e Justiça”, diz a criminalista.

 

O novo normal para eventos corporativos

Estamos há mais de um ano vivenciando a pandemia e ainda sigo tentando entender o novo normal trazido pela Covid-19. Parece estranho afirmar isso, e até pode soar como falta de agilidade para lidar com grandes mudanças, mas não é. Desde que o novo coronavírus chegou ao Brasil, os setores de marketing – em especial do mercado de saúde suplementar – vivenciam transformações de cenário constantes, encaram uma onda contínua, incessante e bastante instável de novas perspectivas comunicacionais. 

Como operadora de saúde, somos forçados a adaptar nossas estratégias e construir soluções imediatas para diferentes necessidades. O grande problema é que essas necessidades mudam a todo momento e de uma hora para a outra podem se inverter. O que quero dizer com isso é que, para os profissionais de marketing, todo dia há um elemento diferente nessa equação do “novo normal”. 

Além do enfrentamento à pandemia, 2020 e 2021 têm sido anos importantes para o desenvolvimento da Paraná Clínicas. Passamos a integrar o Grupo SulAmérica, lançamos nossa nova marca, abrimos as portas de nossas unidades próprias para os segurados SulAmérica na região de Curitiba (PR) e inauguramos um novo Centro Integrado de Medicina (CIM) em São José dos Pinhais (PR). Enquanto isso, não deixamos de lado ações de educação em saúde para nossos clientes, de relacionamento com o corpo clínico e de qualificação para nossos porta-vozes médicos, administrativos e da equipe multidisciplinar. 

O nosso primeiro desafio ocorreu em outubro de 2020, no Dia do Médico. O brinde foi feito pela plataforma Zoom e contou com a participação de mais de 100 profissionais de diferentes especialidades. Antes disso, no entanto, desenvolvemos e entregamos, em sistema drive-tru, um kit especial com espumante e doces finos para cada médico credenciado – o que acabou sendo essencial para mobilizar a participação. Somado a todos os preparativos básicos da transmissão, ainda foi preciso pensar com atenção no layout do drive-thru para garantir o distanciamento e o respeito às normas de higiene recomendadas pelos órgãos oficiais. 

Em fevereiro deste ano, no lançamento da nova marca, tivemos mais uma experiência híbrida. Montamos um estúdio e toda a estrutura para captação e transmissão ao vivo em um hotel da cidade. Com uma equipe extremamente enxuta e completamente testada no dia da live, conseguimos alcançar mais de 400 visualizações simultâneas e anunciar, com segurança, a integração dos clientes SulAmérica ao sistema Paraná Clínicas. Os testes de Covid-19 passaram a compor nossa lista de exigência mínima e também foram feitos em todos os diretores e gerentes que participaram da sessão de fotos do novo CIM São José dos Pinhais. 

Recentemente, outro projeto importante saiu do papel: o mídia training para porta-vozes da saúde. O foco do conteúdo estava, mais uma vez, no novo normal – mas agora para entrevistas e relacionamento com jornalistas em formato digital. Com o apoio de nossa assessoria de imprensa, promovemos o curso de forma remota, por segurança, mas também para já fomentar a prática em tempo real. Falamos sobre cuidados especiais para as interações online, tanto comportamentais como tecnológicos, compartilhamos experiências positivas e reforçamos a importância da educação em saúde feita em conjunto com os veículos de comunicação. 

Em outros tempos, todos esses acontecimentos seriam coroados com grandes comemorações e reuniões presenciais, mas o novo normal chegou ditando regras diferentes. E a pergunta que fica na minha cabeça é: será que um dia vamos voltar a nos encontrar em eventos enormes e em ambientes fechados de forma segura? Sem resposta certa, seguimos adaptando formatos e construindo soluções para nunca deixar de celebrar ou comunicar.

 


Juliane Kosiak Poitevin - formada em administração, especialista em marketing pela ESPM e, desde 2016, atua como gerente de marketing e comunicação da operadora de planos de saúde empresariais Paraná Clínicas, empresa integrante do Grupo SulAmérica com sede em Curitiba (PR).

 

Paraná Clínicas

www.paranaclinicas.com.br


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