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quarta-feira, 3 de março de 2021

Unidades do Detran fecham temporariamente a partir de sábado (6) em função da pandemia

 Com todo o Estado na fase vermelha do Plano São Paulo, atividades não essenciais serão suspensas; Departamento oferece mais de 70 serviços digitais para os cidadãos

 

 

A partir deste sábado, dia 6 de março, as unidades do Detran.SP estarão fechadas para atendimento presencial. A medida é necessária devido à reclassificação de todo o Estado para a fase 1 – vermelha do Plano São Paulo, a mais restritiva do plano de flexibilização. Desta forma, apenas serviços essenciais podem permanecer em funcionamento. A medida será válida por 14 dias.

 

Além da suspensão do atendimento presencial, o fechamento das unidades implica ainda no cancelamento dos exames teóricos e práticos. As aulas práticas e teóricas presenciais também estão suspensas. Poderão ser mantidas apenas as aulas teóricas na modalidade remota.

 

É importante destacar que as equipes internas do Detran.SP continuam desenvolvendo suas atividades. Havendo reclassificação, de acordo com o Plano São Paulo, os atendimentos presenciais serão retomados.

 

 

 

Serviços digitais

 

Nos portais do Detran.SP (www.detran.sp.gov.br) e do Poupatempo (www.poupatempo.sp.gov.br), além do aplicativo Poupatempo Digital, o cidadão pode acessar mais de 70 opções de serviços online do departamento estadual de trânsito de São Paulo.

 

O Detran.SP ampliou em 72% a quantidade de serviços digitais disponíveis, saindo de 43 para 74, na comparação com 2019. O objetivo é oferecer ao cidadão, tecnologia e soluções inovadoras que tragam comodidade e autonomia. Entre os mais solicitados, estão a renovação simplificada e segunda via de CNH, licenciamento e transferência de veículo.

 

 

Tutoriais

O Detran.SP possui um hotsite com conteúdo simples e didático para que o cidadão possa, por meio de vídeos tutoriais disponibilizados, aprender a realizar serviços que antes necessitavam de agendamento presencial e agora podem ser efetuados pela internet, com poucos cliques no aplicativo do Poupatempo Digital. Conheça aqui.

O conteúdo contempla tutoriais de aproximadamente um minuto cada, divididos por temas que abrangem serviços como Renovação de CNH, 1ª Habilitação, Licenciamento de veículos, 2ª Via da CNH, Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV-e), entre outros.


Estudos da fase 3 apontam eficácia interina de 81% da vacina Covaxin

Dados foram apurados após testes em 25.800 participantes que receberam uma dose do imunizante da empresa indiana Bharat Biotech ou placebo; no Brasil, a Precisa Medicamentos é a representante exclusiva, distribuidora e patrocinadora dos estudos de fase 3 

 

A empresa indiana Bharat Biotech, sediada em Hyderabad, anunciou nesta quarta-feira os resultados clínicos da fase 3 da vacina Covaxin, e eles demonstraram eficácia interina de 81% contra o novo coronavírus. Os dados foram coletados após testes em 25.800 participantes que receberam uma dose do imunizante ou placebo. Os estudos foram conduzidos em parceria com o ICMR (Indian Council of Medical Research), órgão de pesquisa médica do governo indiano.

Além da alta eficácia clínica interina, a Covaxin também demonstrou imunogenicidade, ou seja, resposta imunológica, significativa contra as variantes do novo coronavírus.

No estudo, 36 dos 43 casos foram registrados em participantes que receberam o placebo, em comparação com sete casos em pessoas que receberam a vacina da Bharat Biotech. Uma nova análise provisória está planejada quando houver o registro de 87 casos, e a análise final está planejada ao se atingir 130 casos. Todos os dados das análises serão publicados em veículos especializados e submetidos a revisão por pesquisadores independentes.

"Hoje é um marco importante na descoberta de vacinas, para a ciência e a nossa luta contra o coronavírus, pois os resultados de nossos ensaios clínicos de fase 3 demonstraram alta eficácia contra a Covid-19", diz o presidente e diretor administrativo da Bharat Biotech, Krishna Ella.

Covaxin é uma das duas vacinas contra a Covid-19 aprovadas para uso emergencial na Índia em sua campanha de vacinação, que teve início em 16 de janeiro de 2021. O imunizante já foi administrado em milhões de cidadãos indianos, incluindo o primeiro-ministro Narendra Modi, que na última segunda-feira deu início à aplicação da segunda dose da vacina no país para idosos acima de 60 anos e pessoas acima de 45 anos com comorbidades.

Covaxin é usada no combate à SARS-CoV-2 de duas doses, a partir de vírus inativado, e desenvolvida pela Bharat Biotech em colaboração com o Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR) e o Instituto Nacional de Virologia (NIV) e apoio da Fundação Bill & Melinda Gates. A vacina é apresentada em frascos multidoses, e pode ser armazenada em temperaturas que variam de 2ºC a 8ºC.

“Quero agradecer a cada um dos voluntários que se ofereceu para participar deste ensaio clínico, a nossos parceiros, pesquisadores e à equipe da Bharat Biotech, que dedicou seu tempo à descoberta desta vacina”, afirma Suchitra Ella, diretor executivo adjunto da Bharat Biotech. “Não poderíamos ter alcançado este marco de parceria público-privada sem o compromisso implacável dos envolvidos”, completa.

Mais de 40 países estão interessados na Covaxin. Recentemente, a fabricante da vacina confirmou que fechou acordo com o Brasil para o fornecimento de 20 milhões de doses da vacina Covaxin. No Brasil, a Precisa Medicamentos é a representante exclusiva, distribuidora e patrocinadora dos estudos de fase 3.

 

Publicações da Bharat Biotech sobre a Covaxin podem ser acessadas pelos links:

Desenvolvimento de produtos pré-clínicos

https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.09.09.285445v2

 

Estudos em animais – Hamsters

https://www.researchsquare.com/article/rs-76768/v

 

Estudos em animais – Macacos Rhesus

https://vaccine.icmr.org.in/images/pdf/934dd262-405d-43c6-af12-e59901253050.pdf

Estudos clínicos em humanos – Fase 1

https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.12.11.20210419v1

 

Estudos clínicos em humanos – Fase 2

https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.12.21.20248643v1

 



Bharat Biotech

www.bharatbiotech.com


Cautelas necessárias para comprar imóveis na planta

Apesar de ótimo investimento, é importante ficar atento às legalidades para o investimento não virar perdimento


Principalmente aqui no Brasil, um dos investimentos preferidos das pessoas é a compra de um imóvel. Por ser um investimento seguro, que são quase nulas as chances de perda de dinheiro, comprar um imóvel pode ser uma ótima pedida para quem deseja, com cautela, se posicionar no mundo dos negócios.

Não só para investir, é claro, a compra de um imóvel é um momento importante na vida de uma pessoa. Para alguns até um sonho, a felicidade de ter a casa própria é um objetivo muito comum. Entretanto, além de todos os obstáculos encontrados na hora de comprar uma casa, aos que optarem por um imóvel ainda na planta, é importante ficar ainda mais atento a alguns detalhes.

A compra de apartamento na planta é um negócio divulgado com inúmeras vantagens para o comprador, sendo as principais delas poder pagar pelo imóvel um preço inferior ao que ele valerá depois de pronto e realizar um pagamento diluído no decorrer do tempo, com parcelas que geralmente se estendem até a finalização das obras. A venda de futuras unidades também é muito vantajosa para as empresas, denominadas Incorporadoras, seja recebendo com bons lucros sobre o valor das unidades ou percebendo remuneração pela administração da construção.

Todavia, mesmo que vantajoso, a Dra. Sabrina Rui, advogada e especialista em direito tributário e imobiliário, afirma que “Em compras de imóveis que ainda estão em construção, é necessário ter mais cuidados com a documentação que um imóvel já construído”. Ela explica que além do perigo que as pessoas são expostas sobre a segurança da verdadeira entrega do imóvel, existem ainda burocracias quanto ao terreno.

Por isso, sabendo do risco que os compradores correm na hora de adquirir um imóvel na planta e com objetivo de dar segurança a estes e ao próprio negócio da construção, deve-se sempre verificar se foram cumpridas as exigências da Lei 4.591/64.

A especialista ainda afirma que “A primeira e principal obrigação estabelecida pela lei a toda incorporação é realizar o registro do memorial de incorporação”, que após sua realização, o comprador consegue verificar toda a estrutura do negócio que ele está adquirindo.

Quando o Incorporador, no caso a construtora, registra o Memorial de Incorporação, ele se compromete e se responsabiliza por construir um prédio ou condomínio com unidades para moradias e áreas comuns. Este, além de cumprir a lei com o registro e não correr o perigo de pagar uma multa prevista na lei, consegue reduzir o risco de ao final não conseguir regularizar o seu empreendimento, perder a credibilidade no mercado ou sofrer ordem judicial para entrega da documentação sob pena de multa.

O Incorporador também poderá conseguir financiamento para realização de sua obra, vender as futuras unidades possibilitando que os compradores realizem financiamento e instituir um patrimônio de afetação e se valer de um regime especial de tributação (RET).

Todavia, muitas vezes por acreditar em especulações sobre os gastos, muitas Incorporadoras deixam de realizar o registro do memorial, “optando” por regularizar o empreendimento somente ao final, iniciando o negócio em desconformidade com a lei, o que pode gerar problemas para os compradores e para o próprio Incorporador.

Aos compradores, para se sentirem mais seguros, a advogada Sabrina Rui ainda explica que “Existem empresas que trabalham com seguros de garantia de entrega, ou seja, ao se adquirir o imóvel na planta fica-se com a certeza de que haverá o bem ou o retorno do dinheiro investido”. Com esse tipo de segurança, o comprador evita incidências de problemas quanto a entrega do tão sonhado imóvel, como o caso da construtora Encol, que era uma das maiores do país e, no meio do processo de construção, veio à falência, o que gerou inúmeros problemas para compradores que não tinham um respaldo de seguro.

 


Dra. Sabrina Marcolli Rui - Advogada em direito tributário e imobiliário
www.sr.adv.br
SR Advogados Associados
@sradvogadosassociados
@sradvassociados
(41) 3077-6474
Rua Dr. Alexandre Gutierrez, Água Verde. N° 990, 6° andar, Edifício Tokyo, salas 601 e 602. 

CEO da Positiv.a dá dicas sobre empreendedorismo feminino

Empreender é o sonho de muitas mulheres, e felizmente a tendência mundial apresenta um crescimento desse movimento. Atualmente no Brasil, são 24 milhões de brasileiras à frente de seus negócios próprios, colocando o Brasil em 7º lugar no ranking mundial de empreendedorismo feminino. A expectativa é que este número cresça cada vez mais.

Marcella Zambardino é uma empreendedora brasileira que decidiu apostar na área da sustentabilidade para criar um negócio. Ao lado de Rafael Seibel e Alex Seibel, ela fundou a Positiv.a, empresa B que cria soluções para cuidar da casa, do corpo e da natureza.

Ela destaca que empreender é, para ela, uma oportunidade de mudar o mundo, trazendo o seu propósito em um negócio que pode impactar positivamente muitas pessoas. Para auxiliar as mulheres que desejam apostar no empreendedorismo feminino, ela lista algumas dicas:

1 - Escute sua Intuição

Empreender envolve risco e normalmente os familiares e pessoas próximas - com intenção de nos proteger - acabam nos desmotivando a ouvir essa voz interior. Você mais do que ninguém sabe onde vale a pena dedicar seu tempo e talento, confie em você, é você que vai acordar todos os dias motivada para arregaçar as mangas e fazer acontecer. Escolha algo que te encanta e te desafie.

2- Procure auxilio contábil

Quando vamos iniciar um negócio no Brasil é muito importante saber o regime tributário ideal para o seu modelo de negócio para evitar impostos além do seu tamanho que muitas fazes oneram muitas empresas em fase inicial, além disso ter os documentos regularizados e contar com um auxílio contábil irá permitir focar em atividades que dependem mais do seu esforço para crescimento da empresa.

3 - Procure iniciativas de auxílio ao empreendedorismo feminino

Muitas empresas e instituições realizam capacitações sobre empreendedorismo femino com dicas de como começar, o que preciso e até como colocar em prática uma ideia. Um exemplo é o programa Cresça com o Google Para Mulheres.

4 - Invista na cultura interna de cooperação

A cultura da cooperação se baseia em um relacionamento entre pessoas com diferentes potencialidades, com o objetivo de alcançar um bem comum. Se a sua empresa tiver uma cultura de cooperação, vocês podem alcançar mais representatividade no mercado, melhoria na governança da cadeia produtiva e aumento da competitividade dos negócios. E, para isso, é preciso trabalhar em conjunto, o que garante que seu negócio se desenvolva até mesmo quando sua ausência for necessária.

5 - Atenção para não repetir comportamentos masculinos de liderança

Muitas vezes, nós identificamos nas lideranças masculinas padrões de comportamento que não são os ideais. Porém, ao atingir um cargo de liderança, podemos repetir esses mesmos comportamentos. Por isso, é muito importante estar atento a que tipo de líder você é e quer ser para inspirar pessoas e ter uma equipe engajada.

6 - Estudo sobre liderança

Para esse tópico eu recomendo o Livro Liderança Shakti. Nele, temos ensinamentos sobre como o paradigma de liderança que prevalece hoje nasceu do patriarcado e tem origem no pensamento militar, exacerbando valores masculinos. O livro mostra ainda como é necessário mudar radicalmente a forma como conquistamos e abusamos do poder, e criar uma dinâmica totalmente nova. Os ensinamentos abordam também a importância do equilíbrio entre imaginação e lógica, intuição e análise, e de cultivar paciência e empatia.


A "história sem fim" da tributação - IRPJ e CSLL - dos benefícios fiscais do ICMS

A Receita Federal do Brasil em recente Solução de Consulta da DISIT/SRRF01 nº 1009/2020, analisando a incidência ou não de IRPJ e CSLL sobre incentivos e benefícios fiscais ou financeiros-fiscais relativos ao ICMS, de forma totalmente equivocada, veio a restringir o alcance das alterações promovidas pelo legislador, quando da publicação da Lei Complementar 160/17, que acrescentou os parágrafos 4º e 5º no art. 30 da Lei nº 12.973/14.

Quando pensávamos que o tema estava pacificado, diante da alteração promovida no cenário legislativo relativamente à classificação jurídica das subvenções e incentivos fiscais concedidos pelos Estados, verificamos que a Receita Federal do Brasil insiste em manter um contencioso temerário e desprovido de qualquer fundamento jurídico.

Com efeito, a Lei Complementar nº 160/17, certa ou errada, veio à tona com a intenção de buscar uma solução para os incentivos fiscais e tentar pacificar a “guerra fiscal” e reconheceu a existência de dois tipos de incentivos de ICMS, vale dizer, os benefícios concedidos com aprovação do CONFAZ e os benefícios concedidos unilateralmente sem aprovação do CONFAZ e que deveriam ser convalidados.

No bojo da referida norma, foram inseridas alterações na Lei nº 12.973/14, por meio dos artigos 9º e 10 da LC 160/17, dispondo claramente que os incentivos e os benefícios fiscais ou financeiro-fiscais relativos ao ICMS, são considerados subvenções para investimento, vedada a exigência de outros requisitos ou condições não previstos na lei. Além disso, determinou que isso se aplicaria aos incentivos instituídos em desacordo com a CF e, também, aos processos administrativos e judiciais ainda não definitivamente julgados.

Vale lembrar que em 8.11.2017, o Congresso Nacional derrubou o veto do Presidente da República aos referidos artigos 9º e 10 da LC 160/17.

Portanto, o Congresso Nacional, por duas vezes, uma quando da votação e discussão do projeto de lei e, outra, quando da derrubada do veto, teve a oportunidade de analisar o tema e, repita-se, por duas oportunidades, entendeu que tais dispositivos foram inseridos para dar segurança jurídica aos contribuintes e colocar um fim na discussão sobre a classificação jurídica dos benefícios de ICMS para fins de incidência ou não de IRPJ e CSLL (subvenções para investimento X subvenções para custeio).

Ocorre que a Receita Federal do Brasil, novamente, insiste em restringir o conceito de subvenção, afirmando que, para fins de exclusão dos benefícios e incentivos fiscais de ICMS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, tais benefícios precisariam ter sido concedidos como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos.

Tal interpretação chega e ser teratológica e beira o desespero do fisco em buscar arrecadação custe o que custar, passando por cima das normas positivadas como um rolo compressor, aliás, sem a mínima fundamentação.

Vejamos o que diz a indigitada Solução de Consulta: “A partir da Lei Complementar nº 160, de 2017, os incentivos e os benefícios fiscais ou financeiro-fiscais relativos ao ICMS, concedidos por estados e Distrito Federal e considerados subvenções para investimento por força do § 4º do art. 30 da Lei nº 12.973, de 2014, poderão deixar de ser computados na determinação do lucro real desde que observados os requisitos e as condições impostos pelo art. 30 da Lei nº 12.973, de 2014, dentre os quais, a necessidade de que tenham sido concedidos como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos”.

A ausência de fundamentação da solução de consulta é gritante, o fisco somente afirma, pura e simplesmente, que os incentivos e benefícios fiscais devem ser destinados à implantação e expansão e ponto final!

Mas a lei dispõe que os incentivos e benefícios fiscais ou financeiros-fiscais de ICMS são considerados como subvenções para investimento, sendo vedada a exigência de quaisquer outros requisitos ou condições não previstas no referido artigo, e o que são esses requisitos, são basicamente aqueles que já eram previstos na Lei 11.941/09 (requisitos contábeis por exemplo). Por isso, qualquer exigência de que no ato concessivo dos incentivos e/ou benefícios fiscais de ICMS deva constar que são concedidos para fins de implantação, expansão, aplicação em ativos, não prospera.

Por fim, e não menos importante que o texto da lei, devemos lembrar que a 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça nos autos do REsp nº 1.517.492-PR, entendeu que créditos presumidos de ICMS, portanto, subvenção, concedidos pelo Estado não são objeto de tributação para fins de IRPJ e CSLL, pois, se isso ocorresse, seria uma violação ao artigo 150, VI, “a” da Constituição Federal, que veda a União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios  instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros.

O tema objeto da solução de consulta já deveria estar morto e enterrado com a publicação da LC 160/17.

 


 

Luiz Silveira - Advogado tributarista em São Paulo. Sócio do escritório Luiz Silveira Sociedade de Advogados. Consultor Jurídico da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ. Foi membro do Comitê de Assuntos Tributários da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica – ABCE. Foi Coordenador do Jurídico da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Foi Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo - TIT. Especialização em Administração de Empresas e Administração Financeira pela Fundação Getúlio Vargas – FGV/SP. Experiência consultiva e contenciosa nas áreas de direito tributário e empresarial.


Caio Cesar Braga Ruotolo - Advogado tributarista em São Paulo. Associado do escritório Luiz Silveira Sociedade de Advogados. Membro do Conselho de Assuntos Tributários da Fecomércio em São Paulo. Foi Coordenador Jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Foi membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/SP (2017/2018) e da Comissão de Assuntos Fiscais da CNI (2014-2020). Pós Graduado com Especialização em Direito Empresarial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Direito Constitucional pela Escola Superior de Direito Constitucional e em Gestão de Recursos Humanos. Experiência consultiva e contenciosa nas áreas de direito tributário, empresarial, ambiental, aeronáutico e crimes contra ordem tributária.


República Dominicana simplifica processo de entrada e saída do país

Plataforma E-Ticket será de uso obrigatório para todos os viajantes a partir de 1º de abril


Como parte da otimização de processos para os visitantes, a República Dominicana implementou, desde novembro de 2020, um formulário eletrônico de entrada e saída E-Ticket, uma plataforma digital que substitui os três formulários que devem ser preenchidos pelos viajantes para ingressar no destino: o Cartão Internacional de Embarque e Desembarque, o Formulário de Declaração de Alfândegas e a Declaração Juramentada de Saúde do Viajante. Para facilitar a transição entre as opções de papel e a plataforma online, até 31 de março de 2021, as autoridades irão aceitar os dois formatos e, a partir de 1º de abril de 2021, será aceito apenas o formulário digital.

“Desde que lançamos o E-Ticket, em novembro de 2020, realizamos vários testes e recebemos valiosos feedbacks dos passageiros que utilizaram o formulário digital. Promovemos mais de 500 capacitações e treinamentos, além de melhorias e atualizações na plataforma, para garantir que, a partir do dia 1º de abril - quando será obrigatório o preenchimento digital – não haja nenhum contratempo”, informou David Collado, ministro de turismo da República Dominicana.

O MITUR também apresenta um guia rápido com cinco perguntas frequentes e suas respostas para que os viajantes estejam preparados para a sua próxima viagem à República Dominicana. Confira a seguir:

1. Onde é possível encontrar o E-Ticket e como deve ser preenchido?
Para acessar a plataforma do E-Ticket, é necessário acessar o link https://eticket.migracion.gob.do/, disponível em sete idiomas, incluindo o português. O formulário irá solicitar informações gerais, como número do passaporte, endereço residencial e também onde o viajante irá se hospedar durante a visita à República Dominicana, além de informações de alfândega e declaração de saúde. Ao finalizar, o sistema irá gerar um QR code, que deve ser guardado para apresentar às autoridades dominicanas no aeroporto. Os passageiros devem ainda completar o formulário para entrada e saída, o qual irá gerar dois QR codes. No entanto, apenas será necessário apresentar o código de entrada, podendo ser impresso ou em uma captura de tela pelo celular. O código gerado para o formulário de saída é apenas uma confirmação de que os dados foram inseridos corretamente. 

2. Para viagens em famílias, é necessário preencher um formulário para cada viajante?
As famílias que viajam juntas podem preencher apenas um formulário com os dados de todos os membros do grupo (até 7 pessoas no total). Os adultos devem preencher todos os formulários, enquanto as crianças não precisam apresentar aqueles voltados à alfândega. Ao finalizar, será gerado um QR code único para o grupo familiar.

3. O que acontece se o formulário não for preenchido antes da viagem?
Recomendamos que seja preenchido a partir de 72 horas antes do voo. Mas os aeroportos da República Dominicana disponibilizam internet Wi-Fi gratuita, o que facilita o preenchimento do formulário a partir de qualquer dispositivo com capacidade de acesso à rede sem fio. É imprescindível completar o formulário antes de passar pela Imigração.

4. O que acontece se, após o preenchimento do formulário, os planos de viagem mudarem?
Não será possível alterar os dados já enviados. Sendo assim, será necessário preencher o formulário novamente. Será considerado apenas o último formulário enviado por viagem.

5. Onde obter mais informações?
Há um vídeo explicativo e respostas para outras perguntas frequentes disponíveis em espanhol e inglês no link https://viajerodigital.mitur.gob.do/.

 

Sobre a República Dominicana

A República Dominicana é um destino muito especial e exclusivo, reconhecido mundialmente pelas atrações inusitadas, pela rica cultura, confortos e pelo clima perfeito durante todo o ano. Facilmente acessível em voos diretos da maioria dos principais aeroportos, o país agrada celebridades, casais e famílias. De trilhas para praias desconhecidas e campos de golfe de classe mundial, na República Dominicana é possível se sentir renovado nas luxuosas e diversas acomodações, explorando relíquias antigas de séculos passados, desfrutando da comida típica e de aventuras de ecoturismo nos magníficos parques nacionais, montanhas e rios.

Rodeada pelo mar do Caribe ao sul e pelo Oceano Atlântico ao norte, a República Dominicana oferece uma variedade de esportes, atividades de lazer e entretenimento, além de experiências culturais únicas, como a dança, festas de carnaval e outras especialidades dominicanas, como charutos, rum, chocolate, café, âmbar e larimar (pedra rara e exclusiva do país). Entre a aventureira Puerto Plata, a exuberante Samaná, a histórica Santo Domingo, a ensolarada Punta Cana, a luxuoso La Romana e a alegre Barahona, há um país em que cada região tem muito a oferecer para qualquer viajante e orçamento.

Além das experiências inexploradas de costa a costa, o país também tem uma reputação mundial por seu povo caloroso e hospitaleiro. Com oito aeroportos internacionais e nove zonas ecológicas diferentes, nunca foi tão fácil ou interessante explorar a República Dominicana. Para mais informações e para começar a planejar sua viagem, visite o site oficial do Ministério do Turismo da República Dominicana em: http://www.godominicanrepublic.com/pt-br/.

Excesso de reuniões online - Será que em alguns momentos, apenas um e-mail resolve?

divulgação
Com a questão da Pandemia, tivemos que nos reorganizar para atender nossa demanda de trabalho.  O que não estávamos preparados, era em como lidar com a comunicação a distância, em como manter nossa rotina interna dos escritórios, com tantos assuntos abordados diariamente.

A solução foi fazer reuniões online e discutir estes assuntos. A questão é que somos emocionais, precisamos falar e explicar a linha de raciocínio, uma ideia, um projeto, detalhes de condução junto ao cliente, enfim... todos os assuntos estão sendo abordados em reuniões online, que por muitas vezes são desnecessárias para muitos dos participantes.

Por muitas vezes, o funcionário ou colaborador tem que participar de reuniões, conferências em horários simultâneos. E como fazer com esta situação?

Na maioria das vezes o profissional participa dos compromissos de forma irregular, ou seja, um pedaço em cada compromisso, para não demonstrar ausência ou falta de interesse.

Mas na prática, isto causa estresse no profissional, ele não compreendeu o que foi apresentado, depois ele é cobrado por algo que desconhece e se frusta por não poder atender de forma consistente as suas obrigações.

Neste caso, o ideal é que o gerente ou gestor organize os assuntos, verifique se realmente é necessário, uma reunião para discutir a pauta e quem de fato deve participar.

O momento agora permite que possamos otimizar o tempo dos profissionais envolvidos e dar autonomia para que eles apresentem soluções para uma situação, exercitando o lado criativo de cada colaborador. Com isto, a empresa tem a possibilidade de descobrir novos talentos e inserir esta descoberta no crescimento da empresa.

Valorizar o tempo, definir se os assuntos serão por reuniões virtuais, comunicação e discussão por e-mail é o mais correto a ser feito.

Muitas vezes a comunicação por e-mail otimiza o tempo de fazer a reunião online para um assunto que não seja tão relevante.

Devemos focar em ajudar todos os envolvidos a oferecerem o melhor para a empresa, fazendo uma organização com os líderes dos setores e apresentando novos formatos de discussão nos assuntos importantes dentro da empresa.

Descobrindo um jeito novo de se comunicar, que funcione, para todos os envolvidos dentro da empresa, é a melhor solução. Pois, teremos alguns meses ainda incertos dos procedimentos sociais e corporativos. Sendo toda ideia e solução muito bem vinda nestes dias atuais.

O importante é não utilizar muito tempo útil em reuniões que não são produtivas e direcionar as comunicações das decisões e novidades através de canal específico por e-mail.

Vale a pena estudar suas necessidades e otimizar o tempo de seus colaboradores objetivando o crescimento da empresa e a produtividade de cada um e quem sabe apenas um email resolve?.

Pense nisto!

 


Conceiyção Montserrat - CEO da Montserrat Consultoria, empresa especializada em gestão e desenvolvimento de negócios.


Inadimplência: cenário, expectativas e alternativas via cooperativismo de crédito


Pode soar estranho, mas é um fato: apesar de 2020 ter sido um dos anos mais desafiadores para a economia, o que observamos no fechamento do ano passado e início deste é um índice de inadimplência baixo. E ainda que este indicador possa mostrar alguma elevação no decorrer de 2021, salvo alguma intempérie de mercado, parece que ficaremos em patamares administráveis durante o ano. 

Dados do Banco Central do Brasil mostram que as dívidas com atraso acima de 90 dias, o popular over 90, caíram para o menor patamar quando considerada a série histórica desde dezembro de 2016, época em que a inadimplência era de 4%, e outubro de 2020, mês em que estava em 2,4%. 

É um dado surpreendente se considerarmos o salto no desemprego e a redução na renda do brasileiro durante a pandemia. Este fenômeno pode ser entendido, portanto, como resultado de uma série de ações por parte do governo – um trabalho junto às instituições financeiras para não deixar o crédito secar na economia com a utilização de recursos do tesouro e BNDES, um aumento emergencial de margens de capital para as instituições terem fôlego para emprestar e também rolar operações de crédito, entre outras. De fato, uma importante revista internacional reconheceu o presidente do Banco Central do Brasil como o melhor na categoria Américas e global em 2020, justamente devido à rápida e eficiente resposta dada durante a crise. 

Outro fator que interferiu de maneira significativa neste cenário foi o auxílio emergencial, que ajudou diversas famílias a manter as contas em dia, considerando, por exemplo, os boletos de energia elétrica e água. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), produzida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a quantidade de famílias brasileiras com dívidas diminuiu pelo terceiro mês consecutivo em novembro, alcançando o menor nível em oito meses. O percentual das que relataram endividamento (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) alcançou 66% em novembro, a mesma proporção de fevereiro de 2020, anterior à pandemia. 

Ainda que as rolagens de dívidas por parte das instituições financeiras e os auxílios do governo tenham prazo de validade, as expectativas podem se manter otimistas. Indicadores têm mostrado que a recuperação da economia irá ocorrer de maneira mais robusta em 2021. Mesmo havendo incertezas quanto à sustentabilidade dos efeitos das medidas mencionadas acima no médio prazo, é importante considerarmos o papel fundamental do crédito no desenvolvimento de economias locais. Os maiores desafios daqui para a frente, como tem sido amplamente discutido, são as reformas econômicas, a resposta à pandemia e a sustentabilidade fiscal das contas públicas.

 

Cooperativismo de crédito

É importante que instituições financeiras continuem ampliando o acesso a recursos a custos acessíveis, bem como possibilitem o prolongamento de prazos de vencimentos. Neste contexto, o cooperativismo de crédito mostra seu potencial de fazer a diferença, apresentando-se como um importante motor da economia. 

A cultura da cooperação, embasada na corresponsabilidade, é um exemplo de como isso pode ocorrer de maneira controlada. Uma vez dono do negócio, cada associado é responsável pela sustentabilidade e direcionamento da cooperativa de crédito. Consequentemente, há uma preocupação maior para manter os resultados equilibrados, o que é feito por meio de um conjunto de ações que visam a manutenção da qualidade da carteira de crédito, garantindo menores riscos e um controle de inadimplência mesmo diante de um cenário econômico desafiador. Nas cooperativas de crédito, existe uma menor assimetria de informações entre o associado e a instituição, e é essa proximidade que permite um maior crescimento de carteira com maior sustentabilidade. 

Também é importante ressaltar que, tanto em cooperativas de crédito quanto em instituições financeiras mais tradicionais, a evolução digital tem favorecido os modelos de crédito adotados. Munidas de ferramentas tecnológicas para coleta, gestão e análise de informações, essas organizações vêm aumentando sua capacidade de controle de riscos e eficiência de seus programas de concessão de recursos. 

Todos esses fatores somados criam um ambiente favorável ao mercado de crédito para os meses que estão por vir, de modo que ele possa evoluir em condições nas quais os índices de inadimplência, mesmo com pequenas elevações, permaneçam sob controle.

 

 

Julio Cardozo - diretor executivo de Riscos do Banco Cooperativo Sicredi


A importância da capacitação de profissionais da saúde e o papel das evidências clínicas para manter todos na mesma página

Durante a pandemia, foi necessário aumentar o número de contratações de profissionais no ecossistema da saúde. O cenário de escassez de mão de obra revelou-se tão grande que muitos profissionais já afastados do mercado retornaram e, outros que mal tinham concluído os cursos, foram para a linha de frente. Inclusive, tamanha era a carência, que o Ministério da Educação (MEC) autorizou a formatura antecipada de alunos dos cursos de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia, exclusivamente para atuação desses profissionais nas ações de combate ao novo Coronavírus.

Além disso, o grande número de informações a respeito da doença era assustador. A cada semana mudavam as referências, as diretrizes, os protocolos. Para complicar ainda mais, a decisão clínica muitas vezes estava concentrada na mão de um médico não especialista, sob pressão, mais sobrecarregado do que o normal e muito mais suscetível a dúvidas.

Manter todos na " mesma página" tornou-se um desafio até mesmo para as instituições habituadas a trabalharem com corpo clínico aberto. Por outro lado, enalteceu ainda mais a necessidade e a importância da capacitação de profissionais da saúde. Evidências clínicas nunca foram tão necessárias.

Algumas perguntas cabem neste contexto: como equilibrar esse gap entre níveis de conhecimento, em um pico de demanda e em um sistema de saúde ainda mais fragilizado? Até que ponto sanar as dúvidas contando apenas com recursos da própria casa é produtivo? Como levar informações e evidências clínicas atualizadas a todos? E os protocolos clínicos qual a melhor forma de atualizá-los?

A medicina baseada em evidências e a tecnologia de alguma forma estão presentes em todas as respostas a estas questões. Seja em momentos críticos, como os de pandemia, ou no dia a dia de hospitais que atuam com corpo clínico aberto, por exemplo.

A uniformização de protocolos clínicos e a disseminação desses conteúdos entre todos os profissionais é sempre um grande facilitador. Mas, um fator chave à adesão é fazer com que essas condutas cheguem quase que naturalmente aos profissionais, evidenciando os seus benefícios, mas sem imposições. Ou seja, o importante é oferecer o suporte adequado, para que onde estiver, o profissional possa acessar conteúdo de qualidade sobre sua especialidade e outras informações que julgar necessárias, mas, sempre deixando a palavra final do diagnóstico em suas mãos.

Por tudo isso, soluções que combinem inteligência artificial, informações baseadas em evidências clínicas, com experiência clínica e especificidades de cada paciente, são bem eficientes nesse processo. Elas ajudam a responder ao desafio de criar, manter e garantir a adoção de padrões para o tratamento de doenças, incluindo as de maior variabilidade, ajudando os profissionais da saúde a entregarem cuidados consistentes, de alta qualidade e efetivos, além de trazer maior segurança para o paciente.

A ideia é não só simplificar o processo de atendimento, como ajudar o profissional da saúde a estabelecer um fluxo de tomada de decisão mais interativo e chegar a conclusões mais assertivas sobre os seus pacientes, inclusive do ponto de vista de diagnósticos laboratoriais.

Em suma, a qualidade do atendimento e a homogeneidade do conhecimento resultam de uma jornada de processos, otimizações e práticas dentro de hospitais que devem ser continuamente aprimoradas. A disseminação de conteúdo de forma nivelada, implementação de protocolos atualizados com base em evidências clínicas, acesso remoto a aplicações, adoção de prontuários eletrônicos e sistemas informatizados de gestão, entre outros fatores, certamente serão de grande valia para que todos estejam na mesma página.


 

Juliana Gomes - líder de novos negócios e projetos da Wolters Kluwer Health no Brasil

  

Mulheres lideram o mercado de coaching 

 Pesquisa da International Coaching Federation (ICF) em parceria com a PwC mostra que 66% dos profissionais que atuam neste mercado são do sexo feminino 


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1950, apenas 13,6% das mulheres estavam no mercado de trabalho. Em 2010, esse número chegou a 49,9%. As mulheres têm buscado mais qualificação e ganhado espaço em diferentes profissões, mesmo em ambientes predominantemente masculinos. Uma profissão em ascensão que demonstra o predomínio do sexo feminino é a de Coach. Um estudo realizado pela International Coaching Federation (ICF) em parceria com a PwC, mostrou que as mulheres são a maioria no segmento no Brasil, correspondendo 66% do mercado. 

Para Cândida Semensato, presidente da ICF Brasil, características que normalmente são mais perceptíveis nas pessoas do sexo feminino, tornando as mulheres capacitadas para terem uma boa atuação na profissão. "Nós mulheres temos muita capacidade de ouvir, flexibilidade para fazer diversas tarefas ao mesmo tempo, organização, empatia, acolhimento, todas essas qualidades fazem muito a diferença no trabalho de coaching. Todo a experiência que nós carregamos, até mesmo as dores que só nós sentimos nos tornam pessoas resilientes e preparadas ", ressaltou.  

Na pesquisa, a ICF mostra que a maioria dos Coachs tem educação de terceiro grau (52%) ou graduação (42%), a maior parte também está entre a geração X, 53%, (39 - 54 anos) e Baby Bommer, 25% (55 - 73 anos) e 30% dos respondentes disseram ter entre 5 a 10 anos de atuação.  

Para Cândida, o que podemos analisar com esses dados é que as pessoas que buscam se especializar para ser um coach, especialmente as mulheres, já alcançaram uma maturidade em uma outra profissão e decidiram fazer uma transição de carreira. "O que motiva muito as mulheres a buscarem essa mudança profissional na vida é, principalmente, fazer algo com propósito, que esteja mais alinhado aos seus valores, e a flexibilidade para fazer os próprios horários e conseguir conciliar melhor com outras funções, como a maternidade, por exemplo". 



Cândida Semensato - foi eleita como presidente da ICF Brasil para o biênio 2021-2022. Trabalhou como publicitária por 16 anos e há 6 anos atua como coach certificada pela Associate Certified Coach pela International Coaching Federation (ACC-ICF), com ênfase em Coaching Executivo e de Carreira. 


* A pesquisa global da International Coach Federation (ICF), foi realizada pela consultoria PwC com 10 mil profissionais em 140 países sobre indústria do coaching e teve um recorte Brasil.


Dia Internacional da Mulher: por que elas são minoria no mercado de investimentos?

O próximo dia 8 de março marca o Dia Internacional da Mulher, oficializado em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU). A cada ano, a data provoca ainda mais debates sobre o papel da mulher na sociedade e uma questão que não pode ficar de fora é a presença das mulheres no mercado financeiro.


Segundo dados da B3 coletados em 2020, cerca de 26% das pessoas físicas cadastradas na bolsa são investidoras mulheres. Apesar do número ser pequeno, o crescimento em 2020 foi de 118%. Enquanto os homens somam 2,38 milhões na bolsa, elas são 847 mil. Um outro levantamento aponta que as mulheres só são maioria (58%) em relação aos homens na CPA-10 (Certificação Profissional Anbima Série 10), considerada base para se inserir na atividade de distribuição de produtos de investimento. Já na CPA-20, destinada a profissionais que atuam no setor de alta renda das instituições financeiras, as mulheres representam 45%.

Mas por que o mercado de investimentos ao longo dos anos é dominado, em sua maioria, por homens?

De acordo com Laura Bartelle, especialista em investimentos e sócia da 051 Capital, um dos motivos que explicam esse cenário é o gap na renda com homens recebendo salários maiores que elas. "Sobra menos para as mulheres investirem se comparado aos homens. Primeiro porque temos essa diferença de ganhos entre ambos. E segundo porque elas costumam gastar mais", diz.

Ainda segundo a especialista, ainda se vive também resquícios de uma sociedade que culturalmente e historicamente tem decisões financeiras tomadas por homens. Apesar disso, Laura percebe que o cenário está mudando.

"Eu trabalho no mercado desde 2005 e antes eu escutava diariamente 'nossa, o mercado não tem nada a ver com você'. Hoje em dia, isso não acontece e, para a minha boa surpresa, as mulheres estão muito mais interessadas do que 15 anos atrás", comenta.

Para Laura, homens e mulheres trabalhando juntos é a união perfeita para gerar um bom equilíbrio. "As mulheres são mais conservadoras, têm menos necessidade de competir e são menos propensas ao excesso de confiança. Isso tudo pode auxiliar muito no processo de investimento. O desafio é enfrentar o medo de perder. Compreender o mercado e se familiarizar é o caminho para ganhar clareza sobre os riscos e não paralisar", explica.

Segundo a especialista, é preciso valorizar as referências femininas no mercado, pois essa atitude auxilia na percepção de que a área de investimentos também pode ser dominada por mulheres. "Outro ponto é o mercado usar mais abordagens direcionadas a mulheres e, com isso, se tornar mais convidativo", completa.




Laura Bartelle - Nascida em Porto Alegre, Laura Bartelle é especialista em investimentos e hoje mora no Rio de Janeiro, onde atua na 051 Capital. Começou a carreira como analista de investimentos na XP com apenas 17 anos. Durante 7 anos, atuou como analista, comunicadora e sócia da empresa. Fala sobre o mercado financeiro diariamente de forma independente nas redes sociais, especialmente no Instagram @laurabartelle.


Dia das Mulheres - os preconceitos que ainda enfrentados em relação às finanças

Na próxima segunda-feira (08), é comemorado o Dia Internacional da Mulheres, sendo um momento importante para o debate entre a relação do sexo feminino com o dinheiro, pois, existe uma visão ainda muito distorcida sobre o tema.

Apesar dos preconceitos ainda existentes, as mulheres modernas atravessam um momento no qual estão tomando conta, cada vez mais, das finanças pessoais e das famílias. Se antes os homens é que controlavam os gastos, hoje, a situação é completamente diferente. Além disso, já há algum tempo, as mulheres também conquistam cargos de destaque no mercado de trabalho, infelizmente ainda ganham menos do que os homens.

"Atualmente, vejo que as mulheres buscam mais educação financeira do que os homens, e lidando muito melhor com as finanças. Contudo, ainda são alvo de grande preconceito, tanto em suas casas, onde piadas machistas como "eu ganho e ela gasta", ainda são comuns e, principalmente, no mercado de trabalho, no qual os salários ainda não se equipararam", alerta o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro Eu mereço ter dinheiro!, que fala de finanças para o mundo feminino.

A realidade é que a mulher tem que trabalhar igual ou mais que o homem (ainda há casos em que ela é responsável pelos trabalhos da casa) e, muitas vezes, por preconceito ganha menos, tem que administrar as finanças e ainda é considerada a gastona. Tudo isso só mostra que ainda temos muito que evoluir em relação ao tema.

Infelizmente, como reflexo de todas as novas e velhas demandas direcionadas às mulheres, o que se observa é que hoje estão se endividando tanto quanto os homens. Mas, os motivos muitas vezes são diferentes.

O que ocorre é que o sexo feminino está na linha de frente da cadeia comercial. Um exemplo: quando as famílias necessitam comprar algum produto doméstico, geralmente, quem vai atrás dessa ação são as mulheres, a mesma coisa em relação aos alimentos, roupas e medicamentos. Entretanto, é fundamental que, com todas essas obrigações, a mulher não perca o direito de ter os seus próprios sonhos.

"Só com o sonho que elas conquistarão a independência financeira. Com a definição dos sonhos, as mulheres saberão o quanto necessita para atingi-lo e, com o simples exercício de registrar mensalmente todos os seus gastos num bloco de anotações, descobrirão no que poderão economizar para realizá-los. E isso tudo sem ter que eliminar gastos que geram prazeres e que também têm relevância para suas vidas, como produtos de beleza, roupas, etc.", explica Reinaldo Domingos.

Contudo, mesmo que seja importante comprar o que se deseja, o educador financeiro reforça a importância do consumo consciente, observando que, muitas vezes, no impulso de comprar e de se manter dentro da moda, compram coisas que não eram realmente importantes e, pior, que nunca usarão. "É mais comum do que se imagina ouvir pessoas falando que tem roupas no guarda-roupa que nunca usaram e isso é um desperdício de dinheiro", alerta.

Para combater esse problema, o autor do livro Eu mereço ter dinheiro! listou algumas perguntas que devem ser feitas antes de qualquer compra:

• Eu realmente preciso desse produto?

• O que ele vai trazer de benefício para a minha vida?

• Se eu não comprar isso hoje, o que acontecerá?

• Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima?

• Estou comprando por mim ou influenciado por outra pessoa ou por propaganda sedutora?

Se mesmo diante deste questionamento, a pessoa concluir que realmente precisa comprar o produto, seria prudente fazer mais algumas perguntas como:

• De quanto eu disponho efetivamente para gastar?

• Tenho o dinheiro para comprar à vista?

• Precisarei comprar a prazo e pagar juros?

• Tenho o valor referente a uma parcela, mas o terei daqui a três, seis ou doze meses?

• Preciso do modelo mais sofisticado, ou um básico, mais em conta, atenderia perfeitamente à minha necessidade?

 

 

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