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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

O desenvolvimento do Brasil só ocorrerá por meio dos municípios


A Constituição da República sempre reservou atenção especial aos munícipios


A Constituição da República reservou atenção especial aos munícipios. Logo no início do texto constitucional, no art.1º, há inclusão do município como ente federativo.

Vejamos:

Art. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito (...).

Na sequência da Carta, no art.18, é expressamente disposta a autonomia dos municípios:


Art. 18. A organização político administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos (...).

Isso nos passa uma clara diretriz: Para o crescimento do país é imprescindível que a reforma tributária inverta a pirâmide e a prioridade tributária. Não é mais possível que as cidades sobrevivam com os parcos recursos do ISS e do IPTU apenas. Sabe-se bem que muitos munícipes deixam de recolher o IPTU pelo simples motivo de terem prioridade em outros gastos, como alimentação principalmente. Nenhum prefeito deseja processar e executar o imóvel do munícipe. Daí os constantes programas de refinanciamento de IPTU.

Curiosamente os estados recolhem o IPVA, e mesmo não havendo vinculação deste imposto com qualquer gasto, pois a natureza deste tributo não impõe especificação de gasto, é a cidade que deve manter a estrutura viária em ordem. O estado sequer mantém a maioria das principais rodovias, haja vista que estas têm concessionárias que tarifam os usuários.

Porém são os prefeitos os responsáveis em manter a cidade em funcionamento com creches, escolas, postos de saúde etc.

O governo federal repassa verbas e muitas vezes estas verbas  são insuficientes para as obras necessárias que os municípios necessitam.  Com isso, o executivo municipal muitas vezes se vê obrigado a esticar o orçamento para que alcance as necessidades das cidades. Esse improviso, muitas vezes, conduz a processos de improbidade administrativa.

Nos parece evidente que o recolhimento de tributos, especialmente sobre o consumo, deveria ocorrer diretamente pelos municípios e estas verbas devem permanecer nas cidades para o bem dos cidadãos.

Cabe aos governos estaduais e federal diminuírem de tamanho e desafogarem as cidades de suas despesas.




Cassio Faeddo - Advogado. Mestre em Direitos Fundamentais. MBA em Relações Internacionais


Empresários podem consultar a partir de hoje Cadastro Positivo do SPC Brasil


Acesso a dados só poderá ser feito por empresas nas quais o consumidor buscar crédito. Iniciativa proporciona análise de crédito mais individualizada, com possibilidade de juros menores



Instituições financeiras, comerciantes e demais empresas que trabalham com concessão de crédito podem consultar a partir de hoje (15/01) as informações do Cadastro Positivo do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

O Cadastro Positivo é um banco de dados que reúne o histórico de pagamento dos consumidores e tem como finalidade subsidiar a análise dos clientes. Seus principais efeitos serão diminuir a assimetria de informações e dar mais segurança para o empresário que concede crédito e proporcionar uma análise individualizada para os consumidores, abrindo a possibilidade de juros menores e condições diferenciadas de acordo com o perfil de risco. 

Neste primeiro momento, o mercado poderá consultar cinco tipos de informações na base de dados do SPC Brasil:

- Score de crédito do consumidor (pontuação utilizada pelas empresas para avaliar a probabilidade de pagamento);

- Indice de pontualidade de pagamento (percentual de contas quitadas ou vencidas);

- Indice de comportamento de gastos (principais gastos categorizados por tipo de crédito, como cartão, empréstimos, financiamentos, contas de consumo e outros);

- Indice de consultas que o CPF do consumidor tem por segmento de empresas (segmentos em que o consumidor mais tem buscado crédito).

Também haverá a possibilidade de a empresa credora acessar o histórico consolidado de compromissos financeiros assumidos pelo consumidor, como valores e datas de pagamento das faturas de cartão de crédito, crediário, financiamentos e empréstimos – desde que haja consentimento do próprio consumidor.

As informações do Cadastro Positivo servem, exclusivamente, para auxiliar o processo de análise de crédito e só podem ser acessadas por empresas nas quais o consumidor busca crédito. O banco de dados não inclui dados sobre quais bens foram adquiridos, nome do estabelecimento ou instituição em que o consumidor contraiu crédito e nem informações de saldo em conta corrente ou investimentos, que nem mesmo serão enviadas aos gestores do banco de dados.
 

Primeira etapa do Cadastro Positivo atinge 120 milhões de consumidores

Desde meados de novembro do ano passado, mais de 120 milhões de consumidores vem sendo notificados via SMS, e-mail ou correspondência física sobre a abertura automática do seu Cadastro Positivo. Ao receber a comunicação, o consumidor fica apto a acessar o site do SPC Brasil (www.spcbrasil.org.br/cadastropositivo) para acompanhar o seu score de crédito e o histórico de compromissos financeiros a partir de um login e senha individualizados. Embora automático, o consumidor tem a opção de cancelar, gratuitamente, o seu cadastro e também reingressar, caso se arrependa da decisão.

Nesta primeira etapa, fazem parte do Cadastro Positivo todos os consumidores que possuem operações de crédito nos cinco principais bancos do país e em outras 100 instituições financeiras. Para os próximos meses, a população não-bancarizada também terá sua oportunidade, pois estão previstas o envio de informações por parte de empresas do varejo, telefonia e concessionárias de água e luz.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o Cadastro Positivo é benéfico tanto para consumidores quanto para os empresários. “Agora, o risco da tomada de crédito será analisado de forma mais individualizada, tornando o modelo mais justo. Um dos motivos das taxas de juros serem altas é a ausência de algumas informações sobre os hábitos de pagamento dos consumidores. Atualmente, o bom pagador é penalizado pelo consumidor inadimplente, fazendo com que os juros sejam elevados para todos, independentemente do seu comportamento financeiro. Com o Cadastro Positivo, o consumidor será analisado pelo seu próprio histórico de pagamentos e não apenas pelas restrições pontuais existentes em seu nome. Com mais conhecimento, é possível não somente separar os tomadores de crédito com alto ou baixo risco, mas também identificar comportamentos intermediários e estipular taxas de juros mais adequadas a cada perfil”, afirma Pellizzaro Junior.

Já adotado em países desenvolvidos da Europa, Estados Unidos e até em nações emergentes, como México e Coreia do Sul, o Cadastro Positivo é uma evolução para o mercado de crédito, que atualmente se baseia apenas nas informações de inadimplência do consumidor. “Dessa forma, uma conta esquecida pode ser o suficiente para que um bom pagador tenha seu crédito negado. Com a nova medida, as empresas passam a ter acesso a um histórico consolidado de pagamentos feitos no cartão de crédito, crediário e contas de consumo, o que representa muito mais do que uma negativação isolada. Isso torna a análise mais justa para o consumidor e aumenta o nível de previsibilidade para quem concede crédito”, afirma o superintendente de operações do SPC Brasil, Nival Martins.


Por que os chabots são os favoritos dos millennials?


Nativos digitais, impacientes, ultraconectados, decididos e superexigentes. Os millennials, como são chamados os nascidos entre 1980 e 2000, estão fazendo o mundo corporativo virar de cabeça para baixo! Se antes as marcas ditavam os desejos dos consumidores, nos últimos anos, elas tiveram que aprender a identificar os anseios desse grupo para manter o próprio negócio.

Entre as principais características dessa geração está a habilidade de interagir no meio digital, o que representou uma mudança radical na forma de se comunicar. WhatsApp, Facebook, Twitter e Instagram: as redes sociais ganharam força desde o início do século e já se tornaram quase imprescindíveis à rotina dos millennials.
Com isso, o relacionamento com as empresas também mudou. A demanda por agilidade impôs às empresas o investimento em tecnologia, automação de processos e, principalmente, inteligência artificial. Um exemplo importante e bastante usual são os chatbots, ou “robôs de conversa”, que simulam a interação humana no atendimento ao usuário. Segundo uma pesquisa da Freshworks Inc., empresa de software de envolvimento do cliente, 70% dos millennials já interagiram com um chatbot e mais de 80% estão satisfeitos ou muito satisfeitos com a resposta que receberam.

A lógica é simples: se para conversar com um amigo, basta abrir um aplicativo, por que pagar uma conta seria diferente? O millennial quer seus problemas resolvidos em tempo real. Como são exigentes em relação à rapidez e à eficácia dos serviços, sabem que um bot foi programado para atendê-lo melhor que um funcionário, com disponibilidade 24 horas por dia, sete dias por semana.

Para as empresas, o chatbot também oferece uma série de vantagens, como redução de custos com atendimento, onipresença em todos os canais da empresa, como site, aplicativo e redes sociais. Além disso, se integrado ao CRM da companhia, o sistema possibilita o retorno em tempo real para o consumidor. Esse cuidado com o atendimento, muitas vezes, é o que vai fidelizar um cliente na hora da compra.

E não precisa ser uma empresa de grande porte para investir nessa tecnologia. São diversos os casos de pizzarias que implementaram bots no WhatsApp para anotar os pedidos. Há, inclusive, plataformas com configurações predefinidas, como Dialogflow, do Google, ou Watson, da IBM, que permitem desenvolver a ferramenta a um menor custo. Elas também agilizam o processo, uma vez que será necessário apenas criar os fluxos de perguntas e respostas. Em semanas, seu negócio já pode estar de cara nova.

Atualmente, não há nenhuma solução totalmente pronta para bots conversacionais. Então, para ter um chatbot útil, é preciso investir um bom tempo em treinamentos e integrações. Uma boa dica é usar textos curtos - isso torna a conversa mais fluida e facilita o entendimento. Você também pode se utilizar de uma linguagem mais informal, com emojis e GIFs. Personalize a conversa utilizando o nome do usuário nas respostas, sua geolocalização, oferecendo quizes personalizados, games e integrações com outras plataformas.

Apesar da tendência à automação, é difícil eliminar o fator humano no atendimento num futuro próximo. Boa parcela da população ainda frequenta bancos para pagar dívidas e checar o extrato, por exemplo, além do fato de que o meio digital ainda não é acessível a todos os lugares do mundo. É preciso continuar pensando em soluções mais econômicas, inteligentes e sustentáveis para todos e buscar estratégias de comunicação realmente efetivas. Assim, clientes e empresas ficarão muito mais satisfeitos!




Marcelo Pires - sócio-diretor da Neotix Transformação Digital. Designer de formação, escultor nas horas vagas, trabalha com design aliado à tecnologia há mais de 20 anos. Especialista em usabilidade, é o responsável pela direção de criação de projetos interativos na Neotix, caminhando pelas áreas de tecnologia, inovação, design, UX e transformação digital.
Neotix Transformação Digital
http://www.neotix.com.br/

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