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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Pesquisa revela que mães são as principais gestoras da saúde das famílias brasileiras e fazem isso cada vez mais no digital

Perfil do Paciente Digital 2026, da Doctoralia, mostra que 72% dos usuários são mulheres, que concentram decisões sobre consultas, tratamentos e acompanhamento médico
 

No Brasil, o cuidado com a saúde das famílias tem protagonismo feminino - e ele está cada vez mais digital. É o que mostra o levantamento Perfil do Paciente Digital 2026”, realizado pela Doctoralia, maior plataforma de saúde do país. De acordo com o estudo, 72% dos usuários são mulheres, que assumem, na prática, a responsabilidade por organizar consultas, acompanhar diagnósticos e gerenciar a jornada de cuidado de filhos, parceiros e até dos próprios pais. 

Mais do que pacientes, essas mulheres atuam como verdadeiras gestoras da saúde familiar, concentrando decisões que vão desde a escolha de profissionais até o momento de buscar atendimento. O dado reforça uma transformação silenciosa: o cuidado com a saúde, historicamente associado ao ambiente doméstico, hoje também passa pelo ambiente digital e continua sendo liderado por elas. 

Esse protagonismo feminino no cuidado não é novo, mas ganha novos contornos com a digitalização da saúde. Dados recentes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social mostram que mulheres dedicam, em média, 9,8 horas a mais por semana do que os homens ao trabalho de cuidado não remunerado. Além disso, 43% são as únicas responsáveis pelas tarefas domésticas e 48% cuidam de outras pessoas sem remuneração1. Nesse contexto, a gestão da saúde da família se consolida como mais uma camada dessa responsabilidade. 

Essa gestão acontece, cada vez mais, na palma da mão. Segundo o levantamento do Perfil do Paciente Digital 2026, 84% dos acessos a serviços de saúde são feitos por smartphones, consolidando o celular como principal ferramenta na organização da rotina de cuidado. Canais como WhatsApp também ganham protagonismo no agendamento e na comunicação com profissionais de saúde. 

Outro aspecto relevante é o perfil etário dessas mulheres. A maior concentração está entre 36 e 59 anos, faixa que frequentemente representa a chamada “geração sanduíche”, responsável simultaneamente pelo cuidado com filhos e com pais idosos. Nesse contexto, a gestão da saúde se soma a outras responsabilidades, ampliando a carga emocional e operacional do cuidado. 

Para Flavia Soccol, líder global de Patient Care da Doctoralia, o estudo revela uma mudança estrutural no comportamento do paciente e também no papel das mulheres nesse processo. “Em 2026, o paciente é digital, crítico e informado, mas continua profundamente humano. Ele pesquisa, compara e busca informações, mas a decisão ainda é baseada em confiança. A jornada se digitalizou, mas a necessidade de conexão humana, segurança e acolhimento só aumentou. Existe também um fator muitas vezes invisível, mas determinante, o protagonismo das mulheres, especialmente mães, que estão no centro das decisões de saúde e da gestão do cuidado. Isso é algo que eu vivencio também no meu dia a dia. Entender essa dinâmica não é opcional. É o que permite construir um sistema de saúde mais acessível, eficiente e, principalmente, mais humano.” 

No Mês das Mães, os dados ajudam a lançar luz sobre um trabalho cotidiano que, muitas vezes, passa despercebido: o de coordenar a saúde de toda a família. Um papel que vai além do afeto e se traduz em planejamento, informação e ação - agora cada vez mais mediado pela tecnologia.

 

Referência:

  1. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social / Governo Federal – 2025. Disponível em: Link

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