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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Aprenda a fazer cartões de Natal em aquarela com professor da Panamericana


Veja como surpreender a família e os amigos, colorindo o final de ano

No passado, os cartões de Boas Festas tinham papel de destaque na época de Natal. Feitos em papel especial, com gramatura mais parruda, escritos em relevo ou com letras trabalhadas em fios dourados, eles eram um símbolo de carinho e chegavam até mesmo a fazer parte da decoração natalina.

Com a popularização da Internet, o papel perdeu espaço e os votos de boas festas passaram a ser digitais, sobretudo depois da chegada dos smartphones. Mas apesar de tanta praticidade, sempre há formas de surpreender ao resgatar os costumes antigos de forma criativa.

É o que defende Marcos Fajardo, designer gráfico e coordenador do curso de Artes Plásticas da Panamericana Escola de Arte e Design. “O cartão de Natal não precisa necessariamente ser um cartão. Ele pode ganhar outras roupagens e se tornar um presente para toda a família, algo que traga um significado maior do que palavras”, afirma ele.

Para este ano, uma boa ideia é o cartão de Natal em Aquarela, um mimo cujo investimento é baixo e pode variar com a qualidade do material – que é fácil de encontrar em papelarias de bairro ou até mesmo em lojas especializadas em materiais artísticos. Na medida em que a habilidade e o interesse pela técnica aumentam, é possível elevar a qualidade.

Materiais necessários:

- Papel com gramatura maior de 170 (para não enrugar quando receber a água)

- Estojo de tinta em pastilha

- Pelo menos 3 pincéis redondos. Os de espessura menor são ideais para detalhes, enquanto os maiores são para grandes áreas 

- Duas vasilhas com água (uma serve para limpar o pincel e outra para diluir a tinta)

- Um godê para testar as tintas

- Um lápis para o desenho base (isso não é obrigatório)

- Uma toalha para limpar e secar o pincel

- Tesoura (pode ser sem ponta) e régua para finalizar


Principais técnicas

Seca – Molhe o pincel na água limpa, umedeça a tinta e aplique no papel.

Úmida – Passe a água no papel com a ajuda do pincel. Depois, coloque a tinta na água e deixe ela se espalhar.

Mista – Passe a tinta no papel como se fosse a técnica seca e depois passe água por cima.

Escolha uma bela imagem e mãos à obra!

Desenhe a imagem à lápis, antes de iniciar a pintura. Isso não é obrigatório, mas obviamente ajuda bastante na execução do desenho.

Você pode deixar uma cor mais clara ou mais escura por meio da sobreposição de pinceladas. Primeiro, você passa a tinta bem diluída e espera secar. Depois, pode passar a mesma cor novamente. Faça isso até chagar no tom que você quer.

Uma boa dica é testar a cor da tinta na borda do papel, com pequenas pinceladas. “Esta é uma ótima oportunidade para testar todas as técnicas e ver qual agrada mais”, diz Fajardo.

Corte e dobre, finalizando o cartão.

Para ver o vídeo completo da aquarela feita pelo coordenador, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=pxUYMWsz310
Panamericana

Comportamento em relação a AIDS precisa mudar


Avanços tecnológicos e disseminação da informação proporcionam uma vida comum aos pacientes, mas casos de HIV continuam aumentando em todo o mundo. No Brasil, números saltaram de 39 mil para 866 mil em 8 anos


A Aids, sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença proveniente da infecção pelo vírus HIV, o vírus da imunodeficiência humana, que afeta o sistema imune, e é responsável pela defesa contra infecções e tumores. “O vírus atinge preferencialmente os linfócitos T CD4, o que afeta o funcionamento do sistema imune como um todo, permitindo novas infecções e reativações de infecções antigas que estavam latentes”, explica o infectologista Guenael Freire, membro da Doctoralia.  “A depleção dos linfócitos é contínua e, caso não seja cessada pelo tratamento, pode levar a pessoa ao adoecimento grave”, completa o especialista.

No Brasil, a doença teve início na década de 80 onde ganhou força ao atingir, em sua maioria, a população homossexual. A Unaids (Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) estima que, anualmente, 866 mil pessoas são impactadas pela doença no país. No mundo, esse número é de 37,9 milhões de indivíduos, sendo que 25% deles não sabem da convivência com o vírus. Dos quase 38 milhões de pacientes, 1,7 milhão são crianças.


Prevenção

Existem algumas ações que são compartilhadas pelo governo à população. Entre elas, a distribuição gratuita de preservativos masculinos e femininos; o acesso a tecnologias e exames para identificação precoce do vírus por meio de testes rápidos; o uso de antirretrovirais após exposição ao HIV (PEP) e o uso contínuo de medicamentos preventivos para reduzir o risco de infecção (PreP), além de ações educativas em escolas e locais públicos. 


Transmissão 

Apesar de bastante conhecida, a sua transmissão ainda não é totalmente compreendida. A partir do momento em que há presença do vírus no sangue do indivíduo, a transmissão pode acontecer por meio de sexo no geral sem o uso de preservativos; o uso compartilhado de utensílios não esterilizados, como por exemplo, seringa; transfusão de sangue contaminado – um dos principais motivos de contaminação na primeira onda da doença no Brasil. Mães soropositivas merecem acompanhamento especial. Caso não seja feito o acompanhamento pré-natal de maneira adequada, o vírus pode ser compartilhado com o bebê pela placenta e a amamentação deve ser evitada pois, assim como o sangue e as secreções genitais, o leite materno é transmissor do HIV. “Com os cuidados apropriados a mãe vivendo com o HIV pode ter seu filho totalmente livre do vírus”, explica o especialista. 


Sintomas

Alguns sintomas podem aparecer logo após a infecção. No início, não são tão específicos e costumam ser confundidos com enfermidades corriqueiras no dia a dia, como por exemplo, dengue. Geralmente anos após a infecção, os sinais iniciais da doença surgem como emagrecimento, diarreias prolongadas, fraqueza e infecções respiratórias de repetição. “O paciente fica suscetível a doenças que ‘se aproveitam’ de sua deficiência imune, pneumonia, tuberculose, herpes zoster ou até mesmo alguns tipos de câncer”, aponta o médico.

Importante ressaltar que durante a janela imunológica também pode haver contaminação. “Esse termo se refere ao período de 2 a 4 semanas, que diz respeito ao tempo entre a infecção e a detecção do vírus pelos exames”, conta. Durante esse intervalo, é possível que o resultado do teste dê negativo mesmo quando há infecção, “portanto, caso haja suspeita concreta, é importante realizar um novo teste após 30 dias”. 


Tratamento

A partir da detecção do HIV, o acompanhamento médico se torna indispensável, uma vez que atualmente todos devem receber o tratamento independente do estado da imunidade. É essencial que haja regularidade no tratamento, pois o contrário poderá fortalecer o vírus. Qualquer interrupção ou troca de medicamentos deve ser feita de acordo com as recomendações do especialista. 
Com o avanço tecnológico, é plenamente possível levar uma vida normal sendo portador do HIV. “Os antirretrovirais têm como objetivo primário tornar a carga viral indetectável, permitindo assim a recuperação da imunidade e evitando novas transmissões”. 

Evidências científicas recentes mostraram que se a carga viral for indetectável, não há risco de transmissão sexual do vírus. “Ainda não há cura para o HIV e para a AIDS, mas resultados como este são o caminho para um futuro cada vez mais promissor”, finaliza o doutor Guenael Freire.


Fumante passivo: substâncias tóxicas da fumaça têm impacto muito além do pulmão



  • De acordo com estudo inédito, convivência diária com fumantes, principalmente após os 20 anos de idade, aumenta chances de desenvolver hipertensão – doença com impacto direto em diferentes órgãos, como o coração.
  • Elie Fiss, pneumologista e pesquisador sênior do Hospital Oswaldo Cruz explica o tema:

Responsável por mais de 30% dos óbitos causados por câncer, o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas engana-se quem acredita que o perigo afeta apenas fumantes.

De acordo com dados inéditos apresentados no Euro Heart Care de 2019, congresso científico da Sociedade Europeia de Cardiologia, o tabagismo passivo -- inalação inconsciente de fumaça de outras pessoas queimando cigarros, charutos ou cachimbos – foi associado a um aumento de 13% no risco de pressão alta (hipertensão). Viver com um fumante após os 20 anos de idade foi associado a um risco 15% maior. Ainda de acordo com o estudo apresentado pela Universidade de Sungkyunkwan, Seul, da Coréia, a exposição ao tabagismo passivo por dez anos ou mais estava relacionada a um aumento de 17% no risco de hipertensão. Homens e mulheres foram igualmente afetados.

A hipertensão foi significativamente mais comum em pessoas expostas ao fumo passivo em casa ou no trabalho (7,2%) em comparação com a não exposição (5,5%). O estudo, considerado um dos maiores a avaliar a associação entre fumo passivo e hipertensão, avaliou 131.739 pessoas que nunca fumaram, com idade média de 35 anos. O estudo em não fumantes mostra que o risco de hipertensão é maior com maior duração do tabagismo passivo -- mesmo em quantidades baixas. 

Hoje, sabe-se que a pressão alta é a principal causa global de morte prematura. Ao inalar fumaça de cigarro, mais de 4.700 substâncias tóxicas são introduzidas no organismo. "Não importa quem acendeu o cigarro. Ao inalar a fumaça, qualquer pessoa que estiver no mesmo ambiente que o fumante poderá sofrer consequências graves”, explica Elie Fiss, médico pneumologista e pesquisador sênior do Hospital Oswaldo Cruz. Os principais cânceres relacionados à inalação da fumaça do cigarro são os de pulmão, vias aéreas e brônquios, fígado e bexiga.

A maioria das crianças também é afetada pelo tabagismo passivo dentro de casa, com uma taxa maior que a dos adultos. Filhos de pais fumantes têm até cinco vezes mais infecções respiratórias Entre os principais problemas imediatos estão tosse, resfriado, cárie dentária e até infecções de ouvido. Mães não fumantes quando expostas à fumaça passiva podem ter alto risco de dar à luz bebês com baixo peso. “Produtos químicos tóxicos como nicotina e cotinina, presentes na fumaça, podem danificar cérebro e pulmões de feto e recém-nascidos” complementa o médio.





Elie Fiss - médico pneumologista e pesquisador sênior do Hospital Oswaldo Cruz. 


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