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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Compliance que gera valor: a estratégia de negócio que vai além da exigência regulatória

  

Em um ambiente de negócios cada vez mais regulado, o compliance deixou de ser apenas uma exigência formal para ocupar um papel mais estratégico. No Brasil, a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) foi um marco importante ao estabelecer regras claras e responsabilizar empresas por desvios. No entanto, a Lei é apenas o ponto de partida.

 

Hoje, o principal diferencial das organizações mais maduras é a adoção de posicionamentos ativos que vão além da obrigatoriedade. Por exemplo, a norma ISO 37301, padrão internacional de gestão de compliance, não é exigida por lei, mas segui-la é uma escolha que diz muito sobre o nível de compromisso de uma empresa com integridade, governança e gestão de riscos. Ao adotar uma certificação relevante e não obrigatória, a companhia sinaliza que decidiu investir em estrutura, processos, tecnologia e pessoas para garantir que o compliance funcione de forma contínua.

 

Não se trata de um esforço pontual, mas de um sistema vivo, já que certificações como a ISO não se sustentam como um selo estático, pois precisam de evidências, acompanhamento e melhoria contínua, além de exigir ao longo do tempo que a empresa comprove a efetividade de seus controles e a evolução dos processos a partir de aprendizados internos.

 

Para a eConsig, empresa da Serasa Experian, certificada na ISO 37301, esse movimento se traduz, na prática, em uma estrutura organizada para mapear riscos, estabelecer controles e garantir rastreabilidade das decisões. Mais do que atender a um padrão, trata-se de incorporar o compliance à rotina do negócio, com apoio de tecnologia e da atuação coordenada entre áreas como jurídico, compliance e de tecnologia.


 

De governança à competitividade: o impacto do compliance

 

O compromisso com as iniciativas de compliance gera impactos claros dentro e fora da organização. Internamente, fortalece a gestão de riscos, aumenta a previsibilidade e cria uma cultura entre os colaboradores, que passam a atuar de forma coordenada em torno da integridade. Externamente, funciona como um sinal concreto de confiança, especialmente em contextos mais exigentes, como processos de contratação com o setor público e licitações, em que a capacidade de mostrar controles estruturados e auditáveis é ainda mais relevante.

 

Nesse sentido, certificações independentes cumprem um papel importante: oferecer uma validação externa, feita por organismos sem vínculo com a empresa, que atestam a existência de uma governança estruturada e aderente aos padrões exigidos. Em um mercado cada vez mais atento a riscos, isso deixa de ser um diferencial e passa a influenciar decisões de negócio.

 

A evolução do compliance também passa pela forma como ele é operacionalizado, pois o uso de tecnologia para organizar informações, registrar evidências e dar visibilidade a processos contribui para tornar a governança mais eficiente e menos dependente de iniciativas isoladas. Mais do que automatizar, trata-se de dar consistência e escala ao que antes poderia ser disperso.

 

No fim, a discussão sobre compliance vem mudando de lugar. Não se trata apenas de evitar riscos ou atender exigências regulatórias, mas de estruturar o negócio para crescer com mais segurança e responsabilidade, além de garantir um posicionamento competitivo no mercado. Compliance, hoje, gera valor porque transforma integridade em prática, confiança em ativo e governança em vantagem real para o negócio.


 

Cristiana Barreto - Diretora de Soluções da Serasa Experian

Experian
experianplc.com


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