Em um ambiente
de negócios cada vez mais regulado, o compliance deixou de ser apenas uma
exigência formal para ocupar um papel mais estratégico. No Brasil, a Lei
Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) foi um marco importante ao estabelecer
regras claras e responsabilizar empresas por desvios. No entanto, a Lei é
apenas o ponto de partida.
Hoje, o
principal diferencial das organizações mais maduras é a adoção de
posicionamentos ativos que vão além da obrigatoriedade. Por exemplo, a norma
ISO 37301, padrão internacional de gestão de compliance, não é exigida por lei,
mas segui-la é uma escolha que diz muito sobre o nível de compromisso de uma
empresa com integridade, governança e gestão de riscos. Ao adotar uma
certificação relevante e não obrigatória, a companhia sinaliza que decidiu
investir em estrutura, processos, tecnologia e pessoas para garantir que o
compliance funcione de forma contínua.
Não se trata de
um esforço pontual, mas de um sistema vivo, já que certificações como a ISO não
se sustentam como um selo estático, pois precisam de evidências, acompanhamento
e melhoria contínua, além de exigir ao longo do tempo que a empresa comprove a
efetividade de seus controles e a evolução dos processos a partir de
aprendizados internos.
Para a eConsig,
empresa da Serasa Experian, certificada na ISO 37301, esse movimento se traduz,
na prática, em uma estrutura organizada para mapear riscos, estabelecer
controles e garantir rastreabilidade das decisões. Mais do que atender a um
padrão, trata-se de incorporar o compliance à rotina do negócio, com apoio de
tecnologia e da atuação coordenada entre áreas como jurídico, compliance e de
tecnologia.
De
governança à competitividade: o impacto do compliance
O compromisso
com as iniciativas de compliance gera impactos claros dentro e fora da
organização. Internamente, fortalece a gestão de riscos, aumenta a
previsibilidade e cria uma cultura entre os colaboradores, que passam a atuar
de forma coordenada em torno da integridade. Externamente, funciona como um
sinal concreto de confiança, especialmente em contextos mais exigentes, como
processos de contratação com o setor público e licitações, em que a capacidade
de mostrar controles estruturados e auditáveis é ainda mais relevante.
Nesse sentido,
certificações independentes cumprem um papel importante: oferecer uma validação
externa, feita por organismos sem vínculo com a empresa, que atestam a
existência de uma governança estruturada e aderente aos padrões exigidos. Em um
mercado cada vez mais atento a riscos, isso deixa de ser um diferencial e passa
a influenciar decisões de negócio.
A evolução do
compliance também passa pela forma como ele é operacionalizado, pois o uso de
tecnologia para organizar informações, registrar evidências e dar visibilidade
a processos contribui para tornar a governança mais eficiente e menos
dependente de iniciativas isoladas. Mais do que automatizar, trata-se de dar
consistência e escala ao que antes poderia ser disperso.
No fim, a discussão sobre compliance vem mudando de lugar. Não se trata apenas de evitar riscos ou atender exigências regulatórias, mas de estruturar o negócio para crescer com mais segurança e responsabilidade, além de garantir um posicionamento competitivo no mercado. Compliance, hoje, gera valor porque transforma integridade em prática, confiança em ativo e governança em vantagem real para o negócio.
Experian
experianplc.com
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