A Semana Mundial da Imunização 2026, celebrada entre os dias 24 e
30 de abril, reforça a importância da vacinação como uma das principais
estratégias de saúde pública na prevenção de doenças em todas as idades. Neste
cenário, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), destaca o
Guia de Imunização do Paciente Oncológico Pediátrico, documento inédito voltado
à orientação de profissionais de saúde sobre o calendário vacinal e
recomendações específicas para crianças e adolescentes em tratamento
oncológico.
O material reúne diretrizes atualizadas sobre vacinação antes, durante
e após o tratamento, incluindo situações como quimioterapia, radioterapia,
transplante de células-tronco hematopoiéticas e terapias celulares como CAR-T,
além de orientações para contactantes e estratégias de profilaxia
pós-exposição.
A presidente da SOBOPE, Mariana Bohns Michalowski, destaca a
importância do tema: “O tratamento oncológico impacta diretamente o sistema
imunológico das crianças e adolescentes, aumentando sua vulnerabilidade a infecções
potencialmente graves, muitas delas preveníveis por vacinas. O Guia de
Imunização do Paciente Oncológico Pediátrico traz informações seguras e
atualizadas que auxiliam na tomada de decisão clínica, contribuindo para
reduzir lacunas de conhecimento e ampliar a proteção desses pacientes”.
A especialista reforça ainda a importância da atualização contínua
das equipes de saúde. “Ainda existe uma lacuna importante de conhecimento sobre
o esquema vacinal em pacientes oncológicos pediátricos, o que pode levar à
perda de oportunidades de imunização. Este guia ajuda a organizar e padronizar
essas condutas em diferentes fases do tratamento”, completa.
Segundo a SOBOPE, o documento também orienta sobre o acesso aos
Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), além de abordar
protocolos de revacinação pós-terapias e cuidados específicos no acompanhamento
desses pacientes.
Câncer infantojuvenil
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil
registra cerca de 7,9 mil a 8 mil novos casos de câncer infantojuvenil por ano
no triênio 2023–2025. Apesar de representar entre 1% e 3% de todos os
diagnósticos de câncer no país, a doença é a principal causa de morte por
doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. As leucemias, os tumores
do sistema nervoso central e os linfomas estão entre os tipos mais frequentes.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce e o acesso rápido ao
tratamento em centros especializados são determinantes para o aumento das taxas
de sobrevida.
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