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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Semana Mundial da Imunização reforça importância da vacinação em pacientes oncológicos pediátricos

  

A Semana Mundial da Imunização 2026, celebrada entre os dias 24 e 30 de abril, reforça a importância da vacinação como uma das principais estratégias de saúde pública na prevenção de doenças em todas as idades. Neste cenário, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), destaca o Guia de Imunização do Paciente Oncológico Pediátrico, documento inédito voltado à orientação de profissionais de saúde sobre o calendário vacinal e recomendações específicas para crianças e adolescentes em tratamento oncológico. 

O material reúne diretrizes atualizadas sobre vacinação antes, durante e após o tratamento, incluindo situações como quimioterapia, radioterapia, transplante de células-tronco hematopoiéticas e terapias celulares como CAR-T, além de orientações para contactantes e estratégias de profilaxia pós-exposição. 

A presidente da SOBOPE, Mariana Bohns Michalowski, destaca a importância do tema: “O tratamento oncológico impacta diretamente o sistema imunológico das crianças e adolescentes, aumentando sua vulnerabilidade a infecções potencialmente graves, muitas delas preveníveis por vacinas. O Guia de Imunização do Paciente Oncológico Pediátrico traz informações seguras e atualizadas que auxiliam na tomada de decisão clínica, contribuindo para reduzir lacunas de conhecimento e ampliar a proteção desses pacientes”. 

A especialista reforça ainda a importância da atualização contínua das equipes de saúde. “Ainda existe uma lacuna importante de conhecimento sobre o esquema vacinal em pacientes oncológicos pediátricos, o que pode levar à perda de oportunidades de imunização. Este guia ajuda a organizar e padronizar essas condutas em diferentes fases do tratamento”, completa. 

Segundo a SOBOPE, o documento também orienta sobre o acesso aos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), além de abordar protocolos de revacinação pós-terapias e cuidados específicos no acompanhamento desses pacientes.

 

Câncer infantojuvenil 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 7,9 mil a 8 mil novos casos de câncer infantojuvenil por ano no triênio 2023–2025. Apesar de representar entre 1% e 3% de todos os diagnósticos de câncer no país, a doença é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. As leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas estão entre os tipos mais frequentes. Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce e o acesso rápido ao tratamento em centros especializados são determinantes para o aumento das taxas de sobrevida. 

O guia completo está disponível no site da SOBOPE.



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