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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Inadimplência no aluguel cresce entre inquilinos com mais de 70 anos

Segundo a pesquisa, perfil etário, estado civil e tipo de renda influenciam risco de atraso e não pagamento

 

Um estudo da APSA, um dos maiores ecossistemas de soluções imobiliárias e urbanas do país e líder nacional em administração de condomínios, revela que a inadimplência no pagamento de aluguel é mais elevada entre inquilinos com mais de 70 anos. A faixa etária registra índice de 5,17%, o maior entre todos os grupos analisados. 

O levantamento, baseado no perfil dos locatários administrados pela empresa, mostra que, embora a impontualidade seja mais comum entre pessoas de 41 a 60 anos — com pico de 44,71% na faixa de 51 a 60 anos —, o risco de não pagamento definitivo cresce na população mais idosa. Entre locatários de 61 a 70 anos, por exemplo, a inadimplência cai para 2,86%, o menor percentual identificado. 

“Não se trata de um quadro de inadimplência generalizada, mas de um comportamento que reflete mudanças na composição da renda e das despesas ao longo da vida. Entre os locatários acima de 70 anos, o peso maior de gastos com medicamentos e saúde tende a pressionar o fluxo financeiro mensal”, destaca Fernando Schneider, diretor-superintendente da APSA. 

No estudo, impontualidade refere-se aos pagamentos realizados após a data de vencimento, ainda que regularizados posteriormente. Já a inadimplência considera os casos em que o débito permanece em aberto após o prazo estipulado, configurando não pagamento no período analisado. Em outras palavras, todo inadimplente é impontual, mas nem todo impontual se torna inadimplente. 

O estudo também identificou diferenças relevantes por estado civil. Solteiros apresentam a maior taxa de inadimplência (5,36%), seguidos por viúvos (4,40%). Casados (2,24%) e divorciados (2,13%) registram os menores índices. 

No recorte por profissão, categorias com renda mais variável concentram maior inadimplência, como comerciantes (8,57%), empresários (7,50%) e autônomos (7,14%). Já médicos registram o menor índice (1,15%), seguidos por militares (3,13%). 

“As informações reforçam a importância de uma análise criteriosa de perfil e do acompanhamento técnico dos contratos ao longo da locação. Fatores como previsibilidade de renda, composição familiar e padrão de despesas têm impacto direto na capacidade de pagamento. Uma gestão preventiva, baseada em dados, contribui para reduzir riscos e tornar as relações de locação mais equilibradas e sustentáveis para todas as partes”, acrescenta Fernando.


APSA - referência no mercado imobiliário brasileiro e um dos maiores ecossistemas de soluções imobiliárias e urbanas do país, com foco no viver bem das pessoas. Atua na administração de condomínios, gestão de imóveis para locação e oferece soluções complementares — com recursos próprios ou por meio de parcerias estratégicas — nas áreas de compra e venda de imóveis, seguros, eficiência energética, soluções financeiras, educacionais e tecnológicas. Líder nacional em administração de condomínios, a empresa possui uma carteira de aproximadamente 100 mil unidades administradas, com atuação em diversas capitais brasileiras.


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