Segundo a pesquisa, perfil etário, estado civil e tipo de renda influenciam risco de atraso e não pagamento
Um estudo da APSA, um dos maiores ecossistemas de soluções
imobiliárias e urbanas do país e líder nacional em administração de
condomínios, revela que a inadimplência no pagamento de aluguel é mais elevada
entre inquilinos com mais de 70 anos. A faixa etária registra índice de 5,17%,
o maior entre todos os grupos analisados.
O levantamento, baseado no perfil dos locatários administrados
pela empresa, mostra que, embora a impontualidade seja mais comum entre pessoas
de 41 a 60 anos — com pico de 44,71% na faixa de 51 a 60 anos —, o risco de não
pagamento definitivo cresce na população mais idosa. Entre locatários de 61 a
70 anos, por exemplo, a inadimplência cai para 2,86%, o menor percentual
identificado.
“Não se trata de um quadro de inadimplência generalizada, mas de
um comportamento que reflete mudanças na composição da renda e das despesas ao
longo da vida. Entre os locatários acima de 70 anos, o peso maior de gastos com
medicamentos e saúde tende a pressionar o fluxo financeiro mensal”, destaca
Fernando Schneider, diretor-superintendente da APSA.
No estudo, impontualidade refere-se aos pagamentos realizados após
a data de vencimento, ainda que regularizados posteriormente. Já a
inadimplência considera os casos em que o débito permanece em aberto após o
prazo estipulado, configurando não pagamento no período analisado. Em outras
palavras, todo inadimplente é impontual, mas nem todo impontual se torna
inadimplente.
O estudo também identificou diferenças relevantes por estado
civil. Solteiros apresentam a maior taxa de inadimplência (5,36%), seguidos por
viúvos (4,40%). Casados (2,24%) e divorciados (2,13%) registram os menores
índices.
No recorte por profissão, categorias com renda mais variável
concentram maior inadimplência, como comerciantes (8,57%), empresários (7,50%)
e autônomos (7,14%). Já médicos registram o menor índice (1,15%), seguidos por
militares (3,13%).
“As informações reforçam a importância de uma análise criteriosa
de perfil e do acompanhamento técnico dos contratos ao longo da locação.
Fatores como previsibilidade de renda, composição familiar e padrão de despesas
têm impacto direto na capacidade de pagamento. Uma gestão preventiva, baseada
em dados, contribui para reduzir riscos e tornar as relações de locação mais
equilibradas e sustentáveis para todas as partes”, acrescenta Fernando.
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