Presidente da ABRADEB, Raimundo Nonato,
explica como identificar abusos e buscar reparação
O aumento das denúncias de idosos
vítimas de juros abusivos acende alerta para práticas irregulares no sistema
financeiro. Só no último ano, foram mais de 13 mil registros, média de 37 casos
por dia, segundo levantamento do Idec com base em dados da plataforma consumidor.gov.br.
O cenário evidencia a importância do
acesso à informação e da educação financeira como ferramentas essenciais para
prevenir abusos e garantir que o consumidor compreenda plenamente as condições
de crédito antes de qualquer contratação.
Segundo Raimundo Nonato, presidente da
Associação Brasileira de Defesa dos Clientes de Operações Financeiras e
Bancárias (ABRADEB), é fundamental que os consumidores estejam atentos aos
sinais de irregularidade e busquem orientação ao identificar cobranças
indevidas.
“O consumidor deve procurar a própria
instituição financeira ao identificar juros abusivos, assim como os órgãos de
defesa, como o Procon. Em casos mais graves, o caminho judicial pode ser
necessário, inclusive com pedido de revisão contratual”, explica.
Entre as práticas consideradas abusivas
estão a imposição de serviços não contratados, venda casada e falta de
transparência nas condições do crédito. De acordo com o especialista, ofertas
que prometem facilidade excessiva ou pressionam pela contratação imediata devem
ser vistas com cautela.
“Sinais como promessa de dinheiro
fácil, ausência de explicações claras sobre taxas e contratos com informações
pouco destacadas indicam risco. É essencial que o consumidor analise tudo com
calma antes de fechar qualquer acordo”, alerta.
Raimundo Nonato reforça ainda que o
acompanhamento frequente de extratos e a conferência de descontos são medidas
importantes para evitar prejuízos prolongados.
“A principal orientação é nunca
contratar com pressa. Toda proposta deve ser analisada com atenção,
preferencialmente com apoio de um familiar ou profissional de confiança. Quando
a informação não é clara, o risco de abuso é real”, afirma.
O especialista destaca que a proteção
ao consumidor idoso deve ser tratada com prioridade, considerando sua maior
vulnerabilidade.
“Quando falamos em idosos, não estamos
tratando apenas de consumo, mas de dignidade. O crédito precisa ser ofertado
com transparência, responsabilidade e respeito”, conclui.
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