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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Natal: brinquedos podem prejudicar visão de crianças


Os mais perigosos para os olhos são os que contém laser e os que lançam projéteis, como os que imitam arcos e flechas e armas de fogo


O Natal está se aproximando e as crianças ficam ávidas por ganhar presentes, especialmente brinquedos. Mas é preciso tomar alguns cuidados na hora de escolher os produtos, de modo que não ofereçam riscos para a sua saúde ocular dos pequenos. Os mais perigosos para os olhos são os que contém laser e os que lançam projéteis, como os que imitam arcos e flechas e armas de fogo. Os óculos de brinquedos também são prejudiciais, pois não costumam ter proteção UVA e UVB.

De acordo com o oftalmologista Hilton Medeiros, da Clínica de Olhos Dr. João Eugenio, alguns brinquedos com laser têm elevado potencial de causar lesão ocular nas crianças. “Não é só a radiação emitida pelo sol que pode causar lesões na retina e levar à perda da visão, a radiação emitida pelo laser também pode. Por curiosidade e por não ter maturidade para compreender os riscos, os pequenos costumam olhar diretamente para esta luz. Ocorre que fixar a visão por mais de 10 segundos no laser, dependendo da potência, pode causar sequelas irreversíveis à visão”, afirma o médico.

O especialista explica que a radiação é mais prejudicial aos olhos das crianças do que dos adultos por serem mais sensíveis. “Até 10 anos de idade, os olhos são mais sensíveis porque a transparência da córnea e do cristalino são maiores, reduzindo a capacidade de filtrar os variados tipos de radiação. Em função disso, o risco de as crianças sofrerem lesões oculares são maiores, podendo resultar em períodos transitórios de turvação da visão até a perda irreversível da acuidade visual”, esclarece Medeiros.

Segundo a Academia Americana de Oftalmologia, cerca de 1 em cada 10 crianças que sofre uma lesão ocular é atingida por brinquedos, conforme um estudo de 2014. Um arco de brinquedo que dispara dardos a mais de 100 metros de distância encabeçou a lista de brinquedos mais perigosos deste levantamento, devido ao seu potencial de causar ferimentos nos olhos. 

Por mais que pareçam inofensivas, mesmo as versões de brinquedo dos arcos e flechas que têm projéteis feitos de espuma de plástico podem causar sérios danos aos olhos de uma criança, se usados muito próximos do rosto. Além disso, os dardos e flechas plásticas podem arranhar os olhos, causando abrasões da córnea, ou, no caso de pontas, podem perfurar os olhos, danificando permanentemente a visão de uma criança.

Apesar da fabricação e comercialização de armas de brinquedo serem proibidas no Distrito Federal e em outras Unidades da Federação, elas estão disponíveis para venda na internet.  “Ferimentos oriundos de pistolas de airsoft e armas de paintball, por exemplo, podem causar descolamento da retina, sangramentos na parte inferior dos olhos, glaucoma e cataratas traumáticas”, esclarece Hilton Medeiros. 

Com relação aos óculos de brinquedo, não basta proteger da luminosidade, é preciso proteger contra a radiação UVA e UVB do sol, pois ela pode danificar a córnea, o cristalino e a retina. “Se as lentes não protegem os olhos, os raios ultravioletas passam e afetam a retina mais severamente do que se a criança não estivesse usando nenhum tipo de lente, podendo levar ao desenvolvimento de pterígio, retinopatia solar, tumores conjuntivais e palpebrais, degeneração macular e até acelerar o desenvolvimento de catarata", ressalta Hilton Medeiros, lembrando que os efeitos da radiação são cumulativos e que, em médio ou longo prazo, podem provocar doenças nos olhos desde a infância ou adolescência.

O ideal é buscar alternativas de presentes seguras. O oftalmologista aconselha os pais a ficarem atentos às instruções nas caixas e nos manuais dos brinquedos, além de confirmarem se está descrito algum tipo de perigo para a saúde visual. No caso de brinquedos com laser, o produto deve atender aos requisitos para produtos a laser, incluindo limitações de potência. Por fim, deve-se evitar adquirir brinquedos em camelôs e feiras de rua, pois há chances de serem falsificados ou de serem importados e não cumprirem especificações técnicas de segurança estabelecidas pela legislação nacional.





Hilton Medeiros - Oftalmologista


Dor braço pode indicar problema na coluna


Conheça as características do problema e aprenda a prevenir


Ao longo da vida, é possível que muitas pessoas sintam dor em um dos braços após sobrecarga, estresse, ou mesmo má postura. O problema pode estar relacionado à lesões na coluna cervical e, por isso, exige atenção aos sintomas e cuidados para evitar que o quadro piore. 

Cervicobraquialgia é a dor que começa na parte de trás do pescoço, pode irradiar para um dos ombros e chegar ao braço, onde pode apresentar formigamento e perda de força. No pescoço, pode causar certa rigidez e a dor piora com a tosse. Ela decorre de uma compressão dos nervos localizados na região superior da coluna vertebral, entre as vértebras C1 e C8, responsáveis pela sustentação e movimentos da cabeça e membros superiores. 

Dr. André Evaristo, ortopedista, especialista em cirurgia da coluna no Hospital Sírio-Libanês, explica que “uma coluna saudável tem movimentação harmônica, mas quando sofre lesão as vértebras e discos podem ser desgastados e ter sua calcificação aumentada. Essa alteração provoca rigidez na estrutura e comprime os nervos do local afetado”.

A compressão pode decorrer de uma série de fatores, como má postura, excesso de carga, estresse, trauma físico, hérnia de disco e doenças degenerativas que comprometem a saúde da coluna. Como há o risco de formigamento, os sintomas são confundidos com infarto do miocárdio. “Para identificar corretamente a causa do problema, são necessárias avaliações físicas e exames de imagem, como ressonância magnética, que auxiliam o médico na condução do tratamento mais adequado”, revela Dr. André. 

A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 37% da população brasileira terá lesões na coluna cervical, somente pela má postura no uso do aparelho celular, com a cabeça abaixada. “O excesso de tempo nessa posição é prejudicial, pois exige um esforço maior da coluna para sustentar o peso da cabeça em inclinação. Quando está em posição reta, é exercido um peso de cerca de 5 quilos sobre a coluna. Com a inclinação, esse número aumenta em até 6 vezes”, revela Dr. André.


Como se prevenir  

Melhorar a postura: é a primeira das opções, a coluna deve ficar reta e a cabeça alinhada, seja nas tarefas do dia a dia, sentado ou em pé.

Visitar o médico ortopedista regularmente, para avaliar possíveis desgastes nas estruturas da coluna.

Fortalecimento muscular: os músculos protegem a coluna, quando estão fortalecidos essa proteção é aumentada e minimiza as chances de lesões.

Fazer alongamento, ao menos uma vez ao dia: um profissional de educação física ou fisioterapeuta pode auxiliar na condução da atividade. Uma das opções de alongamento é a rotação da cabeça, com repetições em três séries de seis movimentos:

Sente-se em uma cadeira ou fique em pé com o peso distribuído igualmente em ambas as pernas

·  Suavemente, traga o queixo em direção ao peito. Segure a posição por 5 segundos

·  Suavemente, leve a cabeça para trás. Segure a posição por 5 segundos

·  Deite a cabeça em direção ao ombro direito. Segure a posição por 5 segundos

·  Deite a cabeça em direção ao ombro esquerdo. Segure a posição por 5 segundos

·  Rode a cabeça sentido horário. Realize três voltas completas

·  Rode a cabeça sentido anti-horário. Realize três voltas completas.



Dr. André Evaristo – Ortopedista especializado em coluna. Formado pela Universidade de Marília, fez residência médica em Ortopedia e Traumatologia no Hospital do Servidor Público Municipal (SP) e é Especialista em Cirurgia da Coluna. É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Coluna e da North American Spine Society (NASS). Atualmente, atende no Núcleo de Medicina Avançada do Sírio Libanês, nos hospitais Villa Lobos e AACD. Instagram: @dr.andrecoluna / Facebook: @DrColunaAndreEvaristo 


Check-up anual ajuda a prevenir doenças silenciosas


Especialista explica quais são os principais exames que devem ser feitos e lista 7 perguntas e respostas sobre diagnósticos


Um dos desejos de Ano Novo é ter saúde para desfrutar de muitos e muitos anos de vida pela frente. Para isso, é fundamental fazer uma visita ao médico e agendar um check-up completo. Entre as especialidades que não podem ficar de fora, a urologia é responsável por diversos aspectos, em especial na saúde masculina.

“Muitas doenças podem ser prevenidas ou diagnosticadas precocemente ao fazer o um check-up anual. O câncer de próstata, por exemplo, pode começar de forma silenciosa, mas é potencialmente letal”, explica o Dr. Marcos Tobias Machado. Ele é professor do setor de uro-oncologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) e responsável pelo setor de cirurgia robótica urológica no Hospital Brasil e rede D’Or.

Outra doença silenciosa, que pode acometer homens e mulheres, é o câncer de rim. A grande maioria dos casos é detectada por exames de imagens, como ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética, indicados por outros motivos. “Quando existem sintomas os mais frequentes são o sangramento urinário, dor lombar e massa palpável no abdômen (quando o tumor é muito grande)”, explica o especialista.

Como a prevenção ainda é a melhor maneira de se cuidar, Dr. Marcos Tobias machado esclarece os principais pontos sobre a realização de exames de rotina.
Veja a seguir:


1) Quais são os principais objetivos para a realização dos exames anuais?

A prevenção de desenvolvimento de doenças através das medidas de orientação, detecção de doenças precoces graves com possibilidade de cura e melhorar a qualidade de vida por meio de bons hábitos.


2) Qual idade é recomendada para o início dos exames?

Sempre recomendamos que checkups sejam feitos todos os anos, principalmente para verificar condições de exames básicos, como colesterol, triglicerídeos e dosagens hormonais. A partir dos 40 anos a atenção deve ser ainda maior, pois começa a aumentar o aparecimento de doenças cardiovasculares e degenerativas.


3) Como a frequência do checkup é estabelecida?

Deve ser estabelecida pelo médico que está acompanhando o paciente, a frequência varia de acordo com o estado de saúde da pessoa. No entanto, pessoas com bom histórico de saúde podem realizar exames anuais.


4) Quais são os exames mais comuns e sua função?

-Hemograma: exame de sangue para avaliar para identificar possíveis alterações, como infecções, anemia e leucemia;

-Pressão arterial: faz o acompanhamento da hipertensão arterial;

-Exame de urina: avaliar o funcionamento dos rins e detectar possíveis infecções no trato urinário;

-Exame de fezes: analisa as funções digestivas;

-Colesterol total e frações: calcula o risco de entupimentos nas artérias e doenças cardiovasculares;

-Glicemia em jejum: exame de sangue que mede a taxa de glicose na circulação sanguínea;


5) Além do check-up, o que é necessário fazer?

É preciso manter uma alimentação regrada e fazer atividades físicas para garantir uma vida saudável. A mudança de hábitos pode ser considerada uma forma de prevenção para evitar o desenvolvimento de uma doença.


6) Quando tratamos de doenças nos aparelhos genitais, quais são as principais diferenças e exames?

A variação vai de acordo com o sexo, as mulheres são atendidas pelo ginecologista e os homens pelo urologista.

Após a obtenção da história clínica e do exame físico detalhado, incluindo o toque vaginal para as mulheres e o toque retal para ambos os sexos, são solicitados os seguintes exames:

-Urina e creatinina: avaliam doenças renais;

-PSA (Antígeno Prostático Específico): este em especial é realizado para em homens na avaliação das doenças da próstata;

-Ultrassonografias: abdômen; de próstata (homens) e pélvico (para avaliação de útero e ovários em mulheres).


7) Quais são os fatores que levam os homens a cuidar menos da saúde do que as mulheres?

O trabalho excessivo e falta de tempo, a falta de costume de fazer prevenção, além do receio de detecção de doença como sinal de fraqueza. É preciso quebrar estes paradigmas para ter uma vida mais saudável.




Dr. Marcos Tobias Machado - Formado em Medicina pela Santa Casa, Dr. Marcos Tobias Machado acumula experiência e conhecimento em diversas instituições, com destaque para residência médica no Hospital das Clínicas da USP, fellowship em uro-oncologia na Universidade de Miami, especialização em laparoscopia e robótica no H.Henri Mondor em Paris, desenvolvendo cirurgias minimamente invasivas mais complexas, além de atualmente ser chefe do setor de uro-oncologia e cirurgia robótica em urologia do Hospital Brasil e urologista dos Hospitais  da rede D’Or – Bartira, Assunção e São Caetano do Sul. Recentemente, foi palestrante do 8º Congresso do Centro de Oncologia da Universidade de Mansoura, no Egito.


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