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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

O uso medicinal do canabidiol e seu papel no tratamento de doenças


O Canabidiol (CBD) é uma substância extraída da Cannabis sativa, que tem aplicações medicinais registradas ao longo da história. Em 2.700 a. C., na China, utilizava-se a planta para terapia de constipação intestinal, dores, malária, epilepsia, tuberculose e outras doenças. Depois, por volta de 1.000 a. C., na Índia, foi administrada no tratamento de ansiedade, manias e histeria. No início do século XX, seus extratos foram comercializados na Europa para tratar desordens mentais. Porém, o desconhecimento sobre a Cannabis e suas propriedades, e até mesmo por preconceito, seu uso terapêutico diminuiu.

Apenas na década 60, com o avanço da tecnologia e da medicina, o professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, Raphael Mechoulam, isolou os componentes da planta e descobriu o canabidiol. E, na ocasião, ele verificou que a substância não tem propriedade psicoativa, ou seja, o CBD não causa efeitos sobre a atividade psíquica ou comportamental. Essa informação foi reafirmada em 2017, no relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). No documento foi registrado, que “o canabidiol (CBD), molécula não psicoativa da planta Cannabis Sativa L., não é uma substância perigosa, pelo contrário, apresenta um potencial terapêutico alto”.

O que é respaldado por um estudo sobre o efeito do CBD em oito pessoas epiléticas, realizado em 1980, por Raphael Mechoulam e investigadores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Os cientistas administraram 300 miligramas da substância por quatro meses nos pacientes. Desses, em quatro, as convulsões sessaram completamente e em outros três a frequência dos ataques diminuíram consideravelmente. Infelizmente, apesar dos resultados positivos, as pesquisas, na época, não motivaram mais investigações sobre o tema.

Entretanto, o CBD continuou a ser estudado. Em 1988, Allynn Howlett e William Devabe descobriram a existência de receptores celulares para substâncias da cannabis no organismo de ratos. Posteriormente, essa presença também foi evidenciada em outros animais, incluindo o homem. Junto a essa descoberta, substâncias semelhantes às encontradas na planta foram identificadas, os endocanabinoides – produzidas pelo próprio corpo. O responsável pela fabricação e degradação foi denominado de Sistema Endocanabinoide (SEC). Ele está envolvido na regulação de diversas funções orgânicas como: apetite, digestão, dor, humor, inflamação, memória, metabolismo, proteção e desenvolvimento dos neurônios, imunidade e outras.

Tendo em vista a gama de atuações dos canabinoides e seu passado como planta medicinal, hoje, o CBD vem sendo pesquisado e aplicado no tratamento de diversas doenças neurológicas, psiquiátricas, inflamações, dores e bem-estar.

Em países onde a Cannabis Sativa é legalizada para fins medicinais, como a Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Israel, Uruguai e em quase toda a Europa, óleos à base de CBD são receitados para: epilepsia, esclerose múltipla, mal de Alzheimer, mal de Parkinson, ansiedade, dor crônica, fibromialgia, depressão, obesidade, glaucoma, inflamações intestinais, artrite e estresse pós-traumático.

No Brasil, o Hospital Sírio-Libanês divulgou, em junho de 2019, um estudo, no qual dois pacientes com tumores malignos de difícil controle foram tratados com canabidiol, além da radioterapia e da quimioterapia padrão. Um mês após o tratamento, um deles apresentou uma ‘remissão completa’ – termo da Medicina para caracterizar quando não há sinais de atividade da doença, apesar de não ser possível identificar como cura. E, o outro teve uma pseudoprogressão, que segundo os pesquisadores mostrava que o tratamento estava funcionando. Os pacientes relataram que o CBD amenizou os sintomas de dor, náusea, vômito e fadiga, possibilitando uma condição clínica favorável e a prática de atividades físicas.

Com tantos benefícios, o acesso aos medicamentos à base de CBD é cada vez mais importante. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou em dezembro deste ano, o registro destes produtos e a venda em farmácia sob prescrição médica. A medida deve entrar em vigor nos próximos dois meses. O cultivo da planta Cannabis segue proibido. Atualmente, mais de 4,5 milhões de brasileiros, sofrem com doenças que podem ser tratadas com CBD.



Gustavo de Lima Palhares - CEO da Ease Labs


O impacto das fake news no prejuízo à saúde


Especialista destaca segurança do ácido fólico para preservação da saúde do feto contrariando notícias falsas, de fontes desconhecidas


Termo que ganha cada vez mais notoriedade, as fake news estão presentes em todos os segmentos. Os prejuízos que podem causar são incalculáveis. Essa situação é preocupante, inclusive em saúde, o que leva médicos e pacientes a estarem ainda mais alertas às informações recebidas pelas mídias sociais. “Antes de seguir uma indicação para um tratamento ou compartilhar uma notícia, é essencial confirmar se as fontes confiáveis, ou você também estará contribuindo para a força das fake news”, alerta Dr. Antônio Cabral, doutor em Obstetrícia pela Unifesp e professor titular de Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG.

Um dos mais recentes alvos das fake news é o ácido fólico. Com eficácia comprovada, há 50 anos gestantes do mundo inteiro recebem suplementação com a vitamina, identificada como “obsoleta” em divulgações falsas, inclusive em comparação às “novidades” disponíveis no mercado. Uma dessas “novidades” é o metilfolato, que surgiu como sendo a versão atual do ácido fólico. “Definitivamente, esse não é o caso”, explica o Dr. Antônio Cabral. “Os produtos são semelhantes, mas é difícil compará-los para utilização em gestantes, pois o ácido fólico já foi bastante testado, com absorção, dosagem e efeitos comprovados. Teoricamente, o metilfolato teria ação semelhante, mas na prática não existe nenhum estudo publicado ou em andamento, que comprove isso”, explica o obstetra.

“Na obstetrícia, precisamos de cautela e segurança. Não se altera uma indicação de medicação sem a confirmação de que ela é realmente mais eficiente. O ácido fólico continua tão eficaz como sempre foi. Utilizado com segurança há meio século, ele proporciona excelentes resultados para proteção do feto. Não existe nenhum motivo científico para buscar outra solução”, ressalta o dr. Cabral.

Como evitar as fake news – Uma das maneiras mais seguras de confirmar qualquer informação relacionada à saúde é verificar a recomendação das sociedades, federações e órgãos governamentais. “Nenhuma sociedade de obstetrícia no mundo alterou sua indicação sobre o ácido fólico. FDA (EUA), EMA (UE) e FEBRASGO (BR), entre outras, não substituíram o ácido fólico por metilfolato”, informa o especialista da Unifesp e UFMG.

A preocupação da classe médica com as fake news sobre a indicação de metilfolato para as grávidas também está relacionada aos possíveis problemas causados pela dosagem incorreta. As sociedades mundiais indicam 400 microgramas de ácido fólico por dia. Isso significa que, com a ingestão dessa quantidade, a probabilidade de obtenção dos resultados desejados são maiores, assim como também são menores as chances de problemas pela falta ou superdosagem. “Em relação ao metillfolato, não é possível definir a quantidade adequada, pois ainda não se sabe quanto é absorvido pelo organismo nem qual sua ação. Isso ocorre devido à falta de estudos”, explica o dr. Cabral.

“Há diversas questões que nos impedem de considerar o metilfolato como uma possibilidade efetiva para gestantes. Ele é essencial em outras classes terapêuticas, mas quando o assunto é o futuro de milhares de crianças, a única indicação recomendada é o ácido fólico”, enfatiza o especialista.

O Dr. Antônio Cabral recomenda que os pacientes falem com os seus médicos sobre o que leem ou recebem pelas mídias sociais. Os médicos, por sua vez, como fontes confiáveis, devem recorrer às instituições para confirmação das notícias antes de mudar qualquer indicação, evitando assim reforçar a divulgação de uma notícia falsa, que pode colocar em risco a saúde dos pacientes. 

O Ministério da Saúde possui canal especifico para esse tipo de atendimento, o Saúde Sem Fake News. O WhatsApp é (61) 99289-4640.


Roer unhas: mania que pode prejudicar sua saúde bucal



Apesar de parecer inofensivo, o hábito pode fazer mal aos dentes e gengiva

Roer as unhas é um hábito muito comum que afeta entre 20% e 30% da população mundial e está geralmente associada ao estresse e ansiedade. No entanto, o que muita gente não sabe é que o hábito pode influenciar também na saúde bucal. Abaixo, a Dra. Brunna Bastos, cirurgiã-dentista da GUM, marca americana de cuidado bucal, explica os principais problemas que o hábito de roer as unhas pode causar:

1.  Facilita a entrada de bactérias: muitos fungos e bactérias vivem embaixo das unhas, que quando em contato com a boca pode facilitar a entrada desses micro-organismos no corpo e contribuir para infecções.
2.  Prejudica os dentes: a pressão exercida nos dentes pode causar pequenas fraturas e inflamação na gengiva, além de prejudicar pacientes que estejam em tratamento ortodôntico, com possíveis perda de elementos dentais.
3.  Má oclusão: pesquisas indicam que há relação entre a má oclusão (quando há o desalinhamento dos dentes, no qual os superiores e inferiores se desencaixam) e o hábito de roer as unhas, gerando problemas e causando dor. “Por isso, caso haja sinal de incômodos no maxilar é fundamental consultar um profissional para obter um diagnóstico preciso e tratamento correto”, esclarece.

4.  Lesões na gengiva: os pedaços de unha roída podem provocar feridas na gengiva, aumentando o risco de inflamações e contaminações por bactérias. “Como roer unhas pode estar relacionado com problemas emocionais como ansiedade ou estresse, sendo uma forma de alívio dessas tensões emocionais, é importante que o paciente procure ajuda para a interrupção deste hábito prejudicial”, finaliza.



GUM


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